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Fux convida ex-auxiliar de Mandetta para secretaria de saúde do STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, convidou o epidemiologista Wanderson de Oliveira, ex-auxiliar do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, para assumir a chefia da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde do STF. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.  A troca na secretaria foi feita após o Estadão revelar que o Supremo pediu à Fiocruz uma “reserva” de vacinas contra a covid-19 para 7 mil pessoas, entre ministros, servidores e familiares. O pedido foi negado.

Segundo a reportagem, o convite foi aceito e o epidemiologista está juntando a documentação para assumir o cargo. Oliveira foi um dos principais formuladores da estratégia do Ministério da Saúde para enfrentar a covid-19 e, durante a gestão Mandetta, vinha se queixando a colegas sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro contrário ao isolamento social mais amplo. Ele deixou a pasta no começo da gestão do atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/01/05/progenericos-ingressa-na-justica-para-barrar-aumento-de-icms-em-sp/

 


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Dia Mundial da Saúde: saiba de que forma a Hilab está contribuindo para diminuir os impactos da pandemia

Dia Mundial da Saúde: saiba de que forma a Hilab está contribuindo para diminuir os impactos da pandemia

(Texto atualizado em 15/07/2021 às 02:45 pm)

Hoje, dia 07 de abril, celebramos o Dia Mundial da Saúde e relembramos o nosso propósito e missão: democratizar o acesso à saúde

Desde o início da pandemia, nosso time fez tudo o que estava ao alcance para levar os exames de COVID-19 ao maior número de pessoas no Brasil. 

Trabalhamos incansavelmente levando mais saúde para a população, visando minimizar os danos causados pela pandemia. Nossos exames contribuíram para que milhares de pessoas cumprissem com mais cuidado as medidas de isolamento domiciliar, evitando a transmissão da doença aos familiares e outras pessoas. Fizemos o que podíamos para ajudar a conter essa doença impiedosa que tivemos o desprazer de conhecer. 

Neste artigo, relembramos as principais ações que desenvolvemos ao longo dos últimos meses. Confira. 

Fomos uma das primeiras empresas a disponibilizar testes de COVID-19 no Brasil

A Hilab foi uma das primeiras empresas brasileiras a desenvolver Testes Laboratoriais Remotos para auxiliar no diagnóstico da COVID-19 no nosso país. O primeiro exame lançado foi o Coronavírus IgM e IgG, que detecta os anticorpos produzidos pelo organismo para combater a infecção. Em seguida veio o exame de antígeno, ideal para estratégias de rastreamento de contatos (contact tracing), fundamentais para reduzir a transmissão e controlar a pandemia do coronavírus. Neste ano, ampliamos o nosso portfólio e lançamos o Hilab molecular, um equipamento especialmente desenvolvido para realizar exames desta modalidade. 

Participamos do projeto Favela sem Corona

O projeto Favela sem Corona foi criado com o objetivo de diminuir o impacto da epidemia de coronavírus nas favelas do município do Rio de Janeiro, atuando nas áreas de prevenção e apoio ao diagnóstico. A Hilab testou mais de 400 moradores da comunidade. 

Participamos da Missão Kayapó 

Em novembro de 2020, a Hilab ingressou em um projeto encabeçado pelo Governo Federal – com participação dos Ministérios da Defesa, Saúde, Minas e Energia – que tem como objetivo ampliar o acesso à saúde e reforçar o combate à COVID-19 em locais com pouco ou nenhum acesso, principalmente nas fronteiras brasileiras e em comunidades indígenas: a Missão Kayapó.

Com o projeto, foram realizados cerca de 700 exames para a detecção da COVID-19 e mais de 5.000 procedimentos gerais de saúde nas aldeias Turedjam, Kikretum, Kokraimoro, Moikarako, Kubenkrãnkrehn e Gorotire. Os atendimentos foram feitos por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e veterinários da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Estamos participando do Projeto S

Em fevereiro deste ano, o Instituto Butantan e a prefeitura de Serrana, em São Paulo, lançaram o Projeto S, um ensaio clínico inédito que tem por intuito avaliar a efetividade da vacina CoronaVac e seu impacto na transmissão do vírus. 

A Hilab, em parceria com o Instituto Butantan, está fazendo parte deste grande projeto e desenvolveu, em parceria com o instituto, a plataforma Tainá, que controla todo o estudo clínico. Antes do início do estudo, essa plataforma já compilava os dados dos resultados de todos os exames de PCR realizados nas Unidades Básicas de Saúde da cidade. 

Estima-se que cerca de 30 mil pessoas acima de 18 anos serão vacinadas, com exceção de mulheres grávidas ou em amamentação e portadores de doenças graves. Para participar do estudo, todas as mulheres precisam realizar um exame de Beta-hCG para saber se estão ou não grávidas. A Hilab foi escolhida por oferecer um serviço de Testes Laboratoriais Remotos que entrega um resultado em poucos minutos em tempo real. Com o nosso serviço o município não precisou montar uma grande estrutura laboratorial para processar as amostras, o que trouxe mais agilidade para todo o processo.

Democratizar o acesso à saúde: essa é a nossa missão

A Hilab reconhece a importância de democratizar o acesso à saúde. Hoje relembramos essa data tão importante e continuamos na missão de levar o mesmo exame laboratorial, seja para o morador de um grande centro urbano, seja para o morador de aldeia indígena do interior do Brasil. Agradecemos a todos os pacientes, colaboradores e profissionais da saúde que compartilham com a gente o sonho de tornar a saúde cada vez mais acessível. 

Sobre a Hilab 

A Hilab é pioneira em Testes Laboratoriais Remotos no Brasil. Somos um laboratório de análises clínicas que há mais de 16 anos atua no mercado de tecnologia médica. 

Nós unimos o conhecimento dos melhores profissionais de saúde a tecnologias como a Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas para garantir garantir resultados ágeis e de alta confiabilidade. 

Além da análise feita por profissionais da saúde do laboratório de análises clínicas Hilab, trabalhamos com um modelo de Inteligência Artificial criado pela própria empresa que também analisa os resultados. Esta IA gera um resultado para os exames que são realizados no Hilab e o compara com os resultados fornecidos pelo analista do laboratório. Esta dupla verificação aumenta a segurança e a confiabilidade do resultado que enviamos para você.


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Ministério da Saúde entregará 230,7 milhões de doses de vacinas da Covid-19 até julho

Ministério da Saúde entregará 230,7 milhões de doses de vacinas da Covid-19 até julho

(Texto atualizado em 15/07/2021 às 02:48 pm)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou em reunião virtual com governadores o cronograma de entregas, a quantidade de imunizantes e os contratos para compra de mais vacinas. Pazuello mostrou que, do final de fevereiro até julho, serão distribuídas aos estados mais de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, que garantem a continuidade da vacinação da população brasileira de forma igualitária e gratuita.

“Totalizaremos até 31 de julho quase 231 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19, ou seja, o suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”, afirmou o ministro.

As próximas entregas aos estados acontecem ainda em fevereiro: serão 2 milhões de doses da AstraZeneca/Fiocruz, importadas da Índia, e 9,3 milhões da Sinovac/Butantan, produzidas no Brasil. Em março, a pasta também aguarda a chegada de 18 milhões de doses da vacina do Butantan e mais 16,9 milhões da vacina da AstraZeneca.

O cronograma do primeiro semestre apresentado pelo ministro também leva em conta as negociações com os laboratórios União Química/Gamaleya e Precisa/Bharat Biotech, que garantirão ao Brasil a chegada da vacina russa Sputnik V e da indiana Covaxin, respectivamente. A previsão é de que o contrato com os dois laboratórios seja assinado ainda nesta semana.

Confira, abaixo, o cronograma de entregas e quantidades previstas em contratos:

Fundação Oswaldo Cruz (vacina AstraZeneca/Oxford)

Janeiro: 2 milhões (entregues)
Fevereiro: 2 milhões (importadas da Índia)
Março: 4 milhões (importadas da Índia) + 12.900.000 (produção nacional com IFA importado)
Abril: 4 milhões (importadas da Índia) + 27,3 milhões (produção nacional com IFA importado)
Maio: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Junho: 28,6 milhões (produção nacional com IFA importado)
Julho: 3 milhões (produção nacional com IFA importado)

Total primeiro semestre: 112,4 milhões de doses

A partir do segundo semestre, com a incorporação da tecnologia da produção da matéria-prima (IFA), a Fiocruz deverá entregar mais 110 milhões de doses, com produção 100% nacional.

Fundação Butantan (vacina Coronavac/Sinovac)

Janeiro: 8,7 milhões (entregues)
Fevereiro: 9,3 milhões
Março: 18,1 milhões
Abril: 15,9 milhões
Maio: 6 milhões
Junho: 6 milhões
Julho: 13,5 milhões

Total: 77,6 milhões de doses

 Até setembro, serão entregues mais de 22,3 milhões de doses da Coronavac, totalizando os 100 milhões contratados pelo Ministério da Saúde.

Covax Facility

Março: 2,6 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)
Até junho: 8 milhões (vacina importada da AstraZeneca/Oxford)

Total: 10,6 milhões de doses

União Química (vacina Sputnik V/Instituto Gamaleya/RUS) 

Março: 400 mil (importadas da Rússia)
Abril: 2 milhões 
(importadas da Rússia)
Maio: 7,6 milhões 
(importadas da Rússia)

Total: 10 milhões de doses

Com a incorporação da tecnologia da produção do IFA, a União Química deverá produzir, no Brasil, 8 milhões de doses por mês.

Precisa Medicamentos (vacina Covaxin/Barat Biotech/IND)

Março: 8 milhões (importadas da Índia)
Abril: 8 milhões (importadas da Índia)
Maio: 4 milhões (importadas da Índia)

Total: 20 milhões de doses


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Cresce a satisfação com o plano de saúde, aponta Vox Populi

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A cada 10 brasileiros com planos de saúde médico-hospitalares, 8 estão “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com o benefício. O sentimento foi captado na pesquisa realizada pelo Vox Populi a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) em abril de 2021. A taxa de satisfação é 4 pontos percentuais acima da pesquisa anterior, de 2019.

“No geral, as razões para estar satisfeito com o plano de saúde estão relacionadas principalmente ao acesso, especialmente nesse período de pandemia”, comenta José Cechin, superintendente executivo do IESS. “Uma importante mudança foi o aumento da satisfação com cobertura dos procedimentos por parte do plano de saúde, que teve alta de 10% em relação à pesquisa anterior. O estudo compreendeu as diferentes percepções do consumidor brasileiro, como a qualidade dos serviços, facilidade e rapidez para a marcação de consultas e procedimentos. Mostra que quem utiliza o plano de saúde está bastante satisfeito com a assistência”, completa.

Os dados são reforçados pelo fato de que o índice de intenção de continuar no plano atual também atinge seu melhor desempenho na série histórica, desde 2015 – ano em que a pergunta sobre intenção foi inserida na pesquisa. Avançando de 86% em 2015 para 87% em 2017, 88% em 2019 e, agora em 2021, atingiu 90%.

A taxa de recomendação por parte dos beneficiários também avançou de 79% em 2015 para 86% em 2021 entre aqueles que responderam que recomendariam para amigos e familiares o seu plano de saúde atual. O maior número foi encontrado em Manaus, 92%, e o menor em São Paulo, com 83%.

“A taxa vem em linha com outros números da pesquisa e reforça que o brasileiro passou a valorizar ainda mais o plano de saúde em meio à pandemia de Coronavírus”, avalia Cechin. Ele informa que o levantamento foi feito em oito capitais metropolitanas. “O maior índice foi encontrado na região de Manaus, que sentiu fortes impactos da crise atual”, lembra.

Plano de saúde ainda é o 3° maior desejo do brasileiro

Como em anos anteriores, contar com um plano de saúde ainda é o terceiro maior desejo do brasileiro, após casa própria e educação. Mas a nova pesquisa identificou que a pandemia levou o brasileiro a uma mudança no perfil de seus desejos de posse e apontou o crescimento também em relação ao carro próprio, aparelhos celulares, acesso à internet de alta velocidade e computadores. Ou seja, o período da pandemia e as novas necessidades do brasileiro deflagrou um processo de redimensionamento dos desejos da população, ainda que não interfira no ranking geral.

Os quatro itens mais desejados (tanto os que já contam com plano quanto os que não) continuam sendo casa própria (1°), educação (2°), plano de saúde (3°) e carro próprio (4°). Olhando as edições anteriores da pesquisa nota-se que houve uma alternância entre educação e casa própria na primeira colocação. Já o plano odontológico, que não era avaliado, ficou na nona posição tanto entre beneficiários quanto não beneficiários.

“O medo de contágio pela Covid-19 fez o carro voltar a ser objeto de desejo do brasileiro como forma de evitar deslocamentos em veículos com aglomerações, enquanto o distanciamento social impôs maior uso de dispositivos eletrônicos e banda larga, para consultas em telemedicina, aulas online para filhos em idade escolar”, aponta José Cechin. “Tanto essa quanto as demais alterações no ranking de bens e serviços desejados podem ser reflexos da crise sanitária atual”, reflete.

Planos aumentam sentimento de segurança na pandemia

De acordo com a pesquisa, mais da metade dos brasileiros sem planos de saúde afirmam que se sentiriam mais seguros frente à pandemia se pudessem contar com o benefício. Entre os pesquisados não beneficiários de plano de saúde, 58% dizem que estariam mais seguros tendo um plano de saúde neste momento.

“Na população entrevistada, apenas 15% dos não beneficiários que sentiram sintomas procuraram o atendimento médico, número inferior aos que possuem plano, com 22%”, compara o especialista. “O índice de segurança trazido pelo plano foi ainda maior na região de Manaus, que viu seu sistema de saúde entrar em colapso”, aponta.

Na região, 72% dos entrevistados disseram que se sentiriam “mais seguros” ou “seguros”. O menor número encontrado na amostra foi de 50% nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Rio de Janeiro.

A pesquisa traz ainda uma seção especial sobre coronavírus e mostra que 9 em cada 10 brasileiros ficaram satisfeitos com o atendimento para Covid-19 recebido via plano de saúde. O resultado é uma média dos números observados em todas as regiões metropolitanas pesquisadas. A rapidez no atendimento e nos exames diagnósticos são as principais justificativas para a satisfação. “Vale lembrar que a maioria dos beneficiários afirma que o seu plano de saúde disponibilizou atendimento virtual, o tipo de atendimento mais citado e utilizado pelos entrevistados”, acrescenta. Entre os entrevistados, o atendimento recebido foi excelente, com 92% de avaliação positiva.

Outro indicativo sobre a Covid-19 que chama a atenção é o fato de que os beneficiários de planos de saúde médico-hospitalar realizaram mais exames diagnósticos e menos consultas médicas nos 12 meses anteriores à entrevista, invertendo a tendência apresentada nas edições anteriores, o que reforça o maior monitoramento da contaminação por Covid-19 ou ainda da escolha por parte de pacientes de adiarem cirurgias eletivas em função do risco da pandemia.

Odontológicos também registram recorde de satisfação

O mercado de planos de saúde exclusivamente odontológicos tem crescido a ritmo constante a julgar pelos dados de abril da Nota de Acompanhamento de Beneficiários, do IESS, que mostram que o segmento já conta com cerca de 27,7 milhões de vínculos.

O instituto Vox Populi identificou que 83% dos beneficiários de planos odontológicos estão “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com seus planos. Os resultados também atingem o melhor patamar na série histórica, resultado que ajuda a entender por que indivíduos e empresas continuam a contratar o benefício mesmo durante a pandemia da Covid-19.

A mesma tendência acontece em relação à recomendação do plano odontológico atual para familiares e amigos, que chegou em 85% dos entrevistados e a intenção em continuar com o mesmo benefício, registrado em 89% dos casos. “Grande parte da expansão dessa modalidade nos últimos anos é justificada pela ampliação desses planos aos beneficiários de empresas de pequeno e médio porte (antes, centralizadas em grandes corporações)”, relata Cechin. “No geral, as principais razões do brasileiro para a contratação dos planos são ‘não depender da saúde pública’ e ‘ter segurança em caso de emergência’, ambos com 42%”, explica.

Observando os números nacionais, os índices de satisfação em relação a planos de saúde exclusivamente odontológicos também registraram alta. O maior número foi encontrado em Porto Alegre, 98%, e o menor em Belo Horizonte, com 79%, além desses estados, Rio de Janeiro registrou 87%; Brasília teve a marca de 85%; Salvador, com 89%; Recife, com 84% e Manaus, com 91%.

O Vox Populi ouviu 3,2 mil pessoas (1,6 mil beneficiários e 1,6 mil não beneficiários) em oito regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e Manaus). A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos porcentuais (p.p.) para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

A íntegra da pesquisa está disponível no portal do IESS.


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SPACs: investem bilhões nas startups de Saúde

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No tempo das cavernas, em algum momento alguém se cansou do frio e da comida crua e de forma instintiva descobriu o fogo. Como esse indivíduo conseguiu divergir da maioria e se atreveu a experimentar algo diferente? Por que ele fez isso? Na época do homem primitivo a mudança era evitada sempre que possível: a conformidade com a maioria mantinha o ser humano vivo e seguro. Como esse indivíduo especial convenceu a maioria? É difícil dizer, mas o psicólogo romeno Serge Moscovici (1928-2014) se consagrou no século XX ao afirmar que “esse homem singular, minoritário, conseguiu sustentar uma opinião diferente porque era uma ideia que beneficiava a todos e, acima de tudo, porque ele foi convincente. Ou seja, sem a influência persuasiva da minoria sobre a maioria não haveria progresso no mundo”. No século XXI, nunca houve tantas minorias aconselhando as maiorias à novos caminhos. Nos dias de hoje, o Mercado de Capitais repete Moscovici e mostra que alguém convincente (minoria) pode apresentar um novo modelo capaz de beneficiar a muitos (maioria).

Um exemplo são as SPACs (Special Purpose Acquisition Companies), que em tradução livre significa “empresas com propósito específico de aquisição”. Uma SPAC em geral é uma holding (empresa de participações societárias), constituída especificamente para levantar fundos via IPO para depois, e só depois, adquirir uma empresa que exista no “mundo-real-produtivo”. Embora já existam desde a década de 1990, as SPACs cresceram sobremaneira nos meses pandêmicos. Elas não produzem nada, vendem menos ainda, não tem funcionários e não possuem qualquer carteira própria de produtos, sendo tão somente ‘águias que sobrevoam as savanas da inovação em busca de oportunidades’. Trata-se, enfim, de um grupo de investidores de alta credibilidade e histórico empreendedor que desenvolve um IPO para captar investimentos, tendo posteriormente dois anos para adquirir ou se fundir a outra companhia (de preferência semelhante a um unicórnio”, as estrelas com valor superior a US$ 1 bilhão). O capital levantado no IPO pela SPAC fica inacessível em uma conta garantia (escrow-account), sendo liberado somente quando houver a aquisição. Se ela deixar de adquirir a empresa durante esse biênio “será extinta, tendo que devolver os recursos aos investidores”.

Por motivos óbvios a Covid-19 fez o segmento de digital health ser um dos preferidos das SPACs. A Sharecare, por exemplo, uma consolidada empresa do mercado de saúde digital, anunciou em fevereiro de 2021 seus planos de ingressar no mercado público (IPO) por meio de fusão com a Falcon Capital Acquisition Corp, uma SPAC. O resultado será uma combinação avaliada em US$ 3,9 bilhões. A transação deverá ser concluída no segundo trimestre de 2021, quando a Sharecare será listada na Nasdaq como ‘SHCR’. Em maio último, Jeff Arnold, CEO e fundador da Sharecare, confirmou o acordo, selando a coalização que deverá consagrar a empresa no topo das healthtechs mundiais (a Falcon Capital deverá deter perto 20% da nova empresa). Dezenas de acordos semelhantes estão sendo costurados no mercado de saúde, confirmando que o modelo SPAC deverá ser um novo ‘norte’ no setor de venture capital.

A SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, explica que uma “SPAC é criada especificamente para reunir fundos a fim de financiar uma fusão ou oportunidade de aquisição dentro de um prazo definido”, mas as calçadas de Wall Street se acostumaram a chamar as SPACs de blank-check-companies (“empresa de cheque em branco”). Elas arrecadaram mais de US$ 38 bilhões nas primeiras 6 semanas de 2021, com uma média de US$ 296 milhões por aporte em 128 IPOs (o montante é quase a metade de todo o dinheiro arrecadado por SPACs em 2020). Grande parte dessas “partidas de capital” estão sendo direcionadas as startups de saúde (healthtechs), tendo, segundo a CB Insights, potencial de aumentar seu volume em 60% a cada trimestre. Na realidade, a base de ‘convencimento da minoria’ parte de um princípio bastante elementar: as SPACs são mais fáceis, baratas e rápidas de serem criadas, podendo captar recursos de grande envergadura (segundo relatório da PWC, um IPO tradicional leva mais de 15 meses em todo o seu processo, ao passo que via SPAC o tempo médio é de 3 a 4 meses).

O CEO da Health Assurance Acquisition Corp (HAAC), Hemant Taneja, uma organização pioneira no conceito de SPAC, explica que o setor de saúde é “uma categoria emergente, com serviços orientados a dados e centrada no consumidor, sendo capaz de dobrar uma curva de ‘care-value’ rapidamente, o que nos deixa muito satisfeitos”. Após seu IPO (US$ 500 milhões em novembro de 2020), a empresa se transformou numa voraz rastreadora de companhias inovadoras no segmento de saúde. A FS Development Corp II, outro exemplo, já está em sua segunda operação de SPAC e se baseou no sucesso da primeira, com a Gemini Therapeutics (arrecadação de US$ 175 milhões), para preparar a segunda. Mais experiente, a FS tem agora como alvo as healthtechs de biotecnologia e life science. Até março de 2021, a empresa já tinha levantado US$ 250 milhões para seu novo voo bienal. Outra transação SPAC, divulgada em maio pela Bloomberg, envolve a britânica Babylon, uma das mais exitosas startups de connect-care, que negocia com a spac Alkuri Global Acquisition Corp (Qatar) sua abertura de capital, podendo gerar uma nova companhia com valuation de US$ 3,5 bilhões.

A popularidade do conceito de SPAC tem aumentado rapidamente: havia 35 vezes mais SPACs operando em 2020 do que em 2010, e essas empresas parecem cada vez mais preparadas para grandes saltos. O modelo não é uma unanimidade, tendo várias correntes que até o ridicularizam. Mas a pressão pandêmica e a imposição que uma economia em crise exerce sobre o mercado de funding, fez com que o ano de 2021 já seja considerado “o ano das SPACs em saúde”, de acordo com Marissa Schlueter, analista sênior da CB Insights. “Com base nas atividades já apuradas, os IPOs de Saúde podem aumentar 10% em 2021, com as fusões e aquisições crescendo 35% e as negociações em SPAC se ampliando em 47%”, explicou Schlueter. Também de acordo com o SPAC Track, em 2021 já existem mais de 50 SPACs buscando ativamente empresas-alvo nos setores de saúde e ciências biológicas.

Como as SPACs são um elemento relativamente novo, também sofrem fortes oscilações, dependendo dos humores da economia. Dados da agência Spac Research, mostra que até o final de maio 422 SPACs, que arrecadaram US$ 134,4 bilhões, ainda estavam procurando empresas para se fundir (dentro do prazo legal de 2 anos). Há risco? Certamente, mas nada que a racionalidade do Stock-Market não possa tolerar, ou que a sua irracionalidade não deixe de ambicionar. Katherine Andersen, executiva do Silicon Valley Bank, explica que as SPACs são particularmente atraentes para as healthcare-startups que enfrentam questões regulatórios ou financeiras. “O modelo oferece às empresas mais flexibilidade para compartilhar projeções de lucros futuros, o que pode tornar o negócio mais atraente, especialmente para empresas em pré-faturamento”, ressalta Andersen.

“No momento há muitas SPACs por aí em busca da história certa na hora certa”, explica Veronique Ameye, vice-presidente executiva da Lumiradx, uma fabricante de ‘testes diagnósticos’ para a Covid-19 que está sendo incorporada a spac CA Healthcare Acquisition Corp, gerando um negócio avaliado em US$ 5 bilhões. Depois de entrar com um tradicional pedido de IPO, a empresa foi assediada por várias SPACs em busca de acordo. Com a escala de produção crescendo (Covid-19), a Lumiradx teve necessidade de mais financiamento de curto espaço, uma situação propicia ao “espírito-spac”. A Owlet Baby Care era outra medtech se preparando para o IPO tradicional. “O plano era abrir o capital no final de 2021 e não estávamos procurando SPACs”, explica Kurt Workman, presidente executivo. De forma inesperada, a empresa foi abordada pela Sandbridge Capital, uma SPAC que fez a Owlet economizar tempo e recursos para o lançamento de seus novos produtos.

Na realidade, os investidores antes de formarem uma SPAC já mapearam o mercado, rastrearam as oportunidades, conversaram com os targets e quando “entram em campo” já têm vários interessados, ou um único com boa atratividade. Em junho de 2021, a spac Jaws Acquisition Corp anunciou que seus acionistas aprovaram a combinação com a Cano Health, uma operadora de Centros de Atenção Primária que ocupa a 39ª posição entre as empresas privadas dos EUA. Um namoro antigo, depurado em meses de conversação, cujas ações da ‘entidade-combinada’ começam a ser negociadas na NYSE em junho com o nome de “CANO.WS” (veja exemplo de um edital SPAC). Em novembro de 2020, quando as tratativas iniciaram, o valor empresarial do negócio já era estimado em US$ 4,4 bilhões.

Na Europa, as SPACs também agitam, sendo que em 2021 as transações já movimentaram US$ 768,3 milhões, enquanto em todo o ano de 2020 foram de US$ 539,9 milhões (fonte: Dealogic). O Brasil namora o conceito, dá sinais de adesão, mas ainda não é possível abrir uma SPAC no país, embora a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tenha até criado uma consulta pública para avaliar a viabilidade do modelo no mercado nacional. Enquanto isso, e apesar da ranhetice da economia nacional em 2021, várias empresas brasileiras já levantaram recursos nos EUA via SPACs. A Valor Capital, por exemplo, levantou US$ 230 milhões em oferta pública de SPAC na Nasdaq, com ancoragem do Softfank, sendo seu alvo investir nos próximos 2 anos em empresas nacionais, inclusive na área de healthtechs.

O fato é que a Covid-19 fomenta o ‘instinto animal dos investidores’ na direção do segmento de digital health. Segundo a Rock Health Consulting, já existe em 2021 pelo menos 52 SPACs voltadas à saúde em busca de alvos, sendo que o segmento de ‘saúde conectada’ já foi alvo de 13 fusões-SPACs, anunciadas nos últimos 15 meses (11 delas concluídas ou com previsão de fechamento em 2021). Todos ficam antenados quando um novo modelo emerge de forma tão surpreendente no Mercado de Capitais, principalmente quando a tradicional equação se inverte: outrora as startups pegavam a sua malinha e giravam pelo mundo em busca de financiadores. Agora, são as SPACs que correm pelas mesmas estradas em busca de uma healthtech para chamar de sua. Bom trabalho das minorias.

Guilherme S. Hummel

Scientific Coordinator – [email protected]

Head Mentor – eHealth Mentor Institute (EMI)


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OMS inclui 16 remédios para câncer nos sistemas públicos de saúde

A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou a inclusão de 16 novos medicamentos para tratar o câncer na Lista-Modelo de Medicamentos Essenciais para Adultos e Crianças. Agora a organização considera como prioritários para o tratamento oncológico um total 46 fármacos, que devem ser oferecidos no sistema público de todos os países. Os novos medicamentos foram sugeridos à organização por um estudo feito por 90 médicos espalhados pelo mundo.

Um dos colíderes da força-tarefa do estudo, Gilberto Lopes, do Centro Paulista de Oncologia do Grupo Oncoclínicas do Brasil, ressaltou que esta foi a maior inclusão de medicamentos desde a criação da lista, em 1977. ‘Ficamos muito contentes que a OMS aprovou 16 das 22 drogas que sugerimos. Elas têm impacto significativo na sobrevida e, muitas vezes, na qualidade de vida dos pacientes’, informou Lopes. ‘Ela inclui alguns medicamentos que já são genéricos, mas também de alguns de alto custo, como o trastuzumab, o imatinib e o rituximab, que são usados para tratamento de câncer de mama, mieloide crônica e linfoma, respectivamente’.

Medicamentos já disponíveis

O oncologista lembrou que o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece vários dos medicamentos recém incluídos na lista, mas alguns são restritos a tratamentos específicos. Ele citou, como exemplo, o trastuzumab que.está aprovado no SUS somente para o tratamento adjuvante, que é posterior à cirurgia, para prevenir que a doença volte.

‘A lista da OMS agora também inclui a droga para o tratamento de pacientes com a doença mais avançada, metastática, para que elas vivam melhor e por mais tempo. Essa é uma das novidades da lista deste ano, incluímos não só os remédios, mas também as indicações para as quais eles são considerados essenciais’, declarou.

Lopes comemorou também o fato de a OMS ter sinalizado que a atualização da lista-modelo passará a ser anual ou bienal. ‘A última revisão ocorreu há mais de uma década, mas conseguimos chegar a um acordo de que essas revisões devem ser periódicas e não só quando há pressão muito grande de pacientes e médicos. Assim, poderemos tentar incluir na próxima revisão alguns medicamentos que consideramos muito importantes, mas que não estão na lista’, disse.

Fonte:


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Brasil fecha 2020 com retração de 1,5% no setor de produtos para a saúde

A queda na produção doméstica foi de 22,2%, mais severa do que a verificada na indústria de transformação brasileira como um todo, que acumulou diminuição de 4,6%, em 2020


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Secretaria de Saúde do DF alerta para golpe envolvendo vacina contra a Covid-19

(Texto atualizado em 22/02/2021 às 07:43 pm)

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal fez um alerta sobre um golpe envolvendo a vacina contra a Covid-19. Segundo a pasta, criminosos estão aproveitando o momento de distribuição dos imunizantes pelo país para enganar pessoas. As informações são do G1.

O golpe funciona da seguinte forma: suspeitos se passam por servidores de saúde e ligam para vítimas oferecendo um falso agendamento de vacinação contra a Covid-19. Em seguida, mandam um código para o celular da pessoa e pedem que ela informe os números enviados, ou clique em algum link para confirmar.

Segundo a SES-DF, os golpistas usam essas informações para clonar aplicativos de mensagem e conseguir acesso ao celular. Em uma postagem nas redes sociais, a pasta ressaltou que não telefona para agendar a vacinação, nem pede confirmação por mensagem (veja abaixo). O Ministério da Saúde também fez um alerta sobre o golpe.

O delegado Wisllei Salomão, da Coordenação de Repressão a Fraudes (Corf), afirma que, caso a vítima informe o código enviado pelo golpista, o criminoso pode ter acesso às informações do celular e até conversar com amigos e familiares para pedir dinheiro, em nome do dono do aparelho.

O delegado afirma que golpistas usam da lábia e se aproveitam da falta de atenção das pessoas. Ele orienta os usuários a desconfiarem sempre de qualquer serviço, facilidade ou solicitação diferente.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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Transformação digital na área da saúde: bom para gestores e pacientes

Transformação digital na área da saúde: bom para gestores e pacientes

A tecnologia vem ganhando um papel estratégico e central no planejamento de ações em organizações, públicas e privadas. Mais que simplesmente inserir um negócio ou serviço em âmbito virtual, esse movimento sinaliza um importante fenômeno: a adoção de tecnologias de ponta
na otimização da gestão, processos e desempenho de equipes em prol de um melhor alcance dos resultados, seja do negócio em si ou em benefício dos usuários que estão direta ou indiretamente a ele associados. No caso do segmento da saúde, a transformação digital auxilia não apenas negócios que atuam na área — como as operadoras de saúde, hospitais, clínicas e consultórios —, mas principalmente seus pacientes.

E quais seriam esses benefícios? Melhoria no tempo destinado às ações, seja do negócio em si e, consequentemente, dos pacientes que precisam de atendimento, até o dinheiro gasto em todo esse processo. De acordo com dados da Associação Médica Americana e do Instituto de Estudos de Saúde Complementar, 20 a 30% dos gastos de saúde são desperdiçados. Desde exames que não são buscados pelos usuários até consultas que não são eficazes por não serem na especialidade correta, modelo assistencial focado na doença e não na saúde, entre outras inúmeras situações. É aí que entra a tecnologia, para auxiliar gestores a empregar tempo e dinheiro de forma adequada, amparando a organização e melhorando seus resultados, impactando diretamente aqueles que são assistidos por ela.

Existem diversos exemplos de como a tecnologia, auxiliada pelo fator humano, pode gerar retornos positivos para as pessoas. Dentre elas, é possível citar os softwares de inteligência usados na análise de dados. Um deles é o Dictas, idealizado por uma equipe especialista em ciência de dados, com conhecimento e experiência em gestão de saúde. Por meio dele, é possível otimizar os custos de operadoras que, em retorno, aumentam a eficácia dos serviços ofertados aos usuários. A ferramenta
fornece um acesso a painéis com indicadores, usando Machine Learning, Big Data e Advanced Analytics, além de inteligência artificial, para detectar gastos desnecessários e que não beneficiam os assistidos pelos planos. Por meio de uma investigação minuciosa, a tecnologia realiza simulações, mapeia os dados coletados e/ou cruzados e recomenda, de forma preditiva, intervenções a serem feitas pelos gestores do sistema. Vai além: também pode ser usada na medicina preventiva, classificando os pacientes por grupos de riscos, sugerindo grupos por tipo de patologia crônica e identificando exames que poderiam ser realizados antecipadamente pelos usuários para evitar o aparecimento e o desenvolvimento de possíveis doenças.

Ou seja, além de prover recursos para melhorar questões operacionais voltadas para a gestão de um negócio com foco em saúde, por meio de ferramentas tecnológicas é possível entregar saúde, identificando beneficiários que não realizam exames preventivos por meio de algoritmos e, em contrapartida, sugerir medidas preventivas, para garantir um bom estado de saúde do usuário, de acordo com as necessidades do paciente. Em todo esse contexto, há uma maior racionalidade no processo de entregas de saúde, com foco em prevenção e não apenas em reparação de um problema que, muitas vezes, sequer consegue ser remediado.

 
 
 
 


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Global negocia devolução de R$ 20 milhões ao Ministério da Saúde

ministério da saúde



ministério da saúde
Créditos: Okskaz | iStock

Dentro da crise entre o Ministério da Saúde e a Anvisa, a empresa Global Gestão em Saúde S. A. negocia devolver R$ 20 milhões ao ministério após descumprimento de contrato decorrente de licitação realizado há mais de 1 ano para entrega de medicamentos de alto custo (Aldurazyme, Fabrazyme, Myozyme) que seria distribuídos a pacientes de doenças raras que obtiveram acesso ao tratamento pelo SUS na justiça.

A Anvisa se opôs à compra diante da não apresentação de documentos da Global, exigidos para a importação. O ministro da Saúde acusou-a de impedir a quebra de monopólios e a redução de custos em compras judicializadas.

A restituição será feita em 4 parcelas. A empresa também pagará mais de R$ 690 mil e atualizações monetárias. A Global disse ao JOTA que “tem cumprido todas as determinações do contrato” e que “não irá se manifestar até que as negociações para a quitação do contrato estejam concluídas”. (Com informações do Jota.Info.)





Publicado por: Juristas


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Atuação farmacêutica na saúde mental

Diário Farma

Tempo de leitura: 7 minutos

Rachel Bedatt Silva é Farmacêutica formada pela Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Saúde Mental pelo Programa de Residência Multiprofissional da Secretaria de Saúde do DF. Cursando pós-graduação em Farmácia Clínica. Membro da Regional do Distrito Federal da Sociedade Brasileira de Farmácia Clínica. Atualmente atua como Farmacêutica Clínica no Hospital DF Star.

Área de atuação

Saúde Mental

1- Em linhas gerais, como é a sua área de atuação?

O cuidado ampliado compreende a pessoa de forma integral e singular, os seus valores, seu meio social, o seu psíquico e o seu biológico. Na Saúde Mental essa prática é a essência dos profissionais de saúde. Se não houver equilíbrio entre essas três esferas (biopsicossocial), não há saúde mental e, consequentemente, não há saúde. O que nos leva a uma percepção de cuidado ampliado, centrado na pessoa, considerando toda a sua singularidade. O cuidado interdisciplinar passa a ser imprescindível para atender de forma mais assertiva à complexidade exigida. 

2- Explique-nos resumidamente sobre as principais atividades farmacêuticas que você desenvolve diariamente:

O farmacêutico apresenta-se como parte da equipe de saúde mental, contribuindo principalmente com os seus conhecimentos em farmacologia, fisiologia, química e gestão farmacêutica, que somados às habilidades desenvolvidas na área de Saúde Mental, é possível realizar atividades como: escuta qualificada, acolhimento, intervenção em crise, oficinas e grupos terapêuticos, práticas integrativas, avaliação de condição da saúde, análise de risco, Redução de Danos, mapeamento de rede, visita domiciliar e, principalmente, trabalho em equipe.

De modo geral, o cuidado farmacêutico e a escuta qualificada são as bases das atividades desenvolvidas diariamente pelo farmacêutico na Saúde Mental. Algumas pesquisas mostram que as pessoas atribuem significados aos seus medicamentos e isso torna a abordagem do farmacêutico muito mais complexa. Pesquisadoras renomadas no Brasil abordam este tema, como a Profa. Dra. Rosana Onocko Campos e a Profa. Dra. Djenane Ramalho de Oliveira e suas respectivas equipes, por exemplo. Elas mostram que o profissional de saúde fica restrito em esclarecer a prescrição médica e/ou se esforçam para que a pessoa a cumpra, sem oferecê-la um espaço real de escuta, que a permita falar dos seus medos/angústias/desabafos/crenças em relação aos seus medicamentos. Espaços de escuta como estes, permitem que a pessoa seja parte ativa do processo terapêutico, promovendo o uso racional dos medicamentos.

Na saúde mental realizam-se atendimentos individuais e em grupos, sendo o acompanhamento farmacoterapêutico um destes atendimentos. Trata-se do processo em que o farmacêutico acompanha a experiência da pessoa com os seus medicamentos e busca estratégias em conjunto com ela para aprimorar o tratamento. Neste acompanhamento estão incluídas as práticas de educação em saúde, adesão medicamentosa, gestão de condição de saúde, onde ocorre a avaliação de reações adversas (RAM) etc., planejamento e encaminhamentos e/ou atendimento em conjunto com outros profissionais e especialidades necessárias para colaborar com o tratamento. Uma ferramenta muito utilizada na saúde mental, é o Guia de Gestão Autônoma da Medicação (Guia GAM), uma estratégia que busca a participação ativa do usuário no seu tratamento.

Também são realizadas oficinas e grupos terapêuticos compreendendo que estes espaços de convivência, identificação com os pares e ferramentas que permitem o acompanhamento mais próximo da pessoa em sofrimento são essenciais para compor o plano terapêutico. Nestes espaços são realizadas diversas atividades, podendo ser produção cultural (teatro, dança, música, pinturas…), práticas integrativas (Reiki, automassagem, yoga…), entre outras.

A intervenção em crise, uma prática realizada por qualquer membro da equipe de saúde mental, trata-se do atendimento imediato à pessoa que está em situação de crise, seja ela uma crise psicótica, crise de ansiedade ou uma ideação suicida. Nestes casos, são utilizadas técnicas para tranquilizar a pessoa e direcioná-la ao equilíbrio.

No campo álcool e outras drogas, estão as práticas de redução de danos, que se baseiam na redução dos danos que uso abusivo de álcool e outras drogas pode causar, oferecendo um cuidado centrado na pessoa e não unicamente no uso destas substâncias. Outro cuidado oferecido é a cessação do tabagismo, por meio de um programa estruturado e com acompanhamento interdisciplinar.

Visitas domiciliares também é uma das atividades desenvolvidas, onde é possível compreender o contexto familiar, o território que a pessoa está inserida, sua rede de apoio e seu meio social.

3- Como funciona a transdiciplinariedade ?

São atividades praticadas nos serviços de Saúde Mental que ultrapassam as especialidades. Elas permitem que diferentes profissionais atuem em conjunto de forma igualitária, sem delimitar as suas atribuições que são muitas e, é claro que o profissional sempre terá uma visão voltada para a sua formação de origem, porém a sua atuação será mais ampla, permitindo uma visão holística da pessoa que está sendo atendida. São exemplos destas abordagens: as Práticas Integrativas e Complementares, como Terapia Comunitária, Floralterapia, Reiki, Yoga, acupuntura, entre outras. Atualmente, faço parte de uma equipe que aborda este tema com mais profundidade e tem como objetivo aproximar e capacitar profissionais/estudantes à estas práticas. Se quiser conhecer mais, veja a página no Instagram @equipe.interativas.

4- Como funciona a rotina de saúde mental no contexto hospitalar?

Como a rotina hospitalar é diferente da comunitária, achei importante adicionar um tópico específico sobre ela. Primeiro, seguimos com o mesmo princípio, um atendimento centrado na pessoa. E para isso, é importantíssima a integração com as diversas especialidades envolvidas.  Sabendo-se que em sua maioria a escolha do medicamento psiquiátrico é baseada na tolerabilidade das reações adversas pelo paciente, somados aos seus sintomas, o farmacêutico fica responsável principalmente em conhecer o histórico medicamentoso do paciente, questionando-o se já tomou outros medicamentos psiquiátricos anteriormente (se sim, por que trocou?), se sentiu melhora com a atual farmacoterapia, se sente algum mal-estar associado, entre outras e se faz uso de Substâncias Psicoativas (SPAs). Além disso, durante a internação, é o momento de realizar a escuta qualificada, farmacoeducação, monitorar possíveis RAM e avaliar síndrome de abstinência em caso de descontinuação de alguma substância. No momento da alta, orientar a pessoa e a família, assim como avaliar a necessidade de vigilância dos mesmos, em caso de ideação suicida.

5- Quais são as perspectivas dessa área de atuação?

A atenção em Saúde mental é necessária em todo e qualquer lugar que necessite atendimento à uma pessoa. Mas para elucidar quais são os equipamentos que compõem a Rede de Atenção Psicossocial e que podem ser área de atuação para os farmacêuticos, estão os Centros de Atenção Psicossociais (CAPS), serviços especializados que atendem os sofrimentos psíquicos graves e persistentes, Hospitais Gerais, Atenção Básica, SAMU, residências terapêuticas, atendimentos domiciliares, entre outros.

6- Quais cursos e dicas você poderia recomendar para os profissionais que desejam atuar nesse segmento farmacêutico?

Para uma atuação em Saúde Mental ser de qualidade é essencial unir a teoria com a prática, nesse caso, programas de residência multiprofissionais em saúde mental são mais recomendados para quem deseja atuar na área. Além disso, recomenda-se cursos complementares de farmácia clínica/cuidado farmacêutico, psicofarmacologia, leituras e grupos de estudos sobre escuta e atendimento na Saúde Mental, as bases de atuação do farmacêutico clínico nesta área.

Rachel Bedatt

@rachelbedatt
@equipe.interativas


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Lei dos 30 Dias não é cumprida por falta de regulamentação do Ministério da Saúde

(Texto atualizado em 18/11/2020 às 08:20 pm)

cancer celulas

Responsabilidade é de estados e municípios, mas governo federal não regulamentou a lei com portaria específica, demonstrando descaso com a oncologia

Câncer é uma doença de rápida evolução e que não faz quarentena nem jogo político. Os riscos de morte são maiores e os custos, muito mais altos quando os casos chegam em estágios avançados. Uma das leis a favor de pacientes, a Lei dos 30 Dias, estabelece que exames para a confirmação do diagnóstico de câncer devam ser realizados em até um mês. Seu objetivo é o diagnóstico precoce, o que aumenta as chances de cura e de a doença nunca mais voltar, além de diminuir o impacto na gestão de pacientes oncológicos, com menos tratamentos, gastos e processos judiciais.

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) atua junto ao poder público para garantir os direitos de pacientes, já que as leis não são cumpridas e as taxas de mortalidade na oncologia continuam altas.

Segundo publicação do Diário Oficial, a regulamentação da Lei dos 30 Dias deveria ser feita pelo Ministério da Saúde até 28 de abril, o que nunca aconteceu. A justificativa foi o coronavírus. Mas mesmo antes da pandemia, a auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) apontou espera de até 200 dias para o diagnóstico de câncer, quase sete vezes mais do que a lei garante ao paciente.

Ao ser questionado pela FEMAMA, o Ministério respondeu que já era subentendido que a lei estaria regulamentada por portarias anteriores, como a que institui a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, e que a responsabilidade era, agora, dos estados e municípios. Isso realmente é verdade, mas vale reforçar que é responsabilidade do Ministério da Saúde dar direcionamento para que os níveis regionais de poder possam ter uma atuação unificada e garantam aos cidadãos seus direitos ao diagnóstico e tratamento do câncer de forma precoce. Nenhuma das portarias mencionadas pelo Governo Federal, por exemplo, versa sobre um prazo de 30 dias.

A falta dessa orientação deixa dúvidas cruciais como em que parte da jornada do paciente começa e onde termina o prazo dos 30 dias; quem fica responsável pelo registro, notificação, fiscalização e monitoramento da lei; qual é o sistema que unificará e quando ele entrará em operação. Isso tudo inviabiliza a aplicação da lei no sistema público de saúde.

Levantamento com estados e municípios mostra despreparo na oncologia

A realidade é que pacientes esperam por muito tempo para fazer exames e biópsias e os gestores insistem em dizer que não há fila de espera. Essa incongruência veio à tona com o questionamento formal feito pela FEMAMA a estados e municípios por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI) após a terceirização de responsabilidade pelo Ministério da Saúde. O resultado, decepcionante, já era esperado por conta do relato de muitos pacientes: há um despreparo das instâncias regionais de poder, que não sabem como implementar a lei, apesar de terem ciência da responsabilidade que lhes foi repassada e da necessidade de diminuir a espera dos pacientes com queixas suspeitas de câncer.

Para entender o tamanho da desorganização, alguns não responderam dentro do prazo, de outros a resposta era vaga e prolixa, citando todos os esforços que realizam continuamente pelo bem de pacientes sem citar especificamente o que foi feito para se ter o diagnóstico precoce. Ainda foram encontrados casos onde o site para registrar reclamações ficou sem funcionar por um período. Poucos realizaram esforços específicos para a Lei dos 30 Dias funcionar. A impressão que fica é que nada foi feito e pacientes continuam tendo que aguardar por meses por seu diagnóstico.

Entre os 17 estados respondentes, somente 47% disseram que estão investindo em melhorias administrativas, de processos e infraestrutura de acesso para atender a lei. A notícia positiva é que, além destes, dois estados (12%) apontaram ter criado um programa de navegação de pacientes – Ceará e Maranhão. O levantamento também consultou diretamente 24 capitais, das quais 12 responderam. Quatro capitais afirmam estar atendendo no prazo de 30 dias – Belém, Fortaleza, Porto Alegre e São Paulo. Embora a maioria alegue que está fazendo o possível para aplicar o prazo correto da lei, quase 30% delas negam a responsabilidade, atribuindo-a ao estado. Embora o estudo seja menos robusto, mostra o empurra-empurra que vem acontecendo.

A FEMAMA possui 70 ONGs associadas em todo Brasil e, ao consultá-las, foi possível identificar que as respostas de alguns dos entes federados discordam das situações relatadas por pacientes. Criciúma (SC) é um exemplo de município que alegou que não há demanda reprimida, filas ou que prazo máximo está sendo respeitado. O caso de uma paciente atendida por uma ONG associada local mostra o contrário. Ela está há quase um mês tentando, sem sucesso, agendar sua consulta com mastologista após uma mamografia que identificou um nódulo. A justificativa do momento é o coronavírus. Nesse meio tempo, ela se mudou para Bento Gonçalves (RS) e, lá, saiu com uma consulta agendada para duas semanas depois, no SUS. Todo processo já ultrapassou 60 dias.

No Rio de Janeiro (RJ), o tempo médio para realização da biópsia até a disponibilização do resultado é de 29 a 35 dias. Porto Alegre (RS) alega que a consulta é marcada antes dos 30 dias, mas o que a lei deveria contemplar é todo o período até o diagnóstico, não só o da consulta nem só o do resultado. Alguns estados até mesmo dizem estar tentando “se virar”, cada um à sua maneira, já que não há um acordo ou investimento nacional partindo do Ministério da Saúde. A solução dada pela maioria dos estados e municípios é que, no caso de o prazo não ser cumprido, pacientes devem procurar a Unidade de Saúde em que foram atendidos e depois recorrerem às Ouvidorias dos Estados e do SUS. Ou seja, um ciclo vicioso sem resolução e sem um mecanismo unificado de fiscalização de cumprimento.

O sistema privado de saúde consegue oferecer diagnóstico e tratamento em um período muito inferior ao estabelecido, mas pacientes do SUS com suspeita de câncer têm uma jornada muito difícil, sem respaldo. Como resultado, a Covid-19 aumentou ainda mais a distância entre os pacientes oncológicos do sistema público e os da rede privada em relação à chance de cura do câncer. Se essa situação não for combatida, tanto os governos estaduais e municipais como o federal serão responsabilizados por essas vítimas. Pacientes não podem esperar o jogo político ficar mais ameno para cuidar de si e tratar do câncer.

Sobre a FEMAMA

A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama é uma organização sem fins econômicos que trabalha para reduzir os índices de mortalidade por câncer de mama em todo o Brasil, lutando por mais acesso a diagnóstico e tratamento ágeis e adequados. Com foco em advocacy, a instituição busca influenciar a formação de políticas públicas para defender direitos de pacientes, ao lado de mais de 70 ONGs de apoio a pacientes associadas em todo o país. Conheça nosso trabalho: www.femama.org.br


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Oferta de leitos hospitalares no Brasil traz resultados reveladores da nossa Saúde

Em recente estudo da área de Saúde que realizamos focado na disponibilidade de leitos hospitalares no Brasil, observamos que o país não alcança os números recomendados pelo próprio Ministério da Saúde. Mas quando analisamos os dados referentes ao segmento da saúde suplementar, constatamos que vários estados apresentam resultados comparáveis a países desenvolvidos.

No Brasil, o número de leitos por mil habitantes é de 2,2, inferior à recomendação (revogada em 2015, mas ainda assim um parâmetro de comparação) do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes. No entanto, considerando as grandes dimensões geográficas brasileiras, além das diferenças econômicas, sociais e populacionais, a análise do número de leitos por mil habitantes para cada estado é mais coerente.

Observando os números, percebemos que apenas 3 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes, sendo eles o Distrito Federal, Rondônia e o Rio Grande do Sul. Os números obtidos ainda nos permitem realizar alguns insights a fim de termos padrões comparativos com outros países.

Rondônia, o estado brasileiro de maior número de leitos a cada mil habitantes, possui índice semelhante à Turquia (2,65) e superior a outros países em desenvolvimento como México e Peru (1,5 e 1,6 respectivamente). Sergipe, o estado cujo número de leitos a cada mil habitantes é o menor no Brasil, conta com números semelhantes ao de países como Paraguai (1,3), Quênia (1,4) e Indonésia (1,2). Já São Paulo, o estado mais populoso, tem índice semelhante ao do Chile, outro país latino-americano em desenvolvimento (2,2).

Mas o cenário muda na saúde suplementar, quando consideramos apenas o segmento privado. Nesta situação, 24 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde – apenas Amazonas, Rio Grande do Norte e São Paulo mostram números aquém da recomendação. Se radiografamos apenas a saúde suplementar do Brasil, o estado com o maior número de leitos a cada mil habitantes é o Tocantins, com o número de 8,13. Em seguida, aparecem Rondônia, com 6,94 leitos/1000 habitantes e, em terceiro lugar, Goiás, com 5,41.

Podemos destacar então que a unidade da Federação com maior número de leitos por 1000 habitantes, o Tocantins, mostra índice semelhante ao de países como Alemanha (8,27) e Rússia (8,17). O Amazonas, estado cujo número de leitos por 1000 habitantes é o menor do país, traz um número semelhante ao de países como Botsuana (1,8), Peru (1,6) e Zimbábue (1,7).

São Paulo, com maior número de beneficiários de planos de saúde do país, projeta números próximos ao recomendado pelo Ministério da Saúde, e pode ser comparado a países europeus como a Dinamarca (2,5), Irlanda (2,76) e outros países em desenvolvimento, como a África do Sul (2,8).

Por fim, esses dados, levantados junto ao DataSUS e ao site da Organização Mundial da Saúde (WHO), nos permite concluir que a saúde no Brasil precisa evoluir no aspecto de disponibilidade de leitos hospitalares, mas que o cenário comparado a outros países não é tão negativo quanto a percepção obtida através da imprensa pode sugerir. Por outro lado, restringindo o estudo ao cenário da saúde suplementar, o Brasil conquistou um padrão positivo que deveria ser perseguido também pela saúde pública.

Sobre o autor

Adriel Branco é diretor da XVI Finance e Adriano B. Rodarte é analista da XVI Finance.


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Como os testes de farmácia beneficiam a população e a indústria de saúde

Como o negócio de testes de farmácia beneficia a população e a indústria de saúde

O que é uma realidade há mais de 20 anos em nações desenvolvidas como os Estados Unidos, começa a ganhar força no Brasil: a proliferação de testes de farmácia – aqueles disponibilizados nos balcões ou prateleiras das drogarias – começa a ocorrer para além da checagem preliminar de gravidez. A sala de oportunidades que se abre no território brasileiro teve como primeira mobília o teste para o vírus HIV, quando lá em 2015 a ANVISA publicou resolução sobre as regras para os registros de produtos com esta finalidade. Os chamados autotestes de HIV passaram a ser disponibilizados há pouco mais de 1 ano nas farmácias com preço que varia entre R$ 60 e R$ 70, em média.

A abertura para os autotestes de HIV configura um rol imenso de benefícios para o mercado brasileiro. Se de um lado a população ganha meios acessíveis para uma triagem inicial de determinada doença, do outro a indústria de saúde vê no horizonte um vasto campo de oportunidades – que vai além das vendas desse tipo de produto, impactando sobretudo o segmento de laboratórios de análises clínicas.

Se no mundo desenvolvido a gama de opções de testes de farmácia está estabelecida, no Brasil ainda encaramos como uma tendência – uma forte tendência. Os estudos que vêm sendo realizados combinam a diversificação das chamadas matrizes de coleta (os meios utilizados para coletar o material que apontará o diagnóstico preliminar) com as doenças ou reações adversas do organismo em si. Isso evidencia que o desenvolvimento dos autotestes, independentemente da situação vivida pelo paciente, abre um imenso leque: do direcionamento para testes específicos à ampliação de novas matrizes de coleta de amostras para flexibilização da testagem de exames mais complexos nos laboratórios de análises clínicas. Hoje, o cenário de pesquisa e desenvolvimento de autotestes abrange cerca de 60 soluções para tornar acessível aos brasileiros a triagem em torno de doenças autoimunes, hormonais, neurológicas e infecciosas.

Num país como o Brasil, em que fatores de infraestrutura e clima são bem peculiares, trabalhar em cima da disponibilidade de diferentes matrizes de coleta é fundamental. Um exemplo já disponível – ainda não em farmácias – é o teste de intolerância e hipersensibilidade alimentar, feito a partir da coleta de sangue capilar por punção digital. Esse tipo de matriz – bem como saliva (swab bucal) e coleta de sangue em papel filtro – mitiga significativamente subnotificações (comuns em casos que envolvem saúde pública) e/ou ausência de diagnóstico que têm como origem limitações logísticas. É o caso de diagnósticos negativos de dengue, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos do país. Devido à estabilidade da amostra de sangue, limitada a 7 dias e à conservação em temperaturas entre 2 e 8ºC, essas subnotificações alteram de modo significativo as estatísticas relacionadas à doença. Para se ter uma melhor dimensão, há um estudo da FIOCRUZ Bahia que conclui: o número de casos de dengue seria 12 vezes maior que o tornado público devido exatamente às subnotificações. Esses e outros dados levaram os autores do estudo a concluírem que a vigilância tem subestimado, substancialmente, a carga da doença no Brasil.

Assim, o investimento em diferentes matrizes de coleta – e a posterior viabilização de autotestes e/ou autocoleta – são meios imprescindíveis de combater enfermidades ou distúrbios. Se comparada à coleta de sangue convencional, a utilização do papel filtro, por exemplo, mostra um promissor caminho: ele apresenta estabilidade de 30 dias e conservação em temperatura ambiente.

Não se pode negar, portanto, que este movimento de inovação e tecnologia em novos diagnósticos, a partir do ponto de vista da acessibilidade da população em identificar determinada doença com um autoteste e/ou pela autocoleta, traz boas perspectivas para a saúde populacional. Alzheimer e outras doenças neurológicas, que até o momento não são curáveis, já estão sendo estudados pelo prisma do diagnóstico preliminar via testes laboratoriais menos complexos, como pela coleta de saliva, por exemplo. A detecção e tratamento iniciado precocemente – ainda que não haja a cura – pode reduzir os sintomas e entregar melhor qualidade de vida ao paciente.

Já pelo lado da indústria farmacêutica e saúde, essa tendência dos testes de farmácia configuram uma oportunidade enorme para a produção industrial – por universidades e laboratórios – em grande escala, com custos reduzidos e garantia de qualidade. Num futuro próximo, o mercado da saúde vai migrar para uma atuação mais personalizada, mais autossuficiente, com a entrega de soluções que colaborem para uma maior autonomia, acesso e poder de decisão pela população.

Se considerado o valor de exames nos laboratórios de medicina diagnóstica, a margem de lucro com autotestes pode não ser alta, porém ganha-se no volume, uma vez que a maior acessibilidade e autonomia da população certamente irá desencadear grande demanda. Além disso, um eventual resultado positivo força o exame mais detalhado e confirmatório, estabelecendo-se correlação com o que há anos se pratica em casos de gravidez quando previamente apontada num teste de farmácia.

De um lado, fácil acesso, baixo custo, e maior independência para diagnosticar problemas de saúde e tratá-los com razoável chance de boa manutenção de qualidade de vida. Do outro, a diversificação de receitas e o crosseling natural para o diagnóstico preciso com exames complementares e medicamentos ou atividades associadas ao tratamento. Como se pode constatar, o futuro desenhado em torno dos autotestes é uma relação ganha-ganha para todos os envolvidos, público-final, laboratórios e indústria. E o melhor: com duração ininterrupta, muito mais que os 9 meses de uma gestação.


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Farmacêuticos chamados para cadastro obrigatório para combate ao Coronavírus COVID-19

ATENÇÃO TODOS FARMACÊUTICOS!

A PORTARIA Nº 639, de 31 de março de 2020 Dispõe sobre a Ação Estratégica “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”, voltada à capacitação e ao cadastramento de profissionais da área de saúde, para o enfrentamento à pandemia do coronavírus (COVID-19).

Desde o dia 03 de fevereiro de 2020 , o Ministério da Saúde decretou “Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, em decorrência da infecção humana pelo novo coronavírus, COVID-19.

Essa medida do governo brasileiro considera a necessidade de mobilização da força de trabalho em saúde para a atuação serviços ambulatoriais e hospitalares do SUS para responder à situação emergencial.

 

Profissionais que devem se cadastrar obrigatóriamente

Todos os profissionais ativos da áreas listadas abaixo devem se cadastrar segundo o governo. Veja a lista:

I – serviço social;
II – biologia;
III – biomedicina;
IV – educação física;
V – enfermagem;
VI – farmácia;
VII – fisioterapia e terapia ocupacional;
VIII – fonoaudiologia;
IX – medicina;
X – medicina veterinária;
XI – nutrição;
XII – odontologia;
XIII – psicologia; e
XIV – técnicos em radiologia.

Estes Profissionais devem se cadastrar obrigatoriamente e, em caráter emergencial, e, depois de treinados, poderão ser convocados a atuar.

A capacitação do MS será no formato EaD e os participantes receberão certificação do órgão. Todos os farmacêuticos, devidamente registrados no Conselho de Regional de Farmácia, poderão participar da capacitação.

Antes de qualquer convocação, os farmacêuticos e outros profissionais de saúde citados acima precisarão preencher o formulário eletrônico REGISTRA RH. Durante o cadastro, o profissional informará SE DESEJA FAZER PARTE DA AÇÃO ESTRATÉGICA DO MINISTÉRIO “O Brasil Conta Comigo – Profissionais da Saúde”. Após registrar os dados, receberá um e-mail para se cadastrar na plataforma do curso online.

 

Veja mais detalhes no texto oficla que você pode encontrar na integra nos links:


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ANVISA





Senado homenageia Faculdade de Farmácia da USP e seu ex-reitor, Lineu Prestes

Plenário do Senado Federal durante sessão especial destinada a comemorar 120 anos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e homenagear o professor Lineu Prestes.  Requerente da sessão, senadora Marta Suplicy (MDB-SP), recebe diploma de homenagem das mãos da diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Primavera Borelli.  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

“Registrar o passado não é falar de si; é falar dos que participaram de uma certa ordem de interesse e de visão do mundo, no momento particular do tempo que se deseja evocar.” Com essa citação do sociólogo e professor Antônio Cândido, a diretora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Universidade de São Paulo, Primavera Bonelli, registrou os 120 anos da instituição e o papel fundamental do ex-reitor da USP, Lineu Prestes, para a história daquela escola.

A FCF comemora 120 anos de fundação, sob o nome de Escola Livre de Farmácia de São Paulo, mas com origens remontando aos anos de 1800, quando começou uma trajetória reconhecida por sua contribuição à sociedade paulista e brasileira no ensino de ciência, saúde, tecnologia e inovação, salientou Primavera. Foi a terceira instituição de ensino superior de São Paulo, pioneirismo que permanece até os dias atuais, já que é uma das cinquenta melhores escolas de Farmácia do mundo, disse. Leia mais ›


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Ministério da Saúde se manifesta contra graduação a distância

A Câmara Técnica de Regulação do Trabalho em Saúde (CRTS/MS) divulgou, recentemente, uma nota pública em defesa da exigência de graduação presencial na área de Saúde. O documento foi pactuado durante a 42ª reunião plenária da CRTS/MS, realizada em setembro, com participação do Ministério da Educação, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Fórum das Entidades Nacionais dos Trabalhadores da Área da Saúde (Fentas) e dos conselhos profissionais, entre eles, o Conselho Federal Farmácia (CFF).

“É preciso lembrar que não somos contrários aos avanços tecnológicos, mas temos que participar do debate. O tema exige discussão aprofundada e que, para os profissionais da saúde, essa discussão tem como foco a qualidade de vida e o bem-estar da população. Nenhum interesse ideológico ou financeiro deve se sobrepor à saúde do povo brasileiro. A formação do profissional que vai cuidar de um paciente deve ser humanizada! A prática em saúde exige presença”, comentou Walter Jorge João, Presidente do CFF.

Leia da íntegra da Nota Pública sobre EaD

Fonte: CFF


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Legislação e regulamentações





Fernandópolis repudia EaD na saúde

Fernandópolis aprova moção de repúdio

(Texto atualizado em 12/12/2019 às 12:35 pm)

Moção de repúdio é aprovada por vereadores contra EAD

Proposta pelo vereador João Pedro da Silva Siqueira, a Câmara Municipal de Fernandópolis aprovou o requerimento de Moção de Repúdio contra a graduação na área da saúde exclusivamente em EaD na sessão de 2 de outubro.

Dentre as diversas razões apresentada no documento, o vereador considerou que os polos de ensino a distância aparentemente não cumprem as exigências legais, não dispõem de equipamentos adequados e suficientes para atender o número de acadêmicos e não são fiscalizados de forma eficaz.

“A graduação na modalidade EAD se toma uma contradição na medida em que não assegura quesitos fundamentais para o processo de formação na área da saúde, sendo um problema a ser enfrentado dentro dos preceitos éticos, pois a vida humana é prioridade e deve estar acima de qualquer outro interesse”, relatou o vereador João Pedro.

A moção de repúdio de Fernandópolis será encaminhada ao Ministério da Educação (MEC), ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e ao presidente do Senado Federal, Eunício Lopes de Oliveira, solicitando que seja dado conhecimento desse requerimento a todos os deputados e senadores.

Fonte: CRF-SP


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Piracicaba realiza Fórum Regional de Saúde Pública – CRF-SP

Pedro Kawai, Dra. Claudia Carias, Dra. Luciana Canetto e Gilmar Rotta

Pedro Kawai, Dra. Claudia Carias, Dra. Luciana Canetto e Gilmar RottaA Comissão de Saúde Pública da seccional de Piracicaba do CRF-SP realizou na terça-feira (23) o III Fórum Regional de Saúde Pública de Piracicaba – “O farmacêutico além da Dispensação”, evento que reuniu representantes do poder público e profissionais da saúde pública para debater o atual contexto da assistência farmacêutica e encontrar soluções para a gestão da saúde pública municipal. O encontro foi aconteceu no auditório da Associação Paulista de Medicina, em Piracicaba.

A diretoria do Conselho foi representada pela Dra. Luciana Canetto, secretaria geral do CRF-SP e profissional atuante na saúde pública de Piracicaba há 21 anos. Ela participou da mesa de abertura do evento ao lado da delegada regional de Piracicaba, Dra. Claudia Carias, e dos vereadores Pedro Kawai e Gilmar Rotta, representantes do poder legislativo piracicabano.

Canetto apresentou as ações que o CRF-SP tem realizado para promover e valorizar o profissional farmacêutico do setor público. Ela entende que, com as novas legislações, os rumos da assistência farmacêutica também mudaram. “A gente colocou a casa em ordem, mas é preciso ir além. O paciente e a população esperam mais e a gente precisa se preparar para este novo tempo. O CRF-SP tem investindo muito na capacitação do profissional do setor público, reafirmado sua importância na judicialização e com seu conhecimento da política de assistência farmacêutica”, comentou.

A Dra. Claudia Carias, delegada regional do CRF-SP em Piracicaba, agradeceu a presença do público composto por farmacêuticos de cidades da região e, em especial, aos membros da comissão de saúde pública, que organizaram o evento. “Na rotina do nosso trabalho a gente sente a necessidade de promover discussões para que a gente leve alguma forma de fazer melhor o serviço que prestamos a nossos pacientes”, afirmou. Leia mais ›


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5G e Saúde: cirurgia remota e outras aplicações

5G e Saúde: cirurgia remota e outras aplicações

Conversei com Marcos Scheffer, Vice-Presidente de Redes da Ericsson, sobre as aplicações das novas tecnologias de 5G na área de saúde.

Estamos caminhando para a adoção da tecnologia e a ideia é melhorar a experiência do tráfego de dados. Segundo Marcos, a baixa latência, ou seja, menor tempo de reação; maior velocidade, confiabilidade e segurança são os grandes diferenciais para adoção da tecnologia.

“Já temos as primeiras notícias para lançamentos comerciais para o último trimestre do ano. No Brasil, prevemos as primeiras redes comerciais até o início de 2020 de acordo com o calendário de leilão das operadoras de telefonia”, diz Scheffer.

A Ericsson, em parceria com a Vivo, realizou uma prova de conceito em cirurgia remota. Em termos de tecnologia, é necessário um intervalo mínimo entre o comando do profissional e a realização do movimento na ponta e, além disso, a resposta para o profissional também deve acontecer com baixíssima latência.

A empresa tem uma parceria com a King’s College, universidade britânica, para a combinação entre cirurgia robótica e infraestrutura 5G. A ideia é permitir a transferência de dados visuais, auditivos e táteis. Com isso, a possibilidade de uma atenção à saúde remota torna-se mais assertiva e viável.

Com a adoção da tecnologia 5G, é esperada uma evolução em relação ao que temos. “Estamos falando de uma redução de 10 vezes no período de latência. Com 4G, esse tempo de atraso é de 30 a 50 milissegundos. Já com 5G, isso é reduzido para 1 a 7 ms”, diz Marcos. “A tecnologia já está aí, agora é uma questão mais legal que tecnológica”, completa.

Esta redução, além da aplicação comentada em cirurgia remota, também pode ser bastante útil para monitoramento remoto de pacientes com dispositivos vestíveis, ambulâncias conectadas e, claro, para transferência de dados em curtíssimo período de tempo dentro das organizações.

Para entender o potencial de mercado do setor de saúde, segundo Marcos, a Ericsson lançou um estudo de verticais e saúde encontra-se em 4º lugar.Só fica atrás de energia e utilities, automação industrial e segurança pública.

 
 
 
 


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