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Os planos da RD para ir além do varejo farmacêutico

Guia da Farmácia

(Texto atualizado em 30/11/2020 às 02:57 pm)

A Raia Drogasil (RD) acredita que a digitalização e a maior conexão com os clientes são os principais planos para obter mais sucesso no varejo

O sucesso da RD (fusão entre a Droga Raia e a Drogasil realizada em 2011) está aliada a tradição com a visão de estar conectado com as mudanças do mercado e mais planos para continuar com o sucesso no varejo está por vir.

Depois de anos de expansão acelerada, com abertura de uma loja a cada dois dias, a companhia tem como maior desafio agora a jornada de digitalização do cliente, conforme destacou CEO da RD, Marcílio Pousada.

A companhia foi premiada como melhor empresa do setor de saúde no evento Melhores Empresas da Bolsa, do InfoMoney e do Stock Pickers, realizado dia 26 de novembro.

“O país está envelhecendo com uma velocidade mais rápida que os outros players do mundo, então é um mercado (farmacêutico) de crescimento histórico. Vai continuar crescendo com muita força, tenho certeza disso”, afirmou Pousada.

Consolidação e expansão

Nos últimos três anos da companhia, apontou o CEO, houve a consolidação do plano de expansão com o início de uma nova estratégia, que é de digitalizar o cliente e também estreitar o relacionamento que tem com ele.

Essa digitalização é um caminho que veio pra ficar. É a nova farmácia, além do cliente digital, com serviço de saúde na loja. A gente acha que tem um caminho muito importante que é ‘ressignificar’ a farmácia. Olhando sempre pra frente, onde o cliente quer estar”, destacou Pousada.

Mudanças com a pandemia

A pandemia do coronavírus mostrou que a empresa estava preparada, com os clientes aprovando usar a loja para fazer os testes de Covid-19, com cerca de 500 mil testes realizados.

Segundo o executivo, a RD começou a entender melhor o que é o cliente digital, com frequência de compra e consumo maior do que o cliente normal, principalmente porque ele entende que o aplicativo é nada mais nada menos do que uma extensão da loja que está na esquina da sua casa.

Sobre isso, Pousada aponta que 80% das entregas online, que é quase 7,5% das vendas, é feita pelas lojas, que também podem resolver eventuais problemas.

Desta forma, novo plano estratégico, definido pela companhia para um novo ciclo do mercado e com expectativa de conclusão até 2025, é baseado em três pilares:

1. Conceito de nova farmácia

2. Criação de marketplace

3. Plataforma integrada de saúde.

Assim, combina a capilaridade da companhia e a ampliação do leque de serviços para o consumidor, fazendo com que os pontos de vendas virem verdadeiros “hubs de saúde”.

Com relação ao primeiro pilar, o cliente, além de melhorar a sua experiência digital, também contará com serviços de vacinação, aferimento de pressão, medição de glicemia.

Conceito esperado

Apesar de ter o conceito de “nova farmácia”, parte da inspiração vem do passado, em que as drogarias ofereciam esse serviço. Já com o marketplace, a expectativa é de expansão do sortimento de produtos oferecidos para as vendas.

O terceiro pilar, por fim, é o que Pousada classificou como a construção de um “ecossistema de saúde”, com a criação de uma plataforma com serviços de telemedicina, aplicativos de monitoramento do sono e de cuidado com a saúde mental, entre outros.

“Isso faz com que a companhia ela cresça o mercado de atuação dela, a gente sai de um mercado que é do varejo farmacêutico para participar de um mercado da saúde integral do cliente. Então tem capacidade de geração de valor nessa vertente.”

Dessa maneira, Pousada conclui: “Vamos cuidar mais desse cliente, incitar mais nosso propósito e gerar mais valor para o crescimento futuro e para a perenidade do nosso negócio.Temos 40 milhões de clientes em 23 estados, então temos planos de cuidar da saúde das pessoas e da saúde dos negócios e do planeta”, complementa.

Suporte dos gerentes é importante para a RD obter planos significativos no varejo

Marcílio Pousada ressaltou a importância da criação de uma cultura forte de formar gerentes dentro da companhia.

Além disso, em caso de expansão para outras regiões ainda não exploradas pela companhia, é dado um suporte para que o gerente de uma operação se mude de um estado para outro sem perder suas referências, passando a cultura da empresa para os que serão os futuros gerentes da companhia.

Pessoas do Brasil inteiro vêm para a sede, temos centro de treinamento, esse é o jeito que a empresa tem de continuar”, afirma o CEO, ressaltando que a diversidade também está no pilar da companhia.

“É a cara do país, todo mundo tem a mesma oportunidade de crescer e isso vem acontecendo. (…) Este é o DNA da empresa, trazer essas pessoas é o que faz diferença e o que nos faz forte”.

Concorrência com a Amazon

A disputa por espaço sempre foi uma questão analisada de perto pelos especialistas de mercado para fazer projeções para o futuro das companhias do setor de varejo farmacêutica.

Com isso, a notícia de que a americana Amazon acaba de lançar a Amazon Pharmacy, farmácia digital dentro do site e aplicativo da gigante do e-commerce, que permite a compra de medicamentos tarjados e controlados, é observada com atenção pelos investidores, ainda que, a princípio, a iniciativa é válida somente para os Estados Unidos.

O CEO da RD afirma que qualquer player que entrar no mercado será bem-vindo, sendo mais um entrante, mas não acredita que a Amazon teria êxito logo de cara, apesar de ter suas competências.

Relação com os Players

“O negócio de farmácia é único em termos de capilaridade e de supply chain (gestão de cadeia logística).

É um supply chain diferente, com regulatório e que exige a entrega para o consumidor não no dia seguinte ou dois dias, é uma entrega em horas”, avalia Pousada.

Contudo, o executivo esclarece: “A gente tem essa capilaridade e o regulatório para entregar para o consumidor o produto correto no tempo certo. Vários players vão entrar, é um ramo de varejo bem complicado, o regulatório é imenso corretamente, temos três farmacêuticos por loja para poder operar das 7h às 11h”, avalia.

Para ele, no mercado brasileiro, com os players atuais, que possuem tradição e estão fazendo um bom trabalho no digital, a concorrência seria forte.

“Já competimos com todos os players digitais na perfumaria e acho que estamos indo bem”, avalia.

Fonte: Infomoney Foto:  Raia Drogasil


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Inteligência Artificial na gestão dos planos de saúde é lançada

(Texto atualizado em 28/11/2018 às 02:34 pm)

Black Friday tem promoções em farmácias, autoescolas e até funerárias no Sul de MG | Sul de MinasAs inovações tecnológicas vêm revolucionando o setor de saúde. De acordo com a previsão da Accenture Analysis, o mercado de inteligência artificial na saúde deve ultrapassar os 6,6 bilhões de dólares de investimentos em 2020, contra 600 milhões em 2014. As soluções tecnológicas que usam IA podem melhorar não apenas o atendimento aos pacientes, como também os processos de gestão. Pensando nisso, a Softplan, referência no país no desenvolvimento de softwares, vem investindo em aplicações para a saúde. A empresa criou o software Dictas, que utiliza inteligência artificial para otimizar os custos das operadoras de saúde e aumentar a eficácia dos serviços, ampliando os benefícios aos seus assistidos. O Dictas será lançado nacionalmente durante a Convenção Nacional da Unimed, evento que ocorre nesta semana, com a proposta de debater os desafios do setor de saúde. Leia mais ›


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Ministério da Saúde planeja ampliação do programa Farmácia Popular

Uma das novas propostas é estender a gratuidade para os 42 produtos que fazem parte do programa. Hoje, são 26 os remédios já distribuídos sem nenhum custo.

O Ministério da Saúde estuda uma nova mudança no programa Farmácia Popular, que envolve a distribuição de remédios sem custo ou de preço reduzido para o cidadão.

Uma das propostas é estender a gratuidade para os 42 produtos que fazem parte do programa. Hoje, 26 deles já são distribuídos sem nenhum custo para o consumidor. As alterações, no entanto, são criticadas pelo setor farmacêutico.

A estratégia de estender a gratuidade para todo o Farmácia Popular tem como objetivo permitir que os gastos do programa possam ser levados em consideração para o cálculo do mínimo que tem de ser gasto pela União para a área da Saúde.

Hoje, como em 16 produtos há copagamento do consumidor, que arca com 10% do preço do produto, essa despesa não pode ser considerada como gasto em saúde.

A extensão da gratuidade para outros 16 medicamentos seria ainda uma alternativa para o ministério tentar compensar o crescente gasto com o programa. O raciocínio é: se a despesa é inevitável, que ele possa, pelo menos, ser considerado como gasto em saúde.

Ao mesmo tempo, a pasta quer reduzir os custos. Cálculos do setor produtivo indicam que o gasto com o Farmácia Popular cresceu 274% entre 2011 e o ano passado.

De acordo com o ministério, dos R$ 2,8 bilhões do Farmácia Popular, apenas R$ 1,2 bilhão é empregado na compra de medicamentos. Aproximadamente R$ 800 milhões são usados para pagar impostos e os R$ 800 milhões restantes, para pagar o setor varejista. Leia mais ›


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CFF busca espaço para atuação farmacêutica em planos de saúde

No dia 04 de abril, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) apresentará em reunião promovida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), proposta de carteira de serviços farmacêuticos a idosos. O objetivo é buscar a inserção do modelo de cuidado farmacêutico preconizado pelo CFF no projeto Idoso Bem Cuidado como uma estratégia para minimizar a morbimortalidade relacionada a medicamentos, nesta população. O projeto foi lançado no mês de maio do ano passado, com o objetivo de melhorar a assistência à saúde prestada a essa parcela dos usuários de planos. Estarão presentes à reunião, os representantes de diversas entidades nacionais que aderiram ao projeto proposto pela ANS (operadoras e prestadores de serviços). Leia mais ›


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