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Gestão Hospitalar na pandemia | saudebusiness.com

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Jamais esqueceremos o ano de 2020. A vida de todos foi alterada abruptamente. As empresas precisaram se adaptar ao home office e descobrir novas formas de entregar produtos e serviços, escolas aceleraram o processo de ensino a distância, que ainda era distante para muitas delas, e por aí vai… Mas essas práticas são mais difíceis de serem implantadas na área da assistência médica. Acostumados com consultas presenciais, tivemos a entrada da Telemedicina, que nos ajudou a chegar na casa das pessoas sem que elas precisassem ir ao hospital. Mas, o contato com o paciente, na maioria das vezes, é imprescindível – ainda mais quando falamos em um ambiente hospitalar. Mas, nos adaptarmos à nova doença (e à nova realidade que ela impõe) foi nosso maior desafio.

Para a gestão, uma preocupação permanente foi com os colaboradores. O primeiro passo foi mapear o chamado ‘grupo de risco’ e afastar esses profissionais das atividades. Desse grupo, apenas uma parcela pequena tem condições de realizar o trabalho remoto – quase nenhum ligado diretamente ao cuidado com os pacientes. Em poucos dias, foi necessário um remanejamento de profissionais e a elaboração de um novo fluxo de atendimento. A equipe precisou ser treinada para o atendimento de uma doença que não conhecíamos. 

Novos profissionais foram contratados e treinados. Alguns, infelizmente, acabaram infectados pelo novo coronavírus e precisaram ser afastados. Nesses casos, o afastamento é de, no mínimo, 15 dias. A complexidade dos casos, a sobrecarga e a tensão constante também acabam levando outros colaboradores a pedirem desligamento. É praticamente impossível substituir esses profissionais na mesma velocidade. Aliás, gente especializada para atender casos de Covid-19 está cada vez mais escassa e o processo de contratação e treinamento é demorado, já que deve ser feito com o máximo cuidado. Estamos falando da vida de milhares de pessoas que todos os dias chegam aos hospitais em busca de assistência.

Quando o vírus parecia dar uma trégua, as pessoas se sentiram mais confiantes para sair de casa e as restrições impostas pelos governos ficaram mais brandas. Mas, infelizmente, o que vimos ao longo desses 12 meses é que, quando menos esperamos, tudo recomeça. É um looping infinito de stress e pressão extremas. Que só acabará quando uma parcela significativa da população for imunizada. 

Talvez pelo excesso de confiança de muitos, que deixam de usar  máscaras e higienizar constantemente as mãos, ou por cansaço do isolamento e distanciamento social, estejamos com tamanha dificuldade para controlar essa doença. Com as novas cepas do vírus,os casos de reinfecção aumentaram. Duas semanas após feriados prolongados ou momentos de recesso, hospitais voltam a ficar lotados, cirurgias eletivas são canceladas, leitos de unidade de terapia intensiva ficam lotados e a escassez de profissionais reaparece. 

Ainda bem que a ciência tem conseguido dar respostas rápidas sobre o novo coronavírus. Profissionais que antes se dedicavam apenas ao cuidado dos pacientes, se desdobraram para dar a sua contribuição para as pesquisas, que agora continuam tão relevantes e importantes como no início da pandemia. A cada descoberta, um novo sopro de esperança, assim como novos treinamentos e novas práticas de cuidado implementadas. 

Em menos de 12 meses, foram criadas vacinas, mas, infelizmente, a capacidade de produção é pequena se comparada à demanda. Ainda precisamos de calma, resiliência e cuidado. Falta muito para termos o ‘efeito rebanho’ e ficarmos minimamente protegidos. A máscara, o álcool em gel e o distanciamento devem continuar fazendo parte do cotidiano das pessoas por um bom tempo. Assim como a dedicação dos profissionais nos hospitais devido à complexidade dos casos. Muito se aprendeu sobre o novo coronavírus e mais ainda sobre a força e a capacidade de adaptação dessas equipes. A integração desses profissionais, de tantas especialidades, e a união de pesquisa e prática são os alicerces que devem nos fazer seguir ao longo dos próximos meses. 

Olhando para trás, vemos o quanto já avançamos e, ao mesmo tempo, lamentamos por ainda não estarmos onde gostaríamos. São as dores e as conquistas de quem está vivendo a pandemia de dentro, no olho do furacão.

Sobre o autor

Rogério Fraga é médico urologista e gerente técnico do Hospital Marcelino Champagnat.


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Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





A gestão correta dos resíduos dos serviços de saúde (RSS)

(Texto atualizado em 03/06/2019 às 12:25 pm)

Infectious waste must be disposed of in the trash bag

Quanto aos riscos ao meio ambiente destaca-se o potencial de contaminação do solo, das águas superficiais e subterrâneas pelo lançamento de resíduos de serviços de saúde em lixões ou aterros controlados que também proporciona riscos aos catadores, principalmente por meio de lesões provocadas por materiais cortantes e/ou perfurantes, e por ingestão de alimentos contaminados, ou aspiração de material particulado contaminado em suspensão.

Os resíduos de serviços de saúde são os produzidos pelas atividades de unidades de serviços de saúde (hospitais, ambulatórios, postos de saúde, etc.). Incluem os resíduos infectantes (classe A) como culturas, vacinas vencidas, sangue e hemoderivados, tecidos, órgãos, perfurocortantes, animais contaminados, fluídos orgânicos; os resíduos especiais (classe B), rejeito radioativo, resíduos farmacêuticos e resíduos químicos; e os resíduos comuns (classe C), das áreas administrativas, das limpezas de jardins, etc.

Eles constituem os resíduos sépticos os que contêm ou potencialmente podem conter germes patogênicos. São produzidos em serviços de saúde, tais como: hospitais, clínicas, laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias, postos de saúde, etc. Este resíduo é constituído de agulhas, seringas, gazes, bandagens, algodões, órgãos e tecidos removidos, meios de culturas, animais usados em teste, sangue coagulado, luvas descartáveis, filmes radiológicos, etc.

Para o Estado, são definidos como geradores de resíduos de serviços de saúde todos os serviços relacionados com o atendimento à saúde humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de campo; laboratórios analíticos de produtos para a saúde; necrotérios, funerária e serviços onde se realizem atividades de embalsamamento, serviços de medicina legal, drogarias e farmácias inclusive as de manipulação; estabelecimentos de ensino e pesquisa na área da saúde, centro de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores, distribuidores, produtores de materiais e controles para diagnóstico in vitro, unidades móveis de atendimento à saúde; serviços de acupuntura, serviços de tatuagem, dentre outros similares.

NBR 12807 de 05/2013 – Resíduos de serviços de saúde – Terminologia define os termos empregados em relação aos resíduos de serviços de saúde. O acondicionamento é o ato de embalar resíduos de serviços de saúde, de acordo com a natureza e classe de risco, de forma a garantir ou oferecer segurança em todas as etapas de gerenciamento intra e extraunidade. O agente infectante ou infeccioso é um agente biológico, micro-organismo ou parasita, capaz de produzir infecção ou doença infecciosa e o agente biológico são as bactérias, fungos, vírus, clamídias, riquétsias, micoplasmas, príons, parasitas, linhagens celulares, outros organismos e toxinas.

O agente carcinogênico é uma substância, mistura, agente físico, químico ou biológico cuja inalação, ingestão ou absorção cutânea possa desenvolver câncer ou aumentar sua frequência. A contaminação é a presença de organismos patogênicos, substâncias tóxicas ou outros agentes, em condições que possam afetar a saúde humana, animal e o meio ambiente e os contaminantes químicos de interesse à saúde são a substância química presente no solo acima dos valores de referência nacionais ou internacionais. Se a substância química for provável, possível ou comprovadamente carcinogênica, ou apresentar efeitos tóxicos agudos e/ou crônicos à saúde conhecidos, deve ser considerada um contaminante químico de interesse. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





Rede CVS é autorizada a fundir operação de farmácias com plano de saúde

(Texto atualizado em 04/12/2018 às 12:52 pm)

A CVS Health, uma das maiores redes de farmácias do mundo, consolidou sua fusão com a empresa de planos de saúde Aetna, nos Estados Unidos. A fusão movimenta 69 bilhões de dólares e foi aprovada pela justiça americana com algumas condições.

Para que se una à rede de farmácias, a Aetna será obrigada a abrir mão da parceria que tem com o governo americano para fornecer medicamentos ao Medicare, gerido pelo estado.

A CVS é a última grande varejista de medicamentos dos Estados Unidos a firmar acordo com planos de saúde. Em setembro, o Departamento de Justiça americano aprovou a fusão entre a seguradora Cigna e uma das maiores concorrentes da CVS, a Express Scripts.

O The New York Times destacou que a onda de fusões entre seguradoras e varejistas de medicamentos pode significar uma melhora no atendimento e reduzir o custo para as empresas. Por outro lado, há críticas relacionadas a um possível aumento no preço dos remédios com a concentração do mercado (e dos dados captados pelas empresas) na mão de poucos players. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





Inteligência Artificial na gestão dos planos de saúde é lançada

(Texto atualizado em 28/11/2018 às 02:34 pm)

Black Friday tem promoções em farmácias, autoescolas e até funerárias no Sul de MG | Sul de MinasAs inovações tecnológicas vêm revolucionando o setor de saúde. De acordo com a previsão da Accenture Analysis, o mercado de inteligência artificial na saúde deve ultrapassar os 6,6 bilhões de dólares de investimentos em 2020, contra 600 milhões em 2014. As soluções tecnológicas que usam IA podem melhorar não apenas o atendimento aos pacientes, como também os processos de gestão. Pensando nisso, a Softplan, referência no país no desenvolvimento de softwares, vem investindo em aplicações para a saúde. A empresa criou o software Dictas, que utiliza inteligência artificial para otimizar os custos das operadoras de saúde e aumentar a eficácia dos serviços, ampliando os benefícios aos seus assistidos. O Dictas será lançado nacionalmente durante a Convenção Nacional da Unimed, evento que ocorre nesta semana, com a proposta de debater os desafios do setor de saúde. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





Investir na gestão de saúde corporativa melhora o desempenho, aponta especialista

Para Ricardo de Marchi, médico e consultor em saúde, é preciso promover um estilo de vida saudável dentro e fora das empresas

A saúde corporativa demanda há tempos por produtos e serviços com desenhos e abordagens inovadores, que contribuam para enfrentar custos crescentes, para manter a qualidade, da atenção para o engajamento do empregado e para o do retorno do investimento nesse benefício. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





Gestão por categorias nas farmácias levará cinco anos para amadurecer

Apesar do recente investimento das grandes redes de farmácias e dos grupos associativistas no gerenciamento por categorias, estimulados pelo aumento da concorrência, o setor ainda está dando os primeiros passos no desenvolvimento da estratégia. Para que se torne algo naturalizado na operação, como já ocorre no varejo alimentar, deve demorar ao menos cinco anos. Leia mais ›


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Marketing Farmacêutico





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