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Novo teste diferencia Covid-19 das demais infecções respiratórias

Trabalhando continuamente em recursos inovadores, que auxiliem na pesquisa e diagnóstico na área da saúde, a QIAGEN – multinacional alemã especialista em tecnologia para testes moleculares – apresenta seu sistema de testes sindrômicos para pacientes respiratórios. O QIAstat-Dx é uma ferramenta laboratorial de testagem capaz de identificar e diferenciar uma série de patógenos simultaneamente, e identificar, inclusive, se o indivíduo está contaminado por mais de um agente infeccioso ao mesmo tempo.

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‘O objetivo da QIAGEN é auxiliar, principalmente, no diagnóstico correto de doenças que apresentam sintomas parecidos. Essa ferramenta dará as diretrizes para a conduta médica mais adequada, ao eliminar as incertezas no tratamento, com o uso dos medicamentos corretos, proporcionando uma abordagem mais responsável em termos de administração e resistência aos antibióticos’, destaca Paulo Gropp, vice-presidente da QIAGEN na América Latina.

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Ao apresentar sintomas clínicos parecidos, como febre, tosse, dor de cabeça, entre outras, as doenças respiratórias impõem dificuldade ao diagnóstico baseado apenas na avaliação médica dos pacientes, consequentemente, ao tratamento mais adequado para combater determinada infecção. Por isso, a proposta do QIAstat-Dx é permitir a testagem de um painel respiratório do paciente, ao identificar qual dentre 22 principais agentes, entre bactérias e vírus, é o causador dos sintomas, incluindo o SARS-Cov-2, o novo coronavírus.

De acordo com o médico intensivista do Hospital das Clínicas, Daniel Joelsons, os testes sindrômicos são fundamentais, principalmente, para os profissionais que atuam na linha de frente da Covid-19. ‘Essas ferramentas são de extrema importância para concluirmos o diagnóstico do paciente. Caso a infecção seja por bactéria, já iniciamos a administração de antibióticos. Se o paciente estiver contaminado pelo novo coronavírus, providenciamos seu isolamento e tratamento adequado. Os testes sindrômicos facilitam o trabalho da equipe médica e reduzem os efeitos colaterais dos medicamentos desnecessários’, declara o especialista.

Voltado ao diagnóstico clínico e com registro ativo na ANVISA, o QIAstat-Dx realiza, de forma rápida e sem necessidade de manipulação, o diagnóstico direto de amostras de swab nasofaríngeo de pacientes com suspeita de infecção respiratória, e libera o resultado da análise em até uma hora. Sua tecnologia tem o potencial de diminuir o tempo de permanência do paciente no hospital, evitar internações desnecessárias e identificar pacientes que, dependendo da contaminação, precisam de isolamento ou demais medidas de controle da infecção.

‘A utilização da ferramenta oferece ganhos para o paciente, que recebe o tratamento correto e eficaz, se recupera e se reestabelece mais rápido. Tanto para o sistema de saúde, evitando uso de medicamentos incorretos, diminuição do tempo e internação, reduzindo custos e aumentam-se as vagas para os pacientes que precisam de fato de uma internação, para acompanhamento dos casos mais críticos’, finaliza Paulo Gropp.

Fonte: Medicina S/A


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Sobre o uso do Ibuprofeno, Cortisona e tiazolidinediona em infecções por Coronavírus

(Texto atualizado em 18/11/2020 às 08:22 pm)

medicamento ibuprofeno coronavirus

Um artigo publicado pela revista científica The Lancet, divulgado no dia 11 de março, revelou que três estudos feitos em doentes infectados com o novo coronavírus evidenciaram que a classe de anti-inflamatórios não esteróides (conhecidos como AINE’s) aumenta a expressão de enzimas conversoras de angiotensina 2 (ACE2), recetores que existem em células epiteliais dos pulmões, intestinos, rins e vasos sanguíneos, e aos quais o SARS-CoV-2 se liga para infectar o organismo humano.

De acordo com os mesmos estudos, a gravidade da infeção também pode ser influenciada pelo uso de substâncias ou a ingestão de medicamentos para combater a diabetes mellitus tipo 2, cuja substância ativa são as tiazolidinedionas (TZD’s), que também aumentam a expressão dos recetores ACE2 e facilitam a entrada do novo coronavírus no organismo humano.

Os investigadores responsáveis pelos estudos apontam ainda que, caso a influência do ACE2 seja confirmada, será gerado um conflito devido à influência que o recetor tem nos tratamentos para reduzir inflamação e em terapias para curar doenças respiratórias, cancer, diabetes e hipertensão.

Outro fator é que o uso de medicamentos da classe AINE, como iboprufeno e cortisona, pode afetar a capacidade de reação do sistema imunitário, responsável por combater o vírus do coronavírus.

Ministério da Saúde da França desaconselha o uso de ibuprofeno e cortisona em pacientes infectados com Coronavírus COVID-19

ibuprofeno coronavirus

Aviso foi feito pelo ministro da Saúde francês, mas DGS e OMS não disseram ainda nada sobre o tema.

O ministro da Saúde francês, médico neurologista Olivier Véran, usou suas redes para orientar que quem suspeitasse estar infetado com o novo coronavírus para não tomar anti-inflamatórios como o ibuprofeno, dando preferência ao paracetamol para tratamentos dos sintomas.

Ele repetia assim as recomendações do Diretor-Geral de Saúde da Francês, Jérôme Salomon, que desaconselha o uso destes medicamentos para o coronavírus.

Segundo o ministro francês, vários médicos mencionaram casos de pacientes jovens infectados pelo Covid-19, sem outras patologias conhecidas, que se encontraram em estado grave depois de tomar ibuprofeno para baixar a febre provocada pela novo coronavírus.

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) publicou uma nota de esclarecimento no dia 13 de março com a seguinte orientação.

“Em vistas ao conhecimento do envolvimento da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2) na fisiopatologia da infecção pelo coronavírus, especula-se que a modulação dessa via poderia ser uma alternativa a ser explorada no manejo desses pacientes. A utilização de fármacos como os inibidores de enzima conversora de angiotensina (iECA) e os bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA), assim como o uso de tiazolidinodionas e de ibuprofeno resultam em elevação dos níveis da ECA-2. Os dados disponíveis até o momento alertam que os pacientes infectados com o novo coronavírus que tenham diabetes ou hipertensão ou insuficiência cardíaca e estejam em uso de iECA ou BRA devam ser acompanhados adequadamente. Em não havendo evidências definitivas a respeito da associação entre o uso desses fármacos e maior risco da doença, a SBC recomenda a avaliação individualizada do paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos fármacos versus o risco potencial de complicações da doença.”

ibuprofeno covid19 the lancet

Imagem: Matéria publicada pela revista científica The Lancet

O Artigo continua abaixo com informações sobre os medicamentos.

Sobre o Ibuprofeno

O Ibuprofeno é um anti- inflamatório não-esteroide, derivado do ácido propiônico . Ele tem atividade anti- inflamatória, analgésica e antitérmica. Ajuda no controle da febre e tem utilidade no tratamento de dores leves e moderadas.Ele atua reduzindo a síntese de prostaglandinas pela inibição das enzimas ciclo-oxigenases (COX-1 e COX-2).

Encontra-se disponível sob diversas denominações comerciais, incluindo Advil, Motrin e Nurofen.

Sobre o Cortisona

A cortisona, também conhecida por corticosteroide, é um hormônio produzido pelas glândulas supra-renais, que exerce ação anti-inflamatória, sendo, por isso, muito utilizada no tratamento de problemas crônicos como asma, alergias, artrite reumatoide, lúpus, casos de transplante de rim ou problemas dermatológicos, por exemplo.

Sobre os medicamentos IECA e ARA II

O medicamentos anti-hipertensivos das classes dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) e os antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II) estão entre os mais utilizados para o tratamento da hipertensão arterial.

Os IECA e os ARA II são classes diferentes de drogas, porém com mecanismo de ação na redução da pressão arterial semelhante.

Tanto os IECA quanto os ARA II têm como objetivo impedir a ação de um hormônio chamado angiotensina II. Os IECA impedem a sua formação, enquanto os ARA II impedem o seu funcionamento.

Sobre os medicamentos Tiazolidinedionas

As tiazolidinedionas (TZDs), também conhecidas como glitazonas, são uma classe de fármacos usados no tratamento de diabetes mellitus tipo 2 e outras enfermidades relacionadas. As tiazolidinedionas melhoram a sensibilidade dos tecidos brancos à insulina por atuar como agonistas seletivos de receptores da insulina localizados no núcleo celular. Os exemplos de fármacos mais utilizados dessa classe são pioglitazona, rosiglitazona, troglitazona e ciglitazona.

Fonte: https://Pfarma.com.br


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