Pacientes apontam dificuldade para conseguir medicamentos

(Texto atualizado em 19/06/2019 às 01:42 pm)

Usuários da Farmácia Central, unidade responsável pela distribuição gratuita de medicamentos prescritos a partir das Unidades Básicas de Saúde, estão reclamando da falta de remédios, no todo ou em parte, fornecidos à população. Na tarde desta quarta-feira (24), a reportagem do DC conversou com algumas dessas pessoas, que se mostraram preocupadas com a falta de produtos essenciais para a qualidade de vida dos pacientes.

Lourdes Partica da Maia, 48 anos, mora na região do Borsato. É um longo caminho até a farmácia, onde ela precisa retirar um medicamento necessária para o bem estar de sua filha de 31 anos. Desde a infância, ela sofre com as consequência de deficiência mental, visual e autismo. “Mas agora não sei o que fazer, porque ela já está há 10 dias sem medicação”, diz Lourdes, que afirma ter mudado o fracionamento do medicamento entregue, embora a receita médica continue a mesma.

“Ela precisa de 15 frascos que duram por 60 dias. O médico psiquiatra receitou 14 e um a mais para o caso de ela sofrer uma crise. Mas já fazem cinco meses que eu só posso retirar sete frascos. Informam pra gente que houve mudança no laboratório, mas não vi mudança nenhuma nos medicamentos, só na quantidade fornecida”, diz Lourdes. Sem os remédios, sua filha fica agressiva, se machuca fisicamente e apresenta sangramentos e vômito. Ela também afirma ter esperado por quatro horas para retirar os medicamentos nesta quarta-feira, entre as 10h30 e as 14h30.

Cristina* também esteve na farmácia para retirar o medicamento Gardenal e um xarope para seu filho de nove anos. Ela esperou por três horas para ser atendida, com o menino no colo, e foi informado que nenhum dos dois medicamentos estava disponível. *Nome preservado

Regular – Em nota, a prefeitura negou que haja falta de medicamentos. Segundo o setor de farmácia da Secretaria Municipal de Saúde, a informação é falsa, e tanto farmácia central como central de abastecimento farmacêutico estão com estoque normalizado dos medicamentos citados na reportagem. Segundo a assessoria, na situação descrita por Lourdes, a farmácia entrou em contato com o médico que, nas próximas receitas, deve readequar a prescrição dos medicamentos conforme portaria do Ministério da Saúde exige para a entrega dos produtos controlados.

Ouvidoria – A prefeitura orienta as pessoas que sofrerem falta de medicamento a contatarem a ouvidoria da saúde, informando o problema e exigindo resposta, já que a falta dos produtos não consta no sistema da Secretaria. Os telefones são 0800-643-9595 ou 3220-1202.