Lote com insumos para fabricação da vacina CoronaVac chega a SP

Guia da Farmácia

O governador de São Paulo, João Doria esteve no Aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, e do secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, para acompanhar a chegada do material.

Hoje recebemos insumos para 1 milhão de doses da vacina. Assim, somados aos 20 mil que já recebemos, agora temos 1 milhão e 120 mil doses da vacina“, afirmou Doria.

Ainda segundo o governador, até o início do próximo ano, o governo deve receber as mais de 46 milhões de doses previstas.

“Até o final deste mês de dezembro, estaremos aqui recebendo no Aeroporto de Guarulhos mais seis milhões de doses da vacina, totalizando 7 milhões 120 mil doses da vacina. E no próximo mês de janeiro, até o dia 15 de janeiro, mais 40 milhões de doses da vacina..”

A carga de insumos, que pode, dessa maneira, virar até 1 milhão de doses de vacinas contra a Covid-19, chegou às 5h27 no aeroporto de Guarulhos.

Segunda remessa

Todavia, essa é a segunda remessa de encomendas do governo estadual do laboratório chinês. A primeira foi com as 120 mil doses de vacinas prontas, em 19 de novembro.

O lote será, então, transportado para o Butantan, em um veículo que terá escolta especial.

Os insumos são os “ingredientes” necessários para a finalização da vacina no país. Caberá, portanto, ao Butantan concluir a etapa final de fabricação.

Ao todo, pelo acordo fechado, o Butantan receberá do laboratório chinês 6 milhões de doses prontas para o uso.

E vai, portanto, formular e envasar outras 40 milhões de doses.

Sobretudo, a vacina Coronavac está na fase final de testes e aguarda registro e autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso.

Fonte: G1


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Testes de coronavírus, saiba tudo

Esclareça dúvidas sobre os testes de coronavírus- Guia da Farmácia

As instruções também têm como objetivo alertar a população sobre a importância de se ter critérios ao solicitar o teste COVID-19 e de como é realizado o procedimento

Muitas são as orientações que os especialistas, por meio da mídia, têm passado à sociedade sobre os cuidados e prevenção da propagação do COVID-19. Porém, o que poucas pessoas sabem é como são feitos os exames laboratoriais quando a infecção é diagnosticada e em que momento os resultados são divulgados ao paciente.

Com o intuito de sanar algumas dúvidas, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), entidade médica que representa os laboratórios clínicos, responde seis questões importantes sobre o procedimento:

Posso ir diretamente ao laboratório e solicitar o teste?

Não. O teste só poderá ser feito mediante o encaminhamento médico. O profissional de saúde precisa avaliar o paciente, constatar que ele apresenta indicação clínica e solicitar a realização do teste.

Os testes para o coronavírus são feitos apenas em hospitais privados ou os públicos também atendem a essa demanda?

Diversos hospitais do sistema público e privado, além de centenas de laboratórios de análises clínicas do Brasil já coletam o teste.

Como os testes para o coronavírus são feitos?O procedimento é demorado?

O procedimento de coleta do teste é rápido e simples. Com hastes flexíveis chamadas de swabs, o profissional de saúde colhe três amostras de secreção: uma da narina direita, outra da esquerda e, por fim, da mucosa da garganta. É fundamental que o profissional que estiver fazendo a coleta utilize todos os equipamentos de proteção, como luvas, óculos, avental e máscaras. Depois disso, o material é encaminhado aos laboratórios de análise.

Em quanto tempo o paciente recebe o resultado e diagnóstico?

O tempo de entrega dos resultados varia de laboratório para laboratório. Alguns disponibilizam em até 24h, outros em até sete dias. É importante ressaltar que não se trata de um teste simples. O resultado oficial fica disponível para o paciente pela internet, nos laboratórios em que este serviço é disponível e para o médico no sistema do hospital de atuação.

Os laboratórios brasileiros estão preparados para atender a população?

Os laboratórios brasileiros estão ajustando sua capacidade produtiva, e os insumos para realização do teste do COVID-19 são limitados, por isso a recomendação de que seja utilizado de maneira a atender os casos com recomendação médica. A SBPC/ML junto com outras entidades de classe estão trabalhando em conjunto com Ministério da Saúde e Órgãos reguladores para avaliar a incorporação de novos testes diagnósticos que permitam ampliar este atendimento à população.

Quais cuidados os profissionais de saúde devem ter no momento que fazem o exame na pessoa infectada pelo COVID-19?

Se para a população todo o cuidado é pouco, essa premissa torna-se ainda maior para os médicos e enfermeiros. Como estão em contato direto com o paciente infectado, eles precisam estar devidamente protegidos, utilizando aventais descartáveis e de manga longa, máscaras, óculos ou escudos de proteção, calçar luvas descartáveis após a higienização adequada das mãos.

Estamos falando de um vírus com alto poder de contágio. Sabemos que o povo brasileiro é muito afetivo; abraços, beijos e apertos de mãos fazem parte da rotina de todos. Porém, mesmo esses pequenos gestos podem trazer grandes problemas. Portanto, evitá-los pode ser importante na prevenção. Lavar constantemente as mãos com água e sabão, utilizar álcool gel 70% para a higienização ao usar transporte público, restaurantes, entre outros, usar produtos de limpeza nos ambientes, como água sanitária, sabão e álcool, são atitudes que podem minimizar os impactos da transmissão do Coronavírus. Se cada um de nós fizer a nossa parte, todos serão beneficiados.

Foto: Shutterstock Fonte: SBPC/ML e Lab Tests Online


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Covid-19



Anvisa recebe pedido para avaliação de estudos da vacina da Janssen para coronavírus

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Técnicos da Anvisa têm 20 dias para fazer a avaliação da vacina da farmacêutica Janssen que protocolou o primeiro pacote de dados dos estudos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu na última sesta sexta-feira (27) o pedido de submissão contínua da vacina da Covid-19 em desenvolvimento pela Janssen, a AD26.COV2.S.

Com a urgência da pandemia, a agência reguladora passou a utilizar a modalidade de “submissão contínua” para agilizar o registro dos imunizantes. Bem como a Anvisa fez com a avalição da vacina da Janssen.

Dessa forma, os fabricantes podem enviar os documentos dos estudos aos poucos, não necessariamente de uma vez só. Assim, a Anvisa avalia a situação durante o processo e, caso esteja tudo certo, consegue aprovar a última parte dos testes em humanos com mais rapidez.

De acordo com a agência, a Janssen já protocolou o primeiro pacote de dados com informações sobre a vacina nesta sexta-feira. Os técnicos terão até 20 dias para analisar os documentos.

O que já sabemos sobre a vacina para Covid-19 da Johnson & Jonhson anvisa avaliação vacina Janssen 

A vacina candidata da Janssen/Johnson & Johnson, a Ad26.COV2.S, também é uma das quatro que receberam autorização para testes de fase 3 (a última) no Brasil. As outras são a de Oxford, a da Pfizer-BioNTech e a da Sinovac.

O estudo da Johnson no país está sendo conduzido em 11 estados, com previsão de envolver até 7.560 pessoas com mais de 18 anos.

Modalidade submissão contínua

No dia 18 de novembro, a Anvisa autorizou que empresas interessadas em registrar uma vacina enviassem os dados técnicos sobre os testes de forma contínua.

Contudo, as medidas só valem para vacinas contra a Covid-19 e não se aplicam a nenhum outro medicamento ou vacina. Os imunizantes também precisam estar em fase 3 de ensaios clínicos.

Além disso, outro pré-requisito para enviar os dados de forma contínua é que a empresa interessada tenha um Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) protocolado na Anvisa.

O dossiê é, portanto, um conjunto de documentos que dão informações detalhadas sobre a vacina e sobre os estudos clínicos de fases 1, 2, e 3.

Fases de testes de uma vacina

Nos testes de uma vacina (normalmente divididos em fase 1, 2, e 3) os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo.

Os testes de fase 1 costumam envolver dezenas de voluntários; os de fase 2, centenas; e os de fase 3, milhares. Essas fases costumam, todavia, ser conduzidas separadamente, mas, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo.

Antes de começar os testes em humanos, as vacinas, no entanto, são testadas em animais – normalmente em camundongos e, depois, em macacos.

Fonte: G1 Foto: Shutterstock


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Farmácias batem recorde de testes rápidos positivos para Coronavirus

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No acumulado desde abril, quando ocorreu a implantação do serviço, as farmácias computaram 1.226.732 atendimentos, sendo que o diagnóstico foi positivo em 176.914 (14,42%)Os testes positivos para a Covid-19 nas farmácias cresceu. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) mostrou recorde de 12.790 casos de Covid-19 apontados em testes rápidos no varejo farmacêutico entre os dias 16 e 22 de novembro.

O número representou, dessa maneira, 16,6% do total de testagens. Nas duas semanas anteriores, foram detectados, então, 8.775 (14,14%) e 6.912 (14,3%).

O levantamento também aponta que houve novo recorde de 77.031 testes positivos de Covid-19 realizados em farmácias na semana.

Até então, o pico havia sido registrado no fim de julho, com 66.685 testagens.

No acumulado desde abril, quando ocorreu a implantação do serviço, as farmácias computaram 1.226.732 atendimentos, sendo que o diagnóstico foi positivo em 176.914 (14,42%).

Aumento no número de testes positivos de Covid-19 nas farmácias

Cerca de catorze Estados apresentaram porcentuais de casos confirmados acima da média nacional, como Acre (com 27,28% dos testes positivos), Amazonas (26,68%) e Amapá (25,81%).

Também registraram médias maiores Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Bahia, Rondônia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraná e Minas Gerais.

A Abrafarma reúne as 26 maiores redes de farmácias do País, que contam com mais de 8,3 mil farmácias em todos os Estados e no Distrito Federal.

Fonte: IstoÉ Dinheiro / Estadão Foto: Shuttesrtock


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Cinco dicas para encantar o público sênior idoso nas farmácias

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O público sênior está cada vez mais ativo, conectado e exigente com seus produtos e serviços, por isso farmácias e drogarias precisam se adaptar

O público sênior exerce sua capacidade de autonomia e independência, com ampla condição cognitiva e de saúde em geral. Está, inclusive, mais ativa e sabe diferenciar a oferta de produtos e serviços, o que faz com que seja seletiva e exigente. 

O fundador da SeniorLab mercado & consumo 60+ e diretor do Aging2.0 Brasil, Martin Henkel, considera que o consumidor sênior é um cliente racional. público sênior fidelizá-lo farmácias

“Suas decisões estão baseadas em atributo, benefício, atendimento e preço, nesta ordem. A entrega precisa ser clara e objetiva. Problemas devem ser rapidamente sanados e justificados. Caso contrário, o cliente que tem muito respeito pelo seu dinheiro e alta expectativa de empatia vai procurar um concorrente ou experimentar outra marca.” público sênior fidelizá-lo farmácias

A consultora na Hype60+, da Hypera Pharma, Layla Vallias, comenta que de acordo com o estudo Tsunami60+, realizado pela consultoria Hype60+ e Pipe.Social, os brasileiros chegam na maturidade muito melhores do que imaginavam e, pela primeira vez na história, estão com mais saúde do que nunca.

“Ao mesmo tempo em que são consumidores exigentes, sabem o que querem e como querem. Também se sentem muito invisíveis: quatro em cada dez brasileiros acima de 50 anos de idade dizem que sentem falta de produtos ou serviços focados em sua faixa etária”, explica.

Sendo assim, farmácias e drogarias precisam ficar atentas e montar uma estrutura e uma estratégia de atendimento que vá de encontro ao novo perfil do idoso brasileiro. Para isso, o Especial Longevidade destaca cinco dicas para encantar a terceira idade no ponto de venda (PDV). Acompanhe.

1.Proximidade e acessibilidade

Esses são os principais atributos do público sênior para a escolha do local em que realizarão suas compras. Os idosos dão preferência a locais de fácil acesso e com estacionamento facilitado (para os que dirigem, muitos procuram fazer seus deslocamentos a pé).

Segundo o gerente de projetos da Mind Shopper, Cristiano Samara, isso acontece porque trata-se de um público que procura por mais conforto e menos atritos em seus momentos de compra.

Outro critério que eles levam muito em conta é a segurança do local, já que acabam tomando um pouco mais de tempo no processo de guardar as compras e entrar no carro ou no percurso à sua casa”, pontua.

2. Mix e espaços customizados

Produtos de cuidados adultos, como as categorias de incontinência; diabetes; suplementos alimentares; higiene pessoal; cuidados orais; itens de nutrição e alimentação sem açúcar, glúten ou lactose e opções integrais; suplementos; vitaminas; produtos específicos de dermocosméticos, como as linha anti-idade; são itens essenciais do mix que deve ser ofertado ao público da terceira idade, em farmácias e drogarias.

O diretor e cofundador da NEXTT 49+, Luiz Fernando Garcia, ressalta que é preciso que haja um equilíbrio entre os produtos antigos, os novos e a visibilidade. 

“Quando se pensa em um mix de produtos, é fundamental compreender que os produtos básicos que sempre funcionavam, muito provavelmente, continuarão funcionando e estes devem ter o seu espaço mantido. E para que esse público também tenha as várias chances de escolha que observamos para outras faixas etárias, se faz necessário que o novo tenha seu espaço de experimentação que, se for qualificado o suficiente, pode gerar fidelização e até substituir, para parte desse público, o que a proposta convencional também oferece.”

Samara, da Mind Shopper, reforça que, sempre que possível, é importante ter um espaço específico na loja para os produtos destinados a esse público. “Assim como existe o mundo infantil, seria algo como ‘Mundo Adulto’, com todos os produtos que podem gerar interesse para esses consumidores, mas também com a dupla exposição de outros itens que originalmente ficam expostos em outras categorias, como as vitaminas específicas para idosos, por exemplo. A comunicação na gôndola é extremamente importante. Colocar fontes maiores na comunicação e nos precificadores é um bom caminho para facilitar a jornada”, reforça.

Para a gerente médica da EMS, Monalisa Fernanda Bocchi de Oliveira, além dos produtos medicamentosos, cosméticos, de higiene e outros que já estão disponíveis na maioria das farmácias e drogarias, o grande diferencial é a acessibilidade na loja, com ambientes agradáveis e planejados para favorecer o trânsito do idoso com segurança, o acesso às prateleiras de produtos, além de sinalizações, letreiros e marcações. 

“Mais um grande diferencial é a oferta de serviços que facilitem o acesso aos produtos das farmácias e drogarias para idosos, como os de entrega delivery, os de pós-venda, as orientações e os lembretes de uso de medicações, bem como os avisos de quando o medicamento está acabando e deve ser realizada nova compra, por exemplo”, sugere.

3. Atendimento

público sênior farmácias O público sênior gosta de conversar e pode precisar de mais ajuda durante a compra. Em alguns casos, a ida à farmácia é um evento social e o atendente é uma das poucas pessoas que ele tem para conversar. Ele também costuma ter um consumo regular de alguns produtos.

Em muitos casos, precisa de medicamentos de uso contínuo e consome itens como fraldas e para controle do diabetes, dependendo de suas comorbidades”, diz Samara.

Para a CEO da Connect Shopper e idealizadora do grupo Mulheres do Varejo, Fátima Merlin, o atendimento é um dos atributos mais relevantes e que, inclusive, diferencia o canal farma de alguns outros canais.

“Entre os idosos, há uma parcela significativa que quer atenção, quer ser ouvida, gosta e tem a necessidade de conversar, de se relacionar com os atendentes. Cabe aos varejistas entender os diferentes perfis e necessidades para não criar barreiras aos que não desejam tal interação. Ser cordial é palavra de ordem”, enfatiza.

A consultora especializada em varejo farmacêutico, Silvia Osso, acredita que atender bem o público da terceira idade é muito mais do que simplesmente ter paciência, trata-se de ter informação correta e ágil.

“Eles estão, em sua maioria, conectados e com acesso às redes sociais, tendo, portanto, muitas informações. Quem os atende deve surpreender e dispor de informações melhores e mais atuais a que eles já trazem consigo para o PDV. Possuir facilidades como e-commerce, entrega ágil e presencialmente, não ter filas em caixa, possuir agilidade e qualidade no atendimento, também são expectativas desse público.”

Monalisa, da EMS, acrescenta que nenhum idoso é agradado ao ser infantilizado, ou chamado de ‘vovô(ó)/vovozinho(a)’. “Isso é, geralmente, entendido como desrespeito. O atendimento cordial significa ter empatia e prontidão para trazer solução às necessidades do cliente.”

4. Pós-venda

Este é um grande diferencial para o público sênior, que busca otimizar sua autonomia e seu tempo.

“Se o cliente comprou um medicamento de uso contínuo, com 30 unidades, e precisa tomar um comprimido por dia, sabemos que daqui a aproximadamente 25 dias, ele precisará fazer esta compra novamente para repor o produto. Podemos ser proativos e lembrá-lo de que seu medicamento pode estar chegando ao fim e já ofertar o produto. Ao fazer isso, além de poder gerar uma nova venda, estamos oferecendo um ótimo serviço de pós-venda e atendimento”, exemplifica Samara, da Mind Shopper.

Além disso, a prestação de serviços, como aferição de glicemia e pressão arterial e aplicação de vacinas e testes clínicos, pressupõe que os contatos sejam mais técnicos e de caráter profissional. Nesses casos, Silvia sugere que o pós-venda é imprescindível e pode ser feito por meio de Aplicativos (apps) de acompanhamento individualizado dos clientes.

Com o Covid-19, por exemplo, muitas pessoas aprenderam a usar a telemedicina. Os clientes usaram e gostaram da novidade e facilidade. Portanto, as farmácias têm de estar prontas para oferecer suporte. Seja ele on-line, presencial ou domiciliar.”

5. Canais de atendimento

 Por muitos anos, a loja física sempre foi a preferência do público acima de 60 anos de idade. Mas, hoje, eles estão mais abertos a outros canais, como e-commerce e delivery, ou adeptos a se comunicar via WhatsApp ou mídias sociais, embora a grande maioria ainda dependa muito da loja física para as compras. Contudo, hoje, é possível fazer uma “assinatura” para a compra de artigos de uso regular.

“Se o shopper precisa de um produto de uso contínuo todos os meses, por que não oferecer um serviço de entrega em casa? Com isso, o varejo facilitará a ida constante à loja, prestará um serviço de saúde ao garantir que ele não pare o tratamento no meio e gerará novas receitas para a loja”, sugere Samara, da Mind Shopper.

Fátima, da Connect Shopper, salienta que a terceira idade é o grupo que mais cresce nas mídias sociais, em especial no Facebook, tendo como principal motivação o relacionamento com parentes e amigos. Ele tem a função de “conector”, estreitar laços, compartilhar memórias e superar medos de uso da internet. Segundo ela, cresce também o uso das novas formas de varejo para comprar. “Temos algumas estatísticas de que quase 49% dos idosos têm o hábito de pesquisar produtos na internet e, por consequência, fazer compras.”

Fonte: Guia da Farmácia Foto: Shutterstock


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GSK/ViiV Healthcare lança doc-reality sobre HIV na MTV

PFARMA

Em projeto inédito, pessoas que vivem com HIV vão compartilhar suas histórias de superação do estigma e discriminação

Rio de Janeiro, novembro de 2020 – Na próxima terça-feira, dia 1 de dezembro, é celebrado o Dia Mundial do HIV/AIDS. No Brasil, a pandemia da COVID-19 trouxe um desafio adicional no enfrentamento da doença, com a diminuição da testagem para o HIV. Segundo dados do Ministério da Saúde, até julho, houve um decréscimo de 17% no número de pessoas que iniciaram o tratamento na rede pública em comparação ao mesmo período do ano passado1.

Como uma das ações para aumentar a conscientização sobre o HIV, diagnóstico e combater o estigma e a discriminação, a GSK/ViiV Healthcare, ao lado dos coprodutores Vbrand e CineGroup, estreia na  MTV o doc-reality “Deu Positivo”, protagonizado por pessoas que vivem com HIV. Em três episódios, os participantes vão contar suas histórias reais permeando os temas indetectável = intransmissível, sorofobia e rede de afeto para levar informação à população.

“Ao longo dos anos, a GSK/ViiV Healthcare tem desenvolvido diversas ações para desmistificar questões em torno do tema HIV, especialmente para jovens, entre os quais há um aumento do número de infecções. Com a série “Deu Positivo”, mostramos através de histórias reais que é possível viver com HIV com qualidade de vida e não transmitir o vírus, desde que esteja em tratamento e com carga viral indetectável. Projetos como esse trazem à tona a importância do tema para o enfrentamento do HIV/AIDS no país”, comenta Gunnar Riediger, Diretor da Unidade de Negócios BioTech da GSK Brasil.

“Quando idealizamos o projeto sabíamos a relevância do entretenimento audiovisual para se conectar, de forma autêntica, com a geração Z, na sensibilização da causa do HIV. O resultado dessa jornada de cocriação, de brand entertainment na essência, é essa série emocionante” , explica Fernanda Menegotto, sócia-diretora da Vbrand.

Na estreia, o doc-reality conta a história de Victor Bebiano, um multiartista de 23 anos que, recentemente, tornou público que vive com HIV. Victor namora há dois anos com o cenógrafo e aderecista Guilherme Custódio, formando um casal sorodiscordante. Além do projeto visual encabeçado pelos dois, Victor decidiu gravar uma música e produzir um clipe que apresenta, em formato artístico, a pluralidade de corpos e rostos de pessoas que vivem com HIV. “Enquanto a gente não botar nossa cara e mostrar quem a gente é, mostrar os nossos corpos, nossos rostos, mostrar como a gente vive, as pessoas vão continuar mantendo aquele estereótipo do passado”, afirma ele.

“Nos enche de orgulho contar essas histórias, de estar ao lado dessas pessoas que, acima de tudo, são corajosas, são inspiradoras. E que certamente têm um papel fundamental na conscientização sobre o HIV/AIDS, não apenas no que diz respeito à transmissão do vírus, mas também por contribuírem na destruição da sorofobia a cada dia que passa” comenta Luciana Pires, produtora executiva da Cinegroup.

“A MTV sempre destacou a importância e se manteve envolvida em ações de prevenção ao HIV e, mais do que isso, com foco no combate ao preconceito que existe ao redor dessa questão ainda hoje. Entrar como parceiro desse projeto, reforça nosso compromisso em trazer esclarecimento e informação”, afirma Tiago Worcman, vice-presidente sênior de Marcas de Música e Entretenimento da ViacomCBS América Latina.

Além do doc-reality, a GSK/ViiV Healthcare promove ainda outras ações abordando a importância da testagem e o diagnóstico precoce, como a Campanha “Abrace a Positividade” com a participação de influenciadores para discutir sobre o tema. Outra iniciativa inédita será a Jornada Participathivos, um evento virtual no dia 03 de dezembro, que contará com a presença de profissionais de saúde e um participante do doc-reality “Deu Positivo”. A GSK/ViiV Healthcare também atua com apoiadora de projetos de terceiros para público leigo e profissionais de saúde sobre a conscientização do HIV e para a melhoria do cuidado às pessoas vivendo com HIV.

Sobre o HIV no Brasil

Um dos objetivos da GSK/ViiV Healthcare também é suportar a progressão dos indicadores em relação à meta 90-90-90 da UNAIDS no mundo todo, inclusive no Brasil. Dados do Relatório do Monitoramento Clínico do HIV publicado pelo Ministério da Saúde em 2019 mostram que, em 2018, das pessoas que vivem com HIV no Brasil, 85% já fizeram teste; destas, 78% estão em tratamento e, desse percentual, 93% apresentam supressão viral2.

  • 900 mil pessoas vivem com o vírus no Brasil2 e 87% das pessoas que iniciaram o tratamento em 2018 estão em uso do antirretroviral dolutegravir3;
  • O SUS oferece gratuitamente testes para diagnóstico de HIV. Existem, no Brasil, dois tipos de testes: os exames laboratoriais e os testes rápidos. Os testes rápidos são práticos e de fácil execução; podem ser realizados com a coleta de uma gota de sangue ou com fluido oral, e fornecem o resultado em até 30 minutos4;
  • O Brasil garante acesso universal ao tratamento para HIV e foi reconhecido pela ONU como referência mundial no controle da AIDS5;
  • Cerca de 731 mil pessoas que vivem com o HIV no país fazem uso da terapia antirretroviral em unidades da rede pública de saúde1;
  • Ainda há mais de 134 mil pessoas que ainda não sabem que estão infectadas pelo vírus2.

Doc-reality ‘Deu Positivo’

Estreia: 1º, 2 e 3 de dezembro, às 20h, só na MTV.

Nota de esclarecimento:  As gravações da série Deu Positivo respeitaram os protocolos de segurança de produções audiovisuais, as recomendações das autoridades de saúde e as normas vigentes do poder público para conter a pandemia do Covid-19 em 2020. Toda a equipe e os personagens participantes da série fizeram testes clínicos e todos os exames apresentaram resultado negativo.

Sobre a GSK ViiV Healthcare

A GSK é uma empresa global de saúde com foco em ciência e com um propósito especial de ajudar as pessoas a fazer mais, sentir-se melhor e viver mais. Temos três negócios globais que pesquisam, desenvolvem e fabricam medicamentos inovadores, vacinas e produtos de saúde. Somos uma das empresas de saúde mais inovadoras, confiáveis e com o melhor desempenho do mundo. Para mais informações, acesse www.gsk.com.br

A ViiV Healthcare foi criada em 2009, a partir de uma joint venture entre a GSK e a Pfizer, formando uma companhia global dedicada exclusivamente a tratamentos para o HIV. Em 2012, a japonesa Shionogi completou a sociedade. Atualmente, a GSK detém 76,5% de participação na empresa. Como líder em pesquisa e desenvolvimento de tratamentos para o HIV, a ViiV Healthcare possui operações em mais de 50 países. A GSK é o distribuidor da ViiV Healthcare no Brasil.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. OFÍCIO CIRCULAR Nº 16/2020/.DCCI/SVS/MS. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/system/tdf/legislacao/2020/portarias_e_oficios_ministeriais/oficio_circular_n_16.2020.dcci_.svs_.ms_.pdf?file=1&type=node&id=67264&force=1>. Acesso em: 01 out. 2020.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Relatório de Monitoramento Clínico do HIV 2019. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/system/tdf/pub/2016/67063/relatorio_de_monitoramento_clinico2.pdf?file=1&type=node&id=67063&force=1> Acessado em: 01 out. 2020
  3. PASCOM AR. Ministério da Saúde. Experience with dolutegravir in first line. 1-18;2019.
  4. BRASIL. Ministério da saúde. Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Testagem. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/publico-geral/prevencao-combinada/testagem>. Acesso em: 28 ago. 2020.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Saúde. Departamento de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Boletim Epidemiológico de HIV/Aids 2019. Disponível em: <http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2019/boletim-epidemiologico-de-hivaids-2019>. Acesso em: 28 ago. 2020.

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Nova tecnologia suprime rapidamente 95% do mosquito Aedes aegypti

PFARMA

(Texto atualizado em 30/11/2020 às 02:56 pm)

Mini-cápsulas do Aedes do Bem™ foram projetadas para equipar governos e comunidades de todos os tamanhos com uma solução para controle do Aedes aegypti altamente eficaz e economicamente sustentável

A Oxitec Ltd., líder no desenvolvimento de soluções biológicas seguras e direcionadas para controlar insetos que transmitem doenças e destroem plantações, anuncia os resultados preliminares de um teste bem-sucedido da sua nova tecnologia de mini-cápsulas do Aedes do Bem™. Realizado em estreita colaboração com a cidade de Indaiatuba, no Brasil, o método de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ suprimiu, após apenas 13 semanas de tratamento, 95%* da população do Aedes aegypti, em comparação com as áreas de controle não tratadas na mesma cidade.

O tratamento envolveu a colocação de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ em propriedades residenciais uma vez por semana, sem ferramentas ou manuseio especiais. O esforço gerou rápida supressão do mosquito em uma área onde moram aproximadamente 1.000 pessoas, e demonstrou 100% de eficácia da tecnologia na eliminação de larvas fêmeas, validando completamente a biossegurança do produto.

Este ensaio de campo para desenvolvimento do produto de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ representa um grande avanço na tecnologia de controle vetorial direcionada e segura. Embora as tecnologias baseadas em insetos tenham demonstrado efeitos promissores de supressão nas últimas décadas, esta é a primeira solução baseada em insetos criada especificamente para fornecer uma supressão direcionada com simplicidade, escalabilidade e sustentabilidade econômica, tornando acessível para governos, comunidades e usuários finais de todos os tipos e níveis de renda os benefícios das soluções biológicas de saúde pública.

A tecnologia de mini-cápsulas usa o sistema proprietário da Oxitec para encapsular ovos da linhagem de 2ª geração do Aedes do Bem™ e, quando colocadas em uma pequena caixa com água, produzem e liberam apenas machos do Aedes do Bem, que são seguros, auto-limitantes e não picam. Esses machos, ao saírem da caixa, se dispersam no ambiente para acasalar com fêmeas Aedes aegypti selvagens em uma área de até 8 mil metros quadrados. Esse produto está sendo desenvolvido para ser a primeira tecnologia de controle do Aedes aegypti baseada em insetos que pode ser fabricada em instalações centralizadas, ser estavelmente armazenada e implantada sob demanda em qualquer lugar do mundo, sem equipe especializada ou equipamento especial.

Para acompanhar o estudo, a Oxitec encomendou uma pesquisa independente que mostrou que o apoio da comunidade local ao estudo foi alto, com 94% dos 1.200 residentes pesquisados a favor da tecnologia do Aedes do Bem™ e seu uso nos bairros da cidade.

“Temos enfrentado epidemias devastadoras de dengue no Brasil e novas ferramentas de controle de vetores são desesperadamente necessárias para auxiliar nossas cidades e comunidades. É por isso que o produto de mini-cápsulas do Aedes do Bem™ será tão impactante – ele pode fornecer um controle superior e seguro do Aedes aegypti por meio da fácil implantação de minúsculas cápsulas de ovos em caixas que não exigem infraestrutura dispendiosa ou operações complexas. Estamos tornando o controle do Aedes aegypti simples, sustentável e escalável – em outras palavras, é exatamente o que as cidades e comunidades do Brasil precisam neste momento crítico”, afirma Natalia Ferreira, diretora geral da Oxitec do Brasil.

De acordo com Grey Frandsen, CEO da Oxitec, o ensaio de campo foi inovador. “É a primeira vez que uma tecnologia de controle biológico de vetores é compactada em uma solução pequena, que pode ser transportada, armazenada, segurada na mão e implantada para trazer supressão de mosquitos em várias gerações e sem liberação de fêmeas. Para começar a combater a expansão das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, precisamos de uma geração totalmente nova de ferramentas de controle de vetores que sejam acessíveis e economicamente viáveis – e que possam capacitar uma coalizão mais ampla a participar desta batalha. Como demonstramos com sucesso neste ensaio, nossa abordagem com mini-cápsulas do Aedes do Bem™ é exatamente isso. Esse teste excedeu nossas expectativas de desempenho e, agora, estamos nos preparando para testes de campo maiores”.

No início deste mês, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) concedeu à Oxitec uma Permissão de Uso Experimental (EUP) para testes de campo dessa mesma tecnologia nos Estados Unidos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 390 milhões de pessoas são acometidas pela dengue todos os anos, com aproximadamente metade da população mundial em risco. O número de casos de dengue relatados à OMS aumentou mais de 15 vezes nas últimas duas décadas. O Aedes aegypti, um mosquito invasor encontrado em todo o mundo, também transmite zika, chikungunya e febre amarela.

A diretora da Oxitec, Natália Ferreira, fala sobre a nova tecnologia em live promovida pelo Colégio Positivo na próxima terça-feira, dia 26, às 17h. Aberta à comunidade, a live pode ser acessada pelo Facebook do Colégio Positivo (facebook.com/ColegioPositivo.Oficial/).

* 95% foi a média móvel mais alta em janelas de duas semanas; a média semanal individual mais alta foi de 98%; a média móvel mais alta em janelas de quatro semanas foi de 92%.

FONTE Oxitec


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ANVISA



Os planos da RD para ir além do varejo farmacêutico

Guia da Farmácia

(Texto atualizado em 30/11/2020 às 02:57 pm)

A Raia Drogasil (RD) acredita que a digitalização e a maior conexão com os clientes são os principais planos para obter mais sucesso no varejo

O sucesso da RD (fusão entre a Droga Raia e a Drogasil realizada em 2011) está aliada a tradição com a visão de estar conectado com as mudanças do mercado e mais planos para continuar com o sucesso no varejo está por vir.

Depois de anos de expansão acelerada, com abertura de uma loja a cada dois dias, a companhia tem como maior desafio agora a jornada de digitalização do cliente, conforme destacou CEO da RD, Marcílio Pousada.

A companhia foi premiada como melhor empresa do setor de saúde no evento Melhores Empresas da Bolsa, do InfoMoney e do Stock Pickers, realizado dia 26 de novembro.

“O país está envelhecendo com uma velocidade mais rápida que os outros players do mundo, então é um mercado (farmacêutico) de crescimento histórico. Vai continuar crescendo com muita força, tenho certeza disso”, afirmou Pousada.

Consolidação e expansão

Nos últimos três anos da companhia, apontou o CEO, houve a consolidação do plano de expansão com o início de uma nova estratégia, que é de digitalizar o cliente e também estreitar o relacionamento que tem com ele.

Essa digitalização é um caminho que veio pra ficar. É a nova farmácia, além do cliente digital, com serviço de saúde na loja. A gente acha que tem um caminho muito importante que é ‘ressignificar’ a farmácia. Olhando sempre pra frente, onde o cliente quer estar”, destacou Pousada.

Mudanças com a pandemia

A pandemia do coronavírus mostrou que a empresa estava preparada, com os clientes aprovando usar a loja para fazer os testes de Covid-19, com cerca de 500 mil testes realizados.

Segundo o executivo, a RD começou a entender melhor o que é o cliente digital, com frequência de compra e consumo maior do que o cliente normal, principalmente porque ele entende que o aplicativo é nada mais nada menos do que uma extensão da loja que está na esquina da sua casa.

Sobre isso, Pousada aponta que 80% das entregas online, que é quase 7,5% das vendas, é feita pelas lojas, que também podem resolver eventuais problemas.

Desta forma, novo plano estratégico, definido pela companhia para um novo ciclo do mercado e com expectativa de conclusão até 2025, é baseado em três pilares:

1. Conceito de nova farmácia

2. Criação de marketplace

3. Plataforma integrada de saúde.

Assim, combina a capilaridade da companhia e a ampliação do leque de serviços para o consumidor, fazendo com que os pontos de vendas virem verdadeiros “hubs de saúde”.

Com relação ao primeiro pilar, o cliente, além de melhorar a sua experiência digital, também contará com serviços de vacinação, aferimento de pressão, medição de glicemia.

Conceito esperado

Apesar de ter o conceito de “nova farmácia”, parte da inspiração vem do passado, em que as drogarias ofereciam esse serviço. Já com o marketplace, a expectativa é de expansão do sortimento de produtos oferecidos para as vendas.

O terceiro pilar, por fim, é o que Pousada classificou como a construção de um “ecossistema de saúde”, com a criação de uma plataforma com serviços de telemedicina, aplicativos de monitoramento do sono e de cuidado com a saúde mental, entre outros.

“Isso faz com que a companhia ela cresça o mercado de atuação dela, a gente sai de um mercado que é do varejo farmacêutico para participar de um mercado da saúde integral do cliente. Então tem capacidade de geração de valor nessa vertente.”

Dessa maneira, Pousada conclui: “Vamos cuidar mais desse cliente, incitar mais nosso propósito e gerar mais valor para o crescimento futuro e para a perenidade do nosso negócio.Temos 40 milhões de clientes em 23 estados, então temos planos de cuidar da saúde das pessoas e da saúde dos negócios e do planeta”, complementa.

Suporte dos gerentes é importante para a RD obter planos significativos no varejo

Marcílio Pousada ressaltou a importância da criação de uma cultura forte de formar gerentes dentro da companhia.

Além disso, em caso de expansão para outras regiões ainda não exploradas pela companhia, é dado um suporte para que o gerente de uma operação se mude de um estado para outro sem perder suas referências, passando a cultura da empresa para os que serão os futuros gerentes da companhia.

Pessoas do Brasil inteiro vêm para a sede, temos centro de treinamento, esse é o jeito que a empresa tem de continuar”, afirma o CEO, ressaltando que a diversidade também está no pilar da companhia.

“É a cara do país, todo mundo tem a mesma oportunidade de crescer e isso vem acontecendo. (…) Este é o DNA da empresa, trazer essas pessoas é o que faz diferença e o que nos faz forte”.

Concorrência com a Amazon

A disputa por espaço sempre foi uma questão analisada de perto pelos especialistas de mercado para fazer projeções para o futuro das companhias do setor de varejo farmacêutica.

Com isso, a notícia de que a americana Amazon acaba de lançar a Amazon Pharmacy, farmácia digital dentro do site e aplicativo da gigante do e-commerce, que permite a compra de medicamentos tarjados e controlados, é observada com atenção pelos investidores, ainda que, a princípio, a iniciativa é válida somente para os Estados Unidos.

O CEO da RD afirma que qualquer player que entrar no mercado será bem-vindo, sendo mais um entrante, mas não acredita que a Amazon teria êxito logo de cara, apesar de ter suas competências.

Relação com os Players

“O negócio de farmácia é único em termos de capilaridade e de supply chain (gestão de cadeia logística).

É um supply chain diferente, com regulatório e que exige a entrega para o consumidor não no dia seguinte ou dois dias, é uma entrega em horas”, avalia Pousada.

Contudo, o executivo esclarece: “A gente tem essa capilaridade e o regulatório para entregar para o consumidor o produto correto no tempo certo. Vários players vão entrar, é um ramo de varejo bem complicado, o regulatório é imenso corretamente, temos três farmacêuticos por loja para poder operar das 7h às 11h”, avalia.

Para ele, no mercado brasileiro, com os players atuais, que possuem tradição e estão fazendo um bom trabalho no digital, a concorrência seria forte.

“Já competimos com todos os players digitais na perfumaria e acho que estamos indo bem”, avalia.

Fonte: Infomoney Foto:  Raia Drogasil


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P&G completa 30 anos no País com iniciativa social

P&G completa 30 anos no País com iniciativa social

Empresa cria campanha para doação de água pura em comunidades carentes

A P&G realizou ontem (6), na sede da companhia, em São Paulo, um evento para celebrar os 30 anos da companhia no País. Entre outros especialistas, estiveram presentes no evento a presidente da P&G Brasil, Juliana Azevedo, e o embaixador da marca no Brasil, o apresentador Rodrigo Faro.

No encontro, foi anunciada uma campanha a fim de transformar a vida de milhares de crianças e famílias no País. Por meio do seu programa Água Pura para Crianças, que distribui sachês purificadores de água em comunidades carentes, a companhia doará 1 dia de água pura para cada clique que receber no site da campanha. “Apenas no Brasil, há mais de 35 milhões de pessoas sem acesso à água tratada. É um problema muito grave que afeta, principalmente, o desenvolvimento infantil. Nosso propósito sempre foi melhorar a vida das pessoas e isso inclui atuar, diretamente, em questões essenciais para o seu dia-a-dia, como ter acesso a um direito básico de todo cidadão, a água potável. Essa é a maneira especial que escolhemos para comemorar nossos 30 anos no País”, afirmou Juliana Azevedo.

Para participar da campanha “1 clique = 1 dia de água pura”, basta acessar o site www.doeaguapura.com.br e clicar no botão de doação. O usuário será direcionado a uma página de cadastro e, após efetuá-lo, terá doado um dia de água pura para famílias das regiões atendidas pelo programa da P&G: comunidades ribeirinhas do Amazonas, Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, e comunidades do extremo Sul da Bahia.

Desde 2004, a P&G já forneceu mais de 13 bilhões de litros de água potável para pessoas necessitadas de todo o mundo. Presente no Brasil, desde 2014, já são mais de 68 milhões de litros de água doados e 38 mil pessoas beneficiadas. O projeto, implementado por meio de parceiros, fornece um sachê de purificação de água inventado pelos cientistas da P&G que pode purificar 10 litros de água em apenas 30 minutos.

Tendências no comportamento

Durante o encontro, a P&G também anunciou os resultados de uma pesquisa qualitativa sobre tendências relacionadas a três temas que considera relevantes para a evolução do diálogo com seus consumidores: sustentabilidade, diversidade e família.

Com base no guarda-chuva de sustentabilidade, o levantamento, realizado pela consultoria WGSN, mostrou que o conceito “Sistemas ecossociais” foi considerado o mais importante para o futuro do Brasil. Isso significa que a grande maioria dos entrevistados avaliam que, no futuro, será essencial multiplicar as atitudes positivas e pensar na redução, reutilização, recuperação e reciclagem de materiais e de energia. Outra tendência mapeada é a de “um mundo pós-plástico”, onde fabricantes de produtos de limpeza e beleza buscarão soluções sem a utilização do material. O terceiro conceito mapeado é o “descartáveis renováveis”, no qual o reaproveitamento de materiais não será mais nichado, sendo cada vez mais acessível a compra de produtos reutilizados.

Com o guarda-chuva de diversidade, a segunda tendência considerada pelos entrevistados a mais relevante para os próximos anos no Brasil é “a nova maioria”, quando grupos antes marginalizados serão mais ouvidos, ganhando voz política. Outra tendência apontada pela consultoria, e que teve grande aderência por parte dos entrevistados, é que a “beleza fora do padrão” será cada vez mais aceita e, inclusive, usadas em campanhas de comunicação de grandes empresas. O último conceito em torno do tema diversidade, é de que as pessoas passarão a aceitar mais as suas falhas, adotando o posicionamento de “os imperfeccionistas”. A quebra dos padrões estéticos ganha força, principalmente, entre os mais jovens, que enxergam imperfeições e defeitos como traços que reforçam a personalidade.

Dentro do pilar de família, o conceito que se destacou é o de “co-parenting”, ou seja, menos casais e mais duplas. No futuro, a criação dos filhos ampliará o número de configurações possíveis. Isso se deve, principalmente, ao fato de os millennials estarem redefinindo o significado da paternidade, sendo a principal geração a enraizar a ideia da educação em conjunto. Os entrevistados também acreditam fortemente que as outras duas tendências mapeadas serão realidade no Brasil: “Pais conectados”, que buscam trocar experiências e aprendizados online, e a “maternidade real”, mais humanizada – com seus desafios abertamente discutidos.

Fonte: Guia da Farmácia

Foto: Guia da Farmácia

 

 

 


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Mercado farmacêutico



Bayer anuncia movimentações na divisão farmacêutica do Brasil e AL

Guia da Farmácia

(Texto atualizado em 30/11/2020 às 02:56 pm)

As áreas terapêuticas de Cardiologia e Especialidades da Bayer passam por modificações com novos líderes no Brasil e na América Latina

A divisão farmacêutica da Bayer anuncia as modificações de suas movimentações de executivos no Brasil e América Latina. A partir de abril de 2021, a divisão farmacêutica da Bayer terá novos nomes a frente das áreas de Cardiologia e Especialidades no País.

Phillip Glaser, até então Head da Área Terapêutica de Especialidades no Brasil, posição que ocupa desde 2015, assumirá o cargo de Head de Cardiologia no país. Tiago Dias sucede Phillip e passa a ser o Head de Especialidades no Brasil.

Graduado e Master em Administração, Phillip construiu carreira na Bayer, ingressando em 1999 como estagiário, e acumulou experiências em diversas posições na área de Marketing e Vendas, tanto no Brasil como no exterior.

Já Tiago, com formação em Engenharia e Master em Administração, iniciou sua jornada na companhia em 2014. Em 2018, assumiu posição na estrutura Regional LatAm em Whippany e, desde abril de 2019, é responsável pelo negócio de Hematologia nos Estados Unidos.

Movimentações da Bayer no Brasil 

Contudo, as movimentações acontecem após o anúncio de aposentadoria de Pierina Rossetti, atual Líder da divisão farmacêutica da companhia na região Conosur, que abrange Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia. Daniel Londero, até então Líder de Farma no Chile e Head da área Cardiovascular para o Conosur, sucederá Pierina.

Marcelo Bonato assume a antiga posição de Daniel. Formado em Marketing e em Ciências Contábeis e Master em Administração, Marcelo ingressou na Bayer em 2007, ocupou, todavia, diversas posições executivas ao longo da sua jornada e, desde janeiro de 2018, é responsável pela área de Cardiologia no país.

Marcelo reporta-se, portanto, a Daniel, que junto a Phillip e Tiago, reportam-se ao presidente da divisão farmacêutica da Bayer no Brasil e América Latina, Adib Jacob.

“Temos plena confiança de que esses nomes, com suas experiências pessoais e profissionais diversas, continuarão fazendo a diferença ao time Farma LatAm, em nossa busca constante por soluções relevantes para nossos pacientes e parceiros de negócios”, ressalta Adib.

Fonte: Bayer Foto: Shutterstock


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA



Melhor empresa para trabalhar no setor Distribuição e Farmácias

Guia da Farmácia

A Farmacas recebeu o prêmio GPTW Saúde 2020, atingindo 92% de avaliação positiva entre seus colaboradores

A Farmacas foi premiada na 7ª edição do prêmio GPTW Saúde que a consagrou como sendo a melhor empresa para trabalhar no setor Distribuição e Farmácias, a premiação foi realizada no último 19 de novembro.

A primeira colocação na Great Place To Work (GPTW) é a consagração do trabalho da Farmarcas, ponto relevante é que o reconhecimento já acontece no primeiro ano em que a empresa buscou a certificação, comprovando a importância de se preocupar com os colaboradores.

“Ser a melhor empresa para trabalhar na categoria é fruto principalmente do reconhecimento dos colaboradores, que percebem os valores das ações da empresa, que na pesquisa da certificadora atingiu 92% de avaliação positiva. Isso comprova que estamos no caminho certo na forma de tratar as pessoas, com ações e políticas assertivas de recursos humanos. Na Farmarcas não tratamos os colaboradores como números, mas como pessoas, e isso surte resultado“, avalia o diretor administrativo e de recurso humanos da Farmarcas, André Costa.

O resultado também comprova que a empresa está alinhada com seu propósito, que é: Cuidar de pessoas para inspirá-las a escreverem sua melhor história.

“A Farmarcas nasceu acreditando na importância fundamental das pessoas, essa é a chave para sermos reconhecidos como a melhor e mais eficiente empresa de gestão de agrupamentos de drogarias do Brasil. A energia das nossas relações pessoais, aliada ao conhecimento e experiência de mercado, criam a oportunidade de gerar prosperidade”, analisa o presidente da Farmarcas, Edison Tamascia.

Farmarcas: prêmio GPTW Saúde

A obtenção desse reconhecimento levou em conta uma análise bastante profunda com uma pesquisa quantitativa e análise das práticas culturais da empresa.

“O objetivo dos recursos humanos da Farmarcas é buscar diariamente o melhor para nossa equipe, um ponto muito importante é o diálogo constante com os diretores e colaboradores, o que permite sempre o ajuste de rotas. Hoje podemos comemorar esse alto grau de excelência alcançado”, comemora a gerente de recursos humanos da Farmarcas, Viviane Alvarenga.

Contudo, segundo André Costa, apesar de comemorar o resultado, reforça que a obtenção de mais essa premiação colocação é tratada com naturalidade, não alterando o desafio diário de fazer da Farmarcas o melhor lugar para se trabalhar permanentemente.

Fonte: Farmarcas Foto: Febrafar


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Mercado farmacêutico, Marketing Farmacêutico



EUA aprovam remédio para tratamento da Covid-19

O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, afirmou, ontem, que a Administração de Alimentos e Medicamentos aprovou o uso do medicamento cloroquina, utilizado contra a malária, para o tratamento do novo coronavírus. No Brasil, segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não há pedidos de registro ou de estudos clínicos para o uso destes medicamentos no tratamento da Covid-19.

Embora a agência norte-americana não tenha informado a aprovação do medicamento, Pence informou que estão trabalhando “para aprovar o uso de remédios existentes contra a Covid-19”, e que já existem no país muitos estudos para o desenvolvimento de uma vacina contra a doença, que, de acordo com ele, deve ficar pronta em cerca de um ano e meio.
O vice-presidente revelou ainda que o pacote discutido no Congresso inclui US$ 100 bilhões para hospitais, que deverão cancelar cirurgias eletivas. Pence disse ainda que o governo está expandindo o uso de testes para exame da enfermidade e que 250 mil norte-americanos já foram testados.

No Brasil, a Anvisa ressaltou que o medicamento cloroquina – ou hidroxicloroquina –, tem autorização de uso no Brasil somente para tratamento de artrite, lúpus, doenças fotossensíveis e malária.

Ainda de acordo com a agência, “não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19”, e reforçam que não há recomendação da Anvisa no momento para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação do novo vírus.

Deste que a cloroquina apareceu como possível medicação contra a Covid-19, a Anvisa decidiu passar a exigir apresentação de receita médica em farmácias para liberação do medicamento. O órgão afirma que a medida vai permitir que pacientes que já utilizam o medicamento não fiquem sem tratamento.

Fonte: Diário do Grande ABC


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Indústria farmacêutica, Covid-19



Abradilan Conexão Farma é adiado para julho de 2021

Guia da Farmácia

A 16ª Abradilan Conexão Farma foi adiado para os dias 06, 07 e 08 de julho de 2021

Devido os cenários da pandemia do Covid-19, a 16ª Abradilan Conexão Farma, que aconteceria nos dias 16, 17 e 18 de março de 2021 será realizada nos dias 06, 07 e 08 de julho de 2021.

De acordo com a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), essa decisão foi tomada considerando a evolução da contaminação, das incertezas sobre o controle do Covid-19 e da falta de clareza quanto à disponibilidade de vacinas.

Em comunicado, a entidade compromete-se a fazer no 2° semestre do próximo ano.

O evento

Abradilan Conexão Farma é uma feira do segmento farmacêutico que tem como intuito fortalecer a rede de conexão que reúne em um só lugar empresas de serviços a indústria de medicamentos, higiene, beleza e nutrição. Unimos pessoas em torno de um grande objetivo, contribuir com o desenvolvimento do segmento farmacêutico no Brasil.

A feira tem como finalidade conectar o público às tendências do setor, oferecer capacitação, atualizar e agregar conhecimento aos profissionais da distribuição, do varejo e da indústria farmacêutica.

Fonte e foto: Abradilan


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA



Migração dos sites da ANVISA e Ministério da Saúde causando problemas

Todos os sites do Governo Federal estão passando por migração e estarão disponíveis no novo domínio www.gov.br.

A migração vem acontecendo muito lentamente e muitas informações importantes e necessárias estão perdidas, sendo impossível acessar legislações, consultar processos, entre outros procedimentos.

O problema afeta os sites e sistemas oficiais da ANVISA e do programa Farmácia Popular, entre outros endereços importantes para as farmácias e drogarias.

Uma pequena parte dos sites já foi migrada, porém muitos conteúdos estão perdidos e encontrar as informações se tornou um processo bastante complicado.

Agravando o problema, o atendimento telefônico da ANVISA piorou consideravelmente, e obter suporte se tornou ainda mais complicado do que já costumava ser.

Muitas vezes os atendentes da ANVISA, quando recebem contatos por telefone, solicitam que o usuário abra um chamado por escrito junto ao sistema Anvisa Atende.

Se você estiver encontrando dificuldades junto à ANVISA ou Farmácia Popular, conte com nossos especialistas. Nosso time está preparado para auxiliar com nossa expertise. Clique aqui para enviar uma mensagem sobre seu problema e aguarde nosso retorno.

A única alternativa para os responsáveis técnicos e responsáveis legais de farmácias e drogarias é aguardar a conclusão da migração de todos os sites, documentos e informações, para então poderem atualizar os links de acesso e normalizarem a situação.

Até lá, resta a todos ter muita paciência para aguardar e pesquisar pelas informações desejadas e não encontradas, com a confusão causada pela migração.

Evite perder tempo em busca de informações e legislações com os problemas nos sites da ANVISA e FP. Conte com nosso suporte.


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ANVISA, Erros e problemas, Ministério da Saúde



Piso salarial do farmacêutico em 2020: tabela atualizada

Considerando as diferenças econômicas entre as diferentes regiões do país é de se esperar uma grande variedade no piso salarial da categoria dos farmacêuticos. Levantamos o valor dos pisos salariais em todos os estados do Brasil a partir dos sites dos respectivos sindicatos.

Disponibilizaremos o link das tabelas de cada sindicato, pois verificamos que existem discrepâncias entre regiões de um mesmo estado.

Santa Catarina, por exemplo, possui dois pisos para farmacêuticos trabalhando no comércio: R$ 4.052,88 para profissionais na região de Itajaí e R$ 3.351,42 para as demais cidades do estado.

A escolha nestes casos foi por disponibilizar o valor do piso salarial do farmacêutico na capital de cada estado. Os dados estão agrupados em regiões do país. Confira:

Piso do farmacêutico na região Sul

Santa Catarina

Conforme antecipamos o piso salarial no estado de Santa Catarina é definido pelo SINDFAR-SC – SC. Em 2020 o piso é de R$ 3.351,42. Para conferir a tabela completa clique aqui.

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Carreiras e oportunidades



Vacina de Oxford contra Covid-19 tem eficácia de até 90%

Guia da Farmácia

Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento

O laboratório AstraZeneca e a Universidade de Oxford anunciaram nesta segunda-feira, 23, que a vacina contra a Covid-19 que estão desenvolvendo alcançou eficácia de 90%.

Segundo os pesquisadores, diferente de outros imunizantes, este pode ser armazenado na geladeira, o que é um fator importante para a logística de distribuição e armazenamento especialmente em países como o Brasil.

Nos testes, a vacina de Oxford foi administrada de duas formas diferentes:

Na primeira delas, os voluntários receberam, dessa forma, metade de uma dose e, um mês depois, uma dose completa. Nesse grupo de voluntários, a eficácia foi de 90%.

Já no segundo grupo, que recebeu duas doses completas da vacina, a eficácia foi reduzida a 62%. 

Esses dois resultados permitiram, dessa maneira, obter eficácia média de 70%.

Essas conclusões foram possíveis a partir dos testes de fase 3 – a última etapa dos estudos – realizados na Inglaterra e no Brasil. 

As fases 1 e 2 dos estudos já haviam apontado que a vacina é segura e induz a produção de anticorpos e a resposta imune das células T em todas as faixas etárias, incluindo idosos.

Eficácia da vacina de Oxford

Nenhum evento grave relacionado à segurança da vacina foi confirmado e o imunizante não apresentou efeitos colaterais graves em nenhuma das duas formas de aplicação.

A eficácia e segurança desta vacina confirmam, então, que será muito competente contra a Covid-19 e que terá um impacto imediato nesta emergência de saúde pública”, disse o CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot.

Os resultados sugerem que as duas aplicações – com metade da dose ou as duas doses completas – podem prevenir a transmissão do vírus, evidenciada, portanto, pelo número pequeno de infecções assintomáticas entre os vacinados.

Segundo comunicado de Oxford, vacinas baseadas na mesma tecnologia já são usadas há décadas e são estáveis, fáceis de produzir, transportar e estocar.

Os imunizantes podem, todavia, ser conservados em temperaturas de geladeiras domésticas, de 2ºC a 8ºC, o que facilita a distribuição, pois pode ser facilmente armazenada.

A análise interina foi possível a partir do registro de 131 casos de Covid-19 entre os participantes.

Um grupo de voluntários recebeu a vacina contra a Covid-19 e outro recebeu uma vacina já aprovada contra meningite.

Embora a eficácia da vacina de Oxford seja um pouco menor que a das concorrentes norteamericanas, os dados apresentados aumentam, dessa maneira, a expectativa sobre as chances de desenvolver várias vacinas eficazes, utilizando, portanto, diferentes abordagens.

Especialistas em saúde pública dizem, portanto, que o mundo vai precisar de muitas vacinas para atender a demanda global.

Testes

Dos 24 mil voluntários dos estudos clínicos, cerca de 10 mil são brasileiros.

Os testes estão sendo realizados no Brasil desde junho, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Porto Alegre e Santa Maria.

Em outubro, um dos voluntários brasileiros morreu em decorrência da Covid-19. Os especialistas concluÍram, então, que não havia risco para os voluntários e, por isso, os testes não foram interrompidos.

Em setembro, os testes chegaram, então, a ser suspensos em todo o mundo, após ser registrado um evento adverso grave entre um dos voluntários.

Sobretudo, o jornal The New York Times revelou, todavia, que o participante teve mielite transversa, síndrome inflamatória que afeta a medula espinhal e costuma ser desencadeada por infecções virais.

Os testes foram retomados após ser constatada que a relação risco e benefício ainda era favorável.

A vacina de Oxford é a principal aposta do governo brasileiro, que investiu cerca de R$ 2 bilhões para viabilizar a compra, processamento e distribuição de 100 milhões de doses do imunizante.

O recurso foi destinado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que tem um acordo com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca, e já se prepara para começar a produção de 210 milhões de doses do imunizante em janeiro de 2021.

A Anvisa faz análise contínua dos resultados das pesquisas da vacina de Oxford.

Os estudos pré-clínicos, feitos em animais e laboratórios, já foram analisados pela agência, o que pode, portanto, acelerar o processo de aprovação do imunizante no País.

Fonte: Estadão


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Mercado farmacêutico



Pfizer iniciará programa de imunização em 4 estados dos EUA

Guia da Farmácia

Os locais foram selecionados pela Pfizer em razão de suas diferenças no tamanho, diversidade de populações e infraestrutura de imunização

A Pfizer disse, no último dia 16, que iniciaria um programa piloto de imunização contra a Covid-19 em quatro estados dos Estados Unidos para ajudar a refinar o plano de entrega e implantação de sua vacina, que está em testes.

Os quatro estados (Rhode Island, Texas, Novo México e Tennessee) foram selecionados para o programa por causa de suas diferenças no tamanho, diversidade de populações e infraestrutura de imunização, disse a farmacêutica em um comunicado.

“Os quatro estados incluídos neste programa piloto não receberão as doses da vacina antes de outros estados em virtude deste piloto, nem receberão qualquer consideração diferente”, disse a Pfizer.

Vacina da Pfizer deve chegar ao Brasil até março 

9 dúvidas sobre a vacina da Pfizer contra a Covid-19 

CEO da Pfizer vendeu US$ 5,6 milhões em ações no dia em que anunciou eficácia de vacina 

Fonte: Terra

Foto: Shutterstock


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Nova solução permite o cálculo tributário de medicamentos

Guia da Farmácia

Ferramenta on-line desenvolvida pela SimTax promete ajudar os gestores de farmácias na tomada de decisões

Uma ferramenta on-line de simulação que faz o cálculo tributário de quaisquer medicamentos, contemplando a Substituição Tributária (ST), Custo e Lucratividade, tudo de forma simples e rápida.

Em síntese, esta é a definição do software LucraMed, desenvolvido pela SimTax – empresa especialista em Tributação e Pricing no Mercado Farma, e que acaba de ser lançado.

“Nosso grande diferencial é que, hoje, não existe uma ferramenta como o LucraMed, que faz o cálculo em tempo real de todos os medicamentos“, analisa o CEO da SimTax, Jiovanni Coelho.

Em resumo, além de permitir o cálculo tributário de medicamentos, o LucraMed permite outras funcionalidades. Entre elas:

  • Calcular o custo efetivo que a farmácia deve ter;
  • Calcular o lucro que a farmácia deve alcançar com um determinado medicamento;
  • Por exemplo, comparar cenários diferentes, como avaliar qual a lucratividade de um Programa de Benefício em Medicamentos (PBM);
  • Por fim, comparar medicamentos com os concorrentes. Afinal, será possível simular, de forma simples, para decidir o melhor mix para a categoria.

Ademais, Coelho reforça que, com este sistema, o gestor da farmácia poderá tomar as melhores decisões. Aliás, com as informações nas mãos, terá condições de negociar melhor.

Além disso, a ferramenta permite comparar o preço negociado com o que realmente veio na nota fiscal. “Com mais informações em mãos, a loja poderá checar se aquilo que foi combinado, foi cumprido”, reforça.

Cálculo tributário de medicamentos de forma simples

A saber, o LucraMed poderá ser utilizado no celular, tablet ou computador. Nesse sentido, basta selecionar o produto, colocar o desconto e pronto: o cálculo está feito!

Dessa forma, com o cadastro certo e também sabendo qual a lucratividade do artigo negociado e seus concorrentes, segundo Coelho, o gestor da farmácia poderá apresentar para o vendedor da indústria a informação de forma clara.

Em conclusão, a farmácia concluir se o concorrente tem a melhor proposta. Assim, avaliará que para comprar de uma determinada indústria, pode ser necessário ter uma melhor condição comercial.

“O LucraMed é uma ferramenta fundamental tomada de decisões”, finaliza Coelho.

Variáveis utilizadas pelo LucraMed para o o cálculo tributário de medicamentos

  • Preço
  • Repasse
  • Desconto de compra
  • Preço Máximo ao Consumidor (PMC)
  • Redutor a base de calculo
  • Margem de Valor Agregado (MVA)
  • Trava
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Fonte: SimTax


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Mercado farmacêutico, Legislação e regulamentações



Hospitais privados de SP registram aumento de internações por Covid-19

Guia da Farmácia

HCor, Albert Einstein e Sírio Libanês divulgaram números do aumento do número de internação por Covid-19 desde a semana passada

Hospitais privados da capital paulista registraram novo aumento nos índices de internação por Covid-19 nesta semana em relação à anterior. O Hospital do Coração (HCor) informou hoje, 18 de novembro, que está com 88% dos leitos de UTI ocupados, com 13 pacientes diagnosticados com a doença. Além disso, outros 28 estão em unidade de internação (UI), sendo um caso suspeito. Na semana passada, a unidade tinha sete internações em UTI.

O Hospital Israelita Albert Einstein informa que  há 93 leitos ocupados por pacientes com diagnóstico confirmado da doença. Da última semana de setembro ao dia 12 de novembro, a média de internações oscilou entre 50 e 55 pacientes infectados pelo vírus.

Com o aumento de internação por Covid-19 é preciso ficar em alerta

Contudo, a instituição diz que “os novos números são insuficientes para projetar qualquer evolução da pandemia no Brasil. Estes dados, porém, alertam para a necessidade da manutenção das medidas de prevenção”, segundo nota divulgada.

Em situação semelhante à da semana anterior, o Hospital Sírio-Libanês afirmou que atualmente tem 124 pacientes internados com o diagnóstico de Covid-19, patamar semelhante ao de abril, quando a unidade atingiu o pico de internações. Na última quinta-feira, dia 12, eram 128 e setembro e outubro, esse número oscilou entre 80 e 110 pacientes.

Desse modo, o governador João Doria  decidiu adiar em duas semanas a reclassificação do Plano São Paulo, que colocaria quase 90% do estado na fase verde, de maior flexibilidade da quarentena e de reabertura econômica.

Fonte: UOL


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ANVISA



Tudo sobre aplicação de vacinas em farmácias e drogarias

A quem se aplica a RDC 197/2017?

👉 Esta norma se aplica a todos os estabelecimentos, públicos ou privados, filantrópicos, civis ou militares, que realizam a Atividade de Vacinação (art. 2º).

📍 Com isto, as Farmácias e Drogarias podem passar a oferecer este serviço também. Claro, somente após o devido Licenciamento, que vamos ver mais a frente.

📍 Observe que se você é de uma Farmácia Pública, também deverá seguir essas novas normas.

🚩Toda Farmácia ou Drogaria deverá oferecer este serviço obrigatoriamente?
👉 Não. O estabelecimento deve avaliar muito bem diversos fatores antes de iniciar um novo serviço. Por exemplo, disponibilidade de área física adequada, investimento necessário e custo de manutenção do serviço, pessoal capacitado e em número adequado, Licenciamentos obrigatórios e, principalmente, se é um serviço adequado para a região onde sua farmácia ou drogaria está. Não adianta investir tempo e dinheiro (e não é pouco) em um serviço, e não ter procura alguma pelos seus clientes. Vou exemplificar…

Aqui no município do Rio de Janeiro é bem complicado o acesso as vacinas na rede pública, e as clínicas de vacinação concentram-se em alguns bairros. Sim, aqui seria interessante oferecer este serviço. Em outro município aqui do Rio, Miracema, onde também atuo e tenho muitos amigos da área de Saúde, as vacinas do calendário do SUS estão disponíveis e são de fácil acesso. Raramente falta vacina. Neste caso, eu, particularmente, não acho tão interessante este serviço nas farmácias privadas, se for só para oferecer as mesmas vacinas disponíveis no SUS

🚩São apenas as vacinas do calendário do SUS que poderão ser aplicadas em Farmácias e Drogarias?

👉 Não. Podem oferecer outras vacinas que não estejam contempladas no Calendário Nacional de Vacinação do SUS. Porém… Para as vacinas que não estão neste Calendário, é obrigatória a Prescrição Médica para a realização da vacinação (art 14).

🚩 Mas a Farmácia pode vender a vacina e não aplicar? Isto é, só dispensar sem oferecer o serviço de vacinação…

👉 Conforme o parágrafo único do artigo 14:

“A dispensação deve necessariamente estar vinculada a administração da vacina”

👉 Isto é, resumidamente, se vai vender, tem que aplicar.

🚩 Como deve ser o espaço ou sala para o Serviço de Vacinação?

👉 A Sala de Vacinação deve ser um ambiente envolto por paredes em todo seu perímetro e pelo menos uma porta, destinada à administração das vacinas (art. 3º, inciso XI).

Esta não é uma RDC exclusiva para Farmácias e Drogarias. Se você participou da Consulta Pública ou já leu esta RDC, vai perceber que muuuuitos pontos não são conclusivos. Passíveis de interpretações das Vigilâncias Sanitárias (VISAs) locais, ou futuramente, normas complementares.

Por exemplo, essa definição de Sala de Vacinação já constava na Consulta Pública 328/2017. Quando eu participei, questionei a necessidade ou não de ser uma sala EXCLUSIVA para vacinação. Devemos lembrar também que temos a RDC 44/2009, que fala da Sala de Serviços Farmacêuticos. Pode ser a mesma sala?! Vai depender da interpretação da VISA que fiscaliza o seu estabelecimento… Alguns municípios e estados já possuíam uma regulamentação própria para este serviço. A maioria permitia o uso da Sala de Serviços Farmacêuticos. Mas… Depende de cada VISA.

👉 Quanto a Infraestrutura, a RDC 197/17 determina que:

“O estabelecimento que realiza o serviço de vacinação deve dispor de instalações físicas adequadas para as atividades de vacinação de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada – RDC n° 50, de 21 de fevereiro de 2002, ou regulamentação que venha a substituí-la, e devendo ser dotado” (art. 10).

👉 Deve possuir como ITENS OBRIGATÓRIOS, no mínimo:

I- área de recepção dimensionada de acordo com a demanda e separada da sala de vacinação;

II- sanitário; e

III- sala de vacinação, que deve conter, no mínimo:

a) pia de lavagem;

b) bancada;

c) mesa;

d) cadeira;

e) caixa térmica de fácil higienização;

f) equipamento de refrigeração exclusivo para guarda e conservação de vacinas, com termômetro de momento com máxima e mínima;

g) local para a guarda dos materiais para administração das vacinas;

h) recipientes para descarte de materiais perfurocortantes e de resíduos biológicos;

i) maca; e

j) termômetro de momento, com máxima e mínima, com cabos extensores para as caixas térmicas.

👉 Tudo isto em conformidade com o art. 10 desta RDC. Vamos aos comentários…

📌 As farmácias que já estão autorizadas e realizam este serviço, em sua maioria, resolveram a questão da Área de Recepção com a disponibilidade de cadeiras próximas a sala de vacinação.

📌 A Caixa Térmica deve ser de fácil higienização e é obrigatória. E, se é de fácil higienização, não serve as caixas de isopor. Isso porque as paredes das caixas de isopor não são totalmente lisas e podem acumular sujeira. E, quando em uso, as caixas térmicas também terão controle de temperatura.

📌 Sim, você vai ter obrigatoriamente um refrigerador exclusivo para vacinas. Ou seja, não dá para aproveitar o espaço do refrigerar para os medicamentos termolábeis…

📌 Segundo a norma, também deverá realizar os controles de temperatura, como você já faz para a geladeira de termolábeis.

📌 Para este serviço, a MACA é também um item obrigatório. Nas salas de serviços farmacêuticos não é um item obrigatório, mas para a vacinação é.

📌 A RDC 44/09 trata que os banheiros (sanitários) não são obrigatórios em Farmácias e drogarias, desde que usem as áreas comuns de shoppings ou galerias. Porém… Como você leu… Para ter o serviço de vacinação só será possível se o estabelecimento possuir banheiro em seu interior.

📌 Não se esqueça que a RDC 44/09 também traz obrigatoriedades para o Serviço Farmacêutico, incluindo aplicação de injetáveis. Pelo menos até a revisão da RDC 44/09, temos que atender as duas normas. Calma! A RDC 44/09 possui muuuuito mais exigências que a RDC 197/17.

🚩O equipamento de refrigeração para as vacinas pode ser qualquer um?

👉 Não. Obrigatoriamente os equipamentos de refrigeração para guarda e conservação de vacinas deve estar regularizado junto a Anvisa (art. 10, parágrafo 2º).

🚩 E como eu descubro se o equipamento de refrigeração está ou não regularizado junto a Anvisa?

👉 Além da informação do próprio fabricante, você pode consultar o Portal da Anvisa. É bem parecido com a consulta de medicamentos… Na página inicial acesse ‘Consulta a Produtos Regularizados’, selecione ‘Produtos para a Saúde’. Na nova página clique em ‘Acessar’ e você terá acesso a tela para pesquisar. E só para adiantar… A Anvisa não regulariza Geladeira e Freezer de uso geral, isto é, de uso doméstico.

🚩 Afinal, o Farmacêutico pode ou não aplicar vacinas?

👉 Pode sim. Agora vamos falar de CFF – Resolução 574/2013, que “define, regulamenta e estabelece atribuições e competências do farmacêutico na dispensação e aplicação de vacinas, em farmácias e drogarias.”

“É atribuição do farmacêutico, na farmácia e drogaria, a dispensação de vacinas e a prestação do serviço de aplicação desses medicamentos.” (Art. 2º, Resolução CFF 574/13)

“A responsabilidade técnica do farmacêutico para a aplicação de vacinas, diante das autoridades sanitárias e profissionais, caracteriza-se pela utilização de conhecimentos técnicos e assistência técnica, total autonomia técnico-científica, além de conduta compatível com os padrões éticos que norteiam a profissão farmacêutica.” (Art. 3º, Resolução CFF 574/13)

Claro, além da atribuição prevista em normas profissionais, cada Farmacêutico deve buscar capacitação e aprimoramento para a execução com excelência do serviço de dispensação e aplicação de vacinas.

🚩 A RDC 197/17 define quem pode aplicar vacinas em Farmácias ou drogarias?

👉 Você se recorda que comentei que esta RDC não é exclusiva para Farmácias e Drogarias? Então… Ela não estabelece a formação do profissional, como Farmacêuticos. Mas define claramente que o Serviço de Vacinação deve possuir um profissional legalmente habilitado (art. 8º). Isto é, pode ser o Farmacêutico, ou se optar, pode ser um Enfermeiro… Desde que este profissional possua habilitação legal para este tipo de serviço.

A RDC também determina que o estabelecimento deve possuir profissionais “para desenvolver as atividades de vacinação durante todo o período em que o serviço for oferecido”, conforme o art. 8º. E, os estabelecimentos com serviço de vacinação deve ter um Responsável Técnico e um substituto pelo menos (Art. 7º). O que já temos nas farmácias e drogarias…

E nas definições da RDC 197/17 (art. 3º), temos:

“VIII- profissional legalmente habilitado: profissional com formação superior ou técnica com suas competências atribuídas por lei”

“X- responsável Técnico (RT): Profissional legalmente habilitado, formalmente designado pelo Responsável Legal para manter as rotinas e os procedimentos de um serviço”

🚩 Caso a farmácia tenha o serviço de vacinação, deve ser feito algum treinamento específico para os funcionários?

👉 SIM… Na RDC 197/17, art. 9º, temos que os profissionais envolvidos nos processos de vacinação (direta ou indiretamente) devem ser capacitados periodicamente nos seguintes temas:

I- conceitos básicos de vacinação;

II- conservação, armazenamento e transporte;

III- preparo e administração segura;

IV- gerenciamento de resíduos;

V- registros relacionados à vacinação;

VI- processo para investigação e notificação de eventos adversos pós-vacinação e erros de vacinação;

VII- Calendário Nacional de Vacinação do SUS vigente;

VIII- a higienização das mãos; e

IX- conduta a ser adotada frente às possíveis intercorrências relacionadas à vacinação.

👉 Não apenas os Farmacêuticos que realizam diretamente o serviço de vacinação devem passar por esses treinamentos. Conforme o tópico, você terá outros colaboradores da farmácia. Por exemplo, se quem faz o recebimento, a conferência e armazenagem das vacinas for um outro funcionário, ele deverá ser treinado neste ponto (um treinamento específico para vacinas).

🚩 Quem vai treinar os funcionários?

👉 Advinha!!! O Farmacêutico da própria farmácia, ou quando se tratar de uma rede, podem ser oferecidos treinamentos centralizados, ou treinamentos externos.

👉 Mas a responsabilidade, a atribuição, é do Farmacêutico.

🚩 E quem vai treinar o Farmacêutico?

👉 Desde que não seja o Dr. Google… rs Procure sempre informações atualizadas e fontes confiáveis. Atenção para a abrangência do conteúdo (se é algo com aplicação federal ou apenas em um dado município ou estado). Consulte a VISA de sua região. Afinal é ela que irá fiscalizar sua farmácia para o licenciamento desse serviço.

Calma! Já existem alguns cursos na área. E para 2018 teremos este curso online da 4Farma 😉

🚩 Quando eu for treinar minha equipe, preciso fazer o Registro do Treinamento?

👉 Sempre! Além da RDC 44/09, a RDC 197/17 (art. 9º, parágrafo único) também os têm como obrigatórios. Você pode usar o mesmo modelo de ficha de registro de treinamento da RDC 44/09 (que possui muito mais informações que na RDC 197/17). Só para não ter que fazer mais um modelo de ficha…

Pela RDC 197/17, no Registro de Treinamento são itens obrigatórios:

  • data,
  • horário,
  • carga horária,
  • conteúdo ministrado,
  • nome e a formação ou capacitação profissional do instrutor e dos profissionais envolvidos nos processos de vacinação.

E quanto a POP e Declaração de Serviços Farmacêuticos?

A RDC 197/17 não é específica para farmácias e drogarias… Mas… Com 99,9% de certeza que você terá que fazer. Primeiro, é um serviço farmacêutico (administração de medicamentos), que recai na RDC 44/09. Segundo, a Resolução do CFF 574/13, também determina a elaboração de POP para Vacinação, assim como a Declaração de Serviços Farmacêuticos.

Além de POP, declaração de serviços farmacêuticos, registro de treinamentos… Tenho que preencher mais algum documento para o paciente ou para o estabelecimento?

Sim. No Art. 15 da RDC 197/17, temos a obrigatoriedade do que Compete aos Serviços de Vacinação:

  • I- registrar as informações referentes às vacinas aplicadas no cartão de vacinação e no sistema de informação definido pelo Ministério da Saúde;
  • II- manter prontuário individual, com registro de todas as vacinas aplicadas, acessível aos usuários e autoridades sanitárias;
  • III- manter no serviço, acessíveis à autoridade sanitária, documentos que comprovem a origem das vacinas utilizadas;
  • IV- notificar a ocorrência de eventos adversos pós-vacinação (EAPV) conforme determinações do Ministério da Saúde;
  • V- notificar a ocorrência de erros de vacinação no sistema de notificação da Anvisa; e
  • VI- investigar incidentes e falhas em seus processos que podem ter contribuído para a ocorrência de erros de vacinação.

O que eu devo anotar no Cartão de Vacinação do paciente?

Conforme o art 16 desta RDC, você deve anotar no cartão de vacinação (de forma Legível!) no mínimo, as seguintes informações:

  • I- dados do vacinado (nome completo, documento de identificação, data de nascimento);
  • II- nome da vacina;
  • III- dose aplicada;
  • IV- data da vacinação;
  • V- número do lote da vacina;
  • VI- nome do fabricante;
  • VII- identificação do estabelecimento;
  • VIII- identificação do vacinador; e
  • IX- data da próxima dose, quando aplicável.

E quando o paciente precisar do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP)?

O estabelecimento PODERÁ emitir o CIVP. Para isto, a farmácia ou drogaria deverá ser Credenciada previamente pela Anvisa para a emissão deste Certificado (art. 18).

Para os estabelecimentos que optarem por se Credenciar para a emissão do CIVP, devem observar que a emissão deste Certificado deverá seguir os padrões definidos pela ANVISA (Art. 19), deverá ser realizada de forma gratuita (Art. 19, § 1º) e a emissão do CIVP deverá ser registrada em sistema de informação estabelecido pela ANVISA (Art. 19, § 2º).

E quando ao Licenciamento para o serviço de vacinação?

Além do Licenciamento emitido pela Vigilância Sanitária de sua região, o estabelecimento deve estar inscrito e manter seus dados atualizados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES (art. 5º).

Vou ter que colocar mais algum documento exposto ao público?

Somente para os estabelecimentos que tiverem o Serviço de Vacinação:

“O estabelecimento que realiza serviço de vacinação deve afixar, em local visível ao usuário, o Calendário Nacional de Vacinação do SUS, com a indicação das vacinas disponibilizadas neste calendário (art. 6º)”

O que é Vacinação Extramuros de Serviços Privados?

Por definição da própria RDC, é a “atividade vinculada a um serviço de vacinação licenciado, que ocorre de forma esporádica, isto é, através de sazonalidade ou programa de saúde ocupacional, praticada fora do estabelecimento, destinada a uma população específica em um ambiente determinado e autorizada pelos órgãos sanitários competentes das secretarias estaduais ou municipais de saúde” (art. 3º, inciso XII).

Então eu posso aplicar vacinas fora da farmácia?

Pode, desde que o estabelecimento possua autorização prévia da autoridade sanitária competente (art. 17). Deve obedecer todas as diretrizes da RDC 197/17 relacionadas aos recursos humanos, ao gerenciamento de tecnologias e processos, e aos registros e notificações (art. 17, § 1º). E, deve ser realizada somente por estabelecimento de vacinação licenciado (art. 17, § 2º).

O que é o gerenciamento de tecnologias e processos ?

Está definido no Art. 11, que são:

I- meios eficazes para o armazenamento das vacinas, garantindo sua conservação, eficácia e segurança, mesmo diante de falha no fornecimento de energia elétrica;

II- registro diário da temperatura máxima e da temperatura mínima dos equipamentos destinados à conservação das vacinas, utilizando-se de instrumentos devidamente calibrados que possibilitem monitoramento contínuo da temperatura;

III- utilização somente de vacinas registradas ou autorizadas pela Anvisa; e

IV- demais requisitos da gestão de tecnologias e processos conforme normas sanitárias aplicáveis aos serviços de saúde.

Veja também que nos Serviços de Vacinação (no estabelecimento ou fora):

“O serviço de vacinação deve adotar procedimentos para preservar a qualidade e a integridade das vacinas quando houver necessidade de transportá-las” (Art. 12).

“As vacinas deverão ser transportadas em caixas térmicas que mantenham as condições de conservação indicadas pelo fabricante” (Art. 12, § 1º).

“A temperatura ao longo de todo o transporte deve ser monitorada com o registro das temperaturas mínima e máxima” (Art. 12, § 2º)

“Os serviços de vacinação devem garantir atendimento imediato às possíveis intercorrências relacionadas à vacinação” (Art. 13).

“O serviço de vacinação deve garantir o encaminhamento ao serviço de maior complexidade para a continuidade da atenção, caso necessário.” (Art. 13, Parágrafo único)

Minha Farmácia já possuía autorização da VISA local para o serviço de vacinação. Vou precisar de alguma adequação?

Antes não tínhamos uma normatização federal para este serviço em farmácias e drogarias. Algumas VISAs locais possuem normas próprias que podem ser revistas a partir da nova regulamentação federal, com a RDC 197/17.

Nesta RDC, no artigo 2, temos um prazo para Adequação para os estabelecimentos que já possuem Licença vigente para este serviço:

6 MESES: contados a partir da data de publicação da RDC, para promover as adequações necessárias para o cumprimento dos requisitos estabelecidos nesta norma; e

2 ANOS: para adequação ao requisito disposto no § 2º, art. 10, contados a partir da data de publicação da RDC.

Só Para lembrar… Artigo 10, parágrafo 2º:

“O equipamento de refrigeração para guarda e conservação de vacinas deve estar regularizado perante a Anvisa”.

E caso a Farmácia queira realizar vacinação, mas não atenda a todas as especificações desta RDC?

Realizar o serviço de vacinação sem o devido Licenciamento, ou sem atender as especificações desta RDC, caracteriza Infração Sanitária (Lei 6.437/77), além das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis (art. 21).

Fonte: 4Farma

Legislação e regulamentações, ANVISA



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