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Riscos do adiamento de exames preventivos durante a quarentena

Riscos do adiamento de exames preventivos durante a quarentena

(Texto atualizado em 16/02/2021 às 12:07 pm)

Especialistas explicam a importância do diagnóstico precoce para tratamentos de câncer efetivos, mas reforçam necessidade de avaliar riscos locais

A pandemia causada pelo coronavírus tem gerado a sobrecarga de prontos-socorros e UTIs ao redor do país. Por conta da sua duração, seu impacto vai muito além, podendo impactar no diagnóstico de outras doenças pelo adiamento dos exames de rastreamento.

Como observou a Dra. Maria Ignez Braghiroli, diretora da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o comportamento dos pacientes mudou visivelmente na quarentena: “Tanto no setor privado, quanto no SUS, é significativa a queda na realização de exames de rastreamento de câncer. Em abril, a taxa de ausência ficou em torno de 50% no privado, e acreditamos que ainda mais alta no SUS, já que a maior parte dos hospitais públicos estão voltados ao atendimento dos casos de coronavírus”.

Os riscos no adiamento dos exames preventivos são reais. O atraso pode causar o diagnóstico tardio de diferentes tipos de câncer, podendo impactar no tratamento. “É fundamental não desprezar sintomas que fujam da normalidade, como dores, inchaços, nódulos, manchas, perda de peso inesperada, dificuldade na cicatrização de feridas, bem como a presença de sangue nas fezes ou na urina. Esses sintomas são alertas de que algo pode estar errado. Por isso, é importante procurar um médico, que avaliará a necessidade de fazer o exame preventivo durante a quarentena ou não”. alerta Dra. Ignez.

Exames preventivos

O acompanhamento médico e a rotina de exames são estratégias para prevenir ou diagnosticar precocemente tumores, aumentando as chances de cura dos pacientes. A Dra. Ignez reforça o papel dos médicos na avaliação de cada um de seus pacientes durante a pandemia. “Independentemente da especialização, é crucial que cada médico mantenha uma avaliação contínua e individual de seus pacientes. Levando em conta a apresentação de sintomas, local de residência e histórico de exames, definindo quando é necessário fazê-los novamente, para evitar diagnósticos tardios, mas também proteger os pacientes de contaminação”.

Caso seja crucial manter as consultas e a regularidade dos exames preventivos, como a mamografia, tomografia, colonoscopia, exame de sangue, entre outros,  a SBOC destaca a importância de seguir as recomendações das organizações de saúde para evitar contaminação pelo coronavírus e está atualizando regularmente uma seção do site criada orientar oncologistas, pacientes e a sociedade com informações confiáveis e de qualidade.

Fonte: SBOC


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Prorrogação das mudanças no Programa Farmácia Popular em abril

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou hoje (12) recomendação para que o governo prorrogue por 30 dias a entrada em vigor da portaria que reduz o valor pago para as farmácias credenciadas no programa Farmácia Popular. A medida foi publicada no final de março, e está prevista para entrar em vigor no dia 30 de abril.

O CNS é um órgão vinculado ao Ministério da Saúde composto por representantes de entidades e movimentos representativos de usuários, entidades representativas de trabalhadores da área da saúde. Por enquanto não houve manifestação oficial sobre a sugestão do CNS para prorrogar o inicio das mudanças.

Uma das principais preocupações do CNS é que possa haver um desabastecimento de medicamentos disponibilizados por meio do programa, por causa do desinteresse das farmácias e drogarias participantes, nos novos valores após redução do repasse do governo.

Existem indícios de que talvez não haja possibilidade nem condições de a participação no programa ser sustentável, já que em alguns produtos, o valor que o varejo paga para comprar o item, é superior ao valor que o medicamento será vendido, sendo totalmente inviável a dispensação.

Acredita-se que o governo deve aceitar a recomendação, que foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do CNS.  “Entendemos que as mudanças não podem gerar um conflito dessa natureza, que possam afetar a população que já é tão sofrida”, comentou para reforçar a orientação ao governo de não diminuir os preços do FP.

Uma reunião entre o Ministério da Saúde e entidades dos setores da industria farmaceutica, do varejo farma e atacadista de medicamentos para discutir sobre os novos valores do Programa Farmácia Popular e os possíveis riscos associados as alterações, antes de diminuir o repasse dos itens, evitando o risco de desabastecimento nas farmácias e drogarias credenciadas.

 

Adiada ou não a data das mudanças?

O Ministério da Saúde ainda não se manifestou oficialmente sobre a orientação, então oficialmente a portaria continua valendo e em 30 de abril de 2018 as mudanças passam a valer em todo o país. O Ministério da Saúde porém garante que as alterações não prejudicam o usuário e não ameaçam de forma alguma o programa. Em declaracao, a pasta disse que a medida tomada tem apenas o objetivo de eliminar as grandes distorções de preços pagos por medicamentos às farmácias credenciadas, que em alguns casos chegava a pagar valores 200% acima do mercado, garantindo ainda uma margem de lucro de 40% às farmácias e drogarias participantes.

 


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