Rede BR Pharma deseja abrir 100 lojas em 2013

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Brazil PharmaA varejista de farmácias Brazil Pharma, cujo maior acionista é o banco BTG Pactual, pode conseguir encerrar neste ano o processo de integração das redes adquiridas desde 2010. A integração da área operacional, a mais demorada, deve levar aproximadamente mais um ano, diz André Sá, presidente da empresa. Criada em dezembro de 2009 com metade da diretoria oriunda do mercado financeiro, ela surgiu com o intuito de crescer por meio de aquisições.

Tornou-se a empresa que mais comprou negócios no setor de varejo nos últimos anos e hoje é a maior rede de drogarias do país em número de pontos, com 1.050 lojas, e a quarta em receita. Pelos cálculos do comando, ao finalizar esse processo, o período para consolidar os negócios em uma só estrutura pode chegar a cerca de dois anos e meio. A integração de negócios nas diversas áreas do varejo, após a sequência de aquisições no setor, tem levado de dois a três anos, em média, pelo nível de complexidade desse processo.

No caso da BR Pharma, com capital aberto em bolsa e 35,7% das ações ordinárias com o BTG, os analistas buscam entender como tem evoluído a atual integração. E levantaram questões na reunião pública do comando com o mercado em dezembro. Da integração depende parte das reduções nas despesas internas que pressionam a margem do grupo hoje. Já há sinais de uma diminuição nas despesas gerais e administrativas, mas a própria empresa já admitiu que espera ganhos maiores em 2013.

“No fim do ano finalizamos os ajustes na área operacional das redes, que é a parte mais difícil e demorada”, diz Sá. “O que leva mais tempo é padronização das lojas, a mudança nos layouts. É preciso que a empresa tenha mesmo nível de atendimento e serviço e a mesma cultura. Esses ajustes devem acontecer ao longo deste ano”, diz o executivo da BR Pharma, que gastou R$ 578 milhões em aquisições em 2011 e 2012, segundo balanço. A companhia ainda soma R$ 400 milhões em caixa.

Foram seis redes compradas em menos de 30 meses, desde julho de 2010 – algumas desconhecidas do mercado paulista. As redes nasceram no Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Bahia e Pará e a mais conhecida em São Paulo é a Farmais. Compraram-se lojas que operavam com sistemas de TI customizados, desenvolvidos internamente. Também entraram nessa cesta aquisições de lojas que não tinham área interna padronizada.

No momento, a reorganização das estruturas está dividida em três frentes: comercial, administrativo e operacional. No comercial, a negociação com a indústria para compras de produtos já acontece de forma unificada hoje, o que traz ganhos de escala. Ainda não concluiu, porém, a unificação dos sistemas dos centros de distribuição (são cinco no país). Já na área administrativa, uniu-se boa parte dos serviços de escritório em uma central única, o chamado Centro de Serviços Compartilhados (CSC).

Entre as seis redes compradas, duas (Big Ben e Guararapes) não estão dentro do CSC. Alguns ganhos foram percebidos. Por exemplo, a empresa passou a registrar neste ano uma economia de R$ 7,2 mil ao mês no vale transporte com a dedução de faltas injustificadas de empregados. Quem falta ao trabalho não usa o vale, e esse valor tem que ser deduzido. Outra economia de R$ 9,6 mil ao mês foi obtida com dedução das faltas com o vale alimentação.

Nas lojas, também têm sido tomadas medidas para padronizar os pontos por meio das reformas das áreas internas que estão em andamento. “Queremos o mesmo formato de loja em todas as redes, com mesma disposição das gôndolas, dos caixas. E que se possa encontrar o mesmo nível de atendimento em todo lugar”, diz Sá. Para espalhar a “cultura BR Pharma” foi feito o que a empresa chamou de “roadshow de cultura”. Oitenta e quatro lojas foram visitadas pela direção da rede desde julho.

O executivo informou que a empresa pretende abrir 100 novas drogarias neste ano, em regiões onde já atua e em novos Estados. Sá não antecipa os novos locais. Em 2012, a empresa abriu 96 farmácias, ao mesmo tempo em que integrava os negócios comprados. Foram cerca de 300 aberturas desde 2010. A empresa também decidiu que vai “assinar” o nome Brazil Pharma no canto da fachada de seus pontos, mas o Brazil será com “s”. A palavra “Pharma” (com Ph) fica, pois passa confiança, segundo consultoria feita pelo publicitário Nizan Guanaes.

Fonte: Valor Econômico

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