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Atenção, farmacêuticos: Anvisa revisa regras para troca de medicamentos biológicos na dispensação

Atenção, farmacêuticos: Anvisa revisa regras para troca de medicamentos biológicos na dispensação

Nesta quinta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma nova nota! Embora a Agência não tenha alterado sua posição sobre o uso de medicamentos biossimilares, ela esclareceu alguns pontos importantes sobre o tema.

Para tal, a Anvisa revisou a Nota de Esclarecimento 003/2017/GPBIO/GGMED/ANVISA, divulgada em 2017. A nota revisada traz de forma mais clara o emprego de alguns conceitos referentes à intercambialidade e à substituição entre medicamentos biossimilares e produtos comparadores, além de explicar melhor quais outros aspectos adicionais precisam ser considerados em um cenário em que a troca ou substituição de um produto por outro é vislumbrada. Descubra o que se manteve:

  • Visão de que a avaliação médica e a adequada atenção farmacêutica são imprescindíveis no caso de trocas de produtos biossimilares e comparadores;
  • Necessidade do monitoramento adequado pós-mercado dos pacientes que utilizaram esses produtos.

 

O que mudou?

  • Esclarece alguns conceitos relativos à intercambialidade e substituição entre medicamentos biossimilares e produtos comparadores;
  • Explica aspectos adicionais que devem ser levados em consideração na troca ou substituição de um produto por outro.

 

Vale ressaltar a definição de produtos biossimilares: “produtos biológicos registrados pela via de desenvolvimento por comparabilidade com um produto biológico comparador”, sendo tratado diferentemente dos medicamentos sintéticos. Estes podem ser substituídos em todas as situações por genéricos, enquanto a substituição entre o comparador e o biossimilar nem sempre é viável, precisando ser avaliada caso por caso.

 

Observação: No Brasil, o registro de biossimilares é realizado legalmente pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55, instaurada em 16 de dezembro de 2010.

 

Leia também: Insalubridade de farmacêuticos oncológicos tem parecer favorável do CFF

 

CONFIRA A NOTA DE ESCLARECIMENTO Nº 003/2017/GPBIO/GGMED/ANVISA – REVISADA

OBJETO: Intercambialidade e substituição de produtos registrados pela via de desenvolvimento por comparabilidade (“biossimilares”) e o produto biológico comparador.

 

 

  1. Recentemente, as dúvidas e demandas sobre intercambialidade e substituição dos produtos “biossimilares” com o respectivo produto biológico comparador vêm crescendo de forma rápida. Este tema da intercambialidade encontrase em discussão no cenário internacional e existem diferentes opiniões a respeito, conforme discutido em Debates Temáticos promovidos pela Anvisa sobre o tema.
  2. Com o intuito de prestar alguns esclarecimentos à sociedade, faz-se necessária a publicação desta Nota1 .
  3. Os produtos conhecidos internacionalmente como “biossimilares” são aqueles registrados no Brasil pela via de desenvolvimento por comparabilidade, preconizada pela RDC n° 55/2010. O desenvolvimento destes produtos inclui a realização de um exercício de comparabilidade em relação ao produto biológico comparador (produto biológico registrado com a apresentação de um dossiê completo). O objetivo principal da comparabilidade é demonstrar que não existem diferenças significativas em termos de qualidade, eficácia e segurança entre ambos os produtos. Dessa forma, o produto biossimilar não precisa estabelecer a eficácia e segurança da molécula, uma vez que estas já foram estabelecidas pelo produto biológico comparador. A realização de estudos específicos para demonstração de intercambialidade, por sua vez, não é um requerimento regulatório para a aprovação de um biossimilar. Portanto, entendemos não ser cabível a definição sobre a intercambialidade no momento do registro sanitário do produto. Vale ressaltar que os requerimentos da RDC n° 55/2010 para registro de produtos biossimilares estão alinhados com as recomendações atuais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de Guias internacionalmente reconhecidos de outras Agências Reguladoras, como a da Europa (EMA), do Canadá (Health Canada) e dos Estados Unidos (FDA).
  4. A intercambialidade pode ser definida, a partir do documento “What you need to know about biosimilar medicinal products”, publicado pela EMA em 2013, como a prática médica de troca de um medicamento por outro equivalente, em um determinado contexto clínico, sob a iniciativa ou com o consentimento do prescritor. Para o Health Canada, a autorização de comercialização de um biossimilar (registro sanitário) não é uma declaração de equivalência ao produto biológico comparador. No Canadá, o termo intercambialidade normalmente se refere à possibilidade de um paciente ter um medicamento trocado por um outro equivalente por um farmacêutico, sem a intervenção do médico prescritor. A competência para declarar dois produtos como intercambiáveis fica a cargo de cada província de acordo com as suas próprias regras e regulações. Para a FDA, a intercambialidade significa que o produto biossimilar pode ser substituído pelo produto biológico comparador sem a intervenção do profissional de saúde que prescreveu o produto. No entanto, a FDA publicou recentemente uma proposta de Guia sobre intercambialidade descrevendo todas as recomendações técnicas, como por exemplo, o desenho de estudo, tamanho de população e considerações para o monitoramento pós-mercado, necessárias para que um biossimilar possa ser considerado como intercambiável ao produto biológico comparador. Ainda assim, a demonstração de intercambialidade não é requisito para registro de produtos biossimilares pela FDA, ficando a critério da empresa conduzir ou não estudos com esta finalidade.
  5. Após uma reflexão sobre algumas referências bibliográficas e sobre o cenário internacional atual, pode-se concluir que a intercambialidade e a substituição estão mais diretamente relacionadas à prática clínica do que a um status regulatório. A ação regulatória para o registro de um biossimilar, em diversos países, se atém à comprovação da comparabilidade em termos de qualidade, eficácia e segurança, incluindo a avaliação de imunogenicidade. A definição de intercambialidade e substituição envolve aspectos mais amplos, como estudos específicos conduzidos pelas empresas, dados de literatura, a avaliação médica em cada caso e o custo-efetividade. Os Órgãos Regulatórios, na sua maioria, determinam a biossimilaridade, mas não a intercambialidade e a substituição.
  6. Em consonância com todo o exposto, a GPBIO entende que o registro sanitário é um dos componentes a ser considerado na definição das políticas e diretrizes sobre substituição entre produtos biossimilares e o produto biológico comparador. No entanto, aspectos adicionais a serem considerados poderiam incluir os protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, o posicionamento de sociedades médicas relacionadas ao tema e estratégias de controle e monitoramento pós-mercado. No caso da utilização de produtos biossimilares e produto biológico comparador de forma intercambiável, a GPBIO entende ser essencial a avaliação e o acompanhamento pelo médico responsável, que poderá decidir sobre o produto ideal a ser utilizado em cada situação, de acordo com as características do produto, patologia existente, resposta individual, histórico de tratamento de cada paciente e demais diretrizes aplicáveis.
  7. A partir de 2015, a Anvisa começou a publicar em seu site a Carta de Aprovação, atualmente denominada Parecer Público de Aprovação do Medicamento (PPAM). O objetivo do PPAM é dar transparência aos atos de aprovação de medicamentos realizados pela Anvisa, por meio da publicação das bases técnicas e científicas utilizadas pela Agência durante a avaliação do dossiê de registro de um medicamento. Portanto, as principais informações relacionadas à qualidade, eficácia e segurança estão presentes no PPAM. Em documentos semelhantes publicados por outras Agências Reguladoras, como por exemplo, a EMA e o Health Canada, informações sobre intercambialidade não estão presentes no caso dos produtos biossimilares. No entanto, a ANVISA incluirá informações sobre eventuais estudos apresentados no dossiê de registro, visando avaliar a intercambialidade, na bula e no PPAM, sempre que aplicável, para que os médicos e o Ministério da Saúde, no que tange o estabelecimento de protocolos clínicos, possam ter mais uma fonte de informação para decidir sobre a intercambialidade e sobre a possibilidade de substituição dos referidos produtos em cada situação. Ressalta-se que a ANVISA, em consonância com a atuação de agências reguladoras de outros países, não classificará os produtos biossimilares como intercambiáveis ou não. O estabelecimento da intercambialidade/substituição deve ser feito caso a caso, tomando como premissa básica o paciente e suas peculiaridades.
  8. Importante ressaltar que a avaliação médica e a adequada atenção farmacêutica são imprescindíveis no caso de trocas de produtos biossimilares e seus comparadores, tanto para fins de prescrição e uso adequado do produto quanto para fins de farmacovigilância e acompanhamento pós-mercado desses produtos. A GPBIO também entende não serem adequadas múltiplas trocas entre produtos biossimilares e o produto biológico comparador, ficando a rastreabilidade e monitoramento do uso bastante dificultados nestes casos.

 

 

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Neste episódio, Aléxia Costa comenta um estudo que definiu alguns dos indicadores de farmácia clínica, que também tiveram propósito em gerenciamentos de reconciliações medicamentosas:

 

Referência:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Revisada nota sobre troca de produtos biológicos. 25 de outubro de 2018.


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Mercado farmacêutico





Manual para Notificação de Medicamentos da Anvisa é atualizado

Já está disponível para consulta a 2ª edição do manual de uso do Sistema de Notificação de Medicamentos. Esta edição atualizou apenas os procedimentos referentes às alterações realizadas no sistema para medicamentos dinamizados, que englobam medicamentos homeopáticos, antroposóficos e anti-homotóxicos. Confira o manual, disponível no site da Anvisa.

As alterações implantadas estão relacionadas à publicação da RDC 238/2018, resolução que, junto a outras instruções normativas, atualizou o arcabouço de normas para medicamentos dinamizados. O novo conjunto de regras visa o aprimoramento dos requisitos técnicos estabelecidos para a indústria, considerando a evolução dos conhecimentos aplicados a essa classe de medicamentos.

Novas ações

Em breve, serão publicadas também orientações em relação às perguntas mais frequentes relacionadas ao novo marco regulatório. Os esclarecimentos irão detalhar as dúvidas recebidas sobre os procedimentos referentes às alterações realizadas no sistema para medicamentos dinamizados.

Para saber mais sobre o tema, acesse a matéria Medicamentos dinamizados contam com novas regras.

Manual

A criação do manual de uso do Sistema de Notificação de Medicamentos é resultado das recentes alterações feitas nas normas referentes aos medicamentos de notificação simplificada e visa orientar o setor regulado sobre a utilização desse sistema.

O objetivo do documento é eliminar possíveis dúvidas sobre o processo de habilitação de empresas e da notificação de medicamentos. Isso envolve os medicamentos de baixo risco (RDCs 199/2006 e 107/2016), dinamizados (RDCs 26/2007 e 106/2016) e fitoterápicos (RDCs 26/2014 e 106/2016).


Fonte: Anvisa


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Mercado farmacêutico





Concursos públicos para farmacêuticos no Brasil

(Texto atualizado em 19/09/2019 às 11:13 am)

Concursos publicos para farmaceuticos

No Brasil, um farmacêutico possui uma área profissional muito diversa, que vai muito além da tradicional atividade em drogarias, farmácias, distribuidoras ou indústrias. O profissional da farmácia também pode concorrer a vagas disponibilizadas em concursos públicos estaduais, municipais e federais.

Uma vaga em concurso público atrai a muitos pois em muitos cargos os salários são atraentes e existe uma grande estabilidade no emprego, além do renome e status que é visto com orgulho por muitas pessoas, quando num cargo público concursado. 

Confira nesse post algumas das possibilidades para farmas atuarem em cargos públicos, junto com detalhes sobre as especialidades e atuação no trabalho.

 

Concurso do Exército Brasileiro para farmacêuticos

Os concursos do Exército Brasileiro estão entre os mais desejados, visto que a carreira militar é bastante reconhecida e os salários batem a média de R$ 8.000,00. 

As atribuições de Farmacêuticos na Farmácia Hospitalar ou Indústria Farmacêutica Militar são atuando com a distribuição e manipulação de medicamentos para os soldados, trabalhando na desinfestação ambiental, atuando em operações militares realizando acompanhamento das tropas.

Ainda estão entre as possíveis atividade, ações de defesa civil e saúde pública junto à comunidade; análise química de medicamentos e análise da água consumida, além de atividades hospitalares em hospitais do exército.

Informações sobre as provas e como se inscrever porem ser encontradas no site da instituição: www.essex.eb.mil.br

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Carreiras e oportunidades





Sandoz Hack busca ideias para elevar acesso à saúde

Sandoz HACk busca ideias para elevar acesso à saúde -Guia da Farmácia

(Texto atualizado em 26/08/2019 às 12:05 pm)

No mundo, estima-se que mais de 2 bilhões de pessoas não conseguem os medicamentos de que necessitam e 400 milhões não têm acesso aos serviços básicos de saúde.

Nesse sentido, a Sandoz, divisão de genéricos e biossimilares do Grupo Novartis, quer inspirar empreendedores a pensar em soluções que transformem essa realidade com a segunda edição do desafio Healthcare Access Challenge (HACk).

Até o dia 30 de novembro, inovadores na área da tecnologia digital podem inscrever projetos que ajudem a resolver problemas locais de acesso a medicamentos e a cuidados de saúde. Com a iniciativa, a companhia busca fomentar ideias criativas que mudem positivamente as comunidades.

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Mercado farmacêutico





TJ não autoriza remédio à base de maconha para criança com síndrome rara

Os desembargadores da Segunda Câmara de Direito Público e Coletivo do Tribunal não autorizaram o fornecimento do medicamento Canabidiol 17,5%, fabricado a partir de uma substância  existente na folha da Cannabis Sativa, a planta da maconha, para uma criança sinopense acometida pela síndrome de West, condição rara que causa ataques epiléticos. Em 2016, a 6ª Vara Cível havia determinado ao Estado e ao município de Sinop que fornecessem o remédio para a menina. Agora, a sentença foi reformada.

Ao ingressar com a ação, a defesa explicou que a criança apresenta quadro severo de comprometimento cerebral por meningoencefalite pós-natal. Possui ainda “espasmos infantis graves em uso de várias medicações anticonvulsivante associados a comprometimento motor com retração de tendões em membros inferiores”. Conforme o relato, “os espasmos diários”, que ocorrem mais de dez vezes ao dia, “levaram a deterioração progressiva neurológica” associada a “crises parciais com frequência maior que cinco vezes ao dia, de duração de vários segundos”.

No entendimento dos desembargadores, o caso “versa sobre o fornecimento de medicamento não fabricado no Brasil, que teria que ser importado a alto custo e que, por ser novo no mercado, ainda não possui estudos conclusivos, quanto a sua eficácia no tratamento de crianças”. Eles ressaltaram ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) “conta com diversas opções para o tratamento da doença”. Leia mais ›


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Aprovada vacina influenza para idosos

(Texto atualizado em 11/07/2019 às 03:16 pm)

A Anvisa aprovou o registro do imunobiológico Fluzone Sênior, uma nova vacina influenza trivalente inativada, desenvolvida para a administração em idosos (adultos com 65 anos ou mais). Em sua composição, o produto traz duas variações da cepa influenza do tipo A — H1N1 associada à H3N2 — e, ainda, a cepa influenza tipo B.

De acordo com o fabricante, o uso do produto tem como objetivo induzir melhores respostas imunológicas e mais eficácia contra a gripe por meio do teor mais elevado de antígenos, os quais estimulam a produção de anticorpos contra o vírus no organismo.

Segundo informações do portal do Ministério da Saúde, a vacinação é considerada a intervenção mais importante para a redução do impacto da influenza. Estudos demostram que esta ação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações provocadas pelo vírus.

A vacina Fluzone Sênior foi registrada pela via de desenvolvimento individual, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 55, de 2010, que dispõe sobre o registro de produtos biológicos novos e produtos biológicos. A detentora do registro no Brasil é a Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda.

Confira a aprovação do registro do imunobiológico Fluzone Sênior, publicada no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira (15/10).

O que é influenza?

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o vírus influenza provoca uma infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissibilidade e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-la várias vezes ao longo da vida e, em geral, essa infecção tem evolução autolimitada. Em alguns casos, porém, pode evoluir para uma forma grave.

Segundo o MS, existem três tipos de vírus influenza (A, B e C), que são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar. Eles causam infecção aguda das vias aéreas associada a febre (temperatura superior a 37,8°C). Os demais sinais são habitualmente de aparecimento súbito e incluem calafrios, mal-estar, dor de cabeça, fadiga, vômito, diarreia, tosse seca, entre vários outros.

Idosos, crianças, gestantes e pessoas com alguma comorbidade (existência de duas ou mais doenças simultaneamente) possuem um risco maior de desenvolver complicações devido à infecção por influenza, conforme o MS.

No Brasil, o período de maior circulação do vírus da gripe vai do final de maio até agosto, todos os anos.


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Novo tratamento para diabetes pode descartar uso de insulina

(Texto atualizado em 21/06/2019 às 10:30 am)

Um novo estudo mostrou que estimular o crescimento de uma nova membrana mucosa intestinal pode ajudar a controlar o diabetes tipo 2

Pesquisadores holandeses podem ter descoberto uma maneira de pôr fim às injeções diárias de insulina utilizadas pelos pacientes que sofrem com diabetes tipo 2. A equipe do Centro Médico Universitário de Amsterdã, na Holanda, descobriu que destruir a membrana mucosa do intestino delgado para que uma nova se desenvolva pode estabilizar os níveis de açúcar no sangue dos diabéticos.

“Devido a esse tratamento, o uso de insulina pode ser adiado ou talvez evitado. Isso é promissor”, disse Jacques Bergman, professor de gastroenterologia da UMC, à emissora holandesa Nederlandse Omroep Stichting. Além de dispensar injeções de insulina, o tratamento pode diminuir os riscos de doenças cardiovasculares, insuficiência renal, cegueira e dormência nas mãos e nos pés.

Os cientistas acreditam que o efeito é resultado de uma possível relação entre a absorção de nutrientes pelo intestino e o desenvolvimento de resistência à insulina em indivíduos com diabetes tipo 2. O estudo revelou ainda que um ano após o procedimento, 90% dos pacientes continuaram apresentando estabilidade da doença.

De acordo com os pesquisadores, o procedimento – que dura uma hora – envolve a inserção de um tubo com um pequeno balão na extremidade pela boca do paciente. O tubo chega no intestino delgado, onde o balão é inflado com água quente e a membrana mucosa é queimada pelo calor. A nova membrana – capaz de controlar os níveis glicêmicos dos diabéticos – se regenera em cerca de duas semanas, promovendo uma melhora significativa na saúde do paciente.

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Lupin vai trazer tecnologia para novos medicamentos

(Texto atualizado em 29/05/2019 às 12:29 pm)

Terceira maior farmacêutica indiana, a Lupin estabeleceu-se no Brasil há três anos com a compra da Medquímica e praticamente duplicou as vendas nesse período, com um portfólio concentrado principalmente em genéricos e similares. Agora, o foco está em acelerar a transferência de tecnologia para produzir medicamentos mais complexos no país e avançar em novos mercados, o que deve levar a operação brasileira a dobrar de tamanho novamente até o fim de 2023.

Tradicionalmente ativa no terreno das aquisições, a Lupin está aberta a oportunidades no mercado brasileiro, mas essa não é a prioridade no momento, de acordo com o presidente da operação local, Ricardo Lourenço. Em dez anos, a companhia indiana fechou nada menos que 15 compras globalmente. “Olhamos ativos potenciais em dermatologia, também localmente, mas é preciso que seja um portfólio diferenciado”, diz o executivo.

Ao mesmo tempo, a empresa acaba de chegar a um novo mercado no país, o de dermocosméticos de alta tecnologia, e caminha para tirar do papel o projeto de exportar genéricos – a farmacêutica indiana é a oitava no ranking mundial do setor – a partir da fábrica que opera em Juiz de Fora (MG). De acordo com Lourenço, a primeira venda ao exterior, um xarope, deve ser consumada nos próximos meses e depende apenas do registro do medicamento na autoridade sanitária do México.

A unidade fabril, que recebeu parte dos US$ 20 milhões investidos pela empresa no país nos últimos três anos, tem capacidade de produção de 8 milhões de unidades (caixas) por mês e já começou a ser preparada para produzir medicamentos mais complexos. “A Lupin já tem um pipeline rico. Estamos trabalhando para adequar os dossiês ao Brasil e capacitar a fábrica para a transferência de tecnologia”, explica o executivo. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





GSK abre vaga de trainee para recém-formados

GSK abre vaga de trainee para recém-formados

Inscrições podem ser feitas pelo site da empresa até o dia 5 de novembro

O programa Futuros Líderes da GSK está com oportunidade aberta para recém-formados. No momento, existe uma vaga de trainee para a área Comercial, voltada para jovens formados entre dezembro de 2016 e dezembro de 2018 nos cursos de Farmácia, Engenharia, Administração, Economia, Marketing ou Administração. As inscrições podem ser feitas pelo site da empresa até o dia 5 de novembro.

Para participar do processo seletivo para a vaga de trainee, é necessário inglês fluente, experiência prévia (podendo ser em estágio ou iniciação científica), ter facilidade de aprendizado e capacidade de liderança. Espanhol é um diferencial.

O processo seletivo para a vaga de trainee inclui provas online de lógica e inglês, entrevistas por telefone e Assesment Center, com rodada de dinâmicas e entrevistas presenciais. Leia mais ›


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Indústria farmacêutica





Liminar permite hospital cobrar margem em medicamentos

(Texto atualizado em 11/03/2019 às 01:39 pm)

Hospitais paulistas obtiveram uma liminar no último dia 8 contra uma resolução da Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) que impedia a cobrança de margem sobre remédios usados em tratamentos.

O texto, de abril deste ano, proíbe que os estabelecimentos ofertem os itens por um preço superior ao da compra.

A decisão provisória da 25ª Vara Federal considera válidos os argumentos das entidades que propuseram a ação, entre eles o de que a resolução fere a livre iniciativa, até que a União apresente contrapontos.

Trata-se de uma proposta já ventilada anteriormente, mas que só se concretizou agora, segundo Yussif Ali Mere Jr., presidente da Fehoesp (federação do setor de São Paulo), uma das partes na ação. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico, Legislação e regulamentações





Especialista alerta para o diagnóstico de TDAH e uso de medicamentos

(Texto atualizado em 09/01/2019 às 03:08 pm)

Os desafios da educação contemporânea são destaques na entrevista com o sociólogo e mestre em Filosofia pela USP, Dênis Plapler. Na conversa durante o programa CBN Cotidiano, o especialista analisa que apesar da grande esposição a equipamentos tecnológicos pelas crianças, como os smartphones, ainda deve haver uma discussão sobre aquela parcela da população que não tem acesso a eles. E quanto a justificativa de promover o melhor rendimento do aprendizado das crianças, o cloridrato de metilfenidato, substância presente em medicamentos conhecidos com nomes como Ritalina e Concerta, é aplicado para que elas se tornem “concentradas”. Nesse cenário, especialistas da área da educação já alertam para os riscos desse tipo de comportamento. Na avaliação de Dênis Plapler, não se trata de negar o uso de medicações quando elas são necessárias, e sim de propor uma reflexão maior sobre como os diagnósticos de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) são feitos. Leia mais ›


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ANVISA





A Merck anuncia venda das plataformas Amnis® e Guava® para a Luminex Corporation

Todos os reagentes associados a essas marcas foram incluídos na negociação. O acordo estratégico permite à Luminex aumentar sua presença no mercado de citometria de fluxo multibilionário. Espera-se fechar o negócio no final de 2018.

Darmstadt, Alemanha — A Merck, a vibrante empresa de ciência e tecnologia, anunciou no dia 18 de outubro(quinta-feira), a assinatura de um acordo definitivo para vender sua unidade de citometria de fluxo para a Luminex Corporation por € 62,5 milhões.1 O fechamento da transação, previsto para o final de 2018, está sujeito às condições habituais de negociação. Leia mais ›


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Mercado farmacêutico





P&G importa 90 cientistas para acelerar pesquisas

(Texto atualizado em 04/12/2018 às 12:46 pm)

Neste ano, a Procter & Gamble importou 90 cientistas venezuelanos, e suas famílias, para trabalharem ao lado de 30 pesquisadores brasileiros. Com isso, a maior fabricante de produtos de consumo do mundo transferiu de Caracas para Louveira, no interior de São Paulo, o laboratório de desenvolvimento de produtos para a América Latina. A dificuldade de operar um laboratório de pesquisa no país comandado por Nicolás Maduro, embora ainda mantenha produção local, motivou a decisão. O Brasil é hoje o terceiro maior mercado da P&G, que vai fazer pesquisas em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O centro de inovação será oficialmente inaugurado no início de 2019, mas os cientistas venezuelanos e brasileiros já estão trabalhando. Juntos, nos últimos seis meses, ajudaram a desenvolver um novo protetor diário feminino da marca Always e uma nova versão da fralda Pampers. O próximo alvo é a Gillette. “A intenção é acelerar os lançamentos”, diz Juliana Azevedo, presidente da P&G no Brasil desde janeiro. A multinacional demorava até dois anos para lançar produtos. O prazo agora é de até nove meses.

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Nova sistemática da Anvisa para importadores

(Texto atualizado em 28/11/2018 às 02:33 pm)

suspenso interditado anvisaImportadores que utilizam o Porto do Rio e representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitátia (Anvisa) participam de seminário na próxima segunda-feira (29) sobre a aplicação das gestões de risco nos processos de importação. O evento é promovido pela Associação dos Usuários dos Portos do Rio de Janeiro (Usuport-RJ). De acordo com a organização, o seminário será uma oportunidade para importadores entenderem melhor a nova sistemática de anuência da agência, além de tirar dúvidas sobre o tema.

A apresentação será realizada pelo gerente-geral de portos, aeroportos, fronteiras e recintos alfandegados da Anvisa, Marcus Aurélio Miranda de Araújo. Para Usuport-RJ, a análise de risco beneficia os bons importadores, assim como a possibilidade de registro da licença de importação quando a carga está sendo carregada no exterior.

A associação destaca que esses dois mecanismos ajudam a diminuir o tempo de tramitação de processos enquanto o navio está a caminho do Brasil. Numa rota entre Europa e Rio, por exemplo, o importador tem em torno de 16 dias para resolver eventuais pendências, como retenção da carga no canal amarelo por exigência documental, o que evita o pagamento de armazenagem.

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Inteligência Artificial na gestão dos planos de saúde é lançada

(Texto atualizado em 28/11/2018 às 02:34 pm)

Black Friday tem promoções em farmácias, autoescolas e até funerárias no Sul de MG | Sul de MinasAs inovações tecnológicas vêm revolucionando o setor de saúde. De acordo com a previsão da Accenture Analysis, o mercado de inteligência artificial na saúde deve ultrapassar os 6,6 bilhões de dólares de investimentos em 2020, contra 600 milhões em 2014. As soluções tecnológicas que usam IA podem melhorar não apenas o atendimento aos pacientes, como também os processos de gestão. Pensando nisso, a Softplan, referência no país no desenvolvimento de softwares, vem investindo em aplicações para a saúde. A empresa criou o software Dictas, que utiliza inteligência artificial para otimizar os custos das operadoras de saúde e aumentar a eficácia dos serviços, ampliando os benefícios aos seus assistidos. O Dictas será lançado nacionalmente durante a Convenção Nacional da Unimed, evento que ocorre nesta semana, com a proposta de debater os desafios do setor de saúde. Leia mais ›


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