Rede de farmácias terá até 10 anos para quitar dívida de R$ 78 milhões

 

Pedido de recuperação judicial da São Bento foi feito em 2015 e dívida chega a R$ 78 milhões. (Foto: Arquivo/ Campo Grande News)

Credores da rede de farmácias São Bento realizaram assembleia na tarde desta sexta-feira (10) e decidiram pelo plano de recuperação judicial da empresa. O pagamento das dívidas deve ser feito em até 10 anos. A dívida da São Bento chega a R$ 78 milhões.

De acordo com o economista Fernando Abrahão, da Real Brasil Consultoria, responsável pelo processo de recuperação judicial, com essa decisão do plano de retomada da recuperação judicial a empresa entra em nova rotina, tendo que pagar os credores.

“A maioria dos presentes votou na continuidade do processo. Agora, a São Bento entra em nova rotina, devendo se organizar para pagar os credores. Cada empresa tem um acordo com a rede e o plano de pagamento será feito em até 10 anos”, explica.

Agora, a decisão vai para o juiz da vara de recuperações judiciais, para homologar o plano.

Na assembleia, participaram pelo menos três empresas credoras que são: Distribuidora Brasil, Transmed e 6F, empresa patrimonial.

Recuperação, como funciona? – Quando uma empresa pede a recuperação judicial ela apresenta à Justiça um plano de pagamento de dívidas com seus credores. Eles se reúnem em assembleia para aprovar ou não o documento, que prevê, entre outras coisas, condições de parcelamentos e datas para quitação dos débitos.

Se o cronograma é rejeitado, a companhia pode então decretar falência. Se aprovado pela maioria, a empresa então começa a cumpri-lo.

Todo esse processo deve ser acompanhado pela Justiça. Por isso ela designa uma empresa, chamada administradora judicial, no caso, a Real Brasil, para supervisionar todas as reuniões, devendo apresentar relatórios com as atividades que estão sendo realizadas.

Dívida – A São Bento entrou com pedido de recuperação judicial em 2015. Na época, a rede tinha 1,2 mil funcionários e quase 100 lojas em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A concorrência de grandes redes de farmácias foi um dos motivos que agravaram a crise financeira da companhia.