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Oferta de leitos hospitalares no Brasil traz resultados reveladores da nossa Saúde

Em recente estudo da área de Saúde que realizamos focado na disponibilidade de leitos hospitalares no Brasil, observamos que o país não alcança os números recomendados pelo próprio Ministério da Saúde. Mas quando analisamos os dados referentes ao segmento da saúde suplementar, constatamos que vários estados apresentam resultados comparáveis a países desenvolvidos.

No Brasil, o número de leitos por mil habitantes é de 2,2, inferior à recomendação (revogada em 2015, mas ainda assim um parâmetro de comparação) do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes. No entanto, considerando as grandes dimensões geográficas brasileiras, além das diferenças econômicas, sociais e populacionais, a análise do número de leitos por mil habitantes para cada estado é mais coerente.

Observando os números, percebemos que apenas 3 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde de 2,5 leitos para cada mil habitantes, sendo eles o Distrito Federal, Rondônia e o Rio Grande do Sul. Os números obtidos ainda nos permitem realizar alguns insights a fim de termos padrões comparativos com outros países.

Rondônia, o estado brasileiro de maior número de leitos a cada mil habitantes, possui índice semelhante à Turquia (2,65) e superior a outros países em desenvolvimento como México e Peru (1,5 e 1,6 respectivamente). Sergipe, o estado cujo número de leitos a cada mil habitantes é o menor no Brasil, conta com números semelhantes ao de países como Paraguai (1,3), Quênia (1,4) e Indonésia (1,2). Já São Paulo, o estado mais populoso, tem índice semelhante ao do Chile, outro país latino-americano em desenvolvimento (2,2).

Mas o cenário muda na saúde suplementar, quando consideramos apenas o segmento privado. Nesta situação, 24 dos 27 estados brasileiros alcançam a recomendação do Ministério da Saúde – apenas Amazonas, Rio Grande do Norte e São Paulo mostram números aquém da recomendação. Se radiografamos apenas a saúde suplementar do Brasil, o estado com o maior número de leitos a cada mil habitantes é o Tocantins, com o número de 8,13. Em seguida, aparecem Rondônia, com 6,94 leitos/1000 habitantes e, em terceiro lugar, Goiás, com 5,41.

Podemos destacar então que a unidade da Federação com maior número de leitos por 1000 habitantes, o Tocantins, mostra índice semelhante ao de países como Alemanha (8,27) e Rússia (8,17). O Amazonas, estado cujo número de leitos por 1000 habitantes é o menor do país, traz um número semelhante ao de países como Botsuana (1,8), Peru (1,6) e Zimbábue (1,7).

São Paulo, com maior número de beneficiários de planos de saúde do país, projeta números próximos ao recomendado pelo Ministério da Saúde, e pode ser comparado a países europeus como a Dinamarca (2,5), Irlanda (2,76) e outros países em desenvolvimento, como a África do Sul (2,8).

Por fim, esses dados, levantados junto ao DataSUS e ao site da Organização Mundial da Saúde (WHO), nos permite concluir que a saúde no Brasil precisa evoluir no aspecto de disponibilidade de leitos hospitalares, mas que o cenário comparado a outros países não é tão negativo quanto a percepção obtida através da imprensa pode sugerir. Por outro lado, restringindo o estudo ao cenário da saúde suplementar, o Brasil conquistou um padrão positivo que deveria ser perseguido também pela saúde pública.

Sobre o autor

Adriel Branco é diretor da XVI Finance e Adriano B. Rodarte é analista da XVI Finance.


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





Boehringer Ingelheim traz alternativa à fibrose cística

Por meio de parceria global, empresa anuncia terapia de primeira linha para a doença

A Boehringer Ingelheim anunciou uma parceria global com a UK Cystic Fibrosis Gene Therapy Consortium (GTC), Imperial Innovations e Oxford BioMedica (OXB) para o desenvolvimento de uma terapia de primeira linha de longa duração para pacientes com fibrose cística. A nova parceria reúne a liderança acadêmica da GTC no desenvolvimento de terapias genéticas e da OXB em produzir terapias baseadas em vetores virais, bem como a capacidade da Boehringer Ingelheim em descobrir e desenvolver agentes terapêuticos inovadores.

A fibrose cística é uma doença genética que cursa com infecções pulmonares persistentes, que geralmente limitam a função respiratória do paciente. Existem mais de duas mil mutações identificadas nos genes do Regulador de Condutância Transmembrana da Fibrose Cística (CFTR), e muitas delas influenciam nas chances de uma pessoa desenvolver a doença, que atinge cerca de 70 mil pessoas no mundo. Tanto os tratamentos existentes quanto os que estão em processo de desenvolvimento, apenas diminuem a velocidade de progressão da doença. Por isso, a fibrose cística continua a ser associada a uma alta taxa de mortalidade, além de a quantidade de terapias que os pacientes necessitam para tratar a doença ser alta. Além disso, os tratamentos disponíveis provocam efeitos diversos, dependendo da mutação causadora da fibrose cística. Em função disso, existe uma necessidade crítica de terapias que tratem todas as mutações do gene CFTR, e a terapia genética tem o potencial para resolver esse problema.

Nova abordagem de tratamento

A parceria anunciada pela Boehringer Ingelheim irá focar em uma nova abordagem usando o vetor lentiviral deficiente para replicação em uma formulação inalada, que irá introduzir uma cópia saudável do gene CFTR nas células pulmonares. Essa metodologia tem demonstrado uma alta eficiência na transferência dos genes, além de oferecer a possibilidade de repetição do tratamento para manter o efeito terapêutico. A terapia genética é o único método que, até hoje, consegue atingir todos as mutações do gene CFTR, com potencial para oferecer uma opção de tratamento universal.

A Boehringer Ingelheim possui a opção de licenciar os direitos globais exclusivos para desenvolver, fabricar, registrar e comercializar a terapia gênica baseada em vetores lentivirais para o tratamento da fibrose cística. Durante esse período, os parceiros trabalharão juntos nesse projeto com o financiamento da Boehringer Ingelheim.

Fonte: Boehringer Ingelheim

Imagem: Shutterstock


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Mercado farmacêutico





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