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Oximetria: o que é e como funciona o oxímetro de pulso?

A oximetria é um teste não invasivo e indolor que mede o nível de saturação de oxigênio ou os níveis de oxigênio no sangue.

Ele pode detectar rapidamente até pequenas mudanças na eficiência com que o oxigênio está sendo transportado para as extremidades mais distantes do coração, incluindo as pernas e os braços.

O oxímetro é um pequeno dispositivo em forma de clipe que se liga a uma parte do corpo, como dedos ou lóbulo da orelha.

É mais comum colocar um dedo e é frequentemente usado em ambientes de cuidados intensivos, como pronto-socorro ou hospitais. Alguns médicos, como pneumologistas, podem usá-lo no consultório.

Neste artigo, vamos conhecer o que é a oximetria. Saiba como funciona o exame e qual a sua importância. Confira!

Oximetria: o que é esse exame?

A oximetria é um teste usado para medir o nível de oxigênio (saturação de oxigênio) do sangue. 

É uma medida fácil e indolor de quão bem o oxigênio está sendo enviado para partes do corpo mais afastadas do coração, como braços e pernas. Um dispositivo tipo clipe chamado sonda é colocado em uma parte do corpo, como um dedo ou lóbulo da orelha.

A sonda usa a luz para medir a quantidade de oxigênio no sangue. Essas informações ajudam o profissional de saúde a decidir se uma pessoa precisa de oxigênio extra.

O que é oxímetro?

Um oxímetro é um dispositivo usado para monitorar a quantidade de oxigênio transportado no corpo.

Essa ferramenta não invasiva se conecta sem dor à ponta do dedo, enviando dois comprimentos de onda de luz através do dedo para medir sua taxa de pulso e quanto oxigênio há no seu sistema vascular. 

Uma vez que o oxímetro termine sua avaliação, sua tela exibirá a porcentagem de oxigênio no sangue proveniente do seu coração, bem como sua taxa de pulso atual.

Como o exame de oximetria é realizado?

A oximetria de pulso pode ser usada em ambientes ambulatoriais e ambulatoriais. Em alguns casos, seu médico pode recomendar que você tenha um oxímetro de pulso para uso doméstico.

O processo de oximetria é o seguinte:

  • Geralmente, um dispositivo tipo clipe será colocado no seu dedo, lóbulo da orelha ou dedo do pé. Você pode sentir uma pequena quantidade de pressão, mas não há dor ou beliscão.
  • Em alguns casos, uma pequena sonda pode ser colocada no dedo ou na testa com um adesivo adesivo.
  • Você pode ser solicitado a remover o verniz das unhas, se estiver sendo fixado a um dedo.
  • Além disso, você manterá a sonda durante o tempo necessário para monitorar seu pulso e saturação de oxigênio.
  • Ao monitorar os recursos de atividade física, isso ocorrerá durante a extensão do exercício e durante o período de recuperação.
  • Durante a cirurgia, a sonda será anexada previamente e removida quando você acordar e não estiver mais sob supervisão. Às vezes, ele será usado apenas para fazer uma única leitura muito rapidamente.
  • Após o término do teste, o clipe ou sonda será removido.

Qual o nível de saturação normal medido pelo oxímetro?

A oximetria geralmente é um teste bastante preciso. Isto é especialmente verdade quando se utiliza equipamento de alta qualidade encontrado na maioria dos consultórios médicos ou hospitais. 

Ele fornece consistentemente resultados com uma diferença de 2%, independentemente do que realmente é.

Se sua leitura foi de 82%, por exemplo, seu verdadeiro nível de saturação de oxigênio pode estar entre 80 e 84%. 

No entanto, a qualidade da forma de onda e a avaliação do indivíduo devem ser consideradas. Fatores como movimento, temperatura ou esmalte de unhas podem afetar a precisão.

Normalmente, mais de 89% do seu sangue deve estar transportando oxigênio. Este é o nível de saturação de oxigênio necessário para manter suas células – e seu corpo – saudáveis.

Embora não se acredite que uma saturação de oxigênio abaixo disso temporariamente cause danos, instâncias repetidas ou consistentes de níveis baixos de saturação de oxigênio podem ser prejudiciais.

Um nível de saturação de oxigênio de 95% é considerado normal para a maioria das pessoas saudáveis. Um nível de 92% indica hipoxemia potencial ou deficiência de oxigênio que atinge os tecidos do corpo.

Quais os riscos e efeitos da baixa saturação?

Níveis baixos de oxigênio no sangue podem resultar em circulação anormal e causar os seguintes sintomas:

  • Falta de ar;
  • Dor de cabeça;
  • Inquietação;
  • Tontura;
  • Respiração rápida;
  • Dor no peito;
  • Confusão;
  • Pressão alta;
  • Falta de coordenação;
  • Distúrbios visuais;
  • Sensação de euforia;
  • Batimento cardíaco acelerado.

Hipoxemia, ou níveis de oxigênio abaixo dos valores normais, podem ser causados por:

  • Oxigênio insuficiente no ar;
  • Incapacidade dos pulmões de inalar e enviar oxigênio a todas as células e tecidos;
  • Incapacidade da corrente sanguínea circular para os pulmões, coletar oxigênio e transportá-lo pelo corpo.

Como funciona o oxímetro de dedo?

Um oxímetro de dedo funciona brilhando luz de LED através do dedo. Os sensores detectam a quantidade de oxigênio no sangue, com base na maneira como a luz passa pelo dedo.

A oximetria é a tecnologia que calcula os resultados para exibir um número na tela do oxímetro que informa a porcentagem de oxigênio no sangue.

Um oxímetro também mede sua taxa de pulso.

Quando é recomendado utilizar o oxímetro de dedo?

Os oxímetros de pulso são úteis para pessoas que têm condições que afetam a saturação de oxigênio.

Por exemplo, um especialista em sono pode recomendar um oxímetro de pulso para monitorar o nível noturno de saturação de oxigênio de alguém com suspeita de apneia do sono ou ronco grave.

A oximetria de pulso também pode fornecer feedback sobre a eficácia das intervenções respiratórias, como oxigenoterapia e ventiladores.

Alguns médicos usam a oximetria de pulso para avaliar a segurança da atividade física em pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios, ou podem recomendar que uma pessoa use um oxímetro de pulso durante o exercício.

Um médico também pode usar a oximetria de pulso como parte de um teste de estresse. Alguns hospitais também usam oxímetros de pulso para pacientes particularmente vulneráveis.

Por exemplo, bebês em unidades de terapia intensiva neonatais podem usar oxímetros de pulso, o que pode alertar a equipe sobre uma queda na saturação de oxigênio.

O que é o oxímetro de pulso?

Todo sistema e órgão do corpo precisa de oxigênio para sobreviver. Sem oxigênio, as células começam a funcionar mal e eventualmente morrem.

A morte celular pode causar sintomas graves e, finalmente, levar à falência de órgãos.

O corpo transporta oxigênio para os órgãos, filtrando-o pelos pulmões. Os pulmões distribuem oxigênio no sangue através das proteínas da hemoglobina, nos glóbulos vermelhos. Essas proteínas fornecem oxigênio para o resto do corpo.

A oximetria de pulso mede a porcentagem de oxigênio nas proteínas da hemoglobina, a famosa saturação de oxigênio. Relembrando: saturação de oxigênio geralmente indica a quantidade de oxigênio que chega aos órgãos.

Como funciona o oxímetro de pulso?

Um oxímetro de pulso funciona passando um feixe de luz vermelha e infravermelha através de um leito capilar pulsante.

O dispositivo pode ser conectado a um dedo, pulso, pé ou qualquer outra área onde o dispositivo possa ler o fluxo sanguíneo.

O equipamento funciona com base no princípio de que o sangue oxigenado tem uma cor mais forte de vermelho que o sangue desoxigenado, que é mais roxo-azulado.

Primeiro, o oxímetro mede a soma da intensidade de ambas as tonalidades de vermelho, representando as frações do sangue com e sem oxigênio. O aparelho detecta o pulso e subtrai a intensidade da cor detectada quando o pulso está ausente.

A intensidade remanescente de cor representa apenas o sangue vermelho oxigenado. Isso é exibido na tela eletrônica como uma porcentagem da saturação de oxigênio no sangue.

Quando é recomendado utilizar o oxímetro de pulso?

A oximetria de pulso pode ser usada para verificar se há oxigênio suficiente no sangue. Esta informação é necessária em muitos tipos de situações.

A saturação de oxigênio no sangue pode ser usado:

  • Durante ou após a cirurgia ou procedimentos que usam sedação;
  • Ver como os remédios para pulmão estão funcionando;
  • Para verificar a capacidade de uma pessoa para lidar com o aumento dos níveis de atividade;
  • Ver se um ventilador é necessário para ajudar a respirar ou para ver se está funcionando bem;
  • Verificar se uma pessoa tem momentos em que a respiração pára durante o sono (apneia do sono).

A oximetria de pulso também é usada para verificar a saúde de uma pessoa com qualquer condição que afete os níveis de oxigênio no sangue, como:

  • Ataque cardíaco;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
  • Anemia;
  • Câncer de pulmão;
  • Asma, e;
  • Pneumonia.

Há uma razão pela qual os oxímetros de pulso são amplamente utilizados em instalações médicas, clínicas médicas e até nas casas dos pacientes.

Geralmente, eles fornecem leituras precisas e no local, o que é um recurso valioso, especialmente em casos de emergência.

Seu médico pode ter outros motivos para aconselhar a medição do nível de saturação do oxigênio no sangue.

Quais as vantagens do uso do oxímetro de pulso?

Os oxímetros de pulso são úteis para pessoas que têm condições especiais de saúde que afetam a saturação de oxigênio.

Por exemplo, um especialista em sono pode recomendar um oxímetro para monitorar o nível noturno de saturação de oxigênio de alguém com suspeita de apneia do sono ou ronco grave.

A oximetria também pode fornecer feedback sobre a eficácia das intervenções respiratórias, como oxigenoterapia e ventiladores.

Alguns médicos usam a oximetria também para avaliar a segurança da atividade física em pessoas com problemas cardiovasculares ou respiratórios, ou podem recomendar que uma pessoa use um oxímetro de pulso durante o exercício físico.

Um médico também pode usar a oximetria como parte de um teste de estresse. Alguns hospitais também usam oxímetros de pulso para pacientes particularmente vulneráveis.

Por exemplo, bebês em unidades de terapia intensiva neonatais podem usar oxímetros de pulso, o que pode alertar a equipe sobre uma queda na saturação de oxigênio.

Quais os riscos da oximetria de pulso?

Todos os procedimentos possuem alguns riscos. Os riscos deste procedimento podem incluir:

  • Leitura incorreta se a sonda cair do lóbulo da orelha, dedo do pé ou dedo;
  • Irritação cutânea do adesivo na sonda;

Seus riscos podem variar dependendo da sua saúde geral e outros fatores. Pergunte ao seu médico quais riscos se aplicam mais a você. Fale com ele sobre quaisquer preocupações que você tenha.

Erros na oximetria de pulso

Embora um oxímetro de pulso SpO2 forneça dados confiáveis, não há garantia de que seja à prova de erros.

Pode fornecer resultados imprecisos em caso de movimento excessivo ou quando é feito em um ambiente com luz ambiente, bem como em pacientes com esmalte nos dedos.

Também é importante observar que um oxímetro não pode diferenciar entre as diferentes formas de hemoglobina.

Por exemplo, a carboxihemoglobina já é 90% oxigenada e 10% dessaturada, o que pode levar a resultados superestimados.

Um dispositivo aparentemente simples, como o oxímetro de pulso, pode salvar uma vida.

No caso de uma medição de baixa saturação de oxigênio, que mede abaixo da faixa normal de 95 a 100%, procure sinais visíveis de dificuldade respiratória e procure ajuda médica imediatamente.

Tipos de oxímetro de pulso

E como era de se esperar, não adianta nada ter todos os conhecimentos sobre oximetria se você não tem um oxímetro de pulso de qualidade.

No mercado de equipamentos médicos, existem muitos aparelhos de fabricantes confiáveis, com garantia e resultados mais precisos, mas também existem equipamentos de segunda linha, com resultados duvidosos.

Por isso, a Mobiloc selecionou os cinco equipamentos mais bem avaliados do mercado e utilizados pelas melhores clínicas e hospitais

Oxímetro de pulso da G-Tech Led

Compacto e altamente preciso nas medições, o oxímetro de pulso da G-Tech é a opção ideal para medições domésticas.

Ideal para profissionais de saúde de cuidados domésticos, ele possui visor em LED para fazer aferições em qualquer horário do dia.

Ainda informa, além da saturação, a frequência cardíaca com leitura simplificada.

Oxímetro de pulso portátil G-Tech Oled Graph

Este aparelho de alta precisão pode ser utilizado tanto por profissionais de saúde como por pacientes no ambiente doméstico para monitorização da percentagem de saturação de oxigênio no sangue (SpO2) e dos batimentos cardíacos por minuto.

Também tem se tornado bastante popular entre treinadores esportivos pelo melhor tempo de resposta quando comparado a outros similares no mercado.

O que acontece após a oximetria de pulso?

Quando o teste terminar, seu médico terá as leituras disponíveis imediatamente. Isso os ajudará a determinar se outros testes ou tratamentos são necessários.

Se você está avaliando o sucesso de sua terapia de suplementação de oxigênio, por exemplo, uma leitura que ainda esteja no lado de baixo pode indicar a necessidade de mais oxigênio.

Você provavelmente pode ir para casa depois do teste, a menos que você esteja no hospital por outro motivo. Além disso, você pode voltar à sua dieta e atividades normais conforme instruído pelo seu médico.

Seu médico poderá dizer quais são os próximos passos.

Se você estiver usando oximetria de pulso em casa, eles informarão com que frequência você deve fazer suas leituras e o que fazer se elas estiverem acima ou abaixo de certos níveis.

Quais a diferença entre oxímetro de mesa e portátil?

Oxímetros de mesa são normalmente utilizados em hospitais e centros de terapia intensiva já que funcionam através de bateria ou por fonte de alimentação direta da rede elétrica.

Estes aparelhos são facilmente transportáveis.

Já oxímetros conhecidos como portáteis ou dedo são de fácil acomodação, cabendo em um bolso de jaleco por exemplo.

São geralmente mais comuns para os profissionais de saúde e pessoas que necessitam de um monitoramento frequente no nível de saturação de oxigênio do sangue.

Conclusão

Os dispositivos para oximetria não são invasivos e não apresentam riscos sérios. Algumas pessoas experimentam irritação menor, incluindo sensibilidade e vermelhidão da pele.

Se encaixados com muita força e usados por um período prolongado, os oxímetros de pulso podem cortar o oxigênio dos vasos circundantes.

Qualquer pessoa que sinta dormência, formigamento ou alteração na cor da pele deve notificar imediatamente um médico.

O principal risco de oximetria é uma leitura falsa. A precisão dos oxímetros de pulso depende de um ajuste correto, e pequenas alterações em seu posicionamento, podem produzir uma leitura imprecisa.

Uma pessoa que rola durante o sono pode afrouxar o dispositivo, causando um alerta falso.

A saturação de oxigênio também pode mergulhar por breves períodos devido a outros fatores, como uma mudança na posição de dormir ou uma respiração momentânea. Um oxímetro emite um alerta mesmo quando a queda é temporária e inofensiva.

Por isso, é muito importante que você siga as instruções do seu médico para utilizar o oxímetro e obter uma boa leitura.

Ter um aparelho preciso e de fácil interpretação de leitura se torna crucial para que o profissional de saúde possa ter a certeza de que tudo vai bem.

Só na Mobiloc você encontra uma seleção com os melhores oxímetros do mercado brasileiro, com preços imperdíveis e condições de entrega diferenciadas.

Fonte: Mobiloc


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Como montar um tabloide de ofertas para sua farmácia

Como montar um tabloide de ofertas para sua farmácia

(Texto atualizado em 13/05/2021 às 04:02 pm)

Você provavelmente conhece alguma pessoa próxima que adora levar para casa o “jornalzinho” da farmácia. Ou talvez semanalmente recebe o impresso do supermercado local com as ofertas da semana. Estou certo? Bem, o tabloide de ofertas continua tendo seu valor para o varejo.

Com a estratégia certa, o tabloide de ofertas continua sendo uma boa ferramenta de comunicação com os consumidores. Apesar de não ser uma novidade, o tabloide é o método muito utilizado pelos varejistas para divulgação dos produtos. Continuei a leitura e veja como fazer desse material um aliado poderoso para as vendas da sua farmácia. Confira!

Por que tabloide de ofertas ainda funciona nas farmácias?

Muitas pessoas, principalmente as de idade avançada, são da vanguarda dos periódicos. A tradicional comunicação por escrito em jornais e revistas sempre foram seus canais de informação.

Além disso esse público não domina completamente as tecnologias dos Smartphones ou páginas de internet. O fato é que o tabloide para essas pessoas costuma ser o primeiro local para a comparação de preços dos medicamentos.

“As pessoas da vanguarda ainda confiam mais na informação palpável do que digital”

O material impresso não deve ser visto como algo “retrô” pela sua farmácia ou drogaria. Muito pelo contrário. Apesar do comércio online estar se expandindo no Brasil, a experiência off-line permanece expressiva. Nesse tipo de publicidade palpável o marketing sensorial têm suas vantagens.

A média de idade dos consumidores que detêm realmente o poder de compra, mostra que esse perfil de público segue uma linha mais conservadora. Para essas pessoas a comparação de preços e busca de boas ofertas é feita manualmente. Claro que, com o tempo, isso vai se tornar mais raro à medida que a democratização da tecnologia e divisão de renda se acentuem.

Apesar de haverem pessoas comparando os preços pela internet com o produto vendido na loja física, esse novo hábito, por hora, não atingiu os todos os consumidores.

E mesmo que o futuro possa reservar uma extinção (talvez utópica) do impresso, ainda sim é possível implementar o tabloide de ofertas digitalmente. Ou seja, o tabloide de ofertas continuará a ser um canal direto da farmácia com o seu consumidor.

É caro produzir um tabloide para a farmácia?

Toda ação de marketing deve ser muito bem pensada. Investir recursos simplesmente sem um objetivo claro certamente vai te fazer perder dinheiro. Dito isso, para ter o melhor custo benefício com o tabloide simplesmente não tente reinventar a roda!

Existem muitos laboratórios da indústria e distribuidores interessados em patrocinar o tabloide da farmácia. Em troca os produtos dessas empresas têm maior destaque. Eles inclusive já costumam ter todo o material pronto, com imagens dos produtos, design definido, já preparado para ser impresso com o logo da farmácia.

Apesar da vantagem de não ter que investir recurso próprio, o tabloide fica condicionado a quem está realmente pagando. Isto é, você terá pouca influência nos produtos em destaque. Uma alternativa é negociar somente uma página ou espaço de maior visibilidade, dividindo assim os custos de produção. Então cabe analisar o quão isso é vantajoso para a farmácia conforme seu objetivo.

Aqui vai uma ressalva importante: Caso for imprimir o seu próprio tabloide de ofertas, não terceirize a produção para os colaboradores da farmácia. Acontece que muitos donos de farmácia ao invés de contratarem uma empresa especializada (com profissionais de design, redatores e publicitários) tentam economizar dinheiro fazendo toda a parte criativa por conta própria.

Entretanto, seguindo alguns conceitos básicos e contratando uma gráfica para a impressão final, é possível sim ter sua própria produção exclusiva do tabloide de ofertas.

Como fazer um tabloide de ofertas

#1 Tamanho

Se sua farmácia ainda não produziu nenhum tabloide, comece com apenas uma folha. Faça uma pequena tiragem e colha os feedbacks dos consumidores. Assim que tiver mais experiência e resultados de vendas comece a publicar mais páginas.

Tabloides com tiragem regular geralmente não passam de 4 páginas. Caso seja uma edição especial, com uma data comemorativa ou o próprio aniversário da farmácia, podem ser impressos até 12 páginas.

#2 Formato

As dimensões mais comuns utilizadas pelas gráficas para impressão de tabloides de oferta são:

  • 20,5cm x 27,5cm (tipo magazine);
  • 27,5cm x 41cm (tipo germânico);
  • 27,5cm x 31cm (convencional).
formatos de papel - Guia completo: Como montar um tabloide de ofertas de sucesso para a farmácia
Formatos de papel

#3 Material

O tipo de material que será impresso o tabloide de ofertas conta muito. Ter um impresso que boa qualidade passa uma impressão positiva para os consumidores. As opções do mercado recomendadas para o tabloide são:

  • Papel Offset;
  • Papel Reciclado;
  • Papel Couché.

Cada um tem suas características e preços, que varia muito conforme a tiragem encomendada para a gráfica. É recomendado você sentir cada material e colocar na balança seus prós e contras.

#4 Capa do tabloide

  • O design deve ser pensado conforme a temática do tabloide (dia da mulher, férias, verão, etc);
  • Na capa tenha um espaço de destaque para o nome e logo da farmácia, geralmente na parte superior;
  • Evite colocar muito texto, quando menos melhor;
  • Tenha chamadas para ação, isto é, títulos que chamem atenção do consumidor;
  • As chamadas (os títulos) devem ser bem pensadas. Elas vão ter o papel de atiçar a curiosidade do consumidor para ver as ofertas.
  • Evite colocar muitos produtos, quanto menor o espaço entre eles mais a sensação de poluição terá seu tabloide;
  • Coloque uma breve descrição dos produtos, informando nome, quantidade e preço;
  • A capa deve ter as ofertas mais agressivas da sua estratégia de preços;
  • No rodapé informe os telefones de contato da farmácia, endereço e informações pertinentes (datas da oferta, filiais participantes, regras, etc);
  • Reserve um lugar (geralmente nas laterais e na vertical) para o número da tiragem e os avisos e advertências obrigatórios por lei.

Confira o modelo de tabloide para capa:

analise de tabloide para farmacia - Guia completo: Como montar um tabloide de ofertas de sucesso para a farmácia
Exemplo de Tabloide de Ofertas

#5 Páginas

Um tabloide ideal não costuma ter muitos produtos por página. Para tentar alguma economia as farmácias podem pensar que quanto mais produtos anunciados melhor. Errado.

Ao fazer isso o tabloide se torna uma espécie de classificado de jornal. O interesse visual diminui e muita informação deixa o consumidor confuso, despertando o desinteresse pela leitura.

O menos é mais! Ao invés de expor 20 ou 30 produtos por página, exponha no máximo 15 produtos com um tamanho razoável. Lembre-se que as pessoas tem que enxergar as imagens em fração de segundos quando estão passando pela rua.

Fique atento:

  • Verifique se o produto anunciado na página já não consta em outro local;
  • Não misture os produtos de categorias diferentes (produtos masculinos com femininos, por exemplo);
  • Prefira sempre dispor os produtos por ordem crescente de preço (do menor para o maior) conforme a leitura ocidental (da esquerda para a direita);
  • Respeite o design e diagramação definido para o tabloide (cores, fontes, tamanho dos títulos e descrições; margens);
  • Utilize imagens de alta qualidade dos produtos (evite imagens “pixelizadas”, isto é, que tem um limite de ampliação);
  • Tome o cuidado de verificar se o produto realmente consta em quantidades suficientes no estoque da farmácia antes de ser ofertado;

Veja o modelo de tabloide para folhas:

analise tabloide folhas - Guia completo: Como montar um tabloide de ofertas de sucesso para a farmácia
Exemplo de Folha para Tabloide de Ofertas

#6 Revisão

Erros de ortografia são inaceitáveis para uma publicação impressa. Imagine uma tiragem volumosa sair com erro grotesco da língua portuguesa. O que parece ser inofensivo pode vir a ser motivo de chacota entre os concorrentes e até mesmo se tonar um “meme” para os clientes mais tecnológicos. Não corra esse risco! Quando mais pessoas lerem com atenção os enunciados, menor a chance de passar algum erro desapercebido.

Além disso é fundamental revisar todos os preços anunciados. Até porque se um preço for impresso de forma errônea, a farmácia será obrigada a praticar o valor anunciado. De acordo com o Artigo 37 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), qualquer comunicação considerada equivocada poderá ser considerada publicidade enganosa, estando o estabelecimento sujeito a multas e processos judiciais.

Se por ventura o consumidor encontrar um preço no tabloide de ofertas inferior ao preço verdadeiro que está sendo comercializado, a farmácia é obrigada a vender pelo preço anunciado. Isso também vale para etiqueta de preço, preço na vitrine, ou qualquer outro meio de divulgação do preço.

Quais produtos podem ser anunciados?

Geralmente as farmácias utilizam o tabloide de ofertas para destacar os produtos correlatos, perfumaria e cosméticos. Obviamente esses produtos trazem maior margem de lucro, devido não possuírem PMC (Preço Máximo ao Consumidor) e também não terem regras mais rígidas de veiculação publicitária.

Já os medicamentos são considerados bens de saúde e dessa forma não podem ser submetidos a qualquer tipo de exposição publicitária. A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) permite apenas anúncios para os medicamentos OTC (Over The Counter – Em cima do balcão – em tradução livre).

Os medicamentos OTC (que ficam ao alcance das pessoas) são aqueles que não possuem tarja vermelha ou preta, e podem ser livremente dispensados sem prescrição médica.

Mesmos para esses medicamentos sem prescrição existem regras bem específicas para anunciar. A farmácia não pode por exemplo apresentar qualquer texto tendencioso que faça menção aos benefícios de cura do medicamento.

Por assim dizer, não é permitido explorar o benefício do medicamento no seu anúncio, prometendo cura da enfermidade (mesmo que o medicamento comprovadamente cumpra o prometido).

A publicidade dos não tarjados deve conter obrigatoriamente:

  • Nome comercial do medicamento;
  • Nome do princípio ativo;
  • Número do registro junto à ANVISA;
  • A indicação do medicamento;
  • A frase: “SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”;

Além disso a propaganda deve mostrar uma das três advertências, de acordo com a sustância ativa ou efeito causado pelo medicamento:

Advertência se o medicamento apresentar sedação e/ou sonolência:

Exemplo: “(Nome comercial do produto) É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS.”

Advertência conforme à substância ativa do medicamento (determinação do Anexo III da RDC nº 96/2008):

Exemplo: “CÂNFORA: NÃO USE ESTE MEDICAMENTO EM CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS DE IDADE.”

Advertência padrão:

Exemplo: “(nome comercial do medicamento, para medicamentos genéricos usar o nome do princípio ativo): É UM MEDICAMENTO. SEU USO PODE TRAZER RISCOS. PROCURE O MÉDICO E O FARMACÊUTICO. LEIA A BULA”.

Jamais faça do seu tabloide de ofertas uma revista de preço!

Imprimir a listagem com os preços considerados “normais” dos medicamentos vai minar a estratégia desse material impresso. O consumidordeixou a muito tempo de ser passivo, ou seja, apenas aceitar aquilo que é imposto. Hoje os consumidores que se sentem enganados tem voz ativa. Amplificam o seu descontentamento nas redes sociais.

Esse efeito é devastador para a marca do seu negócio. Então não vai funcionar muito bem você ter um layout bonito com produtos bem destacados e chamadas criativas, se de fato não existem bons preços anunciados. Como o próprio nome já indica, o tabloide é para ofertas! Não se trata de um catálogo de preços.

Qual a quantidade certa para impressão?

Esse número é variável. Se você estiver produzindo em conjunto com a indústria o número de tiragem terá que ser negociado. Caso a produção for própria dependerá do seu orçamento disponível. Não é só a quantidade de unidades que afeta o preço da impressão:

  • a qualidade, tamanho e o tipo de papel;
  • o número de páginas impressas;
  • quantidade de páginas coloridas;
  • acabamento do material;
  • se as páginas vão ser soltas, coladas ou grampeadas.

São características que alteram o valor final do material.

Se você for colocar o tabloide dentro da “sacolinha” junto com os medicamentos vendidos, utilize o sistema de gestão e automação da farmácia para extrair um relatório com a quantidade de vendas realizados no período. Esse número será o seu parâmetro de partida para a primeira tiragem.

Agora se desejar apenas expor o tabloide de ofertas na entrada da farmácia para os passantes na calçada, o recomendado é você fazer uma contagem por amostragem. Por exemplo, peça para um colaborador contar a quantidade de pessoas que passam na frente da farmácia nos horários de maior movimento. Para auxiliar nessa tarefa, use um aparelho de contagem, encontrado em lojas de utilidades.

contador de pessoas - Guia completo: Como montar um tabloide de ofertas de sucesso para a farmácia
Dispositivo para contagem

Após ter esse número de amostragem, multiplique pelos dias em que a farmácia ficará aberta durante o mês. Assim você terá uma estimativa para a primeira tiragem do tabloide. Para a segunda tiragem verifique sempre como foi a saída da primeira edição. Esse será seu principal parâmetro.

Também é possível levar o tabloide de ofertas até os domicílios das pessoas na região da sua farmácia. Nesta situação busque por dados demográficos que revelam a quantidade de moradores. Para esse cenário, você terá que investir um pouco mais na contratação de entregadores terceirizados.

Quanto tempo devo produzir uma nova edição?

O tempo para produzir uma nova edição do tabloide de oferta vai depender muito do seu objetivo e estoque de produtos. A ideia principal do impresso é atrair os consumidores para concretizarem compras na farmácia motivados pela oferta de preço abaixo do normal. Para isso seu estoque e equipe tem que estarem preparados!

Existem redes de farmácias que imprimem tiragens semanais, devido ao grande fluxo de consumo. Você já leu o seguinte aviso: “Promoção até DD/MM/AAAA ou enquanto durarem os estoques”? Outras optam por tiragens quinzenais ou mensais.

O período sazonal também rende edições especiais dos tabloides de ofertas, como:

Sempre destacando novos produtos relacionados com o tema. De novo: tudo depende da sua estratégia de marketing. Sempre fuja dos achismos. Busque informações no sistema de farmácia para justificar uma nova edição ou campanha publicitária.

“Mensurar os resultados é o caminho que traz respostas para continuar com o tabloide de ofertas

Fonte: Inovafarma


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Como a tecnologia da NVIDIA está envolvida na descoberta de novos remédios

Quem conhece a NVIDIA somente pela sua fama nas placas de computadores que fazem a alegria dos gamers podem não saber, mas a empresa emprega sua tecnoogia em outras frentes de interesse geral, como remédios, por exemplo. Na semana passada, a NVIDIA Enterprise anunciou parceria estratégica com a Schrödinger, que aproveita os sistemas NVIDIA DGX A100 para expandir ainda mais a velocidade e a precisão da plataforma computacional de descoberta de drogas da Schrödinger e permitir uma avaliação rápida e precisa de bilhões de moléculas para o desenvolvimento potencial terapêutico.

As empresas otimizarão a plataforma de software da Schrödinger, projetada para modelar e calcular as propriedades de novas moléculas, para a NVIDIA DGX SuperPOD, desenvolvido com os sistemas NVIDIA DGX A100 e a rede NVIDIA InfiniBand HDR.

Com a novidade, será possível criar modelos baseados na física no conjunto de produtos da Schrödinger e haverá suporte para a NVIDIA Clara Discovery, uma coleção de frameworks de IA, aplicações e modelos pré-treinados de última geração para a descoberta de medicamentos computacional mais avançada. As empresas também colaborarão em avanços científicos e de pesquisa para adaptar a computação baseada na física e o machine learning à descoberta de medicamentos.

A Schrödinger usa soluções baseadas na física com a maior potência computacional possível para avaliar milhares de moléculas para cada candidato a medicamento em potencial. Essa tarefa exige centenas de horas de uso da GPU em computadores de alto desempenho.

Graças à colaboração, o setor farmacêutico inteiro, que conta com mais de 3 mil empresas, de startups a multinacionais, poderá acelerar a descoberta de medicamentos na escala da supercomputação. A solução desenvolvida em conjunto permitirá que empresas de todos os portes simulem combinações moleculares com física e IA para identificar e otimizar os componentes mais promissores para possível uso terapêutico. As empresas farmacêuticas podem realizar essas pesquisas em clouds privados fáceis de implantar com a plataforma da Schrödinger em execução na NVIDIA DGX SuperPOD, que pode ser instalado no local ou em uma unidade de colocação.

‘O modelo preditivo integrado a nossa plataforma foi criado para ampliar e acelerar significativamente a busca por moléculas terapêuticas de alta qualidade, e a NVIDIA é um parceiro de tecnologia importante nesse projeto’, afirma Patrick Lorton, diretor de tecnologia da Schrödinger. ‘Nosso software computacional avançado ajuda as maiores empresas farmacêuticas do mundo a explorar mais do espaço químico e identificar candidatos de alta qualidade com mais rapidez, com muito menos custo de computação que os métodos tradicionais. Temos orgulho de trabalhar com a NVIDIA para que esse processo corra com ainda mais fluidez.’

As equipes de pesquisa e engenharia da NVIDIA estão trabalhando para melhorar e otimizar o conjunto da Schrödinger para a arquitetura NVIDIA Ampere e sua tecnologia de GPU multi-instância. Os clientes poderão facilmente implementar o software da Schrödinger em um único sistema DGX ou um cluster de 20 ou mais unidades para criar uma DGX SuperPOD. Assim, será possível dimensionar a plataforma da Schrödinger para diversos programas de medicamentos, além da triagem e da avaliação de bilhões de moléculas por semana.

‘Com a combinação avançada de simulação e machine learning da Schrödinger, a descoberta de medicamentos computacional aumentará a precisão’, conta Kimberly Powell, vice-presidente da área da saúde da NVIDIA. ‘Juntos, oferecemos ao setor farmacêutico uma ferramenta científica que proporciona a identificação de compostos com um rendimento extremamente alto, acelerando e contribuindo para o sucesso dos candidatos.’

Fonte: Observatorio de Games


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Você sabe como fazer uma cobrança conforme o perfil do inadimplente?

Você sabe como fazer uma cobrança conforme o perfil do inadimplente?

(Texto atualizado em 08/03/2021 às 03:16 pm)

Se você trabalha ou já trabalhou com crediário próprio na sua farmácia, sabe como fazer uma cobrança pode ser algo penoso. Não é nada fácil manter uma rotina de recebimento à prazo no atual cenário econômico brasileiro. De acordo com dados do Banco Central, a taxa de endividamento da população subiu para 44,04%, maior índice se comparado com o mesmo período de 2016.

Mesmo sabendo desses dados, ainda sim é possível manter boas estratégias de vendas utilizando o crediário próprio. Afinal, existem bons pagadores no mercado! Mas quando a farmácia descobre que vendeu para maus pagadores, será possível recuperar o dinheiro aparentemente perdido? Para responder essa pergunta, continue lendo o artigo e veja quais as técnicas de cobrança e negociação devem ser utilizadas para cada perfil de pessoa inadimplente.

Receber pelo produto vendido é um direito seu!

Antes de mais nada, é importante que você entenda: Não existe qualquer lei que impeça sua farmácia de entrar em contato com a pessoa devedora para realizar o pagamento da dívida.

O problema é que muitos confundem isso com a forma de abordagem. Isso sim é amplamente protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Então muita atenção quando for falar com os clientes inadimplentes. Nada de constrangimentos ou ameaças.

Depois você precisa tomar consistência de quê:

Sua farmácia não vai perder clientes, vai ganhar bons pagadores!

Chega ser assustador a quantidade de donos de farmácia que não levam a sério o problema da inadimplência do seu negócio. Não receber pelo que foi vendido compromete severamente o fluxo de caixa, sendo um impacto muito grande no financeiro da farmácia.

Uma melhor forma de organizar e saber quais são as contas em atraso, é utilizar sistemas que oferecem o gerenciamento de contas a receber. Esqueça de uma vez por todas as notinhas! Todas as movimentações de entrada e saída devem ser registradas no sistema da farmácia. Isso vai permitir que você não esqueça qualquer dívida que tenha a receber. Após definir a organização das contas e saber de quem sua farmácia deve receber, é hora de traçar a melhor estratégia de recebimento.

Não confunda cobrança com negociação!

Muito antes de iniciar o processo de cobrança ou negociação com o cliente inadimplente, é fundamental que você entenda que cobrar é bem diferente de negociar.

Quando falamos em cobrar, estamos nos referindo ao processo onde queremos o que nos pertence por direito, de volta. Neste caso, o dinheiro referente a venda do produto. Dessa forma, quando a pressão exercida pelo cobrador não for levado a sério pelo inadimplente, a farmácia pode acionar os órgãos de proteção ao crédito (como Serasa, SPC e  SCPC).

Já no processo de negociação, é uma abertura ao diálogo, ou seja, quando as partes querem chegar em um acordo mútuo que seja benefício para ambos. Entender esses dois processos vai fazer diferença na hora da escolher a abordagem com o cliente inadimplente.

Então, o que é mais eficiente: Cobrar ou Negociar?

Na grande maioria das vezes, sempre a negociação vai ser a melhor escolha, pois ela permite um canal mais conciliador entre as partes interessadas. Mas nem sempre esse tipo de abordagem funciona bem. Existem casos em que a abordagem deve ser um pouco mais agressiva, mas sem passar dos limites do bom sendo e educação.

Na realidade, a melhor estratégia que a farmácia pode adotar depende do perfil do inadimplente, e o tempo de atraso da quantia devida. Geralmente as pessoas atrasam o pagamento das suas contas por 2 motivos bem básicos:

Incapacidade Financeira: estão nesse perfil de devedores pessoas que por motivos inesperados, como desemprego, doença grave, falta de controle financeiro na família, não conseguem honrar suas dívidas. Note que esse grupo deixa de pagar por força maior, isto é, não é proposital.

Inadimplência por Caráter: nesse grupo as contas deixam de ser pagas simplesmente por falta de caráter. As pessoas não se importam em deixar as contas atrasarem, e ainda pior, negam veementemente que possuem dívidas. Esse perfil não se incomoda com cobranças e até chegam ao ponto de ironizar o cobrador. Perceba que essas pessoas não pagam simplesmente porque não querem.

Agora que você já sabe quais são os dois principais grupos de inadimplentes, podemos colocar em prática a melhor estratégia para recebimento dos valores em atraso.

Para devedores por Incapacidade Financeira a melhor decisão estratégica, sem dúvida é a negociação. Isso porque essas pessoas querem honrar suas dívidas. Então se a farmácia oferecer bons prazos e condições de pagamento, é altíssima a probabilidade de receber seus débitos.

Já no caso dos devedores de Inadimplência por Caráter, a negociação pouco vai funcionar. Neste caso a farmácia deve cobrar as dívidas, deixando bem claro as consequências para a pessoa caso o valor não seja quitado. Como por exemplo a negativação do CPF na praça e o protesto judicial da dívida.

Mas como saber o perfil de inadimplência dos clientes?

Bem, essa tarefa não costuma ser tão fácil. Mas sim, é possível de ser feita. O ideal é que sempre antes de vender no crediário próprio a farmácia faça a consulta nos órgãos de proteção ao crédito e verifique se o CPF ou CNPJ do cliente possui alguma pendência.

Se a pessoa estiver limpa na praça, não há (teoricamente) problemas em prosseguir com a venda. Agora se já existe um histórico de inadimplência, é melhor pensar duas vezes antes de oferecer linhas de crédito.

Mas só isso não garante uma segurança no recebimento futuro. A farmácia tem que ter seu próprio histórico do cliente dentro do sistema. A partir daí observar se a pessoa está atrasando o pagamento por Incapacidade Financeira ou Inadimplência por Caráter.


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Como e quando passar o repelente?

Como e quando passar o repelente? – ABIHPEC

(Texto atualizado em 28/01/2021 às 02:43 pm)

Algumas medidas ajudam a proteger o ambiente dos mosquitos

O calor do verão sempre vem acompanhado de uma presença para lá de incômoda: os insetos. Eles podem transmitir doenças graves. O mosquito Aedes aegypti, por exemplo, transmite a dengue, chikungunya, zika e febre amarela. Já os insetos menos perigosos quase sempre dão coceira e irritação.

A pediatra e consultora Ana Escobar e o biólogo e entomologista Fernando Bernardini mostraram no Bem Estar no É de Casa deste sábado (18) como combater e evitar essas visitas indesejadas. Algumas medidas ajudam a proteger o ambiente dos mosquitos. Feche sempre as janelas no final do dia, use repelentes nas tomadas, aplique repelente spray nas cortinas, use mosquiteiro no berço/cama, instale telas. O ventilador pode ajudar a espantar os insetos.

“O ideal é que o repelente de tomada fique a 2 metros de distância da cama”, alerta a pediatra.

E o repelente realmente funciona? Sim, e a duração depende do princípio ativo. Os repelentes recomendados pela Organização Mundial da Saúde e liberados pela Anvisa são com icaradina (com duração de dez horas), IR 3535 (com duração de duas horas) e com DEET (com duração de duas horas).

Os repelentes com icaridina podem ser usados em crianças a partir dos três meses. Eles também protegem contra o mosquito Aedes aegypti. Já o IR 3535 pode ser usado em crianças a partir dos seis meses e tem baixa toxicidade. O DEET não é recomendado para crianças menores de dois anos e pode ser aplicado, no máximo, três vezes ao dia.

Existe repelente específico para as crianças. De acordo com a pediatra, o mais indicado é o repelente com icaridina infantil, pois ele tem alta duração e protege contra o Aedes aegypti. Já as gestantes podem usar qualquer repelente de adulto.
Você sabe como usar o repelente no corpo?
Espalhe bem nas áreas desprotegidas.
Se for para uma região de muito mosquito, aplique repelente spray sobre a roupa.
Espere o repelente secar antes de vestir a roupa, encostar num banco ou deitar no lençol.
Reaplique sempre depois de entrar na água e suar muito.
O repelente deve ser aplicado depois do hidratante / protetor solar / maquiagem.

Citronela protege? Segundo o biólogo, para ter efeito precisa haver alta concentração de citronela no ambiente.

E o repelente elétrico? Ele vale para ambientes pequenos, com menos de 10 metros quadrados e com janelas fechadas para aumentar a concentração do produto.

Fonte: G1 – Bem Estar


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Como a experiência de compra aumenta as vendas

Como a experiência de compra aumenta as vendas

(Texto atualizado em 11/09/2020 às 06:46 pm)

Você aplica os conceitos da Gestão de Categorias (GC) na sua farmácia? Apesar dela comumente ser resumida como “a arrumação dos produtos nas prateleiras”, sua definição é bem mais ampla e depende de vários outros fatores. Hoje já não é o suficiente apenas expor os produtos e oferecer bons preços.

A exigência dos consumidores aumentou,  muito motivado pela rescente concorrência, que cada vez mais oferece opções de experiências na hora da compra, como personalização da vitrine, iluminação, cor, aromas, sons, layoutização e atendimento. Muitos gestores souberam entender esse “ecossistema” que envolve a decisão do consumidor no momento da compra, e isso fez com que a Gestão de Categorias se tornasse decisiva para a farmácia garantir bons resultados nas vendas.   Leia mais ›


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Como as grandes redes de farmácias têm ampliado a oferta de serviços para fidelizar clientes?

como redes de farmácia estão fidelizando clientes

As farmácias brasileiras estão em ritmo intenso e planejam crescimento acelerado para os próximos anos, conforme dados da Abrafarma – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias. Essa previsão mostra que a indústria farmacêutica está em plena expansão e saber se diferenciar da concorrência tornou-se um desafio ainda maior para os donos de estabelecimentos farmacêuticos. 

É por isso que muitas redes de farmácias, acompanhando esse movimento e também a própria modificação dos hábitos do consumidor, estão buscando meios de diversificar serviços e fidelizar seus clientes.  Leia mais ›


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Veja o debate sobre venda de MIPs em supermercados

(Texto atualizado em 21/07/2020 às 12:04 pm)

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Ocorreu, nesta terça (27/11), em Brasília, a audiência pública da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados que estava prevista para debater com autoridades e empresários o Projeto de Lei 9482/18, que autoriza a venda de medicamentos isentos de prescrição (MIPs) em supermercados do País. Os debatedores lembraram que não é a primeira vez que o Congresso discute o tema.

Estiveram presentes as seguintes entidades: Conselho Federal de Farmácia (CFF), Anvisa, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) e Conselho Federal de Medicina (CFM).

O primeiro a se posicionar foi o presidente do Conselho Federal de Farmácia (CFF), Walter da Silva Jorge João. Segundo ele, o interesse no aumento de pontos de venda é meramente econômico. “Aumentar o acesso não garante racionalidade para consumo de medicamentos, pois há necessidades de profissionais que orientem”, disse. O presidente do CFF mencionou ainda que o Brasil tem índices recordes de automedicação e que a rede de 82 mil farmácias no País já é suficiente para atender à população.

Cassyano Januário Correr, representante Abrafarma, apresentou dados que demonstraram os altos índices de automedicação no Brasil, concluindo que há uma cultura do brasileiro em se automedicar. Também apresentou uma pesquisa sobre anti-inflamatórios, que é uma das grandes causas de sangramento gástrico – uma em cada três pessoas –, bem como dados que mostram que os custos hospitalares são altíssimos em decorrência de mau uso de medicamentos.

O representante da Abrafarma reafirmou que não faltam farmácias no Brasil e que os farmacêuticos são notificadores muito importantes de eventos adversos, o que fortalece a farmacovigilância. E finalizou dizendo que manter o acesso dos MIPs restritos às farmácias e drogarias ajudará no controle sanitário.

A representante do IDEC, Ana Carolina Navarrete, entende que a venda não deve ocorrer em supermercados, porque o consumo de medicamentos oferece risco de intoxicação. Por ser um bem especial, acredita que o medicamento não pode ser comercializado como outros e invocou o Código de Defesa do Consumidor para dizer que esse PL não se coaduna com os princípios do Código.

A ABIMIP não deixou claro o posicionamento dela, mas a fala do presidente do Conselho Consultivo, Jorge Raimundo, dá a entender que a entidade é favorável. Raimundo disse que o indivíduo deve ter liberdade de escolher e incentiva o autocuidado com conhecimento, bem como o uso racional de produtos para saúde. Também reafirmou que existe a necessidade de melhorar o acesso, mas com autocuidado e consumo ponderado. Segundo ele, “60% dos países permitem MIPs fora das farmácias”.

Marcio Milan, da ABRAS, mencionou que, em 1995, por meio de uma liminar, o comércio foi autorizado a vender os medicamentos isentos de prescrição médica. “Durante o período em que os supermercados comercializaram os MIPs, houve uma drástica redução nos preços, com destaque para analgésicos e antitérmicos, cuja queda chegou a 35%.”

Alessandro Dessimoni, da ABAD, reforçou a posição da ABRAS e disse que “se a preocupação é tão grande com a intoxicação, as farmácias deveriam ser proibidas de vender pela internet – porque não têm nenhuma orientação de nenhum farmacêutico –, e que se proíba também vender pelo telefone e que se coloque o MIP atrás do balcão. Aí sim nós vamos ter a orientação efetiva de um farmacêutico na compra do MIP”, sugeriu.

Os deputados Odorico Monteiro (PSB-CE), Ivan Valente (Psol-SP), e Deputado Pompedi de Matos (PDT-RS) manifestaram-se contra o PL 9482/18.

O presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Juscelino Filho (DEM-MA), também é o relator do projeto. Ele disse que pretende apresentar seu parecer na próxima semana. “Eu, como médico, mais do que nunca tenho que pensar nas pessoas, nos pacientes, naqueles que serão usuários desse sistema. Então, procuramos construir o melhor relatório possível nesse sentido, com segurança, com cautela, com muita responsabilidade”, disse o relator.

Durante a audiência pública, a representante da Anvisa, Andrea Takara, acrescentou que o projeto não considera que o manuseio e a conservação de medicamentos requerem cuidados especiais. O projeto está sendo analisado pelo corpo técnico da Agência e a diretoria deve se posicionar oficialmente sobre o tema nos próximos dias.

Fonte: Câmara dos Deputados e Arko Advice


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Como os testes de farmácia beneficiam a população e a indústria de saúde

Como o negócio de testes de farmácia beneficia a população e a indústria de saúde

O que é uma realidade há mais de 20 anos em nações desenvolvidas como os Estados Unidos, começa a ganhar força no Brasil: a proliferação de testes de farmácia – aqueles disponibilizados nos balcões ou prateleiras das drogarias – começa a ocorrer para além da checagem preliminar de gravidez. A sala de oportunidades que se abre no território brasileiro teve como primeira mobília o teste para o vírus HIV, quando lá em 2015 a ANVISA publicou resolução sobre as regras para os registros de produtos com esta finalidade. Os chamados autotestes de HIV passaram a ser disponibilizados há pouco mais de 1 ano nas farmácias com preço que varia entre R$ 60 e R$ 70, em média.

A abertura para os autotestes de HIV configura um rol imenso de benefícios para o mercado brasileiro. Se de um lado a população ganha meios acessíveis para uma triagem inicial de determinada doença, do outro a indústria de saúde vê no horizonte um vasto campo de oportunidades – que vai além das vendas desse tipo de produto, impactando sobretudo o segmento de laboratórios de análises clínicas.

Se no mundo desenvolvido a gama de opções de testes de farmácia está estabelecida, no Brasil ainda encaramos como uma tendência – uma forte tendência. Os estudos que vêm sendo realizados combinam a diversificação das chamadas matrizes de coleta (os meios utilizados para coletar o material que apontará o diagnóstico preliminar) com as doenças ou reações adversas do organismo em si. Isso evidencia que o desenvolvimento dos autotestes, independentemente da situação vivida pelo paciente, abre um imenso leque: do direcionamento para testes específicos à ampliação de novas matrizes de coleta de amostras para flexibilização da testagem de exames mais complexos nos laboratórios de análises clínicas. Hoje, o cenário de pesquisa e desenvolvimento de autotestes abrange cerca de 60 soluções para tornar acessível aos brasileiros a triagem em torno de doenças autoimunes, hormonais, neurológicas e infecciosas.

Num país como o Brasil, em que fatores de infraestrutura e clima são bem peculiares, trabalhar em cima da disponibilidade de diferentes matrizes de coleta é fundamental. Um exemplo já disponível – ainda não em farmácias – é o teste de intolerância e hipersensibilidade alimentar, feito a partir da coleta de sangue capilar por punção digital. Esse tipo de matriz – bem como saliva (swab bucal) e coleta de sangue em papel filtro – mitiga significativamente subnotificações (comuns em casos que envolvem saúde pública) e/ou ausência de diagnóstico que têm como origem limitações logísticas. É o caso de diagnósticos negativos de dengue, principalmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos do país. Devido à estabilidade da amostra de sangue, limitada a 7 dias e à conservação em temperaturas entre 2 e 8ºC, essas subnotificações alteram de modo significativo as estatísticas relacionadas à doença. Para se ter uma melhor dimensão, há um estudo da FIOCRUZ Bahia que conclui: o número de casos de dengue seria 12 vezes maior que o tornado público devido exatamente às subnotificações. Esses e outros dados levaram os autores do estudo a concluírem que a vigilância tem subestimado, substancialmente, a carga da doença no Brasil.

Assim, o investimento em diferentes matrizes de coleta – e a posterior viabilização de autotestes e/ou autocoleta – são meios imprescindíveis de combater enfermidades ou distúrbios. Se comparada à coleta de sangue convencional, a utilização do papel filtro, por exemplo, mostra um promissor caminho: ele apresenta estabilidade de 30 dias e conservação em temperatura ambiente.

Não se pode negar, portanto, que este movimento de inovação e tecnologia em novos diagnósticos, a partir do ponto de vista da acessibilidade da população em identificar determinada doença com um autoteste e/ou pela autocoleta, traz boas perspectivas para a saúde populacional. Alzheimer e outras doenças neurológicas, que até o momento não são curáveis, já estão sendo estudados pelo prisma do diagnóstico preliminar via testes laboratoriais menos complexos, como pela coleta de saliva, por exemplo. A detecção e tratamento iniciado precocemente – ainda que não haja a cura – pode reduzir os sintomas e entregar melhor qualidade de vida ao paciente.

Já pelo lado da indústria farmacêutica e saúde, essa tendência dos testes de farmácia configuram uma oportunidade enorme para a produção industrial – por universidades e laboratórios – em grande escala, com custos reduzidos e garantia de qualidade. Num futuro próximo, o mercado da saúde vai migrar para uma atuação mais personalizada, mais autossuficiente, com a entrega de soluções que colaborem para uma maior autonomia, acesso e poder de decisão pela população.

Se considerado o valor de exames nos laboratórios de medicina diagnóstica, a margem de lucro com autotestes pode não ser alta, porém ganha-se no volume, uma vez que a maior acessibilidade e autonomia da população certamente irá desencadear grande demanda. Além disso, um eventual resultado positivo força o exame mais detalhado e confirmatório, estabelecendo-se correlação com o que há anos se pratica em casos de gravidez quando previamente apontada num teste de farmácia.

De um lado, fácil acesso, baixo custo, e maior independência para diagnosticar problemas de saúde e tratá-los com razoável chance de boa manutenção de qualidade de vida. Do outro, a diversificação de receitas e o crosseling natural para o diagnóstico preciso com exames complementares e medicamentos ou atividades associadas ao tratamento. Como se pode constatar, o futuro desenhado em torno dos autotestes é uma relação ganha-ganha para todos os envolvidos, público-final, laboratórios e indústria. E o melhor: com duração ininterrupta, muito mais que os 9 meses de uma gestação.


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Como as interrupções podem impactar na qualidade do cuidado?

Como as interrupções podem impactar na qualidade do cuidado?

As interrupções são bastante comuns no ambiente de saúde e elas podem ter efeitos tanto negativos quanto positivos. Por isso é necessário analisá-las com cuidado.

As interrupções no fluxo de trabalho são definidas como “a invasão de uma tarefa ou comunicação inesperada, que causa a descontinuação da atividade atual e uma mudança de atenção dos envolvidos”. Há vários tipos de fontes de interrupções:

  • Pelos pacientes;
  • Pelos colegas de trabalho do mesmo setor;
  • Pelos colegas de trabalho de outro setor;
  • Pelo telefone;
  • Pelos familiares;
  • Por falta de equipamentos ou suprimentos;
  • Por impedimentos ou problemas.

Entenda: 10 Benefícios dos procedimentos operacionais e protocolos na gestão da qualidade

Assim, é importante atentar-se aos malefícios geralmente percebidos em relação às interrupções (quando estas prejudicam a fluidez necessária para a prestação da assistência segura):

  • Aumento no tempo de espera dos pacientes;
  • Aumento do tempo da assistência;
  • Diminuição da satisfação do paciente;
  • Perda do foco mental e atenção dos colaboradores;
  • Aumento da fadiga, estresse e frustração dos colaboradores;
  • Aumento na quantidade de falhas e erros.

Num estudo publicado nos últimos dias por Anna Shneider e colaboradores (no British Medical Journals), foram avaliadas as interrupções num setor de Emergência de um hospital acadêmico. Freqüências e fontes de interrupção e conteúdo foram identificados em observações sistemáticas de médicos e enfermeiros. Concomitantemente, os pacientes avaliaram a qualidade geral dos cuidados, a organização do setor, as informações e os tempos de espera, usando uma pesquisa padronizada.

Foram realizadas 160 sessões de observação de especialistas. 1418 pacientes foram pesquisados. Surpreendentemente, as interrupções freqüentes iniciadas pelos pacientes foram associadas com maior qualidade geral do atendimento e melhor organização do departamento.

No entanto, as interrupções que continham informações sobre casos anteriores foram associadas a classificações inferiores em relação à organização. Especificamente para enfermeiros, as interrupções gerais foram associadas a relatos de tempo de espera superiores.

Os autores concluíram que o desenho de sistemas de saúde resilientes requer uma consideração profunda dos efeitos benéficos e prejudiciais das interrupções nos fluxos de trabalho dos provedores e da segurança do paciente

Dessa forma, ao projetar o processo assistencial de uma organização de saúde, é necessário que se leve em consideração os efeitos positivos e negativos da interrupção. Sempre, priorizando a segurança e qualidade do serviço.

Organizações que buscam a excelência e a segurança de seus processos possuem sistemas de gestão da qualidade efetivamente implementados. Saiba mais sobre o Curso do IBES que vai prover a expertise para a implementação de Escritórios da Qualidade em organizações de saúde e garanta a sua vaga!

 

Fonte: Anna Schneider; Markus Wehler; Matthias Weigl. Provider interruptions and patient perceptions of care: an observational study in the emergency department. British Medical Journals. 2018.

Matthias Weigl; Joana Beck; Markus Wehler; etc. Workflow interruptions and stress atwork: a mixed-methods study among physicians and nurses of a multidisciplinary emergency department. British Medical Journals. 2017.


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Saturação farmacêutica: como sair da zona de conforto?

Saturação farmacêutica: como sair da zona de conforto? - ASCOFERJ

(Texto atualizado em 21/01/2020 às 12:00 pm)

Em 1975, haviam inscritos no CRF-RJ, aproximadamente, quatro mil farmacêuticos; em 27 anos, esse quantitativo se multiplicou. Em 2002, tínhamos uma média de 8,6 mil. Hoje temos uma estimativa de 26 mil farmacêuticos inscritos, ou seja, em 16 anos, tivemos um aumento de 17,4 mil novos profissionais atuando na área de farmácia.

Apesar da ampliação de atuação dos farmacêuticos, das 131 áreas hoje permitidas, 70% dos recém-formados são recebidos pelo varejo. Antigamente, bastava o farmacêutico ter registro no Conselho para ter um emprego garantido. Infelizmente, essa situação trouxe uma estagnação do profissional, pois, sem experiência e/ou qualificação, após a sua formação já tinha garantido três salários mínimos por mês.

Até quando teremos essa “garantia” diante do aumento de faculdades, formando centenas de novos farmacêuticos por semestre?

Além dos novos profissionais no mercado, não podemos deixar de falar dos avanços da tecnologia, farmácias altamente equipadas, substituindo pessoas por robôs.

Os profissionais que atuam no varejo estão expostos a várias barreiras que impedem o crescimento profissional deles, mas não podemos esquecer de destacar que a maior ameaça é a estagnação, uma vez que percebemos muitos farmacêuticos imobilizados diante das suas frustrações, sem reagir ou refletir sobre quais fatores estão os impedindo de se realizarem profissionalmente.

Diante desses fatores, para mudarmos o cenário atual, é necessário sair da zona de conforto e começar a refletir sobre o valor do farmacêutico para a farmácia, sobre a importância desse profissional para a população e sobre o que o motiva a ir todos os dias para o trabalho.

Você, farmacêutico, deve se perguntar qual é o seu diferencial e quais outros talentos você tem além do conhecimento com responsável técnico. De que forma você pode contribuir para o crescimento da empresa e aumentar a sua remuneração? Estamos finalizando mais um ano e o que mudou na sua vida profissional? Quais dos objetivos desejados no início do ano foram alcançados?

Se, ao analisar as perguntas acima, você perceber que ainda não alcançou os objetivos nem realizou os seus desejos, reavalie o seu modo de pensar. Seja responsável técnico e amplie sua atuação para obter resultados melhores, garantindo a valorização profissional do farmacêutico.

Que, em 2019, possamos mudar nossas atitudes e usar nosso conhecimento e talento a nosso favor.

Fonte: ASCOFERJ 


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Legislação e regulamentações





O Hospital São Paulo foi certificado como Acreditado Pleno!

(Texto atualizado em 16/08/2019 às 12:27 pm)

Em 2000, o hospital deu inicio a uma fase de grandes mudanças, quando um grupo de quatro médicos assumiu a direção. Formado por Dr. Omar Féres, Dr. José Joaquim Ribeiro da Rocha, Dr. Paulo Antoniazzi e Dr. Valcyr Sant´anna. Com o empenho desses diretores, grandes investimentos em tecnologia foram feitos, juntamente com mudanças em sua estrutura e atendimento que transformaram o Hospital São Paulo em referência na saúde para Ribeirão Preto e região.

Hoje o Hospital São Paulo é auto-suficiente, completo e oferece uma enorme gama de serviços. Com uma administração voltada para a modernização, busca excelência em atendimento ao paciente, investindo em novas tecnologias, equipe médica qualificada e com vasta experiência, garantindo a qualidade e alto padrão de seus serviços.

Descubra os pontos de destaque da instituição:

  • Envolvimento da alta direção no processo de acreditação e gestão da qualidade.
  • Comprometimento da equipe com os processos de qualidade e segurança do paciente.
  • Implantação de barreiras no sistema informatizado durante as prescrições e evoluções da equipe multidisciplinar.
  • Monitoramento e cumprimento das ações definidas no planejamento estratégico.
  • Capacidade de estabelecer parcerias com outras instituições.
  • Instalações e processos do serviço de oxigenioterapia hiperbárica.
  • Infraestrutura e ambiência para realização do parto humanizado.

Fonte: Hspaulo


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Marketing Farmacêutico





Você sabe como descartar os resíduos de medicamentos?

Você sabe como descartar os resíduos de medicamentos?

O programa Falando Francamente desta quarta-feira (24) conversou com José Luiz Maldonado, farmacêutico e coordenador técnico do Conselho Federal de Farmácia, sobre resíduos de medicamentos. Segundo ele, todo medicamento fora do prazo de validade, ou que sofreu alteração ao ser armazenado em local não indicado, se transforma em resíduo. “Todo mundo tem uma farmacinha em casa e vai acumulando medicamentos. E essa farmacinha vai se avolumando cada vez mais”, alertou.

O Brasil está entre os países onde mais se acumulam resíduos de medicamentos dentro das residências. De acordo com Maldonado, essa posição se deve, principalmente, a dois fatores. “Primeiro porque a cultura nossa, aqui no Brasil, é de consumir medicamentos, o que chamamos de automedicação. O outro motivo é que o paciente vai à farmácia e compra o medicamento na caixa. No Brasil, as caixinhas não seguem uma racionalidade de plano terapêutico. Então, sempre sobra”.

O especialista explica, ainda, como deve ser feito o descarte dos resíduos e os perigos do descarte inadequado. Ouça a entrevista completa:

O Falando Francamente vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 17h, na Rádio Nacional da Amazônia.

Fonte: Falando Francamente


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Legislação e regulamentações





Atuação do farmacêutico na prevenção da hipercolesterolemia

Atuação do farmacêutico na prevenção da hipercolesterolemia - ASCOFERJ

(Texto atualizado em 09/01/2019 às 03:19 pm)

Considerado um tipo de lipídio (gordura) produzido em nosso organismo, precursor dos hormônios esteroides, dos ácidos biliares e da vitamina D, o colesterol é parte integrante das membranas celulares, atuando na ativação de enzimas nelas existentes.

O acúmulo de lipoproteínas ricas em colesterol, como a LDL no compartimento plasmático, resulta em hipercolesterolemia. Podemos dividi-lo em HDL, ou lipoproteína de alta densidade, responsável por carregar o colesterol das suas artérias para o fígado; e o LDL, ou lipoproteína de baixa densidade, que carrega o colesterol do fígado para os tecidos do corpo. Leia mais ›


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Laboratório espanhol garante que descobriu como retardar Alzheimer

(Texto atualizado em 22/09/2020 às 05:51 pm)

O laboratório espanhol Grifols anunciou esta manhã num congresso de ensaios clínicos, a decorrer em Barcelona, ter encontrado uma fórmula que retarda a doença deAlzheimer a doentes que tenham ainda um diagnóstico moderado.

De acordo com a empresa, o ensaio clínico chamado Ambar, que dura há mais de uma década e que tem sido levado a cabo em Barcelona, Espanha, e nos EUA, revelou resultados muito positivos, demonstrando grande significância estatística.

“Os resultados nos doentes com Alzheimer moderado demonstraram um abrandamento na progressão da doença de 61%, atingindo dois objetivos principais: eficácia estabelecida, melhoria cognitiva, e a capacidade de realizar atividades da vida diária durante os 14 meses de tratamento “, revelou a empresa num comunicado que emitiu e que foi já publicado na comunicação social espanhola.

“No grupo de doentes em estado leve de Alzheimer, os resultados também sugerem uma desaceleração no progresso da doença, embora esta diferença não alcance tanta significância estatística como a anterior”, sublinhou a farmacêutica.

A investigação dos catalães demonstrou ser possível estabilizar a progressão da doença neurodegenerativa através da remoção periódica de plasma do doente, utilizando a técnica de plasmaferese, substituindo assim o uso de uma solução de albumina, um processo conhecido como troca de plasma, explicou a empresa.

“Este tratamento baseia-se na hipótese de que a maioria do beta-amilóide, uma proteína que se acumula nos cérebros de pessoas com Alzheimer, circula no plasma ligado à albumina. Ao remover a depuração plasmática do péptido beta-amilóide que seria conseguida a partir do cérebro para o plasma, seria possível limitar o efeito da doença sobre as funções cognitivas”, refere a empresa.

“Estes resultados abrem uma nova era no tratamento da doença de Alzheimer. Continuaremos a explorar o potencial das proteínas plasmáticas e da renovação do plasma em estudos posteriores “, disse Víctor Grífols Roura, presidente da Grifols.

“Estamos muito felizes com os resultados tanto pelo progresso que fizemos como pelo que representam para a sociedade”.

O projeto Ambar está em estudo há mais de uma década. A última fase contou com a participação de 496 pacientes de 41 hospitais (20 na Espanha e 21 nos Estados Unidos).

Cerca de 50 milhões de pessoas sofrem de demência e cerca de 10 milhões de novos casos são registados a cada ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, e a doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência, é responsável por 60% dos casos.

Em 2050, espera-se que afete 152 milhões de pessoas. Atualmente não há tratamento que possa curar essa patologia ou reverter sua evolução progressiva.

Fonte: Diário de Notícias


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Troca de responsável no cadastro da ANVISA

(Texto atualizado em 26/03/2021 às 08:36 pm)

Veja como alterar RT na ANVISACom frequência o procedimento de alterar os dados do Responsável Técnico de uma empresa junto à ANVISA é necessário, pois o mercado de trabalho é dinâmico e os profissionais entram e saem das empresas inúmeras vezes, exigindo a atualização da autorização AFE da empresa.

Para tal, deverá ser realizado o acesso ao cadastro da empresa no sistema da ANVISA, com o usuário e senha. Após entrar no ambiente da empresa, procurar no menu as opções relacionadas à atualizar dados do RT, como nome, e-mail, endereço, etc. Na tela, digitar os novos dados do responsável técnico ou legal, seja ele um novo farmacêutico, químico, etc. e então prosseguir confirmando as alterações. Leia mais ›


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