Teste de COVID-19 nas farmácias

(Texto atualizado em 02/10/2020 às 08:41 pm)

Em face da enorme demanda por testes para verificar o contágio pelo novo coronavírus COVID-19, as farmácias realizaram milhares de testes nos últimos meses. No período inicial da pandemia, houve escassez de testes mesmo dentro da rede hospitalar. Com a normalização do fornecimento dos exames, criou-se com a liberação às farmácias uma  alternativa segura para qualquer pessoa que apresentasse os sintomas. A solução é benéfica em vários sentidos:

  • Não expõem o paciente ao ambiente hospitalar, onde as chances de contaminação são maiores;
  • Reduz a sobrecarga da rede hospitalar;
  • A enorme variedade de empresas fornecendo os testes garante um abastecimento capilarizado e distribuído em um país com dimensões continentais.

Como funciona o teste do COVID dentro da farmácia?

O teste deve ser realizado por um farmacêutico na sala destinada à prestação de serviços farmacêuticos. O paciente solicitante do teste rápido, deve ser entrevistado, em  consonância com a instrução de uso do teste e a sua respectiva janela imunológica, visando evidenciar a viabilidade da aplicação do teste específico disponível no estabelecimento.

Todos os resultados de testes para a COVID-19, independente de resultado positivo ou negativo devem ser notificados ao Ministério da Saúde por meio do site e-SUS Notifica.

É vedada a venda dos testes rápidos pelas farmácias e drogarias para que os clientes realizem os testes por conta própria em seus domicílios.

Ainda, deverá ser informado no laudo e na declaração de prestação de serviço farmacêutico se o cliente se declara assintomático ou sintomático para síndrome gripal e data de início de sintomas.

Há ainda a possibilidade de resultados positivos por conta de resultados reagentes devidos a infecção passada ou presente pelos coronavírus HKU1, NL63, OC43 e 229E. Nestes casos, um resultado positivo não necessariamente indicaria infecção pelo SARS-CoV-2.

Do outro lado, um resultado do teste sorológico negativo tão pouco deve ser tomado como diagnóstico confirmatório, não excluindo totalmente a possibilidade de uma infecção ou como critério definitivo de interrupção de isolamento.

Em um ambiente de medo e excesso de desinformação é fundamental manter o público o melhor informado possível, já houveram relatos de testes em postos de gasolina, diversas formas de falsificação dos testes, chegando até mesmo ao extremo de teste de gravidez serem vendidos como exames para a COVID-19. Desta maneira é fundamental manter as equipes de cada farmácia extremamente bem informados para que sempre levem ao público às informações corretas e as práticas mais seguras.

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