Netfarma busca novo rumo para operação

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netfarma busca novos rumosA Netfarma, maior farmácia on­line do país, está em processo de reestruturação para tentar dar outro rumo ao negócio. A empresa não quer ser exclusivamente uma varejista de medicamentos e produtos de higiene e beleza. Vai tentar montar um modelo de negócios que ofereça estrutura maior de serviços e atendimento na área de saúde e bem-­estar. Segundo informações que circulam no mercado, a Netfarma quer criar uma operação mais completa para uma provável venda no futuro.

Grupos internacionais têm planos de entrar ou ampliar a atuação no país e a Netfarma já teria sido sondada nos últimos anos por redes estrangeiras e locais. “Nunca vamos deixar de ser uma rede de venda on­line de farmácias, mas não dá para ser apenas isso. Algumas ações para ampliar a atuação estão sendo desenhadas pelo comando”, diz o presidente da Netfarma, Eduardo Mangione, ex­ P&G, e no cargo há quatro meses.

Criada em 2012, a empresa tem como sócios Omilton Visconde Jr., fundador da Biosintética e Segmenta, com 52% das ações; Alexandre Panarello, ex-­diretor geral da distribuidora Panarello, com 33%; e Nelson Libbos e Walter Geraigire com 7,5% cada. Márcio Kumruian, da Netshoes, vendeu sua participação na sociedade em 2014, mas se mantém como conselheiro.

Medidas serão voltadas para um formato de atendimento mais ativo e próximo ao cliente ­ cobrando por isso. Atualmente, no máximo, o consumidor da Netfarma consegue fazer a compra programada, determinando as datas para receber produtos de uso contínuo. A Netfarma evita detalhar as ações, mas no mercado, comenta-­se que o formato planejado passaria por um acompanhamento menos burocrático da situação de saúde do cliente. O consumidor poderá ter uma espécie de ficha on­line com histórico de compras de medicamentos. Os dados estarão acessíveis para consulta de seu médico.

Outro caminho é um atendimento mais individual de pacientes que tomam medicamentos de forma recorrente, apurou o Valor, por meio de uma equipe de médicos e farmacêuticos, pagando um valor mensal pelo serviço.

Outras redes também têm analisado o segmento de serviços de saúde. A Raia Drogasil comprou, há dois meses, uma varejista de medicamentos e o diferencial será atendimento e serviços ao cliente. Para analistas, existe uma movimentação no sentido de as redes se “descolarem” da concorrência no varejo de farmácias, focado basicamente em preço e ofertas, com batalha forte por rentabilidade, para ampliar margem em serviços.

A Netfarma afirma que reduziu o ritmo de expansão para concluir mudanças internas neste ano. Um novo centro de distribuição deve ser aberto junto a um novo escritório, em Carapicuíba (SP), em algumas semanas. Sistema de gestão também foi trocado, em maio. O atual centro e a sede ocupam 2,6 mil m2 e a nova área terá 8,2 mil. “Não dá para fazer tudo ao mesmo tempo, colocar a equipe para vender mais e ainda tocar as mudanças. Decidimos segurar um pouco o crescimento este ano”, diz ele.

A companhia prevê crescer de 25% a 30% em 2015 (quando deve atingir receita bruta na faixa de R$ 60 milhões), versus 150% em 2014. Questionado se o menor ritmo de expansão reflete efeito negativo da crise sobre a empresa, Mangione nega. “Perdemos velocidade porque mudamos o foco, se houve queda porque a demanda caiu, eu não consigo identificar isso dentro do meu número, porque nós decidimos já desacelerar”.

Segundo o executivo, a empresa, operando no prejuízo, estima entrar no ponto de equilíbrio no prazo de um ano e meio. E considera a possibilidade de entrada de novos fundos de investimento após 2016. “Já estaremos mais estruturados até lá, aí essa entrada faz mais sentido. Podemos fazer os aportes com os sócios atuais e as portas para novos fundos podem estar abertas após 2016”.

Fonte: Valor Econômico

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