5G e Saúde: cirurgia remota e outras aplicações

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Conversei com Marcos Scheffer, Vice-Presidente de Redes da Ericsson, sobre as aplicações das novas tecnologias de 5G na área de saúde.

Estamos caminhando para a adoção da tecnologia e a ideia é melhorar a experiência do tráfego de dados. Segundo Marcos, a baixa latência, ou seja, menor tempo de reação; maior velocidade, confiabilidade e segurança são os grandes diferenciais para adoção da tecnologia.

“Já temos as primeiras notícias para lançamentos comerciais para o último trimestre do ano. No Brasil, prevemos as primeiras redes comerciais até o início de 2020 de acordo com o calendário de leilão das operadoras de telefonia”, diz Scheffer.

A Ericsson, em parceria com a Vivo, realizou uma prova de conceito em cirurgia remota. Em termos de tecnologia, é necessário um intervalo mínimo entre o comando do profissional e a realização do movimento na ponta e, além disso, a resposta para o profissional também deve acontecer com baixíssima latência.

A empresa tem uma parceria com a King’s College, universidade britânica, para a combinação entre cirurgia robótica e infraestrutura 5G. A ideia é permitir a transferência de dados visuais, auditivos e táteis. Com isso, a possibilidade de uma atenção à saúde remota torna-se mais assertiva e viável.

Com a adoção da tecnologia 5G, é esperada uma evolução em relação ao que temos. “Estamos falando de uma redução de 10 vezes no período de latência. Com 4G, esse tempo de atraso é de 30 a 50 milissegundos. Já com 5G, isso é reduzido para 1 a 7 ms”, diz Marcos. “A tecnologia já está aí, agora é uma questão mais legal que tecnológica”, completa.

Esta redução, além da aplicação comentada em cirurgia remota, também pode ser bastante útil para monitoramento remoto de pacientes com dispositivos vestíveis, ambulâncias conectadas e, claro, para transferência de dados em curtíssimo período de tempo dentro das organizações.

Para entender o potencial de mercado do setor de saúde, segundo Marcos, a Ericsson lançou um estudo de verticais e saúde encontra-se em 4º lugar.Só fica atrás de energia e utilities, automação industrial e segurança pública.

 
 
 
 

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