Arquivo do blog

A experiência do “desrespeito” sofrida por pacientes e familiares: quais são os impactos

A experiência do "desrespeito" sofrida por pacientes e familiares: quais são os impactos

(Texto atualizado em 19/07/2021 às 03:03 pm)

Apesar dos esforços para melhorar a segurança no ambiente de saúde, os pacientes e familiares ainda sofrem danos devido a interação ruim com os profissionais e sistema de saúde. Esses danos são tantos físicos quanto não físicos, os quais incluem questões emocionais, psicológicas, sociais e econômicas.

No segundo tipo de dano citado, o desrespeito é um agente colocado como causa dominante. O desrespeito é entendido como um comportamento intrinsecamente errôneo ao agir de forma não respeitosa com outra pessoa. Trata-se de uma prática que afasta profissionais e pacientes, mas pode ser evitável.

Entenda mais em: A experiência do paciente é diferencial estratégico dos serviços de saúde

Conheça os 5 eventos desrespeitosos mais citados pelos pacientes em um estudo publicado no International Journal for Quality in Health Care neste mês:

  1. Encontro inicial: referindo-se a forma que os profissionais entram no quarto, se introduzem e abordam os pacientes;
  2. Histórico e exames físicos: forma de abordagem;
  3. Discussão sobre o cuidado: diagnóstico, prognóstico, opções de tratamento, consentimento informado ou decisão compartilhada;
  4. Condução do tratamento: forma de gerenciar a dor, procedimentos e uso de contenções;
  5. Assistência com as atividades diárias do paciente: ir ao banheiro, se vestir.

Além destes principais, também foram citados desrespeitos relacionados à violação da confidencialidade ou privacidade. Em todos os casos, as situações de desrespeito foram exemplificadas em comportamentos verbais (palavras ditas) e não-verbais (posicionamento corporal).

Nestes casos, as consequências negativas são diversas, tais como:

  • Redução e piora na comunicação;
  • Aumento do risco de danos ao paciente e profissionais;
  • Aumento de emoções e sentimentos negativos dos pacientes: medo, ansiedade, depressão;
  • Redução do engajamento do paciente e tentativa de evitar contato com o sistema de saúde;
  • Naturalização do desrespeito no ambiente de saúde;
  • Redução na qualidade e satisfação dos resultados;
  • Traumas dos colaboradores para atuar nessas condições.

Os autores citam 5 maneiras de tratar os incidentes relacionados às ocorrências de desrespeito:

  1. Nomear os processos de cuidados específicos em que o desrespeito ocorreu pode ajudar ao agregar as lições aprendidas nas análises de incidentes.
  1. A identificação do(s) comportamento(s) do(s) profissional(es) envolvido(s) e/ou da organização é necessária para a aplicação de apenas algoritmos de cultura que considerem o contexto histórico e ambiental.
  1. A maioria dos eventos adversos tem vários “fatores contribuintes” – qualquer coisa que crie as condições e o contexto em que o comportamento desrespeitoso ocorre – que devem ser abordados para prevenir efetivamente danos futuros.
  1. Descrever as “conseqüências” do desrespeito pode ajudar os líderes da organização a apreciar seu impacto total, uma parte crítica da criação de um senso de urgência para melhorar.
  1. Uma vez que o desrespeito tenha ocorrido, os “fatores modificadores” podem moldar as conseqüências subsequentes, respondendo pelos impactos variáveis ​​do desrespeito e representando oportunidades potenciais de mitigação de danos.

Por essa razão, é fundamental que a organização encare os erros e mau exemplos como possibilidades de aprendizado, ao reconhecer, recolher, classificar e analisar tais informações a fim de corrigi-las e prevenir danos futuros.

Desrespeito não é o caminho e nem a punição. A solução é tratar dignamente e adentrar em um processo de melhoria contínua.

Fonte:

Lauge Sokol-Hessner, et al. Development of a framework to describe patient and family harm from disrespect and promote improvements in quality and safety: a scoping review. International Journal for Quality in Health Care. Nov 2018.


Palavras-chave , , , , , , , , ,
Mercado farmacêutico





Todos os tipos de medicamentos

Dez medicamentos perderão patente nos EUA em 2021

(Texto atualizado em 21/06/2021 às 04:12 pm)

Existem algumas categorias de medicamentos, e para facilitar o entendimento, o Ministério da Saúde, responsável pelas regulamentações da Lei dos Genéricos, instituiu um diferencial gráfico que pode ser conferido nas embalagens dos remédios genéricos.

Os medicamentos Genéricos trazem na embalagem, logo abaixo do nome do princípio ativo que identifica o produto, a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”. Medicamentos similares, por exemplo, são vendidos com o nome de uma marca comercial, por isso não terão a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”. Sendo assim, para distinguir um genérico de um similar, é preciso conferir na embalagem.

Dentre as categorias, existe os medicamentos de marca, que são remédios que já estão disponíveis no mercado há algum tempo, é o exemplo da Aspirina, a Novalgina, o Binotal etc. Já os medicamentos de referência são comercializados com o nome comercial, e da mesma maneira que os similares, os remédios de marca não terão a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”, na identificação. Os medicamentos genéricos aprovados como tal pelo Ministério da Saúde serão os únicos a contar com a frase “medicamento genérico – Lei 9.787/99”, que os diferencia dos demais produtos.

Confira agora os tipos de medicamentos disponíveis no mercado:

Medicamento Fitoterápico

É o medicamento feito exclusivamente à base de plantas.

Ex: Ginko Biloba, usada para combater problemas de circulação.

Medicamento Alopático

É o medicamento feito de substâncias processadas, ou seja, que já passaram por um processo de extração, purificação e síntese.

Ex: a maioria dos medicamentos que estão à venda na farmácia, no formato de cápsulas, comprimido, suspensão.

Medicamento Homeopático

É o medicamento que segue a doutrina da cura pelo semelhante, ou seja, são substâncias capazes de causar sintomas de uma determinada doença no organismo sadio para que o sistema imunológico defenda a doença. É conhecida como dinamização (energização do medicamento). Sendo a homeopatia uma técnica mais natural, comparada à alopatia.

Ex: Buchinha paulista, usada para tratamento de sinusite.

Medicamento Similar

É aquele que apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, preventiva ou diagnóstica, em comparação ao medicamento de referência; podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos.

Ex: Laboratório como Cimed, Geolab, Hipolabor, produzem esses medicamentos.

Medicamento Genérico

É o medicamento registrado pelo nome genérico ou químico da substância ativa que o compõe, mas que não possui os testes de biodisponibilidade.

Esse passa apenas por testes de bioequivalência para comprovar que tem o mesmo comportamento no organismo e as mesmas características de qualidade do medicamento de referência ou de marca e é mais barato que o medicamento de referência.

Ex: Laboratórios como Medley, Ems, produzem a Amoxicilina.

Medicamento de Referência

É um produto inovador, registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no país; sua eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente pela ANVISA e são medicamentos com mais de 40 anos no mercado.

Ex: Laboratórios como a Bayer  produz esses medicamentos.

Medicamento Manipulado

É o medicamento produzido em farmácias de manipulação ou hospitais com recursos para tal prática, seguindo prescrição médica de acordo com a necessidade individual de cada paciente.

Por que contratar a Via Expressa?

Entendemos que a logística para produtos de interesse a saúde tem uma necessidade diferente no que se refere aos cuidados de transporte destes produtos. Por isso, oferecemos soluções customizadas, considerando a estrutura e complexidade de cada cliente.

Nosso atendimento é personalizado e nossos serviços são flexíveis, seguindo o desenvolvimento e a estratégia de sua organização. Contamos com Farmacêutica responsável por acompanhar e controlar todos os processos, desde prazos e outras burocracias, para que sejam cumpridos os padrões exigidos pela ANVISA e garantir a eficácia em nossas soluções. Torre de Controle Divisão Farma exclusiva para o completo rastreamento de produtos de interesse à saúde. Fornecemos a troca de gelo nas cargas de produtos perecíveis de 2°C e 8°C quando necessário. Entrega de produtos perecíveis (medicamentos comuns/controle especial) em até 24 horas (consulte sua região).

Certificações

Somos certificados pela ISO 9001 que faz parte de um sistema internacional de gestão de qualidade. Seguimos a padronização das atividades e dos processos, buscando a excelência em nossos serviços prestados zelando pelo cumprimento da legislação sanitária e profissional, sempre com foco na sua satisfação e das demais partes interessadas.

Fonte: Viaexpressa


Palavras-chave , ,
Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, Legislação e regulamentações





Controle da glicemia piora na pandemia, saiba quais serviços farmacêuticos oferecer

Controle da glicemia piora na pandemia, saiba quais serviços farmacêuticos oferecer

O diabetes mellitus é, assim como a Hipertensão Arterial, um fator de risco para formas graves de COVID-19. Esta maior gravidade está também associada a comorbidades frequentes nos indivíduos que apresentam a doença (insuficiência cardíaca, doença coronária, insuficiência renal, obesidade). As recomendações terapêuticas para as pessoas com diabetes durante o período de pandemia ressaltam um rigoroso controle da glicemia

Entretanto, um estudo publicado na revista Diabetes Research and Clinical Practice, que tinha por objetivo identificar as barreiras enfrentadas pelas pessoas com Diabetes no Brasil durante a pandemia de COVID-19, apontou que essas pessoas tiveram seus hábitos alterados, o que impacta a glicemia. Com isso, o risco de mortalidade,  se infectados pelo SARS-CoV-2, bem como por complicações agudas e crônicas do diabetes aumenta potencialmente.  

O estudo, que coletou dados de 1701 indivíduos revelou que 95,1% dos entrevistados reduziram a frequência de sair de casa; entre aqueles que monitoram a glicose no sangue em casa durante a pandemia (91,5%), a maioria (59,4%) experimentou um aumento, uma diminuição ou uma maior variabilidade nos níveis de glicose; 38,4% postergaram consultas médicas e/ou exames de rotina; e 59,5% reduziram a atividade física. 

Por isso, neste momento, é ainda mais importante que você atue como um educador em diabetes. Confira as dicas práticas de serviços farmacêuticos que podem ser oferecidos no seu estabelecimento. 

Serviços que podem ser oferecidos para pessoas com diabetes

 

1. Educação em saúde 

A educação é um processo contínuo e constitui a ferramenta principal para o controle do diabetes. Para tanto, “o farmacêutico deve estar qualificado e consciente do seu papel de educador nesse processo. O propósito da educação é o controle do diabetes através do cuidado por parte das pessoas, familiares e cuidadores, tendo como consequência a melhora do estado de saúde e da qualidade de vida das pessoas”.

A Organização Mundial da Saúde destaca a importância da educação para o autocuidado na prevenção e tratamento de doenças crônicas como o diabetes mellitus. 

A pessoa que vive com a doença é a principal responsável por desempenhar atividades relacionadas ao tratamento. No entanto, para que ela possa desempenhar esse papel, é necessário conhecer os comportamentos que devem ser adotados para o controle do diabetes. São sete os comportamentos principais: 

  • Alimentação saudável 
  • Ser ativo
  • Monitorização da glicemia 
  • Tomar medicamentos 
  • Resolução de problemas
  • Enfrentamento saudável 
  • Redução de riscos 

O farmacêutico, como educador em diabetes, pode contribuir para a adoção de todos esses comportamentos.

Educação em saúde e a pandemia de COVID-19

Além dos cuidados em relação ao controle do diabetes, também é importante educar o paciente em relação ao tratamento precoce da COVID-19, uma vez que a procura por determinados medicamentos e suplementos vitamínicos tem aumentado durante a pandemia. 

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) não recomenda tratamento farmacológico precoce para COVID-19 com qualquer medicamento (cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina, azitromicina, nitazoxanida, corticoide, zinco, vitaminas, anticoagulante, ozônio por via retal, dióxido de cloro).

 A SBI destaca que “os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a COVD-19.”

2. Aferição da pressão arterial 

O diabetes mellitus tipo 2, que é o tipo mais comum em pessoas que estão acima do peso, muitas vezes vem acompanhado de pressão alta (hipertensão arterial sistêmica).

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) 4 entre 10 pacientes diabéticos apresentam pressão acima do normal.

O controle da pressão por parte do paciente diabético é tão importante quanto o controle da glicemia. Isso porque a pressão alta aumenta o risco de doenças cardiovasculares como infarto, além de acelerar o processo de lesão nos rins, já causado pelo próprio diabetes.

3. Rastreamento em Saúde com Testes Laboratoriais Remotos de Glicemia, Hemoglobina Glicada e Perfil Lipídico 

Para o rastreamento do diabetes, pode-se utilizar a glicemia em jejum, a glicemia de 2 horas pós-sobrecarga ou a hemoglobina glicada, sendo a glicemia de 2 horas pós-sobrecarga o teste menos utilizado. A glicemia em jejum e a hemoglobina glicada são exames que podem ser oferecidos aos clientes que frequentam a farmácia. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, esses testes são um dos instrumentos tanto para auxiliar no diagnóstico de diabetes ou pré-diabetes, quanto para avaliar o controle glicêmico do paciente com a doença.

Outro exame que precisa ser realizado com frequência por pessoas com Diabetes ou por aquelas que apresentam algum fator de risco para o desenvolvimento da doença, é o exame de Perfil Lipídico. Pessoas com diabetes mellitus possuem duas a três vezes mais chances de apresentar problemas cardiovasculares do que pessoas não-diabéticas.

E você? Está oferecendo algum destes serviços na sua farmácia? Conte com a Hilab os Testes Laboratoriais Remotos. Preencha o formulário que em até 48h nós ligamos para você! 


Palavras-chave , , , , , , , ,
Mercado farmacêutico, Indústria farmacêutica, ANVISA





Seja bem-vindo(a) ao blog da M2Farma.

Neste espaço reunimos notícias sobre assuntos regulatórios e o varejo farmacêutico.

Nosso trabalho é facilitar a burocracia técnica, saiba mais.

Siga-nos:

📫 Receba por e-mail

Receba as últimas notícias sobre varejo farmacêutico, ANVISA, Farmácia Popular e Convênios PBM direto no seu e-mail:





Do NOT follow this link or you will be banned from the site!

📬 Receba as últimas notícias sobre o varejo farmacêutico, Farmácia Popular, ANVISA, convênios PBM e mais: