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Você sabe como fazer uma cobrança conforme o perfil do inadimplente?

Você sabe como fazer uma cobrança conforme o perfil do inadimplente?

(Texto atualizado em 08/03/2021 às 03:16 pm)

Se você trabalha ou já trabalhou com crediário próprio na sua farmácia, sabe como fazer uma cobrança pode ser algo penoso. Não é nada fácil manter uma rotina de recebimento à prazo no atual cenário econômico brasileiro. De acordo com dados do Banco Central, a taxa de endividamento da população subiu para 44,04%, maior índice se comparado com o mesmo período de 2016.

Mesmo sabendo desses dados, ainda sim é possível manter boas estratégias de vendas utilizando o crediário próprio. Afinal, existem bons pagadores no mercado! Mas quando a farmácia descobre que vendeu para maus pagadores, será possível recuperar o dinheiro aparentemente perdido? Para responder essa pergunta, continue lendo o artigo e veja quais as técnicas de cobrança e negociação devem ser utilizadas para cada perfil de pessoa inadimplente.

Receber pelo produto vendido é um direito seu!

Antes de mais nada, é importante que você entenda: Não existe qualquer lei que impeça sua farmácia de entrar em contato com a pessoa devedora para realizar o pagamento da dívida.

O problema é que muitos confundem isso com a forma de abordagem. Isso sim é amplamente protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Então muita atenção quando for falar com os clientes inadimplentes. Nada de constrangimentos ou ameaças.

Depois você precisa tomar consistência de quê:

Sua farmácia não vai perder clientes, vai ganhar bons pagadores!

Chega ser assustador a quantidade de donos de farmácia que não levam a sério o problema da inadimplência do seu negócio. Não receber pelo que foi vendido compromete severamente o fluxo de caixa, sendo um impacto muito grande no financeiro da farmácia.

Uma melhor forma de organizar e saber quais são as contas em atraso, é utilizar sistemas que oferecem o gerenciamento de contas a receber. Esqueça de uma vez por todas as notinhas! Todas as movimentações de entrada e saída devem ser registradas no sistema da farmácia. Isso vai permitir que você não esqueça qualquer dívida que tenha a receber. Após definir a organização das contas e saber de quem sua farmácia deve receber, é hora de traçar a melhor estratégia de recebimento.

Não confunda cobrança com negociação!

Muito antes de iniciar o processo de cobrança ou negociação com o cliente inadimplente, é fundamental que você entenda que cobrar é bem diferente de negociar.

Quando falamos em cobrar, estamos nos referindo ao processo onde queremos o que nos pertence por direito, de volta. Neste caso, o dinheiro referente a venda do produto. Dessa forma, quando a pressão exercida pelo cobrador não for levado a sério pelo inadimplente, a farmácia pode acionar os órgãos de proteção ao crédito (como Serasa, SPC e  SCPC).

Já no processo de negociação, é uma abertura ao diálogo, ou seja, quando as partes querem chegar em um acordo mútuo que seja benefício para ambos. Entender esses dois processos vai fazer diferença na hora da escolher a abordagem com o cliente inadimplente.

Então, o que é mais eficiente: Cobrar ou Negociar?

Na grande maioria das vezes, sempre a negociação vai ser a melhor escolha, pois ela permite um canal mais conciliador entre as partes interessadas. Mas nem sempre esse tipo de abordagem funciona bem. Existem casos em que a abordagem deve ser um pouco mais agressiva, mas sem passar dos limites do bom sendo e educação.

Na realidade, a melhor estratégia que a farmácia pode adotar depende do perfil do inadimplente, e o tempo de atraso da quantia devida. Geralmente as pessoas atrasam o pagamento das suas contas por 2 motivos bem básicos:

Incapacidade Financeira: estão nesse perfil de devedores pessoas que por motivos inesperados, como desemprego, doença grave, falta de controle financeiro na família, não conseguem honrar suas dívidas. Note que esse grupo deixa de pagar por força maior, isto é, não é proposital.

Inadimplência por Caráter: nesse grupo as contas deixam de ser pagas simplesmente por falta de caráter. As pessoas não se importam em deixar as contas atrasarem, e ainda pior, negam veementemente que possuem dívidas. Esse perfil não se incomoda com cobranças e até chegam ao ponto de ironizar o cobrador. Perceba que essas pessoas não pagam simplesmente porque não querem.

Agora que você já sabe quais são os dois principais grupos de inadimplentes, podemos colocar em prática a melhor estratégia para recebimento dos valores em atraso.

Para devedores por Incapacidade Financeira a melhor decisão estratégica, sem dúvida é a negociação. Isso porque essas pessoas querem honrar suas dívidas. Então se a farmácia oferecer bons prazos e condições de pagamento, é altíssima a probabilidade de receber seus débitos.

Já no caso dos devedores de Inadimplência por Caráter, a negociação pouco vai funcionar. Neste caso a farmácia deve cobrar as dívidas, deixando bem claro as consequências para a pessoa caso o valor não seja quitado. Como por exemplo a negativação do CPF na praça e o protesto judicial da dívida.

Mas como saber o perfil de inadimplência dos clientes?

Bem, essa tarefa não costuma ser tão fácil. Mas sim, é possível de ser feita. O ideal é que sempre antes de vender no crediário próprio a farmácia faça a consulta nos órgãos de proteção ao crédito e verifique se o CPF ou CNPJ do cliente possui alguma pendência.

Se a pessoa estiver limpa na praça, não há (teoricamente) problemas em prosseguir com a venda. Agora se já existe um histórico de inadimplência, é melhor pensar duas vezes antes de oferecer linhas de crédito.

Mas só isso não garante uma segurança no recebimento futuro. A farmácia tem que ter seu próprio histórico do cliente dentro do sistema. A partir daí observar se a pessoa está atrasando o pagamento por Incapacidade Financeira ou Inadimplência por Caráter.


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Veja os 5 passos da aprovação de uma vacina pela Anvisa

Veja os 5 passos da aprovação de uma vacina pela Anvisa

A CoronaVac, por exemplo, não pode ser aplicada porque ainda não cumpriu todo o caminho necessário até a aprovação final da vacina pela Anvisa

Antes de chegar à população, medicamentos e vacinas, no Brasil, pela aprovação da  Agência Nacional de Saúde (Anvisa) precisam passar por estudos realizados pelas empresas que desenvolvem os produtos para a comprovação de sua qualidade, segurança e eficácia.

De acordo com a Anvisa, o Instituto Butantan, que vai produzir a Coronavac no Brasil, por exemplo, ainda não encaminhou os dados da terceira e última fase de testes clínicos da vacina. Além disso, a agência diz que falta o relatório da inspeção na fábrica da farmacêutica chinesa Sinovac.

Entenda o passo a passo da aprovação de qualquer vacina no Brasil.

1. Estudos pré-clínicos

Essa fase ocorre antes dos testes em humanos. Envolve a pesquisa, por exemplo, de como os vírus agridem o organismo do hospedeiro. Pode demorar vários anos até que esse corpo de conhecimento seja sólido o suficiente para avançar para a próxima etapa.

2. Autorização para estudos em humanos

Para realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, é obrigatória a aprovação dos Comitês de Ética em Pesquisa e/ou da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa).

3. Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM)

A realização de estudos em humanos com objetivo de registro de medicamentos e vacinas deve ser aprovada antes pela Anvisa. A empresa deve, então, submeter à agência o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamentos (DDCM), que traz informações detalhadas sobre o produto e o estudo.
Na pandemia de Covid-19, a Anvisa criou o Comitê de Avaliação de Estudos Clínicos, Registro e Pós-Registro de Medicamentos para prevenção ou tratamento da doença, o que inclui também as vacinas.

Ele é responsável por analisar os pedidos de início de estudos clínicos de produtos para prevenção e tratamento da Covid-19, de forma prioritária, no prazo médio de até 72 horas.

4. Estudos em humanos

Depois de cumprir as etapas da fase pré-clínica, a empresa deve realizar estudos clínicos em três fases (1, 2 e 3) para avaliar e determinar a segurança e a eficácia do uso da vacina em humanos. Cada etapa cumpre objetivos específicos para o desenvolvimento do produto.

5. Pedido de registro de vacinas

As empresas farmacêuticas são quem devem iniciar esse processo, pedindo o registro.

A documentação exigida pela Anvisa consta na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55/2010, que trata do registro de produtos biológicos, como é o caso dos imunizantes.

Segundo a norma, além de apresentar documentos como Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF), Autorização de Funcionamento (AFE), justificativa para o registro, plano de farmacovigilância.

E também informações gerais sobre o produto, a empresa deve entregar relatório com dados sobre as matérias-primas utilizadas na vacina, entre outros dados.

Para a aprovação de uma vacina pela Anvisa, a empresa pode solicitar, portanto, a avaliação de registro de produtos com estudos da fase 3 em andamento, desde que seja demonstrada uma alta eficácia terapêutica ou preventiva e/ou não exista outra terapia ou droga alternativa comparável.

A solicitação de registro de uma vacina só é aceita se a empresa apresentar toda a documentação exigida pela Anvisa.

Além disso, quem desenvolve o produto deve garantir pesquisas pós-comercialização, como forma de monitoramento, por exemplo, de novas reações adversas não detectadas nos estudos.

Prazos para a aprovação de uma vacina pela Anvisa

A Anvisa afirma ter reforçado a priorização de análises na pandemia com a publicação da RDC 348/2020, definindo critérios extraordinários e temporários para pedidos de registro.

De acordo com a agência, o prazo para a primeira manifestação sobre o pedido de registro de vacinas é de até 60 dias.

Neste período, a Anvisa pode conceder o registro, solicitar informações complementares para análise ou, ainda, indeferir o pedido – este prazo refere-se exclusivamente ao registro.

No entanto, a Anvisa promoveu mudanças para tentar acelerar o processo de concessão do registro.

Uma delas foi, por exemplo, a adoção do modelo de submissão contínua dos documentos.

Antes, os laboratórios interessados esperavam o término dos testes clínicos para reunir toda a documentação e encaminhar de uma única vez, para análise.

Com o novo modelo, a documentação vai sendo enviada aos poucos, para que a análise dos técnicos da agência comece enquanto os testes ainda estão em andamento.

O objetivo é, então, reduzir no final do processo o tempo de avaliação.

Além disso, a Anvisa anunciou que passaria a conceder autorização de uso emergencial para vacinas contra a Covid-19.

Diferentemente do registro, que é concedido após o término dos testes clínicos, essa autorização de caráter excepcional é concedida para imunizações ainda em fase de testes e mais rapidamente.

No entanto, as vacinas que obtiverem a autorização de uso emergencial podem ser aplicadas apenas em uma parcela da população e não ser usada para uma imunização em massa. Além disso, podem ser usadas apenas na rede pública.

Anvisa aprova regras para uso emergencial de vacinas contra Covid-19

Fonte: Folha de Pernambuco

Foto: Shutterstock


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A transformação digital não é somente uma escolha

(Texto atualizado em 29/07/2020 às 04:49 pm)

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A Covid-19, entre outras coisas, evidenciou a importância que a tecnologia tem para as empresas e as pessoas, servindo como a ponte que permite o funcionamento dos acessos e negócios em um momento de absoluto distanciamento social. Essa pandemia deixou claro também que para um negócio ou uma nação permanecerem competitivos é essencial buscarem atualização com a tecnologia corrente.

No e-commerce, por exemplo, pudemos testemunhar o crescimento exponencial do consumo através deste canal, onde muitas empresas de varejo já estavam prontas para atender ao mercado, enquanto outras tiveram que rapidamente ajustar sua estratégia para não perderem uma fatia relevante de sua participação no mercado, assim como restaurantes já preparados para o atendimento online garantiram a continuidade parcial dos negócios com maior facilidade.

A tecnologia digital também permitiu que muitas empresas pudessem continuar operando de forma remota em algumas áreas através do home-office. Reuniões passaram a acontecer de forma virtual, negócios continuaram sendo celebrados, apesar de sem o tradicional aperto de mãos. Reuniões familiares também passaram a ser feitas de forma remota, incluindo almoços aos domingos, só que cada um na segurança do seu lar e com uma interação tão empolgante quanto diferente.

Não fosse a tecnologia atual, passar por este momento desafiador seria muito mais difícil, as distâncias foram encurtadas e as pessoas conseguem estar próximas mesmo distantes.

Agora, quando olhamos para o segmento da indústria, a importância da tecnologia digital não é diferente. Antes da pandemia, a quarta revolução industrial (indústria 4.0), era uma área de grande interesse para os gestores, era um tópico atraente que mirava a vantagem competitiva, redução de custos, produtividade, sustentabilidade e inovação. O objetivo era fazer o bom se tornar melhor.

Com a Covid-19, essa evolução passa a ser também, motivo fundamental para se manter no jogo. O ponto é que até então essa mudança vinha em um passo gradativo, dentro da estratégia, capacidade financeira e prioridades de cada empresa e, agora, apesar da compreensão de que essa evolução deveria ser acelerada, a realidade é que a maioria dos gestores, senão todos, tem como primeiro objetivo manter o negócio ileso a essa crise e depois, o de trazer o negócio para a normalidade o mais rápido possível.

No Brasil, a situação é ainda mais desafiadora, duramente afetada há anos, a indústria brasileira enfrentou a redução da atividade da economia internacional, a concorrência estrangeira e os altos custos da produção no país. Todos, até então, lutavam para sobreviver enquanto, de forma criativa, buscavam implementar novas tecnologias digitais.

Superar os desafios da Indústria 4.0 não é uma tarefa simples, mas é essencial para que as empresas no Brasil consigam dar um salto tecnológico e fazer parte dessa nova revolução industrial. É preciso destacar que, estamos atrasados e quanto mais rápido esse processo for retomado e priorizado, mais as organizações poderão se beneficiar, além de se manterem competitivas no mercado. Não é mais questão de escolha, é mandatório.

Autor: Gimenes Silva é Diretor da Centralpack Embalagens. Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade Padre Anchieta, com MBA em Finanças, Contabilidade e Impostos (FGV) e extensão Executiva pela Fundação Dom Cabral, Kellogg Business School. O profissional possui experiência em planejamento estratégico comercial, governança corporativa, gestão de pessoas, novos negócios, desenvolvimento de novos mercados, reestruturação organizacional, diversificação de portfólio de produtos e vasto conhecimento na área de finanças.


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Farmacêuticos discutem particularidades da Nota Técnica 914/2017

Jornal do Oeste | Farmacêuticos discutem particularidades da Nota Técnica 914/2017

Durante o encontro foram discutidas estratégias de implantação dos planos municipais
(Foto: Divulgação)

O Conselho de Farmácia do Paraná e farmacêuticos do município de Toledo e da 20ª Regional de Saúde participaram de uma reunião na quarta-feira (24). O tema principal do encontro foi a Nota Técnica 914/2017 e a elaboração dos planos municipais.

“A Nota determina que, em quatro anos, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) que dispensem medicamentos tenham um profissional de farmácia para prestar os atendimentos. Isso gerou dúvidas nos secretários de saúde, por isso, aproveitamos a presença de membros do Conselho para discutirmos o assunto”, explica a chefe da 20ª Regional de Saúde Nissandra Karsten.

Alguns municípios já foram vistoriados pelo Conselho. Após a visita, a cidade tem o prazo de 60 dias para apresentar o plano municipal de assistência farmacêutica. Nissandra pontua que a elaboração desse planejamento era um dos fatores de questionamentos dos gestores.

 

APLICAÇÃO

“A lei apresenta o texto, contudo, não aponta a maneira como deve ser aplicada. Sabemos que os municípios possuem dificuldades para contratação do quadro funcional. Durante o encontro foram citadas sugestões de estratégias que podem ser adotadas de acordo com a particularidade e realidade de cada cidade. A reunião foi muito produtiva. Também tivemos a certeza de que o Conselho tem noção das dificuldades que irão surgir nesse processo”, relata a chefe.

Na reunião foram citados pontos que as secretarias municipais de saúde devem analisar como a necessidade de dispensar medicamentos em todas as UBS’s, profissionais com flexibilidade de horário para atuarem em duas unidades (uma de manhã e outra à tarde, por exemplo), escolher as UBS’s que ofereçam mais condições sanitárias para armazenar os medicamentos, entre outras sugestões.


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