A modernização do varejo farmaceutico no Brasil

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Em tempos de internet, explosão de novos negócios (startups) e soluções com apenas alguns toques na tela do celular, o varejo de farmácias busca maneiras de se modernizar. Não bastam lojas funcionais, amplas e bem localizadas. O comportamento do consumidor vem mudando. Ele quer rapidez e estar conectado, online, com as marcas e prestadores de serviço.

Uma farmácia sem entrega a domicílio já perde pontos entre os idosos, por exemplo, que têm dificuldade de deslocamento. Outra medida que pode frustrar é chegar a um ponto de venda e o produto procurado estar em falta.  Com tanta concorrência no setor varejista de medicamentos, esse tipo de deslize pode gerar perdas significativas de clientela.

No caso da rede Raia Drogasil, maior em faturamento e em número de lojas (1.700) do País, foi lançado o serviço “compre e retire” em que o cliente pode acompanhar os estoques em tempo real em cada uma das unidades, 15 delas ficam em Fortaleza. A ideia é transformar as lojas em mini distribuidores e garantir que o medicamento chegue no menor tempo possível nas mãos do consumidor.

“Normalmente o pedido feito no site é mandado do centro de distribuição e o consumidor só pode tirar aquele medicamento dois ou três dias depois. Acreditamos num modelo em que a loja usa o próprio estoque para preparar o pedido do cliente o mais rápido possível. Em até uma hora, ele já pode retirar. A gente investe bastante em tecnologia”, afirma Diego Kilian, diretor de Vendas Multicanal do grupo. O executivo explica ainda que esse tipo de controle também evita desperdício, uma vez que os estoques estão sempre atualizados, com data de validade dos remédios.

Diretor de Farma da empresa de software Linx, Rogério Vieira destaca que o setor exige integração, sistemas que consigam unir programas de benefícios do mercado, controle de estoque, validade, cadastro de cartão fidelidade e gestão tributária e fiscal.

“Outra novidade que pode chegar em breve são ofertas que viabilizem o prontuário eletrônico, uma discussão bastante recente do mercado. O prontuário eletrônico é um link do hospital com a farmácia, que permite ao paciente sair de uma consulta médica e, tendo aceitado que suas informações sejam digitalizadas e usadas, ele possa receber sugestões dos locais para compra do medicamento, baseadas em disponibilidade rápida e valor”, afirma.

Comum em países da Europa e nos Estados Unidos, o receituário eletrônico deve ser o próximo passo na modernização das farmácias no Brasil. No entanto, a legislação precisa ser revista para permitir essa transição. No País, as receitas têm prazo de validade e devem ser apresentadas nas farmácias todas as vezes que o cliente vai comprar remédios de tarja.

O presidente executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Sergio Mena Barreto, explica que será possível receber alertas para que os clientes lembrem de buscar medicamentos de uso contínuo, o que possibilitará acompanhamento mais de perto dos doentes. “Há grande possibilidade de se livrar do papel. Em Portugal é 100% digital, não tem mais papel. Nos Estados Unidos, 70% das receitas já são eletrônicas e elas valem dois anos”, diz.

Tech

Um dos setores que têm gerado mais investimento de fundos de capital é o de saúde. Startups no Vale do Silício trabalham para buscar soluções não só na distribuição de remédio, mas em toda a rede de tratamento e prevenção.

A série

Dividida em quatro edições, a série Farmácia do futuro explora as mudanças no varejo farmacêutico, de desenvolvimento profissional, inserção na comunidade até avanços tecnológicos. Na primeira parte da série, publicada ontem, foi apresentado o novo papel de protagonista do farmacêutico nos negócios, com humanização e diversidade de atendimento. Amanhã, será apresentado o modelo de customização e empreendedorismo das farmácias de manipulação.

12,1% de aumento nas vendas online foi registrado no primeiro semestre de 2018, em relação a igual período de 2017, aponta pesquisa Ebit/Nielsen.

Fonte: Jornal O Povo

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