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Bactéria anticancerígena - Blog M2Farma - Notícias do varejo farmacêutico brasileiro

Bactéria anticancerígena

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A imunoterapia — tratamento que estimula o sistema de defesa do corpo — é uma das intervenções médicas mais exploradas, geralmente por meio de medicamentos e vacinas contendo matérias-primas diversas. Uma equipe da Coreia do Sul aposta em usar a bactéria salmonela em frascos ou ampolas para combater tumores. Nos testes com ratos, uma versão modificada do micro-organismo impulsionou a destruição do câncer de cólon e não causou danos aos animais. Resultados do trabalho foram publicados na última edição da revista Science Translational Medicine.

Segundo os autores, o tecido canceroso tem áreas mais suscetíveis à entrada de um grupo de bactérias semelhantes à salmonela, e esse ponto fraco pode ser usado como arma de ativação do sistema imune humano. “Uma vez que as bactérias colonizam e se proliferam no tecido com câncer, elas ativam a imunidade contra o cancro, levando à regressão tumoral”, explica ao Correio Junj-Joon Min, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Chonnam e um dos autores do estudo.

No experimento, os cientistas utilizaram uma cepa da bactéria Salmonella typhimurium, que foi modificada em laboratório para reduzir a sua agressividade e fazer com que seus genes passassem a produzir a proteína flagelina B (FlaB). “A FlaB é conhecida como um potente modulador imunológico. Portanto, esperávamos que ela pudesse aumentar a imunidade antitumoral das bactérias”, detalha Min.

Os cientistas injetaram a salmonela nos ratos e, durante três dias, não detectaram malefícios. Depois, aplicaram o açúcar arabinose nas cobaias para ativar o gene produtor de FlaB na bactéria. A versão médica da salmonela deixou o tumor visível e desencadeou a formação da proteína FlaB, que ajudou os macrófagos — células de defesa — a atacarem a doença. “Essa abordagem se baseia na atividade cooperativa da bactéria, acompanhada da produção localizada de FlaB, que ativa uma poderosa reação imunitária contra o câncer”, resume o autor. O uso da bactéria, além de ter diminuído os tumores, prolongou a vida dos animais e evitou a metástase.

Sistema regulado

Carlos dos Anjos, oncologista do Hospital Sírio-libanês, unidade de Brasília, explica que o estudo coreano usa uma estratégia de combate ao câncer bastante explorada recentemente, desenvolvida com base no comportamento dos tumores. “A imunoterapia não é algo novo, mas ganhou espaço nos últimos cinco anos. Aprendemos, nas últimas décadas, que o sistema imune é muito bem regulado pelo organismo, que o ativa e o desativa quando necessário. Isso ocorre porque, se ele ficasse sempre ligado, a resposta do corpo sempre seria exacerbada, o que traria danos. O problema é que o tumor sabe driblar esse sistema, ativando as chaves de desligamento dele”, detalha o especialista que não participou do estudo.

Anjos também ressalta que o uso de uma bactéria para auxiliar a combater o “truque” usado pelos tumores tem sido abordado por outros especialistas. “Nesse estudo, os cientistas usam essa cepa da salmonela modificada para retomar o estímulo do sistema imune. Esse raciocínio de usar um tipo de vetor para modificar o ambiente tumoral tem sido muito explorado com o uso de outras bactérias e também de vírus, gerando resultados promissores”, complementa.

Novos desafios

Os autores adiantam que mais pesquisas são necessárias, mas acreditam que os resultados atingidos até o momento, incluindo a segurança da bactéria modificada, possam ajudar na criação de uma estratégia promissora de combate ao câncer, rendendo, por exemplo, a oferta de medicamentos otimizados.“Nosso objetivo final é a aplicação dessa abordagem em pacientes com câncer. Mas, antes disso, temos de passar por muitos obstáculos. O potencial de toxicidade, ou seja, o risco de contaminação para que não existam riscos, é a questão mais importante em humanos”, frisa Min.

O próximo passo é encontrar uma maneira mais “automática” de ativar a expressão da proteína FlaB sem a necessidade de aplicação de açúcares. “A etapa seguinte da nossa pesquisa é criar bactérias mais inteligentes, que possam condicionalmente expressar sua carga no tumor, sem qualquer intervenção. Para isso, trabalhamos, agora, com testes de um sistema de detecção que aja por meio de sensoriamento ambiental”, adianta o autor.

Para Anjos, a pesquisa precisa de mais aprofundamento até que a criação de medicamentos se torne uma realidade. “São resultados iniciais, obtidos em camundongos ainda. Acredito que um dos próximos passos também englobaria testes com animais que têm organismo mais semelhantes ao humano”, diz o oncologista. “Também é importante ressaltar que a imunoterapia não funciona para todos os tumores. Hoje, ela é usada em casos como melanoma, câncer de pulmão e de rim.”

Comida contaminada

Grupo de bactérias que pertencem à família enterobacteriaceae. São transmitidas por meio da ingestão de alimentos contaminados e pode provocar de intoxicação à febre tifoide. Seu nome tem como origem o cientista americano Salmon, o primeiro a descrever complicações causadas pelo micro-organismo. O tipo usado na pesquisa, a Salmonella typhimurium, é responsável pelos casos de gastroenterites em humanos.

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