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Compare as 4 vacinas contra a Covid-19 que já apresentaram eficácia

Guia da Farmácia

Os dados foram divulgados pelas próprias desenvolvedoras:

A AstraZeneca/Oxford foi, então, a 1ª a publicar resultados preliminares de fase 3 em revista científica. As informações sobre as outras três desenvolvedoras também são preliminares.

No entanto, fora a de Oxford, nenhuma outra vacina teve análise do seu atual estágio de testes publicado em revista científica.

O Brasil ainda não fez acordo para adquirir esse imunizante — e, em princípio, ele estaria fora dos planos do Ministério da Saúde.

Isso porque o plano preliminar de imunização divulgado pela pasta no dia 1º de dezembro não prevê, por exemplo, o uso de vacinas que exijam baixíssimas temperaturas de armazenamento — esse o caso da vacina da Pfizer.

Em nota divulgada no dia 2 de dezembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) disse ter sido informada pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde do Reino Unido sobre o que chamou de “autorização temporária” para a vacina da Pfizer/BioNTech.

“Trata-se de autorização emergencial, nos termos de legislação do Reino Unido, para um lote específico, devendo futuros lotes ser objeto de autorização específica posterior. Não se trata de registro definitivo, nem de autorização para comercialização da vacina no mercado britânico”, afirma o comunicado.

O plano nacional de imunização do Brasil só deverá ficar pronto quando houver vacina registrada na Anvisa. No momento, não há nenhum registro no Brasil.

Veja, abaixo, um comparativo da taxa de eficáciasegurançalogística e produção e previsão de distribuição no Brasil:

Vacinas contra a Covid-19 e suas eficácias

  • Pfizer + BioNTech: 95% de eficácia e mais de 94% eficaz em idosos acima de 65 anos, segundo dados preliminares da fase 3.
  • Moderna: 94,5% de eficácia, segundo dados preliminares da fase 3.
  • AstraZeneca + Universidade de Oxford: 70% de eficácia, com uma variação de 62% a 90% de acordo com a dose aplicada.
  • Sputnik V: 92% de eficácia, segundo o governo da Rússia.
  • Pfizer + BioNTech: as empresas disseram que, até agora, não encontraram nenhuma preocupação séria de segurança. O que houve foram reações adversas leves – e menos frequentes em idosos que em outras faixas etárias. Elas destacaram que foram alcançados todos os dados de segurança exigidos pela agência americana de saúde, a Food and Drug Administration (FDA), para a Autorização de Uso de Emergencial. No último dia 1º, a farmacêutica pediu o uso emergencial da vacina na Europa e, no dia 2, obteve, então, aprovação no Reino Unido.
  • Moderna: a empresa afirmou que um estudo de eventos adversos indicou que a vacina foi bem tolerada, sem problemas significativos de segurança. Os efeitos foram leves ou moderados. Com base nessa análise provisória, nesta terça-feira (1º), a Moderna pediu o uso emergencial da vacina na Europa.
  • AstraZeneca + Universidade de Oxford: a farmacêutica apresentou um estudo da fase 2 no dia 19 de novembro na revista “The Lancet”, informando que a sua vacina se mostrou segura e consegue uma resposta dos anticorpos. Houve reações adversas leves – e menos frequentes em idosos que em outras faixas etárias.
  • Sputnik V: o governo russo informou que não houve eventos adversos inesperados durante os ensaios da vacina. No entanto, a comunidade científica aguarda a publicação dos resultados em revistas da área para ter mais segurança com relação ao imunizante.
      • Pfizer + BioNTech: as empresas têm o imunizante que envolverá maiores problemas de logística, uma vez que precisa ser transportado em uma temperatura de -70°C. Isso pode, no entanto, se tornar um grande empecilho, principalmente em regiões remotas ou muito quentes. A farmacêutica americana informou que pretende, no entanto, resolver o problema com uma embalagem especial com temperatura controlada, que utiliza gelo seco para manter a condição de armazenamento por até 15 dias.
  • Moderna: sua vacina também oferece desafio de logística por causa da temperatura de armazenamento, que precisa ficar em torno de -20º C durante todo o transporte. Ponto positivo: é possível mantê-la em geladeira por até um mês.
  • AstraZeneca + Oxford: apesar de ter a menor porcentagem de eficácia (média de 70%), a vacina é a mais barata e, entao, mais fácil de armazenar e ser transportada para todas as regiões do mundo. Isso porque ela não precisa estar em temperaturas muito baixas e pode ser armazenada em geladeiras comuns.
  • Sputnik: o governo russo ainda não apresentou informações sobre condições de armazenamento e transporte da vacina. No dia 9 de novembro, o Instituto Gamaleya afirmou que espera publicar esse e outros dados sobre a vacina em um “futuro próximo”.
  • A CoronaVac também promete evitar desafios de transporte. Segundo um estudo publicado em 17 de novembro na revista “The Lancet”, ela pode ser armazenada em refrigeração padrão (assim como a vacina da gripe) e por até três anos, o que representaria, dessa maneira, algumas vantagens de distribuição. Os estudos de fase 3 serão cruciais para comprovar todas essas informações preliminares.

    No dia 1º, o Ministério da Saúde afirmou, no entanto, que a vacina que será administrada no Brasil precisa ser termoestável, ou seja, que não precise de baixíssimas temperaturas de armazenamento, como ocorre com candidatas da Pfizer e da Moderna, por exemplo.

    A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) já havia, então, alertado que países nas Américas não estão prontos para receber vacinas contra a Covid-19 baseadas em RNA (material genético), que precisam ser armazenadas em temperaturas muito baixas.

    Demais vacinas em testes em humanos

    • Sinopharm: laboratório chinês, ele tem dois projetos de vacinas com institutos de pesquisas do país. A Sinopharm e os outros laboratórios preveem uma capacidade de produção de até 610 milhões de doses por ano das várias vacinas chinesas contra a Covid-19.
    • Bharat Biotech: a empresa indiana começou a recrutar em novembro cerca de 26 mil pessoas para a sua “COVAXIN”, desenvolvida com o apoio do governo, e aposta em uma vacina disponível no primeiro semestre de 2021.
    • Johnson & Johnson:  iniciou dois testes clínicos de sua candidata, composta por um adenovírus modificado, uma de apenas uma dose e a outra com duas doses. Os resultados são aguardados para o primeiro trimestre de 2021.
    • CanSino Biological: a empresa chinesa desenvolveu a “Ad5-nCoV” em conjunto com o exército, uma vacina baseada em adenovírus. Os testes de fase 3 acontecem  no México, Rússia e Paquistão.
    • Novavax: trabalha em uma vacina chamada “subunitária” recombinante. A empresa de biotecnologia americana iniciou em setembro o teste clínico de fase 3 no Reino Unido e no fim de novembro deve começar um teste nos Estados Unidos, segundo a France Press. Dados preliminares são aguardados para o primeiro trimestre de 2021.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), há no total 222 vacinas contra a Covid-19 sendo desenvolvidas.

    Fonte: G1

    Foto: Shutterstock

Fonte: Guia da Farmácia


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ANVISA, Covid-19





Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%

Guia da Farmácia

Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento

O laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram nesta segunda-feira, 23, que a vacina contra a Covid-19 que estão desenvolvendo alcançou eficácia de 90%.

Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento especialmente em países como o Brasil.

Nos testes, a vacina de Oxford foi administrada de duas formas diferentes:

Na primeira delas, os voluntários receberam, dessa forma, metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90%.

Já no segundo grupo, que recebeu duas doses completas da vacina, a eficácia foi reduzida a 62%. 

Esses dois resultados permitiram, dessa maneira, obter eficácia média de 70%.

Essas conclusões foram possíveis a partir dos testes de fase 3 – a última etapa dos estudos – realizados na Inglaterra e no Brasil. 

As fases 1 e 2 dos estudos já haviam apontado que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos e a resposta imune das células T em todas as faixas etárias, incluindo idosos.

Eficácia da vacina de Oxford

Nenhum evento grave relacionado à segurança da vacina foi confirmado e o imunizante não apresentou efeitos colaterais graves em nenhuma das duas formas de aplicação.

A eficácia e segurança desta vacina confirmam, então, que será muito competente contra a Covid-19 e que terá um impacto imediato nesta emergência de saúde pública”, disse o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot.

Os resultados sugerem que as duas aplicações – com metade da dose ou as duas doses completas – podem prevenir a transmissão do vírus, evidenciada, portanto, pelo número pequeno de infecções assintomáticas entre os vacinados.

Segundo comunicado de Oxford, vacinas baseadas na mesma tecnologia já são usadas há décadas e são estáveis, fáceis de produzir, transportar e estocar.

Os imunizantes podem, todavia, ser conservados em temperaturas de geladeiras domésticas, de 2ºC a 8ºC, o que facilita a distribuição, pois pode ser facilmente armazenada.

A análise interina foi possível a partir do registro de 131 casos de Covid-19 entre os participantes.

Um grupo de voluntários recebeu a vacina contra a Covid-19 e outro recebeu uma vacina já aprovada contra meningite.

Embora a eficácia da vacina de Oxford seja um pouco menor que a das concorrentes norteamericanas, os dados apresentados aumentam, dessa maneira, a expectativa sobre as chances de desenvolver várias vacinas eficazes, utilizando, portanto, diferentes abordagens.

Especialistas em saúde pública dizem, portanto, que o mundo vai precisar de muitas vacinas para atender a demanda global.

Testes

Dos 24 mil voluntários dos estudos clínicos, cerca de 10 mil são brasileiros.

Os testes estão sendo realizados no Brasil desde junho, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Porto Alegre e Santa Maria.

Em outubro, um dos voluntários brasileiros morreu em decorrência da Covid-19. Os especialistas concluÍram, então, que não havia risco para os voluntários e, por isso, os testes não foram interrompidos.

Em setembro, os testes chegaram, então, a ser suspensos em todo o mundo, após ser registrado um evento adverso grave entre um dos voluntários.

Sobretudo, o jornal The New York Times revelou, todavia, que o participante teve mielite transversa, síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal e costuma ser desencadeada por infecções virais.

Os testes foram retomados após ser constatada que a relação risco e benefício ainda era favorável.

A vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro, que investiu cerca de R$ 2 bilhões para viabilizar a compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses do imunizante.

O recurso foi destinado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem um acordo com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, e já se prepara para começar a produção de 210 milhões de doses do imunizante em janeiro de 2021.

A Anvisa faz análise contínua dos resultados das pesquisas da vacina de Oxford.

Os estudos pré-clínicos, feitos em animais e laboratórios, já foram analisados pela agência, o que pode, portanto, acelerar o processo de aprovação do imunizante no País.

Fonte: Estadão


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Mercado farmacêutico





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