Notícia sobre possível venda faz ação da Hypermarcas subir 4%

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Em comunicado ao mercado, empresa afirmou que não hátratativas relativas à venda de participações

As ações ordinárias da Hypermarcas fecharam ontem com a maior alta do Ibovespa, após notícias veiculadas na imprensa de que os principais controladores da companhia – entre eles, João Alves de Queiroz Filho, o Júnior – teriam colocado a empresa à venda. Os papéis encerraram o dia com aumento de 3,83%, a R$ 30,35.

O Estado apurou que o controlador da companhia não descarta vender a companhia no futuro ou mesmo fazer uma fusão, mas não está em negociações neste momento para levar o negócio adiante.

De acordo com notícias veiculadas na imprensa, a Hypermarcas, que vendeu nos últimos meses seus negócios de consumo para a Coty e de fraldas para a belga Ontex, para se dedicar exclusivamente a medicamentos, estaria sendo cobiçada por três multinacionais – Takeda, Novartis, Johnson & Jonhson – e teria contratado os bancos Bradesco e Credit Suisse para dar início às conversas.

Fontes familiarizadas com o assunto afirmaram ao Estado que Bradesco e Credit Suisse não estão com o mandato. Procurados, ambos não comentam especulações de mercado. Takeda, Novartis e Johnson & Johnson também preferiram não se pronunciar.

Venda em bloco. Ontem, um dos acionistas da Hypermarcas, a família Limirio Gonçalves, que já não faz parte do bloco de controle, vendeu um lote de 6,33 milhões de ações, que representa 1% do capital da companhia. A família saiu do bloco de controle no fim do ano passado. Com isso, tem a liberdade de vender ações no mercado. Até o leilão, no início da tarde de ontem, os papéis registravam valorização superior a 5%.

Procurados, representantes da família Gonçalves não foram encontrados para comentar.

Em comunicado ao mercado, a Hypermarcas informou que “inexistem quaisquer tratativas relativas à venda de suas participações na companhia”. Os principais acionistas são Júnior e a mexicana Maiorem.

‘Unilever brasileira’. A Hypermarcas foi idealizada no início dos anos 2000 por Júnior para ser a “Unilever brasileira”. Depois de um período de aquisições, a companhia se endividou e passou a vender ativos para reduzir a alavancagem. Após vender seus negócios de consumo para a Coty, por R$ 3,8 bilhões, e a divisão de fraldas para a Ontex, por R$ 1 bilhão, o grupo passou a ser uma empresa 100% de medicamentos.

Com esse movimento, cresceram as especulações de que a Hypermarcas poderia se unir a uma farmacêutica para conquistar a liderança em genéricos ou mesmo ser vendida. A empresa é vice-líder do setor. Fontes próximas a Júnior não descartam um movimento de venda do empresário, mas acreditam que agora não é o momento.

 

Fonte: Portal Estadão

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