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Insulina inalável Afrezza chega ao Brasil por R$1.900

Insulina inalável da Afrezza

Após ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em junho do ano passado, a insulina inalável Afrezza está finalmente chegando às farmácias custando a partir de R$ 1.900. O produto foi analisado pela Câmara da Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por definir os preços de remédios, e o Brasil é o segundo país a receber o produto.

Existem três versões da nova insulina em pó: uma com dosagem de 8 UI (unidades internacionais) e 90 refis; outra com 12 UI e 90 refis; e uma última com 180 refis, sendo 90 com dosagem de 4 UI e 90 com 8 UI. Cada caixa vem com dois inaladores e a dosagem será definida pelo médico.

O uso do acessório é relativamente simples. O paciente deve encaixar o cartucho com a insulina em pó em um inalador, fechar o dispositivo, de modo que o pó já estará liberado. Por fim, ele inala a substância, que chega rapidamente ao pulmão. Ao ser absorvida pela membrana pulmonar, ela se espalha pela corrente sanguínea.

Segundo o laboratório Biomm, responsável pela fabricação da insulina inalável, o valor de R$ 1.900 refere-se à versão de 8 UI com 90 refis, que deve durar por um mês, considerando três aplicações por dia (uma antes de cada refeição). O preço ainda inclui um desconto do laboratório concedido às pessoas que se cadastrarem em um programa de pacientes. O custo sem o desconto, para não cadastrados, é de R$ 2.535,64.

O CEO da Biomm, Heraldo Marchezini, explicou ao Estadão que foram investidos mais de US$ 3 bilhões no desenvolvimento da Afrezza, por isso o preço elevado. Ainda segundo ele, “vale reforçar que o custo praticado no Brasil ainda é inferior ao mercado americano, primeiro país a comercializar Afrezza”.

O principal benefício da insulina inalável é que ela reduz o número de picadas que as pessoas com diabetes precisam se submeter todos os dias, sendo muito mais prática e confortável se comparada à injeção. Ela também não exige refrigeração, por isso é mais fácil de transportar e armazenar. No entanto, isso não significa que ela pode substituir completamente o tratamento.

Limitações

Apesar de reduzir o número de aplicações diárias de injeções, a insulina inalável não é capaz de substituir todas elas. A Afrezza fornece a insulina de ação rápida ou ultrarrápida, também conhecida como “boulos”, que é utilizada antes de cada refeição para compensar o açúcar ingerido. Já a insulina de ação mais lenta, ou “basal”, é aplicada uma vez por dia e não pode ser substituída pela inalável.

Ou seja, com a Afrezza, o paciente que aplica quatro injeções por dia, poderia utilizar a insulina inalável antes das três refeições diárias, mas teria que continuar aplicando a basal. Ainda assim, é um ganho, visto que o paciente passa de quatro a uma picada – o que pode fazer uma grande diferença considerando que as doses são diárias.

Outra limitação é que o novo medicamento não pode ser utilizado por pessoas com problemas pulmonares ou fumantes, visto que a absorção da insulina pelo pulmão pode causar reações nos pacientes. Também é contraindicado para menores de 18 anos, uma vez que ainda não foram realizados estudos com essa faixa etária.

Por fim, a Afrezza terá apenas as opções de 4,8 ou 12 unidades, o que limita a combinação e personalização de dosagens em comparação à insulina injetável, que é oferecida em doses de 1 unidade.

[Estadão]


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





Novo tratamento para diabetes pode descartar uso de insulina

(Texto atualizado em 21/06/2019 às 10:30 am)

Um novo estudo mostrou que estimular o crescimento de uma nova membrana mucosa intestinal pode ajudar a controlar o diabetes tipo 2

Pesquisadores holandeses podem ter descoberto uma maneira de pôr fim às injeções diárias de insulina utilizadas pelos pacientes que sofrem com diabetes tipo 2. A equipe do Centro Médico Universitário de Amsterdã, na Holanda, descobriu que destruir a membrana mucosa do intestino delgado para que uma nova se desenvolva pode estabilizar os níveis de açúcar no sangue dos diabéticos.

“Devido a esse tratamento, o uso de insulina pode ser adiado ou talvez evitado. Isso é promissor”, disse Jacques Bergman, professor de gastroenterologia da UMC, à emissora holandesa Nederlandse Omroep Stichting. Além de dispensar injeções de insulina, o tratamento pode diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, insuficiência renal, cegueira e dormência nas mãos e nos pés.

Os cientistas acreditam que o efeito é resultado de uma possível relação entre a absorção de nutrientes pelo intestino e o desenvolvimento de resistência à insulina em indivíduos com diabetes tipo 2. O estudo revelou ainda que um ano após o procedimento, 90% dos pacientes continuaram apresentando estabilidade da doença.

De acordo com os pesquisadores, o procedimento – que dura uma hora – envolve a inserção de um tubo com um pequeno balão na extremidade pela boca do paciente. O tubo chega no intestino delgado, onde o balão é inflado com água quente e a membrana mucosa é queimada pelo calor. A nova membrana – capaz de controlar os níveis glicêmicos dos diabéticos – se regenera em cerca de duas semanas, promovendo uma melhora significativa na saúde do paciente.

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Mercado farmacêutico





Ministério da Saúde vai distribuir, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), insulina análoga, que controla a glicemia no sangue

O Ministério da Saúde anunciou que vai investir R$ 135 milhões que serão destinados à compra de um dos mais modernos medicamentos para diabetes tipo 1. A partir do ano que vem, a insulina análoga será distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças. Leia mais ›


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Ministério estuda tirar insulina do Farmácia Popular, se preço não for reduzido

Distribuição do produto passaria a ser feita somente nos postos de atenção básica

O Ministério da Saúde estuda retirar a insulina do Aqui Tem Farmácia Popular, caso o preço pago pelo produto não seja reduzido. A medida faz parte de uma estratégia da pasta para restringir o orçamento do programa, criado durante o governo petista e que beneficia mensalmente uma média de 9,8 milhões de pessoas. Leia mais ›


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Diabetes: Autorizada primeira insulina biossimilar

Primeira insulina biossimilar do mercado brasileiro deve aumentar as opções de tratamentos para médicos e pacientes.

A primeira insulina biossimilar do Brasil foi registrada pela Anvisa. O produto chamado Basaglar é uma insulina análoga de longa duração administrada por injeção subcutânea. Na prática, o produto é mais uma opção de tratamento para as pessoas com diabetes do tipo 1 e 2. Leia mais ›


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