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Vacinas na rede privada podem afetar o SUS

Países como Estados Unidos, Israel e Reino Unido começaram a vacinar a população de forma gratuita no final do ano passado. No Brasil, onde a vacina contra o coronavírus está prevista para chegar no fim de janeiro, clínicas de vacinação privada debatem a possibilidade de oferecer a vacina também.

O anúncio de que as clínicas privadas estão negociando a compra de 5 milhões de doses da vacina indiana contra a Covid-19 tem provocado debates éticos. Por um lado, há um entendimento de especialistas em saúde pública de que, por se tratar de vacina ainda pouco disponível no mundo, a oferta no setor privado pode criar uma disputa com o Sistema Único de Saúde (SUS), aumentando as desigualdades e atrasando a imunização dos grupos prioritários.

Por outro lado, as clínicas privadas argumentam que o objetivo não é competir, mas, sim, complementar a oferta prevista no SUS, atendendo, por exemplo, empresas que querem oferecer a vacina a empregados que não estão hoje nos grupos prioritários previstos pelo Plano Nacional de Imunização.

Segundo Geraldo Barbosa, presidente da Associação Brasileira das Clínicas de Vacina (ABCVac), é uma falácia a alegação de que o setor privado vá concorrer com a rede pública. “Sempre fomos complementares ao SUS, sempre colaboramos com a cobertura vacinal”, disse ele na última segunda-feira, antes de embarcar para a Índia, onde visitará a farmacêutica indiana Bharat Biotech, fabricante da vacina Covaxin.

Barbosa afirma que o objetivo é usar o capital da indústria que pode pagar a vacina aos seus empregados que não estão inicialmente nos grupos prioritários. “Vamos ajudar muito mais do que atrapalhar, vamos ajudar a diminuir a circulação do vírus. Nosso papel é ajudar o governo”, afirmou.

Especialistas em saúde pública, porém, veem na iniciativa um risco de competição. “Hoje há uma escassez absoluta de vacina. O que for para o mercado é o que vai deixar de ir para o público. É diferente de casos em que o mercado aumenta a oferta”, analisa o advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Daniel Wang.

Segundo Barbosa, o setor tomou o cuidado de não negociar com farmacêuticas comprometidas com o governo brasileiro. Também não haveria conflito em relação ao volume de doses. “Por isso a gente conseguiu só 5 milhões de doses. O quantitativo está limitado para o mercado privado.”

O médico, advogado e professor de medicina da Escola de Ciências da Saúde da Universidade Anhembi Morumbi Daniel de Araújo Dourado, diz que as clínicas particulares têm o direito de comprar as vacinas. “Mas se isso acontecer antes de existirem doses suficientes na rede pública, as autoridades podem requisitar essas vacinas para serem distribuídas no SUS”, complementa. A chamada Lei da Covid (Lei 13.979/20) atribui essa prerrogativa tanto ao Ministério da Saúde quanto aos gestores locais de saúde.

Clínicas particulares esperam Anvisa e ABCVac

As clínicas particulares de vacinação em Porto Alegre pensam em começar a debater o assunto somente depois da liberação da Anvisa. A Unimed Porto Alegre afirmou, em nota, que precisa saber, primeiramente, o retorno da Anvisa sobre quais serão as vacinas disponíveis para a comercialização na rede privada antes de fazer o planejamento.

A Clínica Vacine, no bairro Menino Deus, também afirma estar aguardando a liberação da Anvisa. “Não tem como ter uma ideia de quando isso vai acontecer e como vai ser organizado. Não sabemos nem se vai haver essa possibilidade de vacinação pelas clínicas privadas. Mas acho que sim, até porque a rede pública vai ter dificuldade de vacinar todos e as clínicas particulares vão ajudar nessa demanda”, complementa a sócia farmacêutica Andiara Gitz

Por outro lado, a Clínica Imunitá, no bairro Tristeza, já começou a pensar na logística. “O mecanismo de atendimento vai ser definido de acordo com a faixa etária da vacina e o número de doses que vamos adquirir.

Em princípio, irem os atender de forma similar à campanha de gripe: por ordem de chegada e com distribuição de senhas”, explica a enfermeira técnica responsável Danielle Abadi. Ela acredita que, dependendo do laboratório, a compra pode ser facilitada. “Se for algum laboratório que já tem contato, tipo a Pfizer, porque trabalhamos com outras vacinas deles, talvez fique mais viável.”

Fonte: Jornal do Comércio – RS

Leia também: https://panoramafarmaceutico.com.br/2021/01/11/o-impacto-devastador-da-pandemia-nos-profissionais-de-saude/


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Rede StyloFarma investe em mudanças na rede

Rede StyloFarma investe em mudanças na rede

A rede StyloFarma já conta com 84 unidades, distribuídas em 38 municípios do estado de Santa Catarina. A rede, que nasceu em 2008, tem o objetivo de abrir mais 15 unidades ainda este ano, também no estado de Santa Catarina e planeja expandir para os estados vizinhos em 2021.

“O mercado farmacêutico é bastante competitivo, porém ainda possui muitas oportunidades de expansão aonde nosso modelo de negócios poderá ser um grande aliado para a farmácia independente. A Rede Stylofarma detém diferencias competitivos e uma estrutura pronta para atender em todo o território nacional, amparada por uma gama de ferramentas de gestão e inteligência de mercado, além de uma equipe qualificada para transformar uma farmácia em um negócio rentável e competitivo”, pontuou o diretor comercial e operacional da StyloFarma, Stefan Henrique Passold. Leia mais ›


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Pátria adquire pequena rede de farmácias em Pernambuco

O fundo de private equity Pátria Investimentos adquiriu a rede de farmácias Independente, que tem 24 unidades espalhadas na Grande Recife. Embora considerada pequena, a aquisição faz parte de uma estratégia de consolidação na capital pernambucana, onde o fundo já tem presença neste segmento. Leia mais ›


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Rede de farmácias gaúcha Mais Econômica pede recuperação judicial

A rede de farmácias Mais Econômica ingressou nesta terça-feira com pedido de recuperação judicial na Comarca de Porto Alegre. A varejista foi vendida no fim de 2015 pelo grupo BTG para a Verti Capital, por R$ 44 milhões, e após a negociação continuou a enfrentar um período de sérias dificuldades econômicas.

“A medida permitirá sanar a empresa, restabelecer a normalidade das operações, repor o estoque de produtos e preservar empregos”, informa a rede em nota.

A Mais Econômica é a terceira maior rede do varejo farmacêutico gaúcho. Possui 140 lojas, sendo 100 atualmente em operação, em 52 municípios, e cerca de 850 funcionários. Leia mais ›


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Farmácia Popular da rede própria pode acabar

BRASÍLIA – As unidades próprias do Farmácia Popular devem acabar. Em reunião marcada para esta quinta, 30, em Brasília, o Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde vai apresentar seu voto favorável à extinção desse formato do programa, lançado em 2004 e um dos símbolos do governo Lula (PT). O conselho vai propor que recursos sejam transferidos para custear a compra de medicamentos distribuídos nas unidades básicas de saúde. Leia mais ›


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Rede de farmácias terá até 10 anos para quitar dívida de R$ 78 milhões

Credores da rede de farmácias São Bento realizaram assembleia na tarde desta sexta-feira (10) e decidiram pelo plano de recuperação judicial da empresa. O pagamento das dívidas deve ser feito em até 10 anos. A dívida da São Bento chega a R$ 78 milhões.

De acordo com o economista Fernando Abrahão, da Real Brasil Consultoria, responsável pelo processo de recuperação judicial, com essa decisão do plano de retomada da recuperação judicial a empresa entra em nova rotina, tendo que pagar os credores. Leia mais ›


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