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Sobre o uso do Ibuprofeno, Cortisona e tiazolidinediona em infecções por Coronavírus

PFARMA

medicamento ibuprofeno coronavirus

 

Um artigo publicado pela revista científica The Lancet, divulgado no dia 11 de março, revelou que três estudos feitos em doentes infectados com o novo coronavírus evidenciaram que a classe de anti-inflamatórios não esteróides (conhecidos como AINE’s) aumenta a expressão de enzimas conversoras de angiotensina 2 (ACE2), recetores que existem em células epiteliais dos pulmões, intestinos, rins e vasos sanguíneos, e aos quais o SARS-CoV-2 se liga para infectar o organismo humano.

De acordo com os mesmos estudos, a gravidade da infeção também pode ser influenciada pelo uso de substâncias ou a ingestão de medicamentos para combater a diabetes mellitus tipo 2, cuja substância ativa são as tiazolidinedionas (TZD’s), que também aumentam a expressão dos recetores ACE2 e facilitam a entrada do novo coronavírus no organismo humano.

Os investigadores responsáveis pelos estudos apontam ainda que, caso a influência do ACE2 seja confirmada, será gerado um conflito devido à influência que o recetor tem nos tratamentos para reduzir inflamação e em terapias para curar doenças respiratórias, cancer, diabetes e hipertensão.

Outro fator é que o uso de medicamentos da classe AINE, como iboprufeno e cortisona, pode afetar a capacidade de reação do sistema imunitário, responsável por combater o vírus do coronavírus.

 

Ministério da Saúde da França desaconselha o uso de ibuprofeno e cortisona em pacientes infectados com Coronavírus COVID-19

ibuprofeno coronavirus

Aviso foi feito pelo ministro da Saúde francês, mas DGS e OMS não disseram ainda nada sobre o tema.

 

O ministro da Saúde francês, médico neurologista Olivier Véran, usou suas redes para orientar que quem suspeitasse estar infetado com o novo coronavírus para não tomar anti-inflamatórios como o ibuprofeno, dando preferência ao paracetamol para tratamentos dos sintomas.

Ele repetia assim as recomendações do Diretor-Geral de Saúde da Francês, Jérôme Salomon, que desaconselha o uso destes medicamentos para o coronavírus.

Segundo o ministro francês, vários médicos mencionaram casos de pacientes jovens infectados pelo Covid-19, sem outras patologias conhecidas, que se encontraram em estado grave depois de tomar ibuprofeno para baixar a febre provocada pela novo coronavírus.

 

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) publicou uma nota de esclarecimento no dia 13 de março com a seguinte orientação.

“Em vistas ao conhecimento do envolvimento da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA-2) na fisiopatologia da infecção pelo coronavírus, especula-se que a modulação dessa via poderia ser uma alternativa a ser explorada no manejo desses pacientes. A utilização de fármacos como os inibidores de enzima conversora de angiotensina (iECA) e os bloqueadores de receptores de angiotensina (BRA), assim como o uso de tiazolidinodionas e de ibuprofeno resultam em elevação dos níveis da ECA-2. Os dados disponíveis até o momento alertam que os pacientes infectados com o novo coronavírus que tenham diabetes ou hipertensão ou insuficiência cardíaca e estejam em uso de iECA ou BRA devam ser acompanhados adequadamente. Em não havendo evidências definitivas a respeito da associação entre o uso desses fármacos e maior risco da doença, a SBC recomenda a avaliação individualizada do paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos fármacos versus o risco potencial de complicações da doença.”

 

ibuprofeno covid19 the lancet

Imagem: Matéria publicada pela revista científica The Lancet

 

Leia também: Como se previnir do coronavírus

O Artigo continua abaixo com informações sobre os medicamentos.

 

Sobre o Ibuprofeno

O Ibuprofeno é um anti- inflamatório não-esteroide, derivado do ácido propiônico . Ele tem atividade anti- inflamatória, analgésica e antitérmica. Ajuda no controle da febre e tem utilidade no tratamento de dores leves e moderadas.Ele atua reduzindo a síntese de prostaglandinas pela inibição das enzimas ciclo-oxigenases (COX-1 e COX-2).

Encontra-se disponível sob diversas denominações comerciais, incluindo Advil, Motrin e Nurofen.

 

Sobre o Cortisona

A cortisona, também conhecida por corticosteroide, é um hormônio produzido pelas glândulas supra-renais, que exerce ação anti-inflamatória, sendo, por isso, muito utilizada no tratamento de problemas crônicos como asma, alergias, artrite reumatoide, lúpus, casos de transplante de rim ou problemas dermatológicos, por exemplo.

 

Sobre os medicamentos IECA e ARA II

O medicamentos anti-hipertensivos das classes dos inibidores da enzima de conversão da angiotensina (IECA) e os antagonistas do receptor da angiotensina II (ARA II) estão entre os mais utilizados para o tratamento da hipertensão arterial.

Os IECA e os ARA II são classes diferentes de drogas, porém com mecanismo de ação na redução da pressão arterial semelhante.

Tanto os IECA quanto os ARA II têm como objetivo impedir a ação de um hormônio chamado angiotensina II. Os IECA impedem a sua formação, enquanto os ARA II impedem o seu funcionamento.

 

Sobre os medicamentos Tiazolidinedionas

As tiazolidinedionas (TZDs), também conhecidas como glitazonas, são uma classe de fármacos usados no tratamento de diabetes mellitus tipo 2 e outras enfermidades relacionadas. As tiazolidinedionas melhoram a sensibilidade dos tecidos brancos à insulina por atuar como agonistas seletivos de receptores da insulina localizados no núcleo celular. Os exemplos de fármacos mais utilizados dessa classe são pioglitazona, rosiglitazona, troglitazona e ciglitazona.

 

 

Texto por Fábio Reis para PFARMA

* A reprodução é permitida, desde que citado o autor e fonte com link para https://pfarma.com.br 

 

Leia também:

– Alta do dólar e coronavírus podem fazer medicamento ficar mais caro no Brasil

– Índia limita exportação de medicamentos por causa do Coronavírus

 – Como se previnir do coronavírus

 

 


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Johnson & Johnson recebeu 13 prêmios relacionados ao ambiente de trabalho em 2019

(Texto atualizado em 06/07/2020 às 02:51 pm)

johnson e johnson j e j

Em 2019 a Johnson & Johnson recebeu 13 prêmios por criar um ambiente de trabalho feliz, saudável e diverso para aqueles que trabalham com a missão de transformar a história da saúde na humanidade.

Dentre eles estão:

TOP Companies LinkedIn
TOP 50 Companies Open Startups
22 empresas mais humanizadas do Brasil
GPTW For All Mulher
GPTW 10 empresas que se destacam em políticas LGBTQI+
GPTW Melhores empresas para se trabalhar no Brasil
GPTW Primeira Infância
GPTW 10 melhores empresas para PCDs
GPTW Melhores empresas para se trabalhar em SP
InfoJobs Best CEO
InfoJobs Best Place to Work
Gartner Supply Chain
TOP 10 Carreira dos sonhos – Média e Alta liderança


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Importação de produtos farmacêuticos cresce 77% em Goiás

PFARMA

(Texto atualizado em 16/04/2020 às 12:01 pm)

Os produtos farmacêuticos lideraram a lista de importações em Goiás no mês de janeiro e dados da balança comercial brasileira apontaram que a indústria farmoquímica no Estado está mais aquecida em 2020.

Segundo os índices divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, do montante de US$ 324,9 milhões gastos nas importações do Estado, US$ 115,7 milhões são insumos do setor farmacêutico. O valor representa um crescimento de 77,35% em relação ao mês de janeiro do ano passado.

Goiás sedia o segundo maior pólo farmoquímico do Brasil. Localizado a 60km de Goiânia, em Anápolis, o distrito abriga seis indústrias farmacêuticas e outras 17 do setor químico. O grande potencial da região atrai investidores de todas as partes do país, como é o caso da Distribuidora de Medicamentos e Produtos de Saúde – FUTURA, com sede no Rio de Janeiro. Leia mais ›


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Reajuste do preço dos medicamentos 2020

(Texto atualizado em 14/03/2020 às 02:38 pm)

custo medicamentos

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) deve aprovar um reajuste entre 3,15% e 5,13% para os medicamentos em 2020.

No dia 9 de março foi publicado em Diário Oficial da União (DOU) o Fator de Ajuste de Preços Relativos Entre Setores (Fator Y) em 1,20%.

O índice definido pela CMED vale a partir de abril. O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, ou seja, cada empresa pode optar pela aplicação do índice total ou menor, a depender das estratégias comerciais.

Para chegar ao índice, a CMED observa fatores como a inflação dos últimos 12 meses (IPCA), a produtividade das indústrias de medicamentos (X), custos não captados pela inflação, como o câmbio e tarifa de energia elétrica (Y) e a concorrência de mercado (Z).

Para exercer o direito ao ajuste, as empresas fabricantes devem encaminhar as informações de vendas realizadas no segundo semestre do ano passado e informar qual percentual de ajuste pretendem aplicar, não podendo ultrapassar o máximo autorizado para cada classe de medicamentos.

A CMED publica, mensalmente, no site da Anvisa, a lista com os preços de medicamentos nas diferentes alíquotas de ICMS incidentes. Em caso de descumprimento dos preços máximos permitidos ou de aplicação de ajuste em um índice superior ao máximo definido, as empresas infratoras ficam sujeitas a penalidades que podem variar entre 649 a 9,7 milhões de reais.

Preço do Medicamento

Desde 2015, o Ministério da Saúde, a Anvisa e os demais Ministérios que compõem a CMED adotam critérios para melhor adequar o índice à realidade do mercado farmacêutico, favorecendo a concorrência. A fórmula de cálculo, aprovada por consulta pública, garante maior transparência, por detalhar toda metodologia de cálculo do ajuste; segurança, por utilizar apenas fontes oficiais e públicas; previsibilidade, por determinar datas de divulgação dos fatores; e maior racionalidade, por estimar com precisão a concorrência de mercado e por usar fontes que refletem melhor todo o mercado brasileiro de medicamentos.

CMED

Criada em 2003, a CMED é um órgão interministerial, presidido pelo Ministério da Saúde, que tem, dentre outras atribuições, a competência para definir diretrizes e procedimentos relativos à regulação econômica do mercado de medicamentos, estabelecer critérios para a fixação e ajuste de preços, bem como zelar pela proteção dos interesses do consumidor desses produtos, podendo, inclusive, decidir sobre aplicação de penalidades.

A CMED estabelece limites para preços de medicamentos, adota regras que estimulam a concorrência no setor, monitora a comercialização e aplica penalidades quando suas regras são descumpridas, garantindo assim o direito do consumidor de obter o melhor preço de medicamentos no país. Além disso, ela é responsável também pela fixação e monitoramento da aplicação do desconto mínimo obrigatório para compras públicas.

Fonte: CMED


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Segmento farmacêutico para pet cresce e mira canal online

medicamento veterinario pet

Delegar ou “Delargar”? - ASCOFERJDentro do faturamento total de R$ 20,3 bilhões do mercado pet no ano passado, um dos segmentos que mais cresceu foi o de medicamentos para animais de estimação – registrando alta de 7% ante 2016. Com isso, farmácias de manipulação para este nicho elaboram estratégias para alavancar vendas físicas e online.

Segundo os dados publicados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o gasto com remédios para os pets representou 7,7% da receita bruta desse mercado no ano passado – o equivalente a R$ 1,5 bilhão.

Quem tenta aproveitar este mercado em alto é a rede de farmácias DrogaVet. Com pretensão de chegar a 50 contratos de franquias fechados até o final do ano – hoje são 28 unidades abertas –, a sócia-fundadora do negócio, Sandra Schuster, conta que o movimento de expansão das operações se dará pelos canais físicos e online. “Há um e meio em desenvolvimento, nosso e-commerce está entrando em vigor agora com produtos oftalmológicos”, afirmou a executiva.

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