A lista de antibióticos é um instrumento essencial para profissionais da saúde, farmácias, drogarias e distribuidores, pois reúne os principais medicamentos antimicrobianos sujeitos às normas de controle da Anvisa.
Esses medicamentos possuem regras específicas de prescrição, dispensação, escrituração e monitoramento, com o objetivo de reduzir a resistência bacteriana e garantir o uso racional.
A Anvisa atualiza periodicamente as diretrizes relacionadas aos antibióticos, incluindo ajustes na classificação de antimicrobianos e exigências de controle por meio de sistemas oficiais.
O que são antibióticos e por que existe controle sanitário
Antibióticos são medicamentos utilizados no tratamento de infecções causadas por bactérias. Seu uso inadequado está diretamente relacionado ao aumento da resistência bacteriana, considerada um dos principais riscos à saúde pública global.
Por esse motivo, a Anvisa estabelece normas rígidas para a comercialização desses produtos, exigindo prescrição médica, retenção de receita e registro de movimentações, especialmente para farmácias e drogarias.
Lista de antibióticos mais comercializados no Brasil
A seguir, uma lista de antibióticos amplamente utilizados na prática clínica e comercializados no país. A relação contempla os principais grupos terapêuticos, conforme referências regulatórias e práticas de mercado.
Penicilinas
- Amoxicilina
- Amoxicilina + Clavulanato
- Ampicilina
- Penicilina Benzatina
Cefalosporinas
- Cefalexina
- Cefadroxila
- Ceftriaxona
- Cefepima
Macrolídeos
- Azitromicina
- Claritromicina
- Eritromicina
Quinolonas
- Ciprofloxacino
- Levofloxacino
- Norfloxacino
- Moxifloxacino
Sulfonamidas
- Sulfametoxazol + Trimetoprima
Lincosamidas
- Clindamicina
Tetraciclinas
- Doxiciclina
- Tetraciclina
Aminoglicosídeos
- Gentamicina
- Amicacina
Essa lista de antibióticos pode sofrer alterações conforme atualizações regulatórias, inclusão de novas apresentações ou mudanças nas exigências de controle.
Antibióticos e as normas da Anvisa
Desde a implementação das resoluções que regulamentam os antimicrobianos, a Anvisa passou a exigir controles mais rigorosos sobre esses medicamentos. Entre os principais pontos estão:
- Venda somente mediante receita médica
- Retenção da receita na farmácia
- Proibição de fracionamento sem autorização específica
- Prazo de validade da receita limitado
- Registro das movimentações no sistema oficial quando aplicável
Essas medidas visam garantir rastreabilidade e reduzir o uso indiscriminado.
Relação entre antibióticos e o SNGPC
Nem todos os antibióticos são escriturados no SNGPC, mas continuam sujeitos às regras de controle documental e fiscal. É comum a confusão entre antimicrobianos e medicamentos sujeitos a controle especial.
Apesar de não exigirem escrituração no SNGPC como psicotrópicos e entorpecentes, os antibióticos fazem parte de um grupo que demanda atenção redobrada em auditorias sanitárias, principalmente quanto à retenção de receitas e organização documental.

Atualizações e responsabilidades das farmácias
Manter a lista de antibióticos atualizada é responsabilidade direta dos estabelecimentos farmacêuticos. Isso inclui:
- Conferir se os medicamentos estão corretamente classificados
- Atualizar rotinas internas conforme normas vigentes
- Treinar equipes para dispensação correta
- Garantir arquivamento adequado das receitas
Falhas nesses processos podem gerar autuações, multas e outras penalidades sanitárias.
Importância da padronização e conformidade operacional
A conformidade com as normas que envolvem antibióticos não se limita à venda. Ela abrange estoque, armazenamento, controle de validade, documentação e procedimentos internos.
A ausência de padronização é um dos principais problemas identificados em fiscalizações sanitárias, especialmente em farmácias de médio e grande porte.
Conclusão
A lista de antibióticos é uma referência indispensável para o funcionamento regular de farmácias, drogarias e demais empresas do setor farmacêutico.
Estar atualizado em relação aos antimicrobianos comercializados e às normas da Anvisa é fundamental para garantir segurança sanitária, conformidade legal e qualidade na assistência à saúde. O acompanhamento contínuo das atualizações regulatórias é parte essencial da gestão farmacêutica moderna.
