Farmácias reforçam aposta em produtos de beleza

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Farmácias-reforçam-aposta-produtos-belezaExecutivos do setor dizem que decisão do STF sobre venda de conveniência deu segurança a investimentos no nicho.

A venda de outros tipos de produtos que não medicamentos já é uma realidade em farmácias do Brasil e os itens de higiene e beleza se destacam como uma aposta relevante. Depois de decisão do Supremo Tribunal Federal favorável à venda de itens de conveniência nas lojas, executivos avaliam que aumentou a segurança das empresas para investir nesse nicho, que atrai os empresários de farmácias por seu potencial de crescimento.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), as vendas dessa categoria devem crescer 11,8% na comparação com 2013 nos diferentes canais. Além do potencial do mercado como um todo, atrai o fato de que as farmácias e drogarias vem ganhando uma fatia maior dessas vendas nos últimos anos. De acordo com a Euromonitor, o varejo farmacêutico tinha em 2013 mais de 16% das vendas de beleza e cuidados pessoais, ante um patamar de 9% seis anos antes.

Para o presidente da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sérgio Mena Barreto, investimentos das redes em sortimentos de produtos que vão além dos remédios tendem a aumentar depois da decisão do STF. O Supremo julgou Ação Direta de Inconstitucionalidade contra uma lei do Acre que regulamentava a venda de itens de conveniência nas farmácias do Estado e considerou que a lei estadual é constitucional. A venda de itens de conveniência já é regulamentada por diferentes leis estaduais, mas a existência de vários processos na Justiça trazia certa insegurança para que donos de farmácias apostassem em colocar mais produtos nas prateleiras, diz o diretor executivo da Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (Abcfarma), Renato Tamarozzi.

A Pague Menos é uma das redes de farmácias conhecidas por apostar num sortimento diversificado de produtos e, para seu presidente Deusmar Queirós, a decisão do STF faz com que até mesmo investimentos em lojas de tamanho maior possam ser considerados. Ainda assim, ele destaca que os itens de higiene e beleza se mantêm como uma prioridade. “Mantemos como um foco investimentos nessa área de higiene e beleza porque ela continua sendo uma das que mais cresce no Brasil”, comentou.

“O mercado de saúde e beleza é bastante importante, hoje esse é o foco da nossa proposta”, avaliou o presidente da RaiaDrogasil, Marcílio Pousada. Para ele, a decisão do STF não muda a essência da estratégia da companhia, mas ter mais clareza sobre a regulamentação é positivo.

A aposta na venda de itens de conveniência traz a discussão sobre o quanto o mercado brasileiro de farmácias pode se aproximar do modelo de loja dos Estados Unidos, onde a área de vendas é maior e o sortimento de produtos é mais diversificado.

Embora alguns acreditem que há espaço para que as farmácias do Brasil fiquem mais parecidas com as norte-americanas, a realidade nacional ainda é bastante diferente, comenta o professor da Universidade de São Paulo, Nelson Barrizzelli. “Não acredito que vamos ter lojas de mil metros quadrados como nos EUA porque muitas redes já aprenderam a operar com itens de conveniência de outra forma”, comenta.

Entre as particularidades do mercado nacional, está a forte pulverização. As três maiores redes de farmácias do Brasil em faturamento (RaiaDrogasil, DPSP e Pague Menos) têm 23% do total do mercado, segundo calculou o Bank of America Merrill Lynch. Este número é bem menor do que os 76% que possuem as líderes nos Estados Unidos e os 86% na Alemanha. Barrizzelli considera que no Brasil a concentração não deve chegar aos níveis dos Estados Unidos, mas as redes de grande porte tendem continuar conquistando espaço sobre independentes e até mesmo comprando pequenas cadeias de menos de uma dezena de lojas como forma de entrar em novas cidades.

Fonte: DCI

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Mercado farmacêutico, Legislação e regulamentações
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