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Redes de farmácias aceleram expansão

As redes de farmácias despontam entre as varejistas que mais estão investindo em expansão de número de lojas no Brasil. Diante de um mercado de varejo farmacêutico que ainda é muito pulverizado, líderes vem abrindo um número de lojas novas por ano na casa de uma centena, ritmo comparável ao de gigantes do varejo nacional, como Lojas Americanas ou o Grupo Pão de Açúcar, com seus minimercados. Para especialistas, as redes procuram ocupar novos espaços e ganhar mercado antes que a competição, inclusive de grupos estrangeiros, ganhe fôlego.

“Quem chega primeiro bebe a água mais limpa”, declarou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, Deusmar Queirós, presidente da Pague Menos, ao justificar o plano de inauguração de 90 lojas este ano e pelo menos 80 em 2015. Terceira maior rede de farmácias do Brasil em faturamento, a Pague Menos é acompanhada pela líder RaiaDrogasil e a segunda colocada, a DPSP, na forte expansão. “Concorrentes estão vindo? Pode ser que venham com mais força”, disse Marcílio Pousada, presidente da RaiaDrogasil. “Estamos ocupando o mercado com velocidade porque estamos sendo competentes.”

Pousada afirma que a RaiaDrogasil deve manter em 2014 e em 2015 o ritmo de cerca de 130 lojas novas por ano, assim como ocorreu em 2013. Ele defende que o envelhecimento da população brasileira e o comportamento da renda das famílias criam condições favoráveis para manutenção do ritmo de crescimento de vendas do setor e sustentam os investimentos em novas lojas. Já a DPSP, formada pela união de Drogarias Pacheco e São Paulo, planeja 100 novas lojas para 2014, segundo o diretor de marketing Roberto Tamaso. “Para 2015 ainda não temos um número definido, mas a expectativa é superar 2014”, disse. Atualmente, o grupo possui 866 lojas divididas entre as duas bandeiras.

O professor da Universidade de São Paulo e especialista em varejo, Nelson Barrizzelli, avalia que nos próximos anos o investimento em expansão em farmácias pode ser ainda maior, com mais grupos investindo para abrir lojas de forma mais acelerada. Hoje, alguns grupos ainda estão concentrados no processo de integração após fusões e aquisições e expandem menos. Espera-se que a CVS Health, companhia norte-americana que chegou ao Brasil com a compra da Onofre, por exemplo, faça novas aquisições e cresça em número de lojas. A Brasil Pharma, quarto maior grupo de farmácias criado pelo BTG Pactual, vem informando que desacelerou o ritmo de expansão para se concentrar em integrar suas marcas.

Fusões e Aquisições

O foco em crescimento orgânico não significa que o período forte para fusões e aquisições tenha acabado. Além de aquisições da CVS, no mercado também se espera que a Ultrapar, que tem histórico de numerosas aquisições nos últimos anos, busque mais ativos no varejo farmacêutico. Ao comprar a Extrafarma, a companhia também falou em acelerar o número de lojas abertas por ano, saindo do ritmo de 40 a 50 inaugurações anuais antes da aquisição, para uma média próxima das líderes.

Apesar de ver potencial para novas aquisições, o Bank of America Merrill Lynch considera que hoje o grupo de consolidadoras está bem formado e há poucas redes de médio porte que poderiam ser compradas. “Isso nos leva a concluir que o crescimento deve vir da abertura orgânica de lojas, reduzindo a participação de mercado de redes independentes”, concluem os analistas Diego Moreno e Thomas Humpert em relatório.

“Por enquanto estamos abrindo 130 lojas por ano e dá para se divertir bastante com isso, mas é claro que estamos atentos a todas as movimentações do mercado”, comenta Pousada sobre possíveis aquisições na RaiaDrogasil.

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que reúne as 29 maiores redes do país, calcula que as líderes do setor juntas ampliem o total de lojas numa média de 10% ao ano. A expectativa é de continuidade desse ritmo nos próximos anos, segundo o presidente executivo da entidade, Sérgio Mena Barreto. “As grandes redes ainda estão presentes num número pequeno de cidades do Brasil e há espaço para ampliar”, afirmou.

Fonte: Cruzeiro do Sul

Postado em: Varejo farmacêutico, Oportunidades de mercado

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Anvisa define normas para volta dos emagrecedores ao mercado

Agência proibiu remédios em 2011, mas Congresso suspendeu decisão.

Para voltarem a ser vendidos, medicamentos precisarão de novos registros.

A Anvisa aprovou, nesta terça-feira (23), uma resolução que estabelece as normas para a volta dos inibidores de apetite ao mercado. Os medicamentos femproporex, anfepramona e mazindol deixaram de ser vendidos no Brasil em 2011, quando a Anvisa os proibiu. No início do mês, porém, o Senado suspendeu essa decisão, liberando os remédios novamente.

Agora, a Anvisa definiu as regras para a volta da comercialização desses produtos. A resolução deve ser publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (26), de acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano. “Acaba a proibição. O problema é que os registros estão cancelados, então as empresas vão ter que pedir novos registros. A norma indica que, enquanto não houver um novo registro, as farmácias de manipulação não vão poder manipular”, diz Barbano.

Senado aprova liberação de inibidor de apetite; texto vai à promulgação
Entre as exigências para o registro, estão a apresentação de estudos que comprovem a segurança e a eficácia das drogas.”Estamos cumprindo a decisão do Congresso, mas não vamos permitir que produtos que não tenham comprovação de eficácia e segurança fiquem no mercado.”
Barbano acrescentou que, quando voltarem ao mercado, esses medicamentos estarão sob o mesmo tipo de controle que a sibutramina. Ou, seja, para comprá-los, o paciente deverá apresentar uma receita especial, com validade de 30 dias. Além disso, médico e paciente terão de assinar um termo de responsabilidade.

Sobre a decisão do Congresso Nacional, que suspendeu a proibição definida pela Anvisa, Barbano observa que o Congresso tem soberania para tomar a decisão. “Eu acho apenas que é uma decisão perigosa para ser tomada no Congresso, mas ele pode tomar essa decisão. Se ela é totalmente constitucional e legal, é outra discussão. À Anvisa, cabe continuar fazendo o que ela sempre fez, que é fazer com que os produtos que estão à disposição das pessoas tenham sido avaliados em relação à segurança e à eficácia.”
O diretor-presidente da Anvisa esteve em São Paulo nesta terça-feira para um evento da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Equipamentos, Produtos e Suprimentos Médico-Hospitalares (Abimed).

Fonte: G1 Globo

Postado em: Legislação e regulamentações

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Setor cresceu 140% em dez anos

Entre 2007 e 2013, Brasil passou de 10º para o 6º maior mercado de remédios do mundo.

 Apesar dos indicadores de desaceleração da economia brasileira, com previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,1% neste ano, para alguns setores o momento é de boas oportunidades. Estudo realizado pela GO Associados apurou um desempenho significativo do setor farmacêutico, com crescimento de quase 140% nos últimos dez anos, ou incremento médio de 8,5% ao ano. A previsão é de expansão em médio prazo, sobretudo em virtude do aumento do número de idosos no Brasil e da venda de genéricos, com preço menor.

Minas Gerais, que tem uma política de desenvolvimento focada na chamada “economia do conhecimento”, e em 2011 contava com 107 estabelecimentos na fabricação de produtos farmacêuticos, pode ser beneficiada por esse mercado em expansão.  a terceira maior participação nesse segmento no país, com 11,1%.

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Postado em: Varejo farmacêutico, Oportunidades de mercado

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