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Vaga Farmacêutico Analista de Produção Jr

merck sharp e dohme

(Texto atualizado em 23/12/2020 às 02:38 pm)

merck sharp e dohme

Nossa equipe da Cadeia de Suprimentos garante que o estoque esteja consistentemente disponível para atender à demanda do cliente. Coordenamos todos os aspectos de suprimento por meio do planejamento de suprimentos, fornecimento, fabricação, gestão de estoque, embalagem e entrega. Fazemos parcerias entre as organizações de Marketing, Finanças e Fabricação Manufatura para construir uma demanda robusta e um plano de fornecimento, e para garantir que obtenhamos produtos para o cliente certo, no local e no momento certo.

Requerimentos:

Mandatório:

Formação Superior: Farmacia, Engenharia Química e Engenharia de Produção
Pacote Office – Excel (Tabela Dinâmica / Filtros / Gráficos
Habilidade de Resolução de problemas
Vivência anterior em sistemas ERP.
Inglês – Intermediário – Importante conseguir comunicar-se

Desejável

Conhecimento em SAP.
Vivência anterior em empresa Farmaceutica / Saúde animal / Alimenticia.
Inglês Fluente.

Atividades:

SAP (Software ERP integrado): Monitorar diariamente erros das ordens de Produção (Manufatura e Embalagem), em relação ao apontamento de fases, consumo de material e criação de estoque no inventário. Monitorar fechamento das ordens, garantindo o cumprimento das métricas (Schedule Adherence).
Investigação e gerenciamento de notificações de qualidade (desvios) e Reclamações de Mercado da Área da Produção;
Agendamento e acompanhamento de Quality Hour (reunião destinada a alinhamento de estratégia de investigação de notificação de qualidade) para Produção;
Auxilio nas atividades relacionadas a TR (Controle de Mudança de Equipamentos);
Gerenciamento de desvios para o controle em Reuniões (abertura, fechamento e status de envio à Qualidade).
Dar suporte à área de produtos médicos.
Suporte às auditorias internas da nossa empresa na área de Produção em relação às Boas Práticas de Manufatura (GMP), coletando os pontos observados e auxiliando no encaminhamento e resolução dos mesmos.
Executar e controlar mudanças em documentações GMP (SOPs, MPDs, PPDs, logbooks, PLs e PSs)
Buscar fornecedores e fazer processos de compras de materiais e serviços, dentro do limite estabelecido.
Dar suporte à programação de produção e ao gerenciamento lean (emissão de ordens de fabricação, atualização de quadros visuais, controle de cycle time, controle de TR).

Nossa Divisão de Fabricação Manufatura e Fornecimento está comprometida em ser o fornecedor mais confiável de bioprodutos farmacêuticos em todo o mundo. Nossas instalações, juntamente com nossos prestadores de serviço externos, fornecedores e parceiros, criam uma rede de fabricação global interdependente, que tem o compromisso de entregar suprimentos de alta qualidade e confiáveis a clientes e pacientes, na hora certa e todas as vezes.


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





GSK/ViiV Healthcare lança doc-reality sobre HIV na MTV

PFARMA

Em projeto inédito, pessoas que vivem com HIV vão compartilhar suas histórias de superação do estigma e discriminação

Rio de Janeiro, novembro de 2020 – Na próxima terça-feira, dia 1 de dezembro, é celebrado o Dia Mundial do HIV/AIDS. No Brasil, a pandemia da COVID-19 trouxe um desafio adicional no enfrentamento da doença, com a diminuição da testagem para o HIV. Segundo dados do Ministério da Saúde, até julho, houve um decréscimo de 17% no número de pessoas que iniciaram o tratamento na rede pública em comparação ao mesmo período do ano passado1.

Como uma das ações para aumentar a conscientização sobre o HIV, diagnóstico e combater o estigma e a discriminação, a GSK/ViiV Healthcare, ao lado dos coprodutores Vbrand e CineGroup, estreia na  MTV o doc-reality “Deu Positivo”, protagonizado por pessoas que vivem com HIV. Em três episódios, os participantes vão contar suas histórias reais permeando os temas indetectável = intransmissível, sorofobia e rede de afeto para levar informação à população.

“Ao longo dos anos, a GSK/ViiV Healthcare tem desenvolvido diversas ações para desmistificar questões em torno do tema HIV, especialmente para jovens, entre os quais há um aumento do número de infecções. Com a série “Deu Positivo”, mostramos através de histórias reais que é possível viver com HIV com qualidade de vida e não transmitir o vírus, desde que esteja em tratamento e com carga viral indetectável. Projetos como esse trazem à tona a importância do tema para o enfrentamento do HIV/AIDS no país”, comenta Gunnar Riediger, Diretor da Unidade de Negócios BioTech da GSK Brasil.

“Quando idealizamos o projeto sabíamos a relevância do entretenimento audiovisual para se conectar, de forma autêntica, com a geração Z, na sensibilização da causa do HIV. O resultado dessa jornada de cocriação, de brand entertainment na essência, é essa série emocionante” , explica Fernanda Menegotto, sócia-diretora da Vbrand.

Na estreia, o doc-reality conta a história de Victor Bebiano, um multiartista de 23 anos que, recentemente, tornou público que vive com HIV. Victor namora há dois anos com o cenógrafo e aderecista Guilherme Custódio, formando um casal sorodiscordante. Além do projeto visual encabeçado pelos dois, Victor decidiu gravar uma música e produzir um clipe que apresenta, em formato artístico, a pluralidade de corpos e rostos de pessoas que vivem com HIV. “Enquanto a gente não botar nossa cara e mostrar quem a gente é, mostrar os nossos corpos, nossos rostos, mostrar como a gente vive, as pessoas vão continuar mantendo aquele estereótipo do passado”, afirma ele.

“Nos enche de orgulho contar essas histórias, de estar ao lado dessas pessoas que, acima de tudo, são corajosas, são inspiradoras. E que certamente têm um papel fundamental na conscientização sobre o HIV/AIDS, não apenas no que diz respeito à transmissão do vírus, mas também por contribuírem na destruição da sorofobia a cada dia que passa” comenta Luciana Pires, produtora executiva da Cinegroup.

“A MTV sempre destacou a importância e se manteve envolvida em ações de prevenção ao HIV e, mais do que isso, com foco no combate ao preconceito que existe ao redor dessa questão ainda hoje. Entrar como parceiro desse projeto, reforça nosso compromisso em trazer esclarecimento e informação”, afirma Tiago Worcman, vice-presidente sênior de Marcas de Música e Entretenimento da ViacomCBS América Latina.

Além do doc-reality, a GSK/ViiV Healthcare promove ainda outras ações abordando a importância da testagem e o diagnóstico precoce, como a Campanha “Abrace a Positividade” com a participação de influenciadores para discutir sobre o tema. Outra iniciativa inédita será a Jornada Participathivos, um evento virtual no dia 03 de dezembro, que contará com a presença de profissionais de saúde e um participante do doc-reality “Deu Positivo”. A GSK/ViiV Healthcare também atua com apoiadora de projetos de terceiros para público leigo e profissionais de saúde sobre a conscientização do HIV e para a melhoria do cuidado às pessoas vivendo com HIV.

Sobre o HIV no Brasil

Um dos objetivos da GSK/ViiV Healthcare também é suportar a progressão dos indicadores em relação à meta 90-90-90 da UNAIDS no mundo todo, inclusive no Brasil. Dados do Relatório do Monitoramento Clínico do HIV publicado pelo Ministério da Saúde em 2019 mostram que, em 2018, das pessoas que vivem com HIV no Brasil, 85% já fizeram teste; destas, 78% estão em tratamento e, desse percentual, 93% apresentam supressão viral2.

  • 900 mil pessoas vivem com o vírus no Brasil2 e 87% das pessoas que iniciaram o tratamento em 2018 estão em uso do antirretroviral dolutegravir3;
  • O SUS oferece gratuitamente testes para diagnóstico de HIV. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em até 30 minutos4;
  • O Brasil garante acesso universal ao tratamento para HIV e foi reconhecido pela ONU como referência mundial no controle da AIDS5;
  • Cerca de 731 mil pessoas que vivem com o HIV no país fazem uso da terapia antirretroviral em unidades da rede pública de saúde1;
  • Ainda há mais de 134 mil pessoas que ainda não sabem que estão infectadas pelo vírus2.

Doc-reality ‘Deu Positivo’

Estreia: 1º, 2 e 3 de dezembro, às 20h, só na MTV.

Nota de esclarecimento:  As gravações da série Deu Positivo respeitaram os protocolos de segurança de produções audiovisuais, as recomendações das autoridades de saúde e as normas vigentes do poder público para conter a pandemia do Covid-19 em 2020. Toda a equipe e os personagens participantes da série fizeram testes clínicos e todos os exames apresentaram resultado negativo.

Sobre a GSK ViiV Healthcare

A GSK é uma empresa global de saúde com foco em ciência e com um propósito especial de ajudar as pessoas a fazer mais, sentir-se melhor e viver mais. Temos três negócios globais que pesquisam, desenvolvem e fabricam medicamentos inovadores, vacinas e produtos de saúde. Somos uma das empresas de saúde mais inovadoras, confiáveis e com o melhor desempenho do mundo. Para mais informações, acesse www.gsk.com.br

A ViiV Healthcare foi criada em 2009, a partir de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, formando uma companhia global dedicada exclusivamente a tratamentos para o HIV. Em 2012, a japonesa Shionogi completou a sociedade. Atualmente, a GSK detém 76,5% de participação na empresa. Como líder em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para o HIV, a ViiV Healthcare possui operações em mais de 50 países. A GSK é o distribuidor da ViiV Healthcare no Brasil.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. OFÍCIO CIRCULAR Nº 16/2020/.DCCI/SVS/MS. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/system/tdf/legislacao/2020/portarias_e_oficios_ministeriais/oficio_circular_n_16.2020.dcci_.svs_.ms_.pdf?file=1&type=node&id=67264&force=1>. Acesso em: 01 out. 2020.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Relatório de Monitoramento Clínico do HIV 2019. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/system/tdf/pub/2016/67063/relatorio_de_monitoramento_clinico2.pdf?file=1&type=node&id=67063&force=1> Acessado em: 01 out. 2020
  3. PASCOM AR. Ministério da Saúde. Experience with dolutegravir in first line. 1-18;2019.
  4. BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Testagem. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/prevencao-combinada/testagem>. Acesso em: 28 ago. 2020.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2019. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2019/boletim-epidemiologico-de-hivaids-2019>. Acesso em: 28 ago. 2020.

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Laboratórios Farmacêuticos, Marketing Farmacêutico





Nova tecnologia suprime rapidamente 95% do mosquito Aedes aegypti

PFARMA

(Texto atualizado em 30/11/2020 às 02:56 pm)

Mini-cápsulas do Aedes do Bem™ foram projetadas para equipar governos e comunidades de todos os tamanhos com uma solução para controle do Aedes aegypti altamente eficaz e economicamente sustentável

A Oxitec Ltd., líder no desenvolvimento de soluções biológicas seguras e direcionadas para controlar insetos que transmitem doenças e destroem plantações, anuncia os resultados preliminares de um teste bem-sucedido da sua nova tecnologia de mini-cápsulas do Aedes do Bem™. Realizado em estreita colaboração com a cidade de Indaiatuba, no Brasil, o método de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ suprimiu, após apenas 13 semanas de tratamento, 95%* da população do Aedes aegypti, em comparação com as áreas de controle não tratadas na mesma cidade.

O tratamento envolveu a colocação de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ em propriedades residenciais uma vez por semana, sem ferramentas ou manuseio especiais. O esforço gerou rápida supressão do mosquito em uma área onde moram aproximadamente 1.000 pessoas, e demonstrou 100% de eficácia da tecnologia na eliminação de larvas fêmeas, validando completamente a biossegurança do produto.

Este ensaio de campo para desenvolvimento do produto de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ representa um grande avanço na tecnologia de controle vetorial direcionada e segura. Embora as tecnologias baseadas em insetos tenham demonstrado efeitos promissores de supressão nas últimas décadas, esta é a primeira solução baseada em insetos criada especificamente para fornecer uma supressão direcionada com simplicidade, escalabilidade e sustentabilidade econômica, tornando acessível para governos, comunidades e usuários finais de todos os tipos e níveis de renda os benefícios das soluções biológicas de saúde pública.

A tecnologia de mini-cápsulas usa o sistema proprietário da Oxitec para encapsular ovos da linhagem de 2ª geração do Aedes do Bem™ e, quando colocadas em uma pequena caixa com água, produzem e liberam apenas machos do Aedes do Bem, que são seguros, auto-limitantes e não picam. Esses machos, ao saírem da caixa, se dispersam no ambiente para acasalar com fêmeas Aedes aegypti selvagens em uma área de até 8 mil metros quadrados. Esse produto está sendo desenvolvido para ser a primeira tecnologia de controle do Aedes aegypti baseada em insetos que pode ser fabricada em instalações centralizadas, ser estavelmente armazenada e implantada sob demanda em qualquer lugar do mundo, sem equipe especializada ou equipamento especial.

Para acompanhar o estudo, a Oxitec encomendou uma pesquisa independente que mostrou que o apoio da comunidade local ao estudo foi alto, com 94% dos 1.200 residentes pesquisados a favor da tecnologia do Aedes do Bem™ e seu uso nos bairros da cidade.

“Temos enfrentado epidemias devastadoras de dengue no Brasil e novas ferramentas de controle de vetores são desesperadamente necessárias para auxiliar nossas cidades e comunidades. É por isso que o produto de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ será tão impactante – ele pode fornecer um controle superior e seguro do Aedes aegypti por meio da fácil implantação de minúsculas cápsulas de ovos em caixas que não exigem infraestrutura dispendiosa ou operações complexas. Estamos tornando o controle do Aedes aegypti simples, sustentável e escalável – em outras palavras, é exatamente o que as cidades e comunidades do Brasil precisam neste momento crítico”, afirma Natalia Ferreira, diretora geral da Oxitec do Brasil.

De acordo com Grey Frandsen, CEO da Oxitec, o ensaio de campo foi inovador. “É a primeira vez que uma tecnologia de controle biológico de vetores é compactada em uma solução pequena, que pode ser transportada, armazenada, segurada na mão e implantada para trazer supressão de mosquitos em várias gerações e sem liberação de fêmeas. Para começar a combater a expansão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, precisamos de uma geração totalmente nova de ferramentas de controle de vetores que sejam acessíveis e economicamente viáveis – e que possam capacitar uma coalizão mais ampla a participar desta batalha. Como demonstramos com sucesso neste ensaio, nossa abordagem com mini-cápsulas do Aedes do Bem™ é exatamente isso. Esse teste excedeu nossas expectativas de desempenho e, agora, estamos nos preparando para testes de campo maiores”.

No início deste mês, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concedeu à Oxitec uma Permissão de Uso Experimental (EUP) para testes de campo dessa mesma tecnologia nos Estados Unidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 390 milhões de pessoas são acometidas pela dengue todos os anos, com aproximadamente metade da população mundial em risco. O número de casos de dengue relatados à OMS aumentou mais de 15 vezes nas últimas duas décadas. O Aedes aegypti, um mosquito invasor encontrado em todo o mundo, também transmite zika, chikungunya e febre amarela.

A diretora da Oxitec, Natália Ferreira, fala sobre a nova tecnologia em live promovida pelo Colégio Positivo na próxima terça-feira, dia 26, às 17h. Aberta à comunidade, a live pode ser acessada pelo Facebook do Colégio Positivo (facebook.com/ColegioPositivo.Oficial/).

* 95% foi a média móvel mais alta em janelas de duas semanas; a média semanal individual mais alta foi de 98%; a média móvel mais alta em janelas de quatro semanas foi de 92%.

FONTE Oxitec


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ANVISA





Lei dos 30 Dias não é cumprida por falta de regulamentação do Ministério da Saúde

(Texto atualizado em 18/11/2020 às 08:20 pm)

cancer celulas

Responsabilidade é de estados e municípios, mas governo federal não regulamentou a lei com portaria específica, demonstrando descaso com a oncologia

Câncer é uma doença de rápida evolução e que não faz quarentena nem jogo político. Os riscos de morte são maiores e os custos, muito mais altos quando os casos chegam em estágios avançados. Uma das leis a favor de pacientes, a Lei dos 30 Dias, estabelece que exames para a confirmação do diagnóstico de câncer devam ser realizados em até um mês. Seu objetivo é o diagnóstico precoce, o que aumenta as chances de cura e de a doença nunca mais voltar, além de diminuir o impacto na gestão de pacientes oncológicos, com menos tratamentos, gastos e processos judiciais.

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) atua junto ao poder público para garantir os direitos de pacientes, já que as leis não são cumpridas e as taxas de mortalidade na oncologia continuam altas.

Segundo publicação do Diário Oficial, a regulamentação da Lei dos 30 Dias deveria ser feita pelo Ministério da Saúde até 28 de abril, o que nunca aconteceu. A justificativa foi o coronavírus. Mas mesmo antes da pandemia, a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou espera de até 200 dias para o diagnóstico de câncer, quase sete vezes mais do que a lei garante ao paciente.

Ao ser questionado pela FEMAMA, o Ministério respondeu que já era subentendido que a lei estaria regulamentada por portarias anteriores, como a que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, e que a responsabilidade era, agora, dos estados e municípios. Isso realmente é verdade, mas vale reforçar que é responsabilidade do Ministério da Saúde dar direcionamento para que os níveis regionais de poder possam ter uma atuação unificada e garantam aos cidadãos seus direitos ao diagnóstico e tratamento do câncer de forma precoce. Nenhuma das portarias mencionadas pelo Governo Federal, por exemplo, versa sobre um prazo de 30 dias.

A falta dessa orientação deixa dúvidas cruciais como em que parte da jornada do paciente começa e onde termina o prazo dos 30 dias; quem fica responsável pelo registro, notificação, fiscalização e monitoramento da lei; qual é o sistema que unificará e quando ele entrará em operação. Isso tudo inviabiliza a aplicação da lei no sistema público de saúde.

Levantamento com estados e municípios mostra despreparo na oncologia

A realidade é que pacientes esperam por muito tempo para fazer exames e biópsias e os gestores insistem em dizer que não há fila de espera. Essa incongruência veio à tona com o questionamento formal feito pela FEMAMA a estados e municípios por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) após a terceirização de responsabilidade pelo Ministério da Saúde. O resultado, decepcionante, já era esperado por conta do relato de muitos pacientes: há um despreparo das instâncias regionais de poder, que não sabem como implementar a lei, apesar de terem ciência da responsabilidade que lhes foi repassada e da necessidade de diminuir a espera dos pacientes com queixas suspeitas de câncer.

Para entender o tamanho da desorganização, alguns não responderam dentro do prazo, de outros a resposta era vaga e prolixa, citando todos os esforços que realizam continuamente pelo bem de pacientes sem citar especificamente o que foi feito para se ter o diagnóstico precoce. Ainda foram encontrados casos onde o site para registrar reclamações ficou sem funcionar por um período. Poucos realizaram esforços específicos para a Lei dos 30 Dias funcionar. A impressão que fica é que nada foi feito e pacientes continuam tendo que aguardar por meses por seu diagnóstico.

Entre os 17 estados respondentes, somente 47% disseram que estão investindo em melhorias administrativas, de processos e infraestrutura de acesso para atender a lei. A notícia positiva é que, além destes, dois estados (12%) apontaram ter criado um programa de navegação de pacientes – Ceará e Maranhão. O levantamento também consultou diretamente 24 capitais, das quais 12 responderam. Quatro capitais afirmam estar atendendo no prazo de 30 dias – Belém, Fortaleza, Porto Alegre e São Paulo. Embora a maioria alegue que está fazendo o possível para aplicar o prazo correto da lei, quase 30% delas negam a responsabilidade, atribuindo-a ao estado. Embora o estudo seja menos robusto, mostra o empurra-empurra que vem acontecendo.

A FEMAMA possui 70 ONGs associadas em todo Brasil e, ao consultá-las, foi possível identificar que as respostas de alguns dos entes federados discordam das situações relatadas por pacientes. Criciúma (SC) é um exemplo de município que alegou que não há demanda reprimida, filas ou que prazo máximo está sendo respeitado. O caso de uma paciente atendida por uma ONG associada local mostra o contrário. Ela está há quase um mês tentando, sem sucesso, agendar sua consulta com mastologista após uma mamografia que identificou um nódulo. A justificativa do momento é o coronavírus. Nesse meio tempo, ela se mudou para Bento Gonçalves (RS) e, lá, saiu com uma consulta agendada para duas semanas depois, no SUS. Todo processo já ultrapassou 60 dias.

No Rio de Janeiro (RJ), o tempo médio para realização da biópsia até a disponibilização do resultado é de 29 a 35 dias. Porto Alegre (RS) alega que a consulta é marcada antes dos 30 dias, mas o que a lei deveria contemplar é todo o período até o diagnóstico, não só o da consulta nem só o do resultado. Alguns estados até mesmo dizem estar tentando “se virar”, cada um à sua maneira, já que não há um acordo ou investimento nacional partindo do Ministério da Saúde. A solução dada pela maioria dos estados e municípios é que, no caso de o prazo não ser cumprido, pacientes devem procurar a Unidade de Saúde em que foram atendidos e depois recorrerem às Ouvidorias dos Estados e do SUS. Ou seja, um ciclo vicioso sem resolução e sem um mecanismo unificado de fiscalização de cumprimento.

O sistema privado de saúde consegue oferecer diagnóstico e tratamento em um período muito inferior ao estabelecido, mas pacientes do SUS com suspeita de câncer têm uma jornada muito difícil, sem respaldo. Como resultado, a Covid-19 aumentou ainda mais a distância entre os pacientes oncológicos do sistema público e os da rede privada em relação à chance de cura do câncer. Se essa situação não for combatida, tanto os governos estaduais e municipais como o federal serão responsabilizados por essas vítimas. Pacientes não podem esperar o jogo político ficar mais ameno para cuidar de si e tratar do câncer.

Sobre a FEMAMA

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas para defender direitos de pacientes, ao lado de mais de 70 ONGs de apoio a pacientes associadas em todo o país. Conheça nosso trabalho: www.femama.org.br


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA





Anvisa realiza novas reuniões sobre vacina contra Covid-19

(Texto atualizado em 18/09/2020 às 07:14 pm)

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Anvisa discute com instituições sobre o registro de imunobiológicos para o enfrentamento ao novo coronavírus no país.

A Anvisa cumpriu mais duas agendas de reuniões com instituições interessadas no registro de vacinas contra a Covid-19. Nesta quinta-feira (27/8), o encontro foi com membros do governo do estado do Paraná, representado pelo chefe da Casa Civil, Guto Silva, pelo diretor do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Jorge Callado, e pelo Capitão Wilson Baptista Honório Alves, da Casa Militar do estado. O tema foi o processo de registro da vacina desenvolvida pela Rússia.

Representando a Agência, estavam o diretor-presidente, Antonio Barra Torres, o adjunto da Primeira Diretoria, Juvenal de Souza Brasil Neto, a assessora Samia Rocha de Oliveira Melo, o titular da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED), Gustavo Mendes, e a equipe técnica da GGMED.

A reunião com os representantes do governo do Paraná teve caráter preliminar. Ela acontece antes da submissão documental do pedido de anuência para o desenvolvimento do produto. Segundo a Tecpar, em cerca de 20 dias os primeiros documentos serão protocolados junto à Anvisa, que já está mobilizada para o acompanhamento da solicitação. Leia mais ›


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A transformação digital não é somente uma escolha

(Texto atualizado em 29/07/2020 às 04:49 pm)

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A Covid-19, entre outras coisas, evidenciou a importância que a tecnologia tem para as empresas e as pessoas, servindo como a ponte que permite o funcionamento dos acessos e negócios em um momento de absoluto distanciamento social. Essa pandemia deixou claro também que para um negócio ou uma nação permanecerem competitivos é essencial buscarem atualização com a tecnologia corrente.

No e-commerce, por exemplo, pudemos testemunhar o crescimento exponencial do consumo através deste canal, onde muitas empresas de varejo já estavam prontas para atender ao mercado, enquanto outras tiveram que rapidamente ajustar sua estratégia para não perderem uma fatia relevante de sua participação no mercado, assim como restaurantes já preparados para o atendimento online garantiram a continuidade parcial dos negócios com maior facilidade.

A tecnologia digital também permitiu que muitas empresas pudessem continuar operando de forma remota em algumas áreas através do home-office. Reuniões passaram a acontecer de forma virtual, negócios continuaram sendo celebrados, apesar de sem o tradicional aperto de mãos. Reuniões familiares também passaram a ser feitas de forma remota, incluindo almoços aos domingos, só que cada um na segurança do seu lar e com uma interação tão empolgante quanto diferente.

Não fosse a tecnologia atual, passar por este momento desafiador seria muito mais difícil, as distâncias foram encurtadas e as pessoas conseguem estar próximas mesmo distantes.

Agora, quando olhamos para o segmento da indústria, a importância da tecnologia digital não é diferente. Antes da pandemia, a quarta revolução industrial (indústria 4.0), era uma área de grande interesse para os gestores, era um tópico atraente que mirava a vantagem competitiva, redução de custos, produtividade, sustentabilidade e inovação. O objetivo era fazer o bom se tornar melhor.

Com a Covid-19, essa evolução passa a ser também, motivo fundamental para se manter no jogo. O ponto é que até então essa mudança vinha em um passo gradativo, dentro da estratégia, capacidade financeira e prioridades de cada empresa e, agora, apesar da compreensão de que essa evolução deveria ser acelerada, a realidade é que a maioria dos gestores, senão todos, tem como primeiro objetivo manter o negócio ileso a essa crise e depois, o de trazer o negócio para a normalidade o mais rápido possível.

No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora, duramente afetada há anos, a indústria brasileira enfrentou a redução da atividade da economia internacional, a concorrência estrangeira e os altos custos da produção no país. Todos, até então, lutavam para sobreviver enquanto, de forma criativa, buscavam implementar novas tecnologias digitais.

Superar os desafios da Indústria 4.0 não é uma tarefa simples, mas é essencial para que as empresas no Brasil consigam dar um salto tecnológico e fazer parte dessa nova revolução industrial. É preciso destacar que, estamos atrasados e quanto mais rápido esse processo for retomado e priorizado, mais as organizações poderão se beneficiar, além de se manterem competitivas no mercado. Não é mais questão de escolha, é mandatório.

Autor: Gimenes Silva é Diretor da Centralpack Embalagens. Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade Padre Anchieta, com MBA em Finanças, Contabilidade e Impostos (FGV) e extensão Executiva pela Fundação Dom Cabral, Kellogg Business School. O profissional possui experiência em planejamento estratégico comercial, governança corporativa, gestão de pessoas, novos negócios, desenvolvimento de novos mercados, reestruturação organizacional, diversificação de portfólio de produtos e vasto conhecimento na área de finanças.


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Anvisa prioriza registro de géis antissépticos e desinfetantes em razão do coronavírus

(Texto atualizado em 18/03/2020 às 08:22 am)

anvisa vigilancia sanitaria

Agência prioriza a análise de processos de registro de géis antissépticos para mãos, água sanitária e desinfetantes de uso geral e hospitalar.

A Anvisa informa que irá priorizar a análise de processos de registro de géis antissépticos para mãos, água sanitária e desinfetantes de uso geral e hospitalar. A medida ocorre devido à declaração de emergência em saúde pública no Brasil pelo Ministério da Saúde e de pandemia pela Organização Mundial da Saúde (OMS), devido ao novo coronavírus.

É importante destacar que determinados produtos de higiene e saneantes têm assumido cada vez mais importância no enfrentamento do vírus, por sua eficácia e acessibilidade.

Além disso, são essenciais na fase de tratamento dos infectados, reduzindo ao máximo a transmissão de microrganismos durante qualquer assistência à saúde realizada.

A priorização visa ampliar o acesso a produtos de higiene pessoal e produtos de limpeza com ação antimicrobiana, comprovadamente seguros e eficazes para o combate ao novo coronavírus.

Por fim, esclarecemos que os requisitos para regularização dessas categorias de produtos, conforme as Resoluções da Diretoria Colegiada – RDC 07/2015, RDC 59/2010, RDC 46/2002, RDC 42/2010 e RDC 14/2007 – e demais normas pertinentes, devem ser atendidos integralmente.

Por: ASCOM/ANVISA

 


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Segmento farmacêutico para pet cresce e mira canal online

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Delegar ou “Delargar”? - ASCOFERJDentro do faturamento total de R$ 20,3 bilhões do mercado pet no ano passado, um dos segmentos que mais cresceu foi o de medicamentos para animais de estimação – registrando alta de 7% ante 2016. Com isso, farmácias de manipulação para este nicho elaboram estratégias para alavancar vendas físicas e online.

Segundo os dados publicados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o gasto com remédios para os pets representou 7,7% da receita bruta desse mercado no ano passado – o equivalente a R$ 1,5 bilhão.

Quem tenta aproveitar este mercado em alto é a rede de farmácias DrogaVet. Com pretensão de chegar a 50 contratos de franquias fechados até o final do ano – hoje são 28 unidades abertas –, a sócia-fundadora do negócio, Sandra Schuster, conta que o movimento de expansão das operações se dará pelos canais físicos e online. “Há um e meio em desenvolvimento, nosso e-commerce está entrando em vigor agora com produtos oftalmológicos”, afirmou a executiva.

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Mercado farmacêutico





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