Interfarma defende segurança das vacinas contra Covid-19

A suspensão temporária de vacinas contra a covid-19, em março, na Europa trouxe algumas questões e receios sobre sua segurança. Toda vacina licenciada para uso passa por um rigoroso processo de produção e avaliação, desde estudos e pesquisas, com a realização de inúmeros testes até ser validada e disponibilizada para a população. A segurança de uma vacina é prioridade máxima e isso não é diferente para as vacinas contra a covid-19. Além disso, no Brasil, todos os imunizantes são avaliados e aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. E mesmo depois de licenciadas, o acompanhamento de eventos adversos é constante, permitindo a continuidade de monitoramento da segurança do produto.

Veja também: Por que a Indústria Farmacêutica está Pagando Tanto pelo CRM?

‘É importante que as pessoas entendam que um dos maiores avanços contra as doenças são as vacinas e que, mesmo sendo questionadas, a imunização em massa é a principal ação sanitária que pode combater um surto ou uma pandemia’, explica Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Interfarma. ‘O cenário de uma pandemia exige uma ação rápida e graças a colaboração entre laboratórios, startups e institutos de pesquisas, foi possível desenvolver uma resposta eficaz em um curto período. Foi um compromisso assumido por todos, com um único propósito, o de criar uma vacina para salvar vidas’ continua.

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As vacinas desenvolvidas contra a covid-19 seguiram todas as fases necessárias. Nenhuma delas foi aprovada e disponibilizada no país até que sua segurança tenha sido comprovada pelas agências reguladoras. Da mesma forma, a Organização Mundial da Saúde (OMS) não inclui nenhum imunizante em sua lista para uso emergencial até que tenha analisado todos os dados dos ensaios clínicos. Sendo assim, apenas os que mostram eficácia e segurança são aprovados para uso na população.

A imunização contra a covid-19 não é a única preocupação na saúde pública do Brasil. O receio da população diante da segurança das vacinas traz à tona uma importante discussão: a queda da cobertura vacinal. Desde 2015, o Brasil não atinge as metas estipuladas pelo Ministério da Saúde nas vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

‘A queda no índice de vacinação deveria ser também uma preocupação de todos, pois há possibilidade de doenças, que até então estavam erradicadas ou controladas, aparecerem novamente. Um dos maiores avanços contra as doenças são as vacinas’, afirma Elizabeth.

Para ajudar a levar conhecimento sobre a importância e segurança das vacinas em geral, a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa, Interfarma, com apoio da SBMF (Sociedade Brasileira de Medicina Farmacêutica), começou o movimento ‘Esquadrão da Vacina’, uma campanha de conscientização de abrangência nacional, com foco nas comunidades do Brasil.

O ‘Esquadrão da Vacina’ terá quatro meses de duração, com ações de conscientização focadas em 12 comunidades do país, com veiculação de outdoor e panfletagem, spots em rádios comunitárias, carros de som e displays em 120 pontos comerciais das comunidades. Além disso, durante todo este período a associação disponibilizará um serviço de esclarecimento de dúvidas via WhatsApp.

‘A vacinação é crucial para termos um país mais saudável, livre de surtos e epidemias. Este é o fator principal que nos faz realizar a campanha Esquadrão da Vacina’, conclui a presidente da Interfarma.

Fonte: JustMi


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Telemedicina completa um ano em exercício no Brasil

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No dia 31 de março de 2020, o Senado Brasileiro aprovou em caráter emergencial o projeto que autorizava o uso da telemedicina durante a pandemia da Covid-19. Sancionada em abril pelo presidente Jair Bolsonaro, a prática ajudou e ajuda médicos a realizarem consultas à distância enquanto durar a crise do novo coronavírus. O atendimento feito através de vídeo chamada evitou aglomerações em hospitais, postos e clínicas de saúde, minimizando o caos na saúde.

Passado um ano deste marco, a Telemedicina cresceu e ganhando cada vez mais espaço no Brasil. Pesquisas apontam que empresas deste segmento já movimentam 3 trilhões de dólares no mundo, e tem uma demanda que passa pelo barateamento e a democratização das novas tecnologias, empoderamento do paciente, impacto na prevenção, a mudança do perfil das doenças e do próprio comportamento do consumidor. “Estamos em uma grande e contínua expansão no mercado de telemedicina no Brasil, onde vem sendo agregados diversos novos serviços e funcionalidades. No entanto, estamos a espera de uma legislação atual que possibilite a inovação no segmento”, reflete Jorge Ferro, CEO do Grupo de Telemedicina Iron .

Já consolidado na Europa e nos Estados Unidos, o Grupo Iron teve sua entrada no Brasil a partir da sanção do governo. De lá para cá, mais de 500 mil atendimentos já foram realizados pela plataforma, além de uma equipe especializada que compõe o Departamento de Pesquisas para Covid-19, e de 65 mil pacientes que recebem cuidados através do serviço de Atenção Primária à Saúde, possibilitando uma melhor qualidade de vida. “Nossa equipe multidisciplinar fica disponível 24h na plataforma. Temos uma média de resolução em torno de 96% dos casos de atendimento. Os outros casos, que necessitem de uma consulta presencial são orientados e encaminhados para o serviço de saúde adequado”, explica Ferro.

Além das consultas de caráter emergencial, o Grupo Iron terceiriza seus serviços para grandes seguradoras de saúde, como Cassi – plano de saúde para funcionários e beneficiários do Banco do Brasil, e para a Plan Saúde.

A empresa encerrou o ano de 2020 com um crescimento de 65% e acredita que o ano de 2021 vai continuar promissor . “Ainda enfrentamos a maior crise sanitária dos últimos tempos e há muito a se fazer”, complementa o empresário. A expectativa é que o número de atendimentos ultrapasse o marco de 1,5M até o final do ano. Segundo a diretoria da marca, a Telemedicina é um legado do momento que passamos desde o ano passado.


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Febrafar apresenta projeção para 2021

Febrafar apresenta projeção para 2021

Em evento online, a Febrafar fez sólidas projeções para este ano, apresentou sua nova ferramenta de transformação digital, o Orion, e traçou 5 objetivos até o ano de 2025, confira

O Febrafar Day aconteceu no último dia 23 de fevereiro, apresentando aos parceiros do mercado farmacêutico da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar) as importantes conquistas de 2020 e projeções para um crescimento ainda maior nos próximos anos.

A saber, o evento, que foi realizado pelo Youtube, contou com a apresentação da jornalista Millena Machado.

E teve seu início com o diretor de relacionamento da IQVIA, Cesar Bentim.

Bentim apresentou os números referentes às 81,6 mil farmácias do Brasil e às 10.772 das redes associadas à Febrafar.

Em relação ao ano de 2020, o faturamento do mercado farmacêutico foi de R$ 140 bilhões, dos quais a Febrafar representou R$ 16,8 bilhões, com 12,1% de participação nesse mercado que almeja projeções.

O crescimento da associação diante das demais farmácias também cresceu, sendo que esse índice foi de 26,1%, e o varejo farmacêutico como um todo cresceu 15,6%.

Betim destacou em sua apresentação a capacidade de resiliência desse mercado.

Mas pontuou que o este ano deve ainda seguir marcado pela inconstância.

Tudo ainda dependente de uma análise macroeconomia, que tem muitos pontos ainda em aberto.

Mesmo diante dessa situação, a projeção segundo a IQVIA é de crescimento de 9,4% em um cenário normal e 6,4% no cenário mais crítico.

Destaques e projeções da Febrafar

Um ponto de destaque no ano foi o reconhecimento das políticas de recursos humanos, com o recebimento da certificação da Great Place To Work e conquista das primeiras posições em diversas categorias.

Para 2021, a empresa fez um planejamento estratégico de forma diferente, com um plano de ação para o curto prazo e um plano estratégico de médio e longo prazo.

E traçou 5 objetivos estratégicos até o ano de 2025:

  • Acelerar da digitalização 360° da Febrafar.
  • Tornar cada vez mais relevante e importante para as indústrias, distribuidoras e prestadoras de serviços.
  • Tornar a Febrafar relevante e reconhecida pelas redes e lojas.
  • Criar aliança com provedores e gestores de planos de saúde.
  • Manter o selo do GPTW.

Para que esses pontos sejam atingidos, os diretores das áreas Operacional e de Inovações, Ney Santos e Karen Corridoni, apresentaram as novidades e evoluções dessas áreas e o que foi projetado para a potencialização de produtos e ferramentas pensando, assim, no crescimento do mercado.

Novidades

Um grande destaque foi a apresentação de uma nova ferramenta: o Orion.

Esse é um grande hub que liga, assim, as ferramentas da Febrafar a um sistema único.

No qual o usuário pode entrar para usufruir os benefícios da associação.

Tendo área de notícias, relatórios, comercial e de capacitação. Também foi apresentada a agenda de eventos da entidade para 2021.

O presidente da Febrafar, Edison Tamascia, destacou que, mesmo com cenários mais complexos, a Febrafar já estava preparada, a partir de um processo de transformação digital.

Contudo, Tamascia exemplificou essa digitalização dando como exemplo o programa de fidelização (PEC).

Com mais de 33 milhões de participantes e que proporciona também uma jornada mais digital com o consumidor.

Dessa maneira, Tamascia também alertou sobre o fato dessa digitalização ter que ser pensada de dentro para fora e não ao contrário.

“Para 2021, por mais que ainda estejamos em uma travessia, a maior analogia para o momento vivido é a luz no fim do túnel, pois já temos as vacinas aprovadas. Mas, as dificuldades ainda continuam e, por mais que o setor farmacêutico seja menos impactado pela crise, não somos uma ilha isolada, por isso essa luz nos dá esperança, mas temos muito a fazer”, finalizou.

Fonte e foto: Febrafar

 


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ESTABELECIMENTO INATIVO: novo bloqueio no FP

(COVID-19) Comunicado URGENTE Farmácia Popular

Ontem no dia 15/04/2021 ocorreu um bloqueio em massa de farmácias e drogarias participantes do Farmácia Popular, com atividade suspeita. O Ministério da Saúde iniciará em breve a fiscalização e auditoria.

Se ao fazer vendas no sistema do Farmácia Popular, aparece a mensagem “estabelecimento inativo”, e você fez a renovação em 2017, significa que você foi bloqueado e passará por Auditoria.

Podemos ajudá-lo na realização da auditoria, reaver sua conexão e desbloquear seus pagamentos!

Fale com nossos especialitas agora, clique aqui.

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Farmácia Popular



Giro News | Fornecedores | Marfrig Doa R$ 7,5 Milhes

Giro News | Fornecedores | Marfrig Doa R$ 7,5 Milhes
Marfrig Doa R$ 7,5 Milhões


  A Marfrig Global Foods, especializada em carne bovina,
anuncia a doação de R$ 7,5 milhões para o Ministério da Saúde. O valor será
destinado à compra de testes rápidos para diagnosticar o Covid-19. Segundo a
empresa, a doação é suficiente para a compra de 100 mil testes e faz parte de
uma parceria do órgão público de saúde com a iniciativa privada para financiar parte
dos kits. De acordo com a Marfrig, durante este período de prevenção ao novo
Coronavírus, todas as suas plantas estão em operação e as exportações também
serão mantidas.


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Vacina particular: clínica pode comprar vacinas anti-COVID?

Na quarta-feira, 7 de março, a câmara de deputados aprovou uma forma alternativa para acelerar a vacinação contra o COVID-19. A expectativa é acelerar o ritmo atual de aplicação das doses e o retorno às atividades comerciais. Assim, sua empresa pode participar da compra de vacina particular? Saiba neste artigo.

A crise do coronavírus tem deixado marcas profundas na sociedade brasileira. Segundo a PUC-RS, o nível de desigualdade social cresceu como nunca durante esse período.

Dessa forma, todas as medidas que visam reverter esse quadro são bem-vindas.  A mais recente é a vacinação para a rede privada.

vacinação particular: empresas privadas recebem aval da câmara para comprar doses de vacina anti-COVID
A Câmara de Deputados aprovou a compra de vacinas anti-COVID por empresas privadas

Como se trata de um projeto de lei recente, muitas empresas ainda têm dúvidas a respeito.

Como vai acontecer? A vacinação nas empresas pode atrapalhar a vacinação pública? Assim, reunimos conteúdos de especialistas em saúde para explicar essas e outras questões.

Portanto, entenda tudo que você precisa saber sobre vacina particular anti-COVID agora mesmo:

Vacina particular: entenda a lei que permite a compra de imunizantes anti-COVID por empresas particulares

Nos últimos meses, o governo tem se movimentado para reiniciar a atividade comercial plena o mais rápido possível. Assim, surge o interesse em vacinar os trabalhadores dos diversos setores do mercado.

Essa proposta encontrou apoio na Câmara de Deputados. Essa casa aprovou a PL 948/2021, a qual permite a compra de vacinas anti-COVID pelo setor privado.

Esse foi um sinal positivo e muito comemorado pelos donos de empresas que estão de portas fechadas há meses.

O projeto ainda deve ser encaminhado e votado no Senado para entrar em vigor definitivamente.

Entenda os tramites legais para liberação de vacinas pelo setor privado.
A compra de vacinas anti-coronavírus precisa ser autorizada pelo Senado Federal.

Além das empresas do setor comercial, as clínicas e farmácias também comemoraram essa primeira vitória na Câmara. Foi a primeira etapa para permitir a vacinação particular contra o vírus.

No entanto, o projeto tem condições especiais as quais receberam críticas das empresas de saúde.

Desse modo, acompanhe o artigo para entender os detalhes do texto aprovado na Câmara. Além disso, saiba o que fazer para conseguir as vacinas para sua empresa, clínica ou farmácia.

O que muda se a PL 948/2021 for aprovada?

A lei em vigor (Lei 14.125/21) já permite a compra de vacina por empresas privadas. No entanto, todas as doses compradas devem ser integralmente doadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto de lei aprovado na Câmara permite que apenas metade das doses compradas sejam doadas.

Assim, a empresa ficaria com 50% do total adquirido para vacinar seus funcionários. Inclusive, esse foi um ponto muito criticado pela Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC).

A Lei atrapalha a campanha de vacinação atualmente em curso?

Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética, Raul Canal, não. Desse modo, a lei diminuirá as filas e aumentará o estoque de vacinas à disposição do governo.

As empresas concorrerão com o governo para comprar vacinas?

Ainda segundo Raul Canal, não. Com efeito, os estoques produzidos para governos e países são diferentes. Dessa forma, as empresas não alterarão a disponibilidade de doses para compra pelo Governo brasileiro.

A ABCVAC, associação com mais de 600 clínicas parceiras, negocia um lote de 5 milhões de doses desde novembro do ano passado.

A vacina particular afetará o programa de imunização que já está sendo desenvolvido pelo Governo brasileiro?
As empresas privadas concorrerão com o governo pelas doses de vacina?

O presidente da associação, Geraldo Barbosa, afirma que o lote foi produzido exclusivamente para empresas privadas.

Quanto uma clínica ou empresa pagará por cada vacina particular?

Os valores variam de acordo com fabricante e estão em negociação. No entanto, o ABCVAC negocia comprar a  Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, por US $44,00.

Na cotação atual, esse valor é equivalente a R$ 247,45. A quantia não inclui despesas com armazenamento e transporte.

As empresas e clínicas poderão definir os próprios critérios de aplicação da vacina particular?

Não. As empresas que comprarem vacina particular deverão obedecer a ordem do PNI (Programa Nacional de Imunização). Tal programa ordena a aplicação de acordo com a idade e públicos de risco.

A empresa que infringir alguma das regras está sujeita a multa de dez vezes o valor da compra das doses.

As empresas estão livres para negociar com qualquer laboratório?

Não. As empresas deverão optar por vacinas aprovadas pela Anvisa, ou liberadas temporariamente para casos de emergência.

Contudo, podem comprar imunizantes não aprovados pela Anvisa, desde que sejam certificados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Como funciona o processo e a documentação necessária para importar as doses de vacina anti-COVID?

O processo de importação de qualquer medicamento é complexo. Se sua clínica não tem experiência no assunto, recomendamos fortemente que contrate um serviço de assessoria jurídica especializado no tema.

Para mais detalhes sobre documentação e processo de importação entre em contato com a equipe do M2 Farma clicando aqui.


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Aprovação da eutanásia em Portugal reascende discussão sobre os direitos fundamentais da pessoa humana

Aprovação da eutanásia em Portugal reascende discussão sobre os direitos fundamentais da pessoa humana

Os cinco projetos de despenalização da morte medicamente assistida em Portugal foram aprovados pelo Parlamento no último dia 20 de fevereiro. Os textos estabelecem a prerrogativa da eutanásia e do suicídio assistido aos portugueses e também aos residentes no país, maiores de idade com doenças incuráveis e em fase de sofrimento duradouro e insuportável.

A aprovação, de acordo com o advogado e professor Mario Barros Filho, professor da Faculdade de Medicina do Hospital Albert Einstein e sócio fundador do escritório BFAP Advogados, ainda não é definitiva e poderá, inclusive, ser discutida no Judiciário. “Trata-se de uma importante evolução no debate sobre o tema, mas muita coisa deve acontecer até a efetiva legalização da eutanásia em Portugal”.

A eutanásia, caso aprovada em definitivo, poderá ser acessível aos brasileiros que vivem legalmente em Portugal. De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), 150.854 brasileiros (números atualizados até janeiro desse ano) poderão ser beneficiados com a nova regra. No geral, os brasileiros representam 1 em cada 4 imigrantes residentes no país europeu. A nova legislação determina que o paciente terá de fazer o pedido de forma consciente e lúcida, com exceção para pessoas com transtornos mentais. Cada caso terá de ser avaliado por dois médicos.

Na visão de Mario Barros Filho, a aprovação inicial da morte medicamente assistida em Portugal reacende uma discussão importante sobre o conceito da autonomia da pessoa humana. “A eutanásia vem na ordem de possibilitar ao indivíduo dispor de sua vida biológica e biográfica, como uma liberdade de escolha. É muito importante entendemos que o direito à vida não pode ser interpretado como um dever à vida. Mas isso nos leva a refletir se não deveríamos também buscar uma discussão, colocando em pauta a implementação de direitos para proteção do que seria esse conceito individual de pessoa humana. O ideal seria aproveitar este momento e reforçar temas como cuidados paliativos e acesso à saúde, garantido que pessoas não vivenciem situações de ‘punição à vida’. Ou seja, existe um paradoxo. Importante deixar claro que esta posição não se coloca como contrária à eutanásia, como direito fundamental da pessoa humana, mas seria importante incluir outros temas relevantes nesta esteira de renovação das liberdades e da singularidade de cada pessoa. Entendo que momentos como esse comprovam que todos os dias reescrevemos o que entendemos por dignidade, e isso é fundamental e necessário como um ato de humanidade”, afirma.

O especialista também ressalta que no Brasil não existe nenhuma lei que autoriza a eutanásia. Assim, o profissional de saúde que interrompe de forma ativa a vida de um paciente — dando uma injeção letal, por exemplo — é julgado com base no artigo 121 do Código Penal, acusado de homicídio doloso, cuja pena vai de seis a 20 anos de prisão.


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Câmara aprova compra de vacinas pelo setor privado com doação na mesma quantidade ao SUS

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quarta-feira (7) a votação da proposta que permite à iniciativa privada comprar vacinas contra a Covid-19 para a imunização gratuita de seus empregados, desde que seja doada a mesma quantidade ao Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta será enviada ao Senado.

O texto aprovado é um substitutivo da relatora, deputada Celina Leão (PP-DF), ao Projeto de Lei 948/21, do deputado Hildo Rocha (MDB-MA). Segundo o texto, as regras se aplicam às pessoas jurídicas de direito privado, individualmente ou em consórcio.

Poderão ser vacinados ainda outros trabalhadores que prestem serviços a elas, inclusive estagiários, autônomos e empregados de empresas de trabalho temporário ou de terceirizadas.

Quanto às pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos (associações ou sindicatos, por exemplo), a permissão vale para seus associados ou cooperados.

Autorização
Além de poder comprar vacinas contra a Covid-19 que tenham registro sanitário definitivo concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), as empresas e associações poderão adquirir aquelas com autorização temporária para uso emergencial ou autorização excepcional e temporária para importação e distribuição.

Podem ser compradas também vacinas sem registro ou autorização da Anvisa, contanto que tenham esse aval de qualquer autoridade sanitária estrangeira reconhecida e certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Será permitido ainda contratar estabelecimentos de saúde que tenham autorização para importar vacinas.

Entretanto, o SUS não pode usar vacinas que não tenham sido aprovadas pela Anvisa. A agência já aprovou cinco vacinas, sendo duas para uso emergencial (Janssen e Coronavac) e as demais já com registro definitivo (AstraZeneca e Pfizer). A AstraZeneca é contada duas vezes, pois considera as doses importadas da Índia e aquelas produzidas no País.

Entre as vacinas previstas no cronograma do Ministério da Saúde, duas ainda não têm autorização para uso no Brasil: Covaxin (Índia) e Sputnik V (Rússia).

Prioridades
Outra novidade no texto de Celina Leão é que a vacinação dos empregados deve seguir os critérios de prioridade estabelecidos no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Para a relatora, “o interesse do setor privado é que a economia não pare, mas para este Parlamento o importante é a quantidade de vidas que serão salvas dessa forma”.

Segundo o autor do projeto, a proposta não pretende legalizar o “fura-fila”. “A cada pessoa vacinada, são tirados dois da fila do SUS, por isso estaremos fazendo justiça de fato”, afirmou Hildo Rocha.

Multa
A empresa ou entidade que descumprir as regras estará sujeita a multa equivalente a dez vezes o valor gasto na aquisição das vacinas, sem prejuízo das sanções administrativas e penais.

Já a aplicação da vacina deverá ocorrer em qualquer estabelecimento ou serviço de saúde que possua sala para aplicação de injetáveis autorizada pelo serviço local de vigilância sanitária.

Lei atual
Uma lei atualmente em vigor já autoriza a compra de vacinas conta a Covid-19 por empresas, mas as doses adquiridas devem ser integralmente doadas ao SUS enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Camara dos Deputados

Vacinas



Clínicas de vacinas devem entrar na Justiça para vender imunizantes da covid-19

As clínicas particulares de vacinas devem entrar na Justiça para vender vacinas contra a covid-19 na rede privada. O presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVAC), Geraldo Barbosa, disse que a entidade negocia, desde novembro passado, a compra de um lote de 5 milhões de doses da vacina Covaxin, da indiana Bharat Biotech, mas vê fragilidade no projeto de lei sancionado na quarta-feira (10) pelo presidente Jair Bolsonaro, que dá aval para a iniciativa privada importar os imunizantes.

Barbosa disse que as redes de clínicas privadas de vacinas não deveriam ser incluídas “no mesmo cesto” de empresas que foram autorizadas a importar o imunizante.

Pelo projeto sancionado por Bolsonaro (sem partido) ontem, as empresas privadas podem comprar imunizantes contra a covid-19, mas deverão doar metade ao Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto estiver em curso a vacinação de grupos prioritários, como idosos e profissionais de saúde.

Segundo Barbosa, as redes associadas à ABCVAC — cerca de 600 clínicas — são prestadoras de serviço que têm como atividade-fim a aplicação de vacinas. Por conta disso, no seu entendimento, não deveriam ter de doar os lotes ao SUS.

“Essa lei foi mais direcionada às grandes empresas, que poderiam ajudar o governo brasileiro e doariam as doses. As clínicas particulares não têm condições de fazer isso”, diz.

O presidente da entidade afirmou que a nova lei dá brecha para ser questionada na Justiça. “O brasileiro tem direito à saúde suplementar. Entendemos que o governo tem de imunizar a população, mas podemos atuar de forma complementar.”

Em novembro passado, as clínicas da ABCVAC começaram a negociar a compra de vacinas da farmacêutica Bharat Biotech. Barbosa disse que as redes desembolsaram o equivalente a 10% do valor das doses para garantir que a operação fosse fechada. Essas vacinas têm previsão de chegar ao país a partir de abril. O presidente da entidade não dá detalhes sobre o valor de desembolso. Segundo ele, cada dose estava sendo negociada a US$ 44 (custo local), sem incluir gastos de distribuição. “Nem todas as redes associadas vão fazer a importação. Esse preço ainda está sendo discutido.”

Não há negociação em curso com outras empresas fornecedoras de vacinas, de acordo com ele. “Não há disponibilidade. Não estamos concorrendo com governo. A Bharat nos garantiu esse lote porque já era destinado à iniciativa privada”, afirmou o presidente da ABCVAC.

Barbosa disse que a entidade está conversando com parlamentares para mudar o entendimento da lei aprovada, mas, em paralelo, avalia entrar com medidas jurídicas para garantir a importação das doses da vacina da Bharat. “Acredito que o governo será alvo na Justiça de uma enxurrada de processos movidos por pessoas físicas querendo importar vacinas.”

Fonte: Valor

Vacinas



Aprovada no Brasil, vacinação privada ocorre na Índia e está em discussão em outros países asiáticos

Por aqui, lei exige que as companhias doem todas as doses ao governo enquanto durar imunização prioritária, mas é alvo de pressão para mudança

Aprovada no Brasil via projeto sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e alvo de discussão, a vacinação contra a Covid-19 na rede privada é rara no mundo. Segundo a Folha apurou, na Índia é possível comprar uma dose de vacina contra a Covid-19 em hospitais particulares, e outros países asiáticos levantam a possibilidade da imunização custeada por empresas.

O preço para tomar uma vacina em um hospital particular na Índia foi fixado em 250 rupias indianas (cerca de R$ 20). Reportagens do jornal The Times of India, porém, apontam que a maior parte da imunização vem sendo feita nos centros gratuitos do governo indiano.

Apesar disso, a vacinação continua em ritmo lento em meio ao crescimento recorde de casos na Índia. O país também enfrenta a desconfiança por parte da população em relação às vacinas contra a Covid.

A Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech, e a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford são os imunizantes disponíveis na Índia. Recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) negou um pedido de autorização excepcional de importação e distribuição da vacina Covaxin no Brasil. A vacina de Oxford já é usada também em solo brasileiro.

Índia começa a vacinação contra a Covid-19
Segundo o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, a Índia registrou 103.558 novos casos no domingo (4). Hospitais de Maharashtra, a região do país mais afetada pela pandemia, estão ficando sobrecarregados com o fluxo de pacientes.

Medidas para conter a disseminação do coronavírus, como uso de máscara e o distanciamento social, tornaram-se pouco frequentes no país, ao mesmo tempo em que o governo reduziu as restrições. Aglomerações provocadas por agentes políticos também não são raras.

Epidemiologistas sugerem, porém, que as variantes de preocupação, como a P.1 (observada inicialmente no Brasil), a B.1.1.7 (documentada de início no Reino Unido) e a B.1.351 (encontrada na África do Sul), podem ter papel no aumento de casos.

Países do sudeste asiático também falam em medidas para permitir a vacinação privada como forma de acelerar a aplicação das doses.

A Indonésia é um deles. Segundo o plano de vacinação, empresas podem comprar vacinas do governo para imunizar os seus funcionários e familiares, em uma esquema de divisão de responsabilidades. Segundo reportagem da Al Jazeera, no início de março milhares de empresas já estavam inscritas para fazer parte do programa.

As Filipinas, governada por Rodrigo Duterte, também pretendem permitir que a iniciativa privada, com intermediação governamental, compre doses das vacinas contra a Covid. A ordem partiu no fim de março do próprio Duterte, segundo a rede de notícias CNN no país.

A Câmara de Comércio e Indústria das Filipinas havia pedido ao governo, em 17 de março, pela liberação da importação privada de vacinas. “Instamos o governo a permitir que o setor privado importe vacinas sem restrições ou condições para que possamos agir com rapidez e eficiência na vacinação de mais pessoas”, afirmou, em carta, Benedicto V. Yujuico, presidente da câmara.

Um dos responsáveis pela vacinação no país, porém, afirmou que a AstraZeneca, cuja vacina é aprovada por lá, exigiu a doação para o governo de pelo menos 50% das doses adquiridas para as empresas.

No Brasil, a lei exige que as companhias doem todas as doses ao governo enquanto durar imunização prioritária. Apenas após a conclusão da vacinação desses grupos a iniciativa privada poderá adquirir as vacinas para uso próprio, em seus funcionários, mas metade da quantidade comprada deve obrigatoriamente ser doada ao SUS.

Governo federal e o Congresso, porém, já discutem a possibilidade de flexibilizar ainda mais as regras de compra e uso de vacinas pela iniciativa privada, permitindo que isso seja feito de maneira imediata.

A Tailândia é outro país que pretende implementar a vacinação empresarial. Segundo reportagem da Reuters, um grupo empresarial recentemente já estava em busca de 100 mil doses da vacina da Sinovac contra a Covid.

A aplicação das vacinas contra a Covid-19 na rede privada são alvos de discussão: por um lado, especialistas em saúde pública veem na ação a retirada de doses que poderiam ir gratuitamente para a população prioritária; por outro, com a obrigação de doação das doses para o SUS, as compras poderiam ajudar a acelerar o ritmo lento atual.

No Reino Unido e em outras nações europeias não há previsão de uso privado de vacinas antes do fim da imunização gratuita da população. As principais farmacêuticas que desenvolveram as vacinas contra a Covid-19 também têm afirmado que as negociações ocorrem somente com os países, não com o setor privado.

Mercado farmacêutico



O que você precisa saber sobre a gripe

O que você precisa saber sobre a gripe


Todo ano você ou um conhecido seu fica gripado, e ainda assim muitas dúvidas sobre essa doença andam por aí sem respostas. É justamente na falta de informação que mora o perigo.

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 10% da população é infectada pelo vírus influenza todo ano, e que 1,2 bilhão de pessoas, principalmente crianças e idosos, têm risco elevado de desenvolver complicações mais sérias.

Hoje em dia sabemos que a gripe é causada por mais de um vírus. A Influenza é classificada como A e B, sendo que cada uma possui subtipos. Entre os que circulam atualmente, os mais comuns são o H1N1 e o H3N2, ambos do tipo A, além de outras duas linhagens da Influenza B. A boa notícia é que já temos vacinas!

Até 2014, estavam disponíveis apenas as vacinas trivalentes, garantindo a proteção contra o H1N1, H3N2 e uma cepa de uma das linhagens da Influenza B. Atualmente, as vacinas quadrivalentes contemplam, além dessas três, a outra linhagem da Influenza B, sendo assim uma arma a mais na luta contra a doença.

Como ocorre a transmissão?

Quem não se protege, fica exposto! O vírus é lançado no ar e em qualquer superfície por meio das tosses e espirros de pessoas contaminadas. A partir daí, respirar ou tocar nessas superfícies e levar a mão aos olhos, nariz ou boca é suficiente para que ele entre no organismo.

Vale lembrar que, normalmente, o período em que alguém gripado pode transmitir o vírus vai de um dia antes do início dos sintomas a sete dias depois. Ou seja, todo cuidado é pouco!

Quais os sintomas?

  • Calafrio
  • Febre
  • Dor no corpo
  • Dor de cabeça e nos olhos
  • Sensação de ardor no peito
  • Coriza
  • Tosse
  • Congestão nasal
  • Náusea e vômitos (especialmente em crianças)
  • Fadiga

Como posso prevenir?

Alguns hábitos simples no dia a dia podem te afastar da gripe! Nas ruas você está mais exposto ao vírus, por isso é indispensável lavar as mãos ao chegar em casa, no trabalho ou na escola. E pouco importa onde você esteja: evite levar as mãos aos olhos, nariz e boca a todo momento!

Essas medidas são importantes, mas ainda não garantem a sua proteção. A melhor prevenção ainda é a vacina, recomendada a todos a partir dos 6 meses de vida e com doses anuais.

É importante ressaltar que a vacina não causa gripe, já que é composta apenas de vírus inativado (morto). Os possíveis efeitos colaterais são raros e leves: desconforto, vermelhidão ou dor no local da aplicação.

Gripei, e agora?

  • Repouso! Fique em casa, descanse e dê um tempo pro seu corpo se recuperar;
  • Beba muita água.
  • Dê preferência a comidas leves e de fácil digestão.
  • Nada de se automedicar!
  • Se o problema persistir ou piorar, procure um médico imediatamente!

Lembre-se sempre de evitar ao máximo o contato com outras pessoas para não propagar o vírus.

Ficou alguma dúvida? Conte com a gente!

Fonte: https://imunovidavacinas.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-gripe-2/


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Mercado farmacêutico



Justiça derruba autorizações para importação privada de vacinas

O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador Ítalo Fioravante Sabo Mendes, decidiu hoje (7) suspender as decisões que autorizaram entidades particulares a importar vacinas contra a covid-19. O magistrado aceitou recurso protocolado pela União e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Este post fala sobre a liminar e trabalho de advogado para liberar importacao de vacina covid19 coronavirus

As decisões foram proferidas pelo juiz Rolando Valcir Spanholo, da 21ª Vara Federal de Brasília, a partir de pedidos de sindicatos e outras entidades. Para o juiz, as entidades da sociedade civil podem fazer a compra direta de imunizantes, sem a obrigatoriedade de doação para o Sistema Único de Saúde (SUS), conforme determina a legislação. 

Ao decidir a questão, o desembargador Ítalo Fioravante entendeu que o Judiciário não pode interferir na política pública realizada pelo Poder Executivo. 

“Não se apresenta, assim, com a licença de posicionamento diverso, como juridicamente admissível ao Poder Judiciário que, como regra geral, ao exercitar o controle jurisdicional das políticas públicas, possa interferir, decisivamente, na sua formulação, execução e/ou gestão, quando inexistentes seguros elementos de convicção aptos a configurar a ilegalidade ou inconstitucionalidade na atuação do Poder Executivo”, argumentou. 

De acordo com o Artigo 2º da Lei 14.125/21, pessoas jurídicas de direito privado podem comprar vacinas que tenham obtido liberação emergencial pela Anvisa, mas são obrigadas a doar os imunizantes para o SUS.

Vacinas



Fabricantes de vacinas contra covid aprovadas no Brasil não vão negociar com setor privado

Projeto de lei aprovado na Câmara prevê liberação da compra do imunizante contra o novo coronavírus, mas ainda precisa passar pelo Senado e a sanção presidencial.

Nenhuma das fabricantes de vacinas contra a covid-19 aprovadas no Brasil planeja negociar a venda do produto para o setor privado. Em notas enviadas ao Estadão nesta quarta-feira, 7, as farmacêuticas PfizerJanssen, AstraZeneca, Fiocruz e o Instituto Butantan destacaram que têm contratos com o governo federal e priorizam o fornecimento de imunizantes contra o novo coronavírus para o setor público.

Na terça-feira, 6, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que permite a compra dos imunizantes pela iniciativa privada. A proposta – que prevê a aquisição até de vacinas que não tenham aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção presidencial.Leia Também[Image: Vacinação privada contra covid-19 vai aumentar desigualdades, diz diretor da Opas]Vacinação privada contra covid-19 vai aumentar desigualdades, diz diretor da Opas

A nota da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, informa que a empresa tem acordo de compra antecipada com o Ministério da Saúde. “Neste momento, o fornecimento será exclusivo para o governo federal, por meio do Programa Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19”, aponta. Ela destacou, ainda, que não autoriza nenhuma pessoa física ou empresa a negociar em nome da Janssen com qualquer ente público ou privado. 

A Pfizer e a sua parceira BioNTech, também por meio de nota, afirmaram entender que o imunizante contra a covid-19 deve ser fornecido à população em geral e, por isso, está comprometida a “trabalhar em colaboração com os governos em todo o mundo para que a vacina seja uma opção na luta contra a pandemia, como parte dos programas nacionais de imunização”. Com base no acordo firmado e na disponibilidade de doses alocadas para o Brasil, completou, “neste momento não temos como dar andamento a uma negociação de fornecimento para empresas privadas”. 

A farmacêutica britânica AstraZeneca afirma, em nota, que tem trabalhado “incansavelmente” para cumprir o “compromisso de acesso amplo e equitativo no fornecimento da vacina para o maior número possível de países”. Diante disso, continua o texto, “todas as doses da vacina estão disponíveis por meio de acordos firmados com governos e organizações multilaterais ao redor do mundo, incluindo da Covax Facility (consórcio de compra de imunizantes liderado pela Organização Mundial da Saúde), não sendo possível disponibilizar vacinas para o mercado privado ou para governos municipais e estaduais no Brasil”.

A Fiocruz, responsável por produzir a vacina Oxford/AstraZeneca no Brasil, ainda diz que toda a produção própria é destinada exclusivamente ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde.

O Butantan, por sua vez, também destacou que “trabalha para atender à demanda da rede pública de saúde”. O órgão paulista prevê entregar 100 milhões de doses da Coronavac até o fim de agosto. Na campanha de vacinação brasileira, a maioria das doses aplicadas foram do imunizante, feito em parceria entre o Butantan e a chinesa Sinovac. 

Nesta quarta-feira, o diretor adjunto da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Jarbas Barbosa, declarou que a vacinação contra a covid-19 deve ser uma política pública, liderada pelos ministérios da Saúde locais. Ele também afirmou, em coletiva de imprensa, que uma possível permissão de venda do imunizante ao setor privado neste momento, em que há escassez do produto no mercado, ampliaria as desigualdades.

O Estadão procurou representantes de duas vacinas ainda não liberadas no País. A União Química, responsável pela produção da russa Sputnik V no Brasil, disse que o “atendimento ao setor privado depende da legislação, que está em discussão no  Congresso neste momento, e da regulamentação da Anvisa e das autoridades sanitárias”. “Nós temos compromisso de atender às demandas do setor público e estamos concentrados nisso”. Já a Precisa Medicamentos, que representa o imunizante Covaxin, da indiana Barath Biontech, não se pronunciou até o fechamento deste texto./COLABOROU JOÃO KER

Fonte: Estadão

Vacinas



Pazuello garante compra de vacina da Janssen

(Texto atualizado em 14/04/2021 às 09:52 am)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, nesta quinta-feira (7), que o governo federal vai comprar doses da vacina contra a Covid-19 que estão sendo produzidas pela norte-americana Janssen, divisão farmacêutica  da Johnson & Johnson.

Em pronunciamento no Palácio do Planalto, Pazuello fez elogios ao imunizante que está sendo desenvolvido pela Janssen, destacando que seus técnicos afirmam se tratar da “melhor negociação”. Contudo, ele disse que “infelizmente” só foram oferecidas 3 milhões de doses ao Brasil a partir do abril ou maio. “Para não deixar dúvida, nós comparemos a vacina da Janssen”, ressaltou.

O ministro disse também que o governo federal está em negociação com o laboratório Moderna, mas citou que a dose do imunizante é de US$ 37 –seriam necessárias duas por pessoa — e que a previsão inicial de entrega a partir de outubro de 2021. Em comparação, o custo da vacina da AstraZeneca negociada pelo governo federal, que será produzida pela Fiocruz, é de US$ 3.

Assim como fez em pronunciamento na véspera em cadeia nacional de rádio e TV, Pazuello novamente se queixou das exigências da Pfizer para a venda ao Brasil. Ele citou quatro condicionantes apresentadas, entre elas a isenção de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais pela vacina, e ainda mencionou a baixa quantidade de doses que poderiam ser ofertadas.

“Isso tudo obviamente faz com que a gente não consiga contratar a Pfizer”, avaliou. “Queremos que a Pfizer nos dê o tratamento compatível com o nosso país, amenize essas cláusulas. Não podemos assinar dessa forma”, reforçou. Em nota, a Pfizer afirmou que as cláusulas que estão sendo negociadas “estão em linha com os acordos que fechamos em outros países do mundo – inclusive na América Latina.

O ministro disse ainda que está em negociações com a União Química a fim de que a vacina russa Sputnik V possa vir a ser fabricada no Brasil e comprada pelo governo. Ele não deu detalhes sobre as quantidades que estão sendo discutidas.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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Nova líder da ePharma na área de operações

Nova líder da ePharma na área de operações

A farmacêutica Bruna De Vivo acaba de assumir o cargo de diretora associada de operações PBM e Redes da ePharmahealth tech pioneira no gerenciamento de programas de benefícios de medicamentos. Trata-se da primeira mulher a assumir uma diretoria executiva de uma área estratégica da empresa.

“Nosso principal desafio será focar no engajamento dos beneficiários finais, dentro de uma realidade cada vez mais digital e num contexto ainda de pandemia, a fim de manter um crescimento efetivo”, ressalta a executiva.

Em maio, Bruna completa 20 anos de atuação na ePharma, na qual foi inicialmente contratada para montar uma central de atendimento técnico farmacêutico. Depois de seis meses foi promovida a gerente técnico científico, período em que aprimorou o banco de dados de medicamentos da health tech e desenvolveu os relatórios técnicos farmacêuticos.

A executiva também permaneceu mais de dez anos trabalhando junto à indústria farmacêutica nas áreas comercial e de suporte de operações dos programas de desconto, que depois viria a se tornar um dos produtos mais rentáveis da companhia. Outro desafio foi comandar a área de relacionamento de operações da rede credenciada, onde atuou. Em 2018 também assumiu a operação dos programas de PBM corporativo e da indústria farmacêutica.

Bruna foi membro da Comissão de Saúde do Conselho de Farmácia de São Paulo entre 2009 e 2010, formou-se na Faculdade de Farmácia da Unisantos e cursou MBA na Fundação Dom Cabral, além de especialização em saúde pela PUC-SP.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico


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Brasil registra 1.075 mortes pela covid-19, maior balanço diário desde setembro

Os registros de mortes por covid-19 nas últimas 24 horas chegaram a 1.075, o maior para um só dia desde 15 de setembro, de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. Já a média móvel de mortes, que contabiliza as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 633.

No total, o Brasil registrou 192,716 mortes por covid-19 e 7.564.117 pessoas contaminadas, segundo o balanço mais recente do consórcio formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde. Os dados foram divulgados às 20h.

De acordo com o Ministério da Saúde, 6.647.358 pessoas se recuperaram da doença.

Consórcio dos veículos de imprensa

O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Fonte: IstoÉ


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No Dia Mundial do Diabetes, pacientes denunciam dificuldades no tratamento em PE

O diabetes é uma doença em que o corpo não produz, ou não utiliza de forma adequada, o hormônio da insulina / Foto: Alexandre Gondim/ JC Imagem

Pacientes denunciam falta de insulinas e materiais para o tratamento. Remédios deveriam seriam disponibilizados na Farmácia de Pernambuco

O diabetes é uma doença em que o corpo não produz, ou não utiliza de forma adequada, o hormônio da insulina

Nesta quarta-feira (14) é lembrado o Dia Mundial do Diabetes, doença que afeta 425 milhões de pessoas no mundo. No ranking global, o Brasil fica em quarto lugar, com 13 milhões de pessoas diagnosticadas com essa doença crônica e silenciosa. Enquanto deveriam estar recebendo assistência equivalente à gravidade da enfermidade, pacientes reclamam da falta de insulinas e materiais que deveriam ser disponibilizados pelo Estado de Pernambuco para que o tratamento fosse feito corretamente. Em muitos dos casos, diabéticos precisam arcar com produtos e serviços particulares para evitar agravações no quadro.

“A pior parte de ter diabetes são os trâmites para conseguir a medicação. Precisamos passar por uma avaliação a cada três meses para conseguir a renovação de receita. Mas, como dependo da rede pública, nem sempre tem vaga para as consultas. Por vezes, só consigo marcar consulta para daqui a quatro meses. Sem médico, não consigo o documento e tenho que comprar a insulina com meu dinheiro. As vezes é mais de R$ 400”, conta o taxista Erivaldo Luiz Bezerra, 43 anos. Diabético desde os 9 anos, ele precisa fazer uso contínuo das insulinas Lantus, NovoRapid ou Humalog. Há mais de seis meses ele compra o medicamento em farmácias particulares.

A mãe de Erivaldo também é diabética. Em uma das vezes que o tratamento do taxista foi interrompido por falta de insulina na Farmácia de Pernambuco, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, foi preciso que o controle fosse feito com o mesmo medicamento utilizado por sua mãe. “O efeito não era o mesmo, mas infelizmente precisamos nos submeter a isso”, lembra. Segundo ele, a disponibilização está irregular há cerca de 5 anos.

O diabetes é uma doença em que o corpo não produz, ou não utiliza de forma adequada, o hormônio da insulina. “Se caracteriza por uma glicemia alta no sangue, que se deve a uma dificuldade em metabolizar a glicose pela insulina, único hormônio do corpo que é hipoglicemiante, ou seja, é capaz de baixar a glicose”, explica a endocrinologista do Real Hospital Português, Maria Amazonas. Muitas vezes assintomático, está ligado a fatores que influenciam na predisposição. Além das complicações da própria síndrome, tem relação com outras doenças graves e recorrentes em todo o mundo.

Sedentarismo, sobrepeso, falta de alimentação saudável e casos de diabetes em parentes próximos são pontos que podem acarretar a doença. Segundo a endocrinologista Geísa Macedo, presidente da Regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Diabetes e do Instituto Brasileiro de Diabetes (Ibradi), é preciso que a doença seja menos negligenciada. “Vivemos uma epidemia sem controle. No Nordeste a taxa é maior que em outras áreas e está aumentando. A cada minuto, três pernas e pés são amputados”, diz. De acordo com a médica, leis estaduais e federais obrigam que o tratamento seja garantido no sistema público de saúde. “É preciso individualizar os tratamentos, criar centros e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) específicas. Os pacientes precisam ter mais acesso ao sistema de saúde. O Governo teoricamente dá os medicamentos. Mas, se falta, como os pacientes ficam? Isso não poderia acontecer”, acrescenta a médica.

Falta de materiais

A estudante de psicologia Marília Barros, 19, descobriu o diabetes tipo 1 ainda criança. Durante anos de controle de glicose, o tratamento mudou algumas vezes, mas a dificuldade para conseguir as insulinas e os materiais para o controle continuaram. “A insulina é mais fácil, falta menos. As tiras para fazer o teste de glicemia faz mais de um ano que não recebo. Outras coisas, como a agulha e a lanceta, por exemplo, nunca cheguei a receber. Todo o material tem que ser comprado”, comenta. Nos meses em que falta insulina, os pais da jovem chegam a gastar cerca de R$ 550, sem acrescentar o restante do material, que pode chegar a R$ 400.

Até os 13 anos, a estudante morava em São José da Coroa Grande, no Litoral Sul do Estado. Para conseguir os medicamentos, os pais viajavam ao Recife. No entanto, nem sempre havia insulina para que o tratamento continuasse. Para a renovação da receita, Marília consegue avaliação de médicos do seu plano de saúde, mas, ainda assim, sofre com a burocracia. “Mesmo sabendo que é um medicamento que eu vou usar pelo resto da vida, eles pedem renovação da receita. Caso eu não leve na data determinada, eles não entregam mais naquele mês e corre risco de no mês seguinte não ter. A gente liga para a Farmácia de Pernambuco e dizem que não tem previsão”, relata.

Por sofrer com crises de hipoglicemia noturna, foi indicado que a estudante utilizasse uma bomba de insulina de infusão contínua, que funciona como um pâncreas artificial. O aparelho custa aproximadamente R$ 15 mil. Para a família dela, a opção foi recorrer ao plano de saúde particular. “Foi difícil, mas é a opção mais viável, porque pelo Governo o tempo de espera seria muito maior”.

Complicações

A falta da insulina pode acarretar diversas complicações aos pacientes, seja a curto ou longo prazo. “O diabético começa a urinar muito, e isso pode levar à desidratação. O corpo fica mais vulnerável a infecções de qualquer tipo e, para que isso evolua, é rápido. Muitas pacientes procuram as emergências com mal estar, mas esses sintomas são negligenciados e o quadro pode evoluir. Lesões simples nos pés também são preocupantes, pois o risco de infecção é maior e isso leva a amputação. Somando problemas como hipertensão, que acomete 50% dos diabéticos. O infarto, por exemplo, é a maior causa de morte entre pacientes com diabetes, junto com o acidente vascular cerebral (AVC). Também é a maior causa de insuficiência renal e cegueira em adultos”, explica a endocrinologista Geísa Macedo. Segundo ela, esta é a quarta doença que mais mata no País.

A dificuldade nos medicamentos não é a única queixa das famílias com diabéticos. A artesã Celi Regina Pereira, 50, tem uma filha que sofre com diabetes há quatro anos. Thalita Dias tem 29 anos e é deficiente auditiva. No caso dela, o medidor de glicose oferecido pelo Estado também é ineficaz. “Nós usávamos um glicosímetro que funcionava bem. Por achar caro, o Governo trocou de marca, mas essa segunda não funciona. Eles disponibilizam fitas para esse novo medidor, por isso precisamos comprar para que Thalita use o aparelho antigo, que é mais preciso”. Segundo a artesã, em uma das falhas do novo equipamento, a jovem sofreu convulsões e teve que ser hospitalizada. “A glicose dava alta e nós aplicávamos insulina. Os valores não baixavam e depois de várias doses, ela passou mal com hipoglicemia, mas o aparelho continuava dando valores que não coincidiam com o nível glicêmico dela. Quando reclamamos, o Governo disse, em outras palavras, que nós é que não sabíamos usar”, denuncia.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informa que disponibiliza as insulinas Levemir, Lantus, Apidra, Humalog, Novorapid, NPH e Regular – as duas últimas distribuídas pelo Ministério da Saúde -, distribuídos para 17 mil pacientes cadastrados, que também recebem as tiras medidoras de glicose, lancetas, agulhas e glicosímetros. Pacientes informaram a falta da insulina Lantus atualmente. Quando questionada, a SES diz que recebeu no início desta semana aproximadamente 30 mil canetas preenchidas com esse tipo de medicamento, o que seria suficiente para os próximos meses. Assim como a Humalog, que também está disponível no estoque. Já as insulinas Detemir e Asparte, a Secretaria “informa que a entrega está atrasada pelos fornecedores, que já foram notificados pelo órgão. Outro processo de compra foi iniciado a fim de agilizar a aquisição”. A pasta também informa que um processo de compra está em andamento para a aquisição da insulina tipo glusilina, mas nenhuma empresa apresentou proposta.

AÇÕES DO DIA DO DIABETES

Na Unidade Pública de Atendimento Especializado (UPAE)Deputado Antônio Luiz Filho, no Arruda, Zona Norte do Recife, será realizada uma programação para o Dia Mundial do Diabetes. A partir das 8h15, pacientes e funcionários poderão participar da realização de exames de detecção, palestras e momentos para orientação e retirada de dúvidas.

No shopping RioMar, a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Ibradi e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia também estarão realizando uma ação de conscientização. O evento acontece das 13h às 18h, e o público poderá realizar exames de medição de glicemia, medição de cintura para detectar obesidade pélvica – que está relacionada ao diabetes -, além de aferição de pressão arterial. Oftalmologistas também estarão no local realizando exames do fundo do olho, para detectar glaucoma em pacientes já diagnosticados com diabetes.


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Mercado farmacêutico



Governo lança nova campanha de vacinação contra sarampo

(Texto atualizado em 30/03/2021 às 04:05 pm)

O Ministério da Saúde lançou, nesta segunda-feira (10), uma nova campanha para imunizar crianças e jovens entre cinco e 19 anos contra o sarampo.

Só nesta primeira fase, o Ministério da Saúde vai enviar aos estados quase quatro milhões de doses da vacina. A meta é imunizar três milhões de crianças e jovens que não tomaram as duas doses necessárias para se proteger.

“O que eu vejo é as pessoas não conhecerem, ou acharem que essas doenças não existem, que são coisas do passado e o vírus está aí circulando. A gente tem que alertar que essa negligência, esse esquecimento, essa falta de cumprir uma caderneta de vacinação, o preço pode ser a vida dessa criança”, alertou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

O ministro também reforçou a importância da vacinação contra o sarampo por causa do risco do novo coronavírus.

“A gente sabe que esse vírus, ele pega normalmente pessoas que estão com a imunidade baixa, a pessoa que não está numa situação de imunidade ideal. E a vacina aumenta a imunidade, provoca o sistema imunológico e é um ganho extra a gente saber que a pessoa foi vacinada contra o sarampo, que você já elimina no período inicial aquele quadro clínico que pode eventualmente misturar, confundir com uma virose”, disse.

O ministério também decidiu manter a vacinação de bebês entre seis e 11 meses, a chamada dose zero. Essa dose de emergência foi colocada em 2019 no calendário de vacinação para proteger os bebês mais cedo, antes das duas doses normais, com um ano e um ano e três meses de idade.

O Pietro tem só nove meses e logo vai conviver com várias pessoas de fora da família.

“Ele tem que tomar as vacinas porque ele vai para a creche e tem que estar tudo em dia”, disse a mãe Carine Santos Souza.

Os casos de sarampo no Brasil diminuíram nos últimos meses, mas o vírus continua circulando e ele circula com facilidade. O sarampo é altamente contagioso. Por isso, em 2020, continua a estratégia: além de vacinar os bebês, fazer campanha para quem não tomou a vacina quando deveria.

Em 2019, o brasil teve 18 mil casos confirmados de sarampo. Mais de 16 mil deles no estado de São Paulo, principalmente na capital. Das 15 pessoas que morreram de complicações decorrentes do sarampo no país, 14 viviam em São Paulo.

Por isso, o estado quer vacinar muito mais gente do que o definido pela campanha nacional.

“Aquela criança de seis meses de idade até aquele adulto de 60 anos de idade precisam ir a uma unidade pública, consultar um profissional de saúde e verificar se o seu esquema vacinal, o seu histórico vacinal está adequado”, disse a diretora do Programa Estadual de Imunização de São Paulo, Núbia Araújo.

Fonte: Jornal Nacional


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Anuidade do CRF 2021: o que mudará?

O pagamento da anuidade do CRF SC mudará em 2021. No começo do ano, o Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina anunciou mudanças na forma de pagamento da anuidade.

Assim, a partir deste ano, os profissionais de farmácia do estado poderão optar por uma nova forma de pagamento.

O que mudou na anuidade do CRF em 2021.
Mudanças na anuidade do CRF/SC em 2021.

Segundo o órgão, a mudança foi pensada para agilizar o processo de envio dos boletos. Além disso, a medida facilitará o acesso a esse documento. Portanto, neste artigo, você conhecerá:

  • As mudança no pagamento anuidade do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina;
  • O que fazer optar por esse novo formato de pagamento;
  • Valor cobrado e descontos na anuidade do CRF 2021;
  • Multas.

Anuidade do CRF 2021: mudança no pagamento anuidade do Conselho Regional de Farmácia

Em Janeiro de 2021, o Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina anunciou que emitirá boletos de anuidade por e-mail. Desse modo, a medida surge como uma forma de tornar o processo mais ágil.

Anteriormente, o documento era entregue aos farmacêuticos cadastrados no conselho apenas por correio.

Com a mudança, o órgão espera facilitar o pagamento da taxa. Além da nova modalidade, a anuidade do CFR continuará sendo enviado por correspondência.

Assim, o farmacêutico poderá optar por pagar pela versão digital do boleto ou pela forma tradicional.

Segundo o CRF/SC, a nova modalidade já entrou em vigor. Desse modo, a emissão dos boletos por e-mail aconteceu em 28 de janeiro deste ano, como anunciado nas redes sociais do órgão.

Além do pagamento por boleto recebido por correspondência ou e-mail, ainda há outra forma de obter o documento. É possível gerar o arquivo dentro da própria plataforma do SisconWEB.

Para tanto, basta clicar aqui, fazer o login e solicitar a via para pagamento.

Independentemente da forma escolhida, o valor da contribuição será o mesmo.

Com efeito, é importante lembrar que o farmacêutico só precisa pagar por apenas um dos métodos.

Dessa forma, se você pagou a anuidade 2021 do CRF pelo boleto do e-mail, desconsidere a documentação recebida por correspondência. A seguir, saiba o que você precisa fazer para receber o documento no seu e-mail.

Anuidade CRF por email: o que fazer optar por esse novo formato de pagamento

Para receber a anuidade do CRF por e-mail, o contribuinte precisa ter o cadastro atualizado na plataforma com um e-mail válido.

A nova forma de recebimento do documento de recolhimento da anuidade entrou em vigor este ano.
Agora é possível receber o boleto da anuidade do CRF/SC por e-mail.

Caso você não tenha recebido o documento no seu endereço eletrônico, siga o passo a passo:

  1. Acesse o site do SisconWEB, clicando aqui;
  2. Escolha uma das forma de acesso: “acesso por senha” ou “primeiro acesso”;
  3. Uma vez dentro da plataforma, verifique se o e-mail cadastrado no seu perfil é o endereço que você usa atualmente;
  4. Se não, coloque o seu novo endereço de e-mail e salve a alteração.

Anuidade do conselho regional de farmácia: valor cobrado e descontos na anuidade do CRF 2021

Segundo informações do Portal do CRF/SC, o valor pago na anuidade do CRF/SC 2021 será igual ao pago em 2020. Dessa forma, não haverá reajuste no valor.

Conheça todas as formas de pagamentos e vantagens na anuidade do pagamento do CRF/SC em 2021.
Conheça todos os descontos para pagamentos da anuidade do Conselho Regional de Farmácia de Santa Catarina.

Assim, a anuidade do CRF 2021 terá o valor total de R$ 754,29.

No entanto, ainda é possível optar por opções de pagamento único para obter descontos. Veja a seguir:

  • A cota única paga até 05/02/2021 terá desconto de 15% sobre o valor da anuidade. Assim, o valor pago será de R$ 641,12.
  • A cota única paga de 06/02/2021 até 05/03/2021 terá desconto de 10% sobre o valor da anuidade. Assim, o valor pago será de R$ 678,86.
  • A cota única paga de 06/03/2021 até 31/03/2021 não terá desconto. Assim, permanecerá o valor de R$ 754,29.

Aqueles que optarem pelo pagamento parcelado em seis vezes não receberão descontos. Desse modo, pagarão o valor integral da anuidade dividido em seis partes iguais de R$ 125,71.

Multas

Por fim, é importante lembrar de não deixar o pagamento para os últimos dias de vencimento. Após o vencimento do prazo, incorrerá multa de 20% sobre o valor do documento.

Além dessa quantia, será cobrado juros e correção monetária.Entre em contato com a M2Farma caso necessite de mais informações sobre pagamento de anuidade 2021 do CRF, estamos preparados para auxiliá-lo.


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Receita médica digital: tudo o que você precisa saber

A tecnologia veio para definitivamente transformar o mundo. Nos últimos anos, muitas invenções foram criadas no sentido de mudar a forma como agimos e trabalhamos. A revolução também chegou às farmácias, com a criação da receita médica digital.

A pandemia apenas acelerou as inovações que já estavam em curso. Dessa forma, a necessidade do isolamento social fez com que vários médicos atendessem seus pacientes virtualmente.

Assim, surgiram as receitas médicas eletrônicas: arquivos com prescrição médica muito semelhante às receitas em papel tradicionais.

No entanto, essa inovação surge com muitas dúvidas: como controlar a emissão desse documento?

Entenda tudo o que você precisa saber sobre receita médica digital.
Fim das receitas médicas tradicionais? Saiba tudo sobre as receitas médicas digitais

Como, pois, garantir que ele não seja emitido por pessoas não capacitadas?

Como garantir que um paciente não faça mais de uma compra com a mesma receita médica digital?

Neste artigo, você conhecerá a resposta para todas essas perguntas. Assim dividimos o texto em tópicos para uma melhor leitura.

Confira a seguir:

  • Como a receita médica digital funciona?
  • Como os médicos podem emitir uma receita médica digital?
  • As farmácias podem aceitar a receita médica digital?
  • Quais as vantagens da receita médica digital?

Dessa forma, leia este artigo com atenção e entenda tudo sobre os receituários médicos digitais.

Tudo sobre receita médica digital ou eletrônico

As teleconsultas já são realidade em muitos países pelo mundo. No Brasil, porém, a modalidade só foi legalizada no ano passado (2019), como medida emergencial de combate ao COVID-19.

Dessa forma, de maio até dezembro do ano passado, foram quase 25 mil atendimentos remotos pelo SUS.

Nesse tipo de consulta, o médico conversa com o paciente pelo celular ou computador.

Além disso, pode solicitar exames e prescrever remédios através de uma receita médica digital.

No entanto, o que é esse documento?

Como a receita médica digital funciona?

As receitas médicas eletrônicas são documentos muito parecidos com as receitas em papel tradicionais.

É um documento que contém identificação do médico emissor, remédios e exames solicitados.

A diferença é que o paciente, após a consulta remota, recebe esse arquivo por e-mail ou whatsapp.

Ela tem o mesmo valor da receita convencional. Contudo, para que o médico possa emiti-la, deve atender alguns critérios. Entende quais são:

Como os médicos podem emitir um receituário médico digital?

Para que médicos, dentistas e profissionais da saúde emitam receita digital válida, precisam estar cadastrados em um sistema de controle.

Esse sistema gerará um código de registro único para cada receita. Com efeito, esse código é o que garantirá que a receita é válida.

Assim, os profissionais da saúde podem usar os modelos disponibilizados pelos CRMs ou pelos CFM.

Os tele atendimentos médicos revolucionaram a forma de fazer receitas. Entenda como as receitas médicas eletrônicas funcionam
Modelo de Receita médica digital

Além disso, os médicos podem contar ainda com plataformas gratuitas, como a Memed. Da mesma forma, outros profissionais da saúde podem usar o sistema Receita Digital.

Contudo, as receitas médicas eletrônicas podem ser aceitas por farmacêuticos? Confira a seguir:

As farmácias podem aceitar?

Sim, as farmácias podem aceitar qualquer receita médica digital.

No entanto, eles devem certificar-se se o documento é válido antes de disponibilizar os medicamentos ao  cliente.

O processo de validação é feito de forma online, por celular ou computador.

Basta que o farmacêutico acesse o sistema que gerou a receita eletrônica.

Inserido o código, esse profissional saberá se o documento é registrado ou se já foi utilizado em uma compra antes.

Caso esteja tudo ok, o atendente pode disponibilizar os remédios sem problema algum.

Após a venda, porém, o farmacêutico deve registrar no sistema a receita como invalidada.

Dessa forma, a receita eletrônica perde seu valor e não serve para uma segunda compra. O processo de invalidação é simples e totalmente seguro.

Por fim, as receitas tradicionais irão deixar de existir? Conheça as vantagens das receitas médicas eletrônicas.

Quais as vantagens?

As receitas médicas digitais estão se consolidando no mercado. Isso se dá por algumas vantagens que a modalidade apresenta. A principal delas é a praticidade.

Um paciente pode simplesmente enviar o documento para uma farmácia e receber seus medicamentos sem precisar ir até o local.

Além disso, são muito mais seguras. É praticamente impossível criar uma receita virtual falsa ou clonada.

Elas também são vantajosas para os médicos, pois garante um melhor controle. Toda receita emitida fica registrada com horário de emissão.

Assim, o médico pode ler as receitas que emitiu em um histórico e acessá-las em qualquer lugar.

No entanto, atenção: nem todos os medicamentos podem ser receitados por receituários médicos digitais. Acompanhem a listas dos medicamentos permitidos, segundo a Anvisa:

  • antimicrobianos;
  • ansiolíticos;
  • antidepressivos;
  • anticonvulsivantes;
  • antipsicóticos;
  • controladores de hormônios.

Os demais medicamentos só podem ser receitados por receita física.Entre em contato com a M2Farma caso necessite de mais informações sobre receitas médicas digitais, estamos preparados para auxiliá-lo.


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