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Hapvida e Roche anunciam funcionamento de super laboratório

Guia da Farmácia

O polo da Roche em parceria com o sistema Hapvida, tem capacidade para processar com eficiência cerca de 2,6 milhões de análises por mês

A Roche Diagnóstica Brasil em parceria com sistema Hapvida inauguraram um laboratório em Recife (PE).

Com investimento de R$46 milhões o Núcleo Técnico Operacional (NTO) é uma central inteligente de controle e gestão de produção e qualidade integrado com capacidade para processar com eficiência 95% dos exames realizados mensalmente pela rede – cerca de 2,6 milhões de análises por mês.

NTO é, dessa maneira, o primeiro projeto desta proporção da Roche fora da Europa. Dia 18 de novembro, os diretores das duas empresas estiveram no Recife para visitar as instalações no bairro da Imbiribeira.

O polo leva inovação e automação laboratorial integrada deste porte ao Nordeste do País. Portanto, isso resulta em mais agilidade, controle e qualidade às análises, processamentos e logísticas de exames laboratoriais de atendimento do Sistema Hapvida.

Roche e Hapvida

As novas instalações são automatizadas e irão reduzir custos e integrar os resultados dos testes com o sistema de registros médicos eletrônicos proprietários do Hapvida.

“O NTO tem capacidade para processar rapidamente tanto testes mais simples quanto os mais complexos, aumentando o nível de verticalização de exames laboratoriais e otimizando a utilização de nossa capacidade produtiva, sem qualquer intervenção humana, aumentando a confiabilidade dos resultados”, afirma o CEO do Hapvida, Jorge Pinheiro.

“Esta parceria permitirá fortalecer a colaboração entre as empresas não só na parte de diagnóstico como também no acompanhamento da saúde dos usuários da rede. É um grande avanço para a saúde no Brasil e estamos muito orgulhosos em poder ampliar o acesso da população a este tipo de inovação, que proporciona o olhar integrado e mais eficiente dos cuidados com a saúde”, comenta o presidente da Roche Diagnóstica Brasil, Antonio Vergara.

Medicamento da Roche ajuda em casos mais graves de Covid-19 

Roche alerta para expectativas muito altas por vacinas ainda neste ano 

Fonte: Roche

Foto: Shutterstock


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA





A halicina se mostrou capaz de combater bactérias consideradas super resistentes

(Texto atualizado em 02/03/2020 às 10:07 am)

A tecnologia de inteligência artificial vai muito além de informar a previsão do tempo e recomendar músicas. Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) utilizaram da IA para chegar a um novo antibiótico capaz de combater os mais raros grupos de bactérias. O medicamento final foi batizado dehalicina – uma homenagem a Hal, inteligência artificial do filme 2001: Uma odisséia no espaço.

O novo composto comprovou eficácia contra as variedades Acinetobacter baumannii e Enterobacteriaceae, classificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “críticas”, pois são altamente resistentes. Em testes, ela também foi capaz de matar o Mycobacterium tuberculosis (causador da tuberculose). A resistência aos medicamentos é resultado de mutações das bactérias, que possibilitam que elas contornem os mecanismos do antibiótico.

Como a IA funciona

Para treinar o algoritmo, cientistas primeiro a fizeram “memorizar” características atômicas e moleculares de quase 2,5 mil medicamentos e compostos naturais. Junto a isso, estavam informações se essas substâncias impediam ou não o crescimento da bactéria E. coli, espécie de bactéria comumente encontrada no estômago de animais – certas linhagens podem causar infecções alimentares em humanos.

Com essas informações, a IA entendia quais características moleculares produziam bons antibióticos. Então, o algoritmo foi apresentado a uma biblioteca com mais de seis mil compostos, todos estudados para tratamento de saúde humana. Nessa hora, ela deveria cruzar as informações, não só identificando aqueles que eram eficazes, mas também os que eram diferentes dos antibióticos já existentes. Depois de algumas horas, alguns compostos se apresentaram como antibióticos “ideais” – a inédita halicina estava nessa lista.

O algoritmo continuou sendo testado em outros bancos de dados digitais. Ele foi ensinado com um banco com cerca de 1,5 bilhões de compostos. Desses, focou em 107 milhões deles e, três dias depois, já sabia eleger 23 antibióticos em potencial. Fazer o trabalho de forma manual, testando cada uma das combinações, seria praticamente impossível.  A pretensão é que, em breve, mais antibióticos sejam desenvolvidos e testados dessa forma.

Fonte: Super Interessante

 


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