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Recentes resultados sobre o uso hidroxicloroquina ao SARS-Cov-2

Recentes resultados sobre o uso hidroxicloroquina ao SARS-Cov-2

Os profissionais de saúde na linha de frente do Covid-19 estão em alto risco de contrair a doença. Atualmente, apesar de muitas medicações terem sido levantadas como possíveis profilaxias, até onde sabemos, não foi descoberta nenhuma eficaz para indivíduos em risco.

Um estudo publicado no JAMA hoje avaliou o papel da nossa velha conhecida hidroxicloroquina em profissionais de saúde hospitalares com exposição a pacientes com Covid-19, usando uma estratégia de profilaxia pré-exposição. Será que desta vez a medicação trouxe algum benefício?

Método

Trata-se de um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo conduzido em 2 hospitais terciários. O estudo randomizou 132 profissionais de saúde em tempo integral em hospitais (médicos, enfermeiras, auxiliares de enfermagem certificados, técnicos de emergência e fisioterapeutas), dos quais 125 eram inicialmente assintomáticos e tiveram resultados negativos para SARS -CoV-2 por swab nasofaríngeo.

Os participantes foram divididos em 2 grupos, o que recebeu a hidroxicloroquina (na dose de 600 mg, diariamente) e o grupo placebo (que foi dado em tamanho correspondente), ambos foram tomados por via oral por 8 semanas. O ensaio foi encerrado mais cedo por futilidade, antes de atingir a inscrição planejada de 200 participantes.

O desfecho primário foi a incidência de infecção por SARS-CoV-2 determinada por um swab nasofaríngeo na quarta e na oitava semana de tratamento. Os desfechos secundários incluíram efeitos adversos, descontinuação do tratamento, presença de anticorpos SARS-CoV-2, frequência de prolongamento do QTc e desfechos clínicos para participantes positivos para SARS-CoV-2.

Resultados da hidroxicloroquina contra o SARS-CoV-2

Dentre os participantes do estudo, não houve diferença significativa nas taxas de infecção em participantes randomizados para receber hidroxicloroquina em comparação com placebo (4 de 64 [6,3%] vs 4 de 61 [6,6%]; P > 0,99). Um total de 8 participantes tiveram resultados positivos para SARS-CoV-2 (6,4%), destes 6 desenvolveram sintomas virais; nenhum necessitou de hospitalização e todos se recuperaram clinicamente.

Mensagem prática

  • Neste ensaio clínico randomizado, embora limitado pelo término precoce e pela população pequena, não houve benefício clínico da hidroxicloroquina administrada diariamente por 8 semanas como profilaxia pré-exposição em profissionais de saúde expostos a pacientes com infectados pelo SARS-Cov-2.
  • Aguardamos novos estudos que possam fornecer uma medicação eficaz para a profilaxia pré-exposição ao SARS-Cov-2.

Gabriel Amorim
Farmacêutico

Referência: PEDMED
Autor(a): Dayanna de Oliveira Quintanilha, Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: [email protected] ⦁ Instagram: @dayquintan


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA





Oferta de leitos hospitalares no Brasil traz resultados reveladores da nossa Saúde

Em recente estudo da área de Saúde que realizamos focado na disponibilidade de leitos hospitalares no Brasil, observamos que o país não alcança os números recomendados pelo próprio Ministério da Saúde. Mas quando analisamos os dados referentes ao segmento da saúde suplementar, constatamos que vários estados apresentam resultados comparáveis a países desenvolvidos.

No Brasil, o número de leitos por mil habitantes é de 2,2, inferior à recomendação (revogada em 2015, mas ainda assim um parâmetro de comparação) do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes. No entanto, considerando as grandes dimensões geográficas brasileiras, além das diferenças econômicas, sociais e populacionais, a análise do número de leitos por mil habitantes para cada estado é mais coerente.

Observando os números, percebemos que apenas 3 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes, sendo eles o Distrito Federal, Rondônia e o Rio Grande do Sul. Os números obtidos ainda nos permitem realizar alguns insights a fim de termos padrões comparativos com outros países.

Rondônia, o estado brasileiro de maior número de leitos a cada mil habitantes, possui índice semelhante à Turquia (2,65) e superior a outros países em desenvolvimento como México e Peru (1,5 e 1,6 respectivamente). Sergipe, o estado cujo número de leitos a cada mil habitantes é o menor no Brasil, conta com números semelhantes ao de países como Paraguai (1,3), Quênia (1,4) e Indonésia (1,2). Já São Paulo, o estado mais populoso, tem índice semelhante ao do Chile, outro país latino-americano em desenvolvimento (2,2).

Mas o cenário muda na saúde suplementar, quando consideramos apenas o segmento privado. Nesta situação, 24 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde – apenas Amazonas, Rio Grande do Norte e São Paulo mostram números aquém da recomendação. Se radiografamos apenas a saúde suplementar do Brasil, o estado com o maior número de leitos a cada mil habitantes é o Tocantins, com o número de 8,13. Em seguida, aparecem Rondônia, com 6,94 leitos/1000 habitantes e, em terceiro lugar, Goiás, com 5,41.

Podemos destacar então que a unidade da Federação com maior número de leitos por 1000 habitantes, o Tocantins, mostra índice semelhante ao de países como Alemanha (8,27) e Rússia (8,17). O Amazonas, estado cujo número de leitos por 1000 habitantes é o menor do país, traz um número semelhante ao de países como Botsuana (1,8), Peru (1,6) e Zimbábue (1,7).

São Paulo, com maior número de beneficiários de planos de saúde do país, projeta números próximos ao recomendado pelo Ministério da Saúde, e pode ser comparado a países europeus como a Dinamarca (2,5), Irlanda (2,76) e outros países em desenvolvimento, como a África do Sul (2,8).

Por fim, esses dados, levantados junto ao DataSUS e ao site da Organização Mundial da Saúde (WHO), nos permite concluir que a saúde no Brasil precisa evoluir no aspecto de disponibilidade de leitos hospitalares, mas que o cenário comparado a outros países não é tão negativo quanto a percepção obtida através da imprensa pode sugerir. Por outro lado, restringindo o estudo ao cenário da saúde suplementar, o Brasil conquistou um padrão positivo que deveria ser perseguido também pela saúde pública.

Sobre o autor

Adriel Branco é diretor da XVI Finance e Adriano B. Rodarte é analista da XVI Finance.


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





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